quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu simplesmente odeio...

Sempre falo por aqui das coisas que eu amo, coisas pelas quais sou apaixonada, mas hoje vou falar de algumas coisinhas que eu simplesmente odeio...

Odeio quando alguém diz “hum que cheirinho de chuva” e algum xarope responde “não é cheiro de chuva, é só terra úmida”.

Odeio quando alguém diz que deixar criança acreditar em Papai Noel, Fada do Dente ou Coelhinho da Páscoa é criar falsas ilusões.

Odeio quando vejo uma mãe, ou pai, gritando com seu filho na rua e dando empurrões.

Odeio que as pessoas tenham mais dó dos cachorros de rua que das crianças sem casa.

Odeio quando alguém fala sobre seu relacionamento e um infeliz diz “aproveite, que é assim só no começo, depois vira rotina”.

Odeio que no dia do aniversário as pessoas, em vez de nos darem parabéns e desejarem que todos os nossos sonhos se realizem, se limitem a dizer “tá ficando velha, heim!”.

Odeio a frase "ninguém é insubstituível".

Odeio que zombem das supersticções alheias, dos habitos religiosos, das coisas que as pessoas acreditam ou da cultura de outros povos.

Mas o que eu realmente mais odeio é que, quando eu digo “pretendo ficar um ano na Austrália e depois sei lá, talvez um ano em Paris”, a pessoa me pergunte “mas porque?”, ou, o que é ainda pior, acrescente “você não acha que já passou da idade pra fazer estas cosias?”.

Ou seja, eu simplesmente odeio quando as pessoas tentam estragar a magia que há na vida!

E agora, me deixa correr e olhar um pouco pela janela, porque tem um arco-íris no céu... quem sabe dá tempo de encontrar o pote de ouro!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Os Exilados de Montparnasse e Queda de Gigantes

Chegou!! Meus livros novos comprados na Black Friday brasileira chegaram hoje... Os Exilados de Montparnasse que eu já comentei aqui. Um livro sobre a fase da geração perdida em Paris que teve minha paixão despertada depois de assistir Meia Noite em Paris. Comecei a ler ontem, enquanto esperava minha carona, e gostei... linguagem agradável e vai direto ao ponto!! Quando terminar dou minha opinião!!


O outro é Queda de Gigantes do escritor Ken Follet. Conheci o escritor lá no blog Eu Leio, é um dos preferidos da Luciana, a dona do Blog, e desde então li Pilares da Terra do mesmo autor e gostei bastantes. Além de já ter lido comentários sobre a obra pelos blogs a fora, a Fê, do Na Trilha, me recomendou Queda de Gigantes depois dos meus comentários sobre a série Downton Abbey e... ai que está meu grande dilema!!!


Como disse ontem, pretendia começar a ler Tormenta de Espadas agora que terminei Alexandros, mas acho que vou ler Queda de Gigantes... não é que eu esteja procrastinando meu retorno a Westeros, é mais uma fase de retorno aos romances históricos e redescoberta da paixão por uma determinada época da história... bem... tenho até hoje a noite para decidir...

Oh dureza, heim!!! Que me dizem??

Abraços
Fefa Rodrigues

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Alexandros – As Areias de Amon

“Ó grande deus que dominas
a desmedida extensão de areias,
sob o céu de bronze ofuscante.
Deus de verdade e mistério,
Respondei-me:
Quem manchou de sangue
a estrela argeada?
Que matou meu pai?
- Teu pai?
Ó jovem glorioso, invencível,
Teu pai sou eu!”

O que esperar de um romance histórico que conta a vida de ninguém menos que Alexandre, o Grande? E que além de ter como personagem principal alguém tão marcante, conta com outros personagens como Felipe da Macedônia, Aristóteles, Dario o Grande Rei Persa, Heféstion, Leonato, Leônidas, Pérdicas, Mêmnon... e ainda tem como pano de fundo a conquista do Império Persa pelos Macedônios.
Para os fãs de romances históricos, um livro com personagens como estes é um prato cheio, não? Foi por isso que eu comprei e li os dois primeiros volumes desta obra cheia de expectativas, que, infelizmente, acabaram meio que frustradas.

Quando o livro chegou, achei estranho o tamanho, muito fino para uma obra sobre um personagem tão importante e com tanto para contar. Li o volume I - Alexandros, O Sonho de Olympias - e as mesmas criticas que fiz com relação a ele, eu repito com relação ao volume II.

Confesso que esperava algo tipo a série O Imperador, de Conn Iggulden, romance que conta sobre a vida de Júlio César e dos personagens próximos a ele, mas não foi o que encontrei.

Deixa eu ver se consigo me expressar devidamente. Para mim, o maior problema do livro é que ele não tem trama. É quase como um daqueles livros de história que a gente usava no colégio, mas com conversas entre os personagens. É como se a narrativa fosse linear, o autor conta as coisas, mas sem criar qualquer expectativa, sem romancear talvez... olhando sempre para frente, não há nenhuma surpresa, não há questões envolvendo os outros personagens, não há nada a se esperar além do óbvio já que, sendo um romance histórico, a gente já conhece o fim (poxa, ainda não consegui expressar o que eu queria!).

Outro ponto que me incomodou foram os diálogos. Gente do céu, é Aristóteles conversando com Alexandre... pelo amor do Pai, imagina as conversas que homens como estes tiveram!!  Mas no livro as conversas são frívolas, algumas vezes até mesmo bobas e quando não são assim o autor simplesmente se limita a não narrar os diálogos... como quando Alexandre se encontra com um sábio grego que vivia nu sob uma árvore. O então príncipe da Macedônia chega até o sábio e diz: - Me pede qualquer coisa que eu te darei. O tal sábio responde: - Saia de frente do meu sol, você está fazendo sombra. Fascinado, Alexandre se senta ao lado do homem no chão para conversar e ponto final. O autor encerra ai, não fala sobre o que eles falaram... e é assim que ele encerra todas as vezes que Alexandre vai ter uma conversa com alguém importante.

Já, as conversas entre ele e seus companheiros são fraquíssimas. Pode ser que o autor tenha querido mostrar como eles eram jovens, mas ainda assim... deixou a desejar!

Não gostei também de como as batalhas são contadas, não há qualquer descrição. Mais uma vez, esperava algo tipo Bernard Cornwell, com sangue voando para todo lado, suor escorrendo pelas faces do rei, toques de heroísmo de seu exército... mas as batalhas simplesmente não são descritas, e, além disso, me parece que Alexandre na verdade conquistou tudo que conquistou muito mais graças a seus engenheiros militares do que por força de seu exército.
   
Além disso, veja bem, a narrativa tem como pano de fundo a conquista do Império Persa por Alexandre, mas não há qualquer descrição dos lugares, dos costumes, das cidades conquistadas, de nada. Então, a minha maior impressão é que sempre está faltando algo, história, trama, descrição, romance...

Por fim, ele não conseguiu tornar Alexandre cativante, tanto que, no decorrer da história, eu acabei me afeiçoando mais à Mêmnon, o general mercenário contratado pelo Grande Rei Persa, do que por Alexandre, “torci” mais pelo exército inimigo do que pelos Macedônios... apesar de saber qual seria o fim de tudo!

Podem até alegar que tudo isso se deve ao fato de a obra ser voltada para um público infanto-juvenil, mas algumas cenas mais picantes desmentem esta idéia... então... realmente faltou muita coisa!!

Tanto a série O Imperador como Ramsés que são romances sobre a vida de dois grandes personagens históricos ensinam muito não só sobre a vida do personagem, mas também como com relação ao mundo em que ele vive, especialmente sobre a cultura da época em que a história se passa. Mas não é só isso, existe trama, existe o mistério e as expectativas que qualquer bom romance deve ter... enquanto a gente lê essas obras, se sente em Roma ou no Egito, parece que dá até para sentir os aromas, ver as cidades, imaginar os templos, é uma viagem a outras épocas... o que simplesmente não existe em Alexandros. Uma pena, pois o autor perdeu a chance de escrever uma grande história.

Vale a pena ler? Bem, vale... mas sem muitas expectativas!!

Agora, rumo em direção a Westeros e, ainda esta noite, inicio Tormenta de Espadas.

Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre sonhos e coragem...

Já a tempos que comentei por aqui sobre um texto do Contardo Caligaris em que ele comentava o filme Foi Apenas um Sonho e, depois de uma bela exposição de motivos ele afirma que "não basta sonhar, é preciso ter coragem".

Eu gosto de  pensar nesta frase com frequencia, principalmente porque é muito fácil encontrar razões desculpas para não correr atrás dos nossos sonhos!! Hoje, estava lendo um texto do Chalita e vou pedir licença para transcrever um trecho já que ele me fez pensar novamente na coragem que se deve ter pra viver a vida...

"Aristóteles dizia que “a coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras”. A coragem também foi tema de Platão, seu mestre. No “Mito da Caverna”, o filósofo ensina que sair da caverna e enfrentar a vida não é simples. É, inclusive, incômodo, para quem nunca viu a luz, deparar-se com ela. A vida na caverna parece mais confortável, sem grandes mudanças de temperatura, sem feras que possam devorar, sem novidades. Entretanto, na caverna, vive-se das sombras. Quem quer viver, de fato, tem de enfrentar os riscos que a vida real oferece."**

Abraços
Fefa Rodrigues


** Trecho do texto Um Exercício de Coragem retirado do blog do Gabriel Chalita

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Como diria Machado de Assis...

E como hoje é sexta, nada melhor do que algumas imagens lindas para nos inspirar, porque, como já disse Machado de Assis...

“A melhor definição de amor não vale um beijo...”






















Perfeito fim de semana a todos!!!!

- Fefa Rodrigues -


Imagens: We heart it

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os Exilados de Montparnasse – Jean-Paul Caracalla

Enquanto a vida acontece a gente continua se apaixonando, descobrindo novos amores, ou percebendo que somos apaixonados por algumas coisas sem que tivéssemos nos dado conta... Depois de assistir Meia Noite em Paris eu percebi algumas paixões que eu tenho, mas que estavam meio escondidas... ou esquecidas...

Uma delas é os anos 20, eu adoro a moda, a música, o estilo boêmio da época e a sensação de liberdade, de rompimento com costumes e convenções... outra paixão é Paris, apesar de ainda não ter conhecido a cidade tudo que remete a ela sempre me encanta... e, somando essas paixões a já tão conhecida paixão por literatura, resolvi prestar mais atenção e saber mais sobre a chamada geração perdida e nada melhor para aprender mais sobre algo do que um livro sobre o assunto, não é?

Para conhecer mais sobre a vida nestes tumultuados dias em que Paris era uma festa, quando grandes nomes da literatura e das artes, como Picassso, Hemingway, Getrudes Stein, Scoot Fitzgerald, Dali, se refugiaram na cidade em busca de liberdade para criar, comprei esse livro que, para minha sorte, está em promoção no site Submarino e, ainda por cima, sem frete!!

Mesmo antes de ler o tal livro, tenho sentido uma enorme vontade de, não só beijar o Davi no alto da Torre Eiffel, mas também de viver por lá por algum tempo... aprender francês para ler Vitor Hugo na versão original... respirar o ar mágico das ruas que assistiram tantos e tantos acontecimentos que marcaram a história... quem sabe o Davi topa incluir esta possibilidade na nossa aventura que está perto de começar!!!

Estou começando a achar que sou apaixonada pela França na mesma proporção que sou pela Inglaterra!!!

Lendo o livro, conto mais...

Ah... Aproveitei para comprar Queda de Gigantes, volume I, do Ken Follet, também em promoção e sem frete no mesmo site, livro que foi dica tanto da Fê, do Na Trilha, quanto do blog Eu Leio da Lu Russa.

Para quem está a fim de comprar algumas obras, dá para aproveitar a promoção!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Moby Dick – Herman Malville

Quem ama ler, sempre conhece, mesmo que apenas de conversas, os grande clássicos da literatura. Eu já tinha ouvido muito sobre Moby Dick quando assisti Matilda pela primeira vez e, desde então, nas dezenas de vezes que vi o filme, aquela cena final, na qual e garotinha genial esta sentada em sua cama lendo, a frase que inicia o li – Há alguns anos, não sei quantos ao certo, tendo pouco ou nenhum dinheiro no bolso... – sempre me fazia ter vontade de ler o livro.

Mas foi só quando eu estava na faculdade que encontrei um exemplar para ler. Uma colega chamada Ângela – mas que eu gostava de chamar de Anja – me emprestou o livro, um dos favoritos do pai dela, e eu li com o mesmo entusiasmo de quando encontrei um exemplar de Os Miseráveis.

A história das aventuras de Ismael, um homem do mar que, como ele mesmo diz, não tinha qualquer interesse nos assuntos de terra firma, decide, junto com seu amigo Queequeg, embarcar em um navio baleeiro comandado pelo capitão Ahab, que, segundo avisaram a Ismael, é um louco que tem como único objetivo caçar a baleia Moby Dick, um enorme cachalote deformado e cheio de cicatrizes das inúmeras batalhas que enfrentou, sempre vencendo seus oponentes e destruindo os navios baleeiros.

Teoricamente, aquela viagem programa para durar três anos, tem como objetivo caçar baleias para extrair o esparmacete, um óleo muito utilizado na época e que garantia muito lucro, mas, a verdadeira intenção do capitão Ahab é caçar a temível baleia, o que vai ficando claro no decorrer da história.

A narração é cheia de reflexões do personagem Ismael, o que gostei, porém, eu me cansei um pouco com as longas descrições do dia-a-dia do navio baleeiro e, como eles estão em alto mar, não sobra muito o que contar, assim a história se reveza entre os dias de trabalho no navio e os momentos em que baleias são avistadas e toda a luta entre elas o navio e seus tripulantes. 

Sinceramente, o livro não foi muito do meu agrado. Não tem muita emoção, demora muito para encontrar a tal da Moby Dick e todo o decorrer da história fica só no dia-a-dia dos marinheiros, são muitos detalhes, muita descrição... hum achei meio chato. E falo isso com aquela pontada de incomodo que tenho quando não gosto de algum clássico da literatura o que a Fê, do Na trilha, me disse que não devia sentir já que, nas palavras dela, “não é porque é clássico que é bom”, o que eu concordo, mas é que fiquei traumatizada com o xingo que levei por não gostar de O Retrato de Dorian Grey.

De tudo isso, no final das contas, a primeira frase do livro que eu escrevi ali em cima, vira e meche me vem à mente, e o que mais achei interessante foi uma história que ouvi certa vez e que não tenho como atestar se é verdadeira, mas que eu gostei.

Ouvi dizer que Herman Malville tinha sido demitido e, quando chegou em casa um tanto preocupado e chateado, contou para sua mulher o que havia acontecido, ela então disse que ele não devia se preocupar, porque nos últimos anos ela havia feitos economia e guardado todo dinheiro que sobrava, por isso, agora ele poderia se dedicar a escrever o livro que tanto sonhava!!

Não dá para saber se as cosias foram bem assim, talvez ele tenha tido essa sorte e essa história me faz lembrar de um texto do Contardo Calligaris que li dia desses, ele falava sobre a sorte que é encontrar alguém nesta vida disposto a caminhar com a gente na chuva... disposto a apoiar nossos sonhos!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Queria uma assim...

Desde a primeira vez que eu assisti A Bela e a Fera, fiquei completamente apaixonada!! Minha sobrinha, que naquela época era apenas uma garotinha, ganhou a fita do pai dela e nós assistimos tantas e tantas vezes que sabíamos todas as falas de cabeça!!

E, como sempre fui apaixonada por livros, é claro que a cena em que a Fera presenteia a Bela com sua biblioteca foi a que mais me marcou, além, é claro, de me sentir meio Bela, já que eu andava, e ainda ando, pra todos os lados sempre com um livro à tira colo!!

E desde aquele tempo eu sonho em ter uma biblioteca mais ou menos assim...














...isso e viver uns 200 anos para conseguir ler tudo!!!

Beijos!!!!
Fefa Rodrigues

Imagem: We heart it

terça-feira, 22 de novembro de 2011

I love books...



Beijos e bom finzinho de dia!!!
Fefa Rodrigues

Imagem: http://weheartit.com/

O Dia do Curinga – Jointen Gaarder

Depois de alguns dias sem inspiração para escrever, me lembrei desse livro do mesmo autor de O Mundo de Sofia, que já lia faz bastante tempo, mais um dos empréstimos da Biblioteca da Uniso, escolhido por conta do autor!!

Antes de maiores comentários sobre a obra, tenho que confessar que, mesmo tendo gostado bastante das duas obras que li deste autor – O Mundo de Sofia e O Dia do Curinga – tenho certa dificuldade em digerir o que ele escreve e isso, com certeza, é culpa da minha falta de conhecimento sobre filosofia!! Por isso, enquanto lia essas obras, tinha a sensação de estar engolindo uma pedra!!

Este livro conta a história de Hans-Thomas, um garoto norueguês de 12 anos que, junto com seu pai, deixa a Noruega e parte em direção à Grécia - rumo ao conhecimento. Eles vão em busca de sua mãe que, há oito anos, abandonou a família para conseguir “se encontrar” e se tornou modelo. Os dois descobrem seu paradeiro após ver suas fotos em uma revista e decidem ir ao seu encontro para trazê-la de volta para casa.

Bem ao estilo O Mundo de Sofia, neste livro duas histórias vão sendo narradas ao mesmo tempo. O pano de fundo é a viagem de Hans e seu pai pela Europa e, durante esta viagem o garoto encontra um livrinho misterioso dentro de um pão doce comprado em uma de suas muitas paradas, o tal livrinho é escrito em letras minúsculas, mas que ele consegue ler porque, coincidentemente, naquela mesma cidade, ganhou de um anão que os atendeu num posto de gasolina, uma lupa que segundo ele tinha sido feita a partir de um pedaço de vidro que ele havia encontrado dentro de um cervo.

O pequeno livro narra à história de um naufrago e de seu baralho que ganha vida, enquanto ele sobrevive sozinho em uma ilha remota. Esta narração é permeada de mitos gregos e questionamento sobre a vida, o destino e a existência humana, o que vai influenciar as conversas entre o garoto e seu pai durante a viagem e vai ajudá-lo a encontrar o conhecimento. No fim, as histórias do garoto e do naufrago acabam se encontrando de uma forma surpreendente!!

O detalhe que mais gostei no livro foi o calendário que o autor criou para a ilha onde o naufrago está. Lá, cada ano possui treze meses que leva o nome das cartas – Valete, Reis, Às... – e tem 28 dias, de modo que a cada ano resta um dia fora dos meses, e este é O Dia do Curinga. Além disso, assim como as cartas do baralho são 52, a cada 52 anos encerra-se um ciclo ou uma era, o que é muito importante para os acontecimentos da ilha.

Outro ponto que eu gostei, foi o final, assim como aconteceu em O Mundo de Sofia, apesar de, algumas pessoas terem me dito que acharam, nos dois casos, o fim óbvio demais... para mim não foi!

O livro é enigmático e cheio de mistérios. Por isso, acredito que quem entende de filosofia vai aproveitar melhor a história do que eu aproveitei. Com certeza, um livro para se ler e reler várias vezes e, a cada leitura, descobrir um novo detalhe!!!

Resumindo, apesar da minha dificuldade eu recomendo a leitura, já que, ainda que como eu, você não conheça muito de filosofia e fique com a sensação de estar engolindo uma pedra, a leitura é agradável e vale a pena!!

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amor e Sexo

E já que hoje é sexta-feira, clima de fim de semana, só coisa boa pela frente e acredito que um tanto quanto inspirada por aquele tal comercial da Benetton cheio de beijos - veja o comercial antes, daí você me entende, não são só beijos estranhos entre o manda-chuva do planeta - vai ai um sonzinho que muita gente tacha de pornográfico, mas que eu considero poético!! ;o)

Amor e Sexo
                            
                                                Rita Lee
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma célula de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa..


Essa foto que eu considero LINDA já é super antiga - mais de 15 anos - e, na época, também causou, mas, como eu gosto muito dela, tá ai pra inspirar!!!

Prometo voltar aos livros semana que vem!!! Finalizando Alexandros - As Areias de Amon e começando Tormenta de Espadas!!! Já estou com muitas saudades de Westeros!!!

Super sexta pra todos!!
Fefa Rodrigues

A Pessoa Errada – Luis Fernando Veríssimo

Sempre que temos um tempo, a Aline e eu, após o expediente, vamos até a Padaria XV ou ao Ópera tomar um café. É um tempo gostoso... precioso e raro pra falar a verdade, sempre temos tantos compromissos.. nunca sobra tempo. Mas quando acontece vale a pena, conversamos de tantas coisas, sonhos, realidade, vida, amores... e, invariavelmente, a gente se lembra deste texto do Veríssimo.

Hoje, logo cedo, ele me veio à cabeça, então, como estou um tanto sem inspiração para resenhar e como eu amo este texto porque considero uma daquelas verdades que a gente devia nascer sabendo, por que se assim fosse, a vida seria muito melhor desde o começo, tô postando pra você saborear...

"Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas. Mas nem sempre a gente precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça! Fazer loucuras! Perder a hora! Morrer de amor!
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar. Que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar. Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível!
Essa pessoa talvez te magoe. E depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado. Mas vai estar 100% da vida dela esperando você! Vai estar o tempo todo pensando em você! A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo.Porque a vida não é certa! Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo. E só assim é possível chegar àquele momento do dia, em que a gente diz: 'Graças à Deus deu tudo certo'! Quando na verdade tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada! Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.”

Não sei se o texto na íntegra, como eu conheço há tanto tempo, na lembrança ficaram apenas alguns trechos... cacei ele na net... então se estiver faltando alguma coisa ou algo errado me avisem!!!

Beijos...
Boa sexta-feira a todos!!!
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Downton Abbey Life

Eu sou apaixonada por todo tipo de coisas de época, ainda mais se for anos 20!! E, vagando pela net, descobri no blog Nem um pouco Épico, essa série que se passa um pouco antes dessa déca que eu amo, no ano de 1912!! Só pela descrição da dona do blog já fiquei louca para ver.

Assisti a primeira temporada em dois dias. Não, não sou uma dessas pessoas doidas que assistem 24 episódios da sua série preferida em um só dia, nem Crônicas do Gelo e Fogo eu consegui ver tudo de uma só vez, eu preciso de tempo para processar as informações. Mas, no caso de Downton foi fácil, porque a primeira temporada tem apenas sete episódios e eu tive um fim de semana prolongado e chuvoso!!

Amei a primeira temporada, primeiro pelo sotaque inglês que eu adoro!! Segundo por ser de época, muito bem montada, roupas, costumes, a casa, tudo perfeito!! Também gostei muito dos personagens, mesmo aqueles que estão lá para serem odiados - Thomas!!

Outra coisa que eu achei legal, mas que dependendo do estilo de cada um pode parecer um ponto negativo, é que a história se desenvolve sem grandes emoções, ou seja, a gente vai conhecendo a história e os personagens por suas atitudes e pelos acontecimentos do dia-a-dia de cada uma deles.

A série tem início com o naufrágio do Titanic e a suposta morte de Patrick, único herdeiro do Conde Crawley que, em suas próprias palavras para Mathew, é o guardião da propriedade conhecida como Downton Abbey, a qual só pode ser herdada, junto com o título de conde e com metade da fortuna da sua esposa, por um homem.

As filhas do Conde
Assim é que, por ter apenas filhas mulheres, o Conde Crawley traz para Downton Abbey Mathew, um primo distante, advogado de classe média que vive em Manchester e não está habituado à vida dos nobres, coisa que ele até mesmo despreza e sua mãe, uma ex-enfermeira de Guerra e viúva de um médico.

A Condesa-viúva!! Ela é chata mas é uma das melhores personagens!!!
Tudo isso cria um grande problema familiar já que a filha mais velha do Conde Crawley, Lady Mary, iria se casar com Patrick para herdar a propriedade e a fortuna dos pais, mas, agora, está destituída da herança. Mas Cora, a esposa do Conde, e a Condesa-viúva não estão dispostas a ver um estranho herdar tudo e Lady Mary ter que se contentar apenas com uma gorda pensão.

Os criados!!

E em meio a todas estas questões está uma comitiva de criados sempre, de uma forma ou de outra, interferindo na vida de “suas senhorias”.

Algumas cenas são icônicas. Numa delas, em meio a um jantar, Mathew é convidado para algo que não me lembro exatamente, então ele explica que só poderia ir no fim de semana, já que ele trabalhava nos outros dias, então a condesa-viúva pergunta “o que é fim de semana?”. Para pessoas que sequer trocavam de roupas sozinhas, fim de semana certamente era uma novidade.

De outro lado, mudei minha visão acerca da criadagem daquela época e nos moldes que eu imaginava, especialmente na Inglaterra. Ser um criado, pelo menos pelo que a serie retrata, era uma carreira, na qual você começava como um simples ajudante e podia chegar a ser um lacaio, um valete ou até mesmo um mordomo!

Talvez, a história não pareça tão interessante a partir desta minha pequena descrição, mas tenha certeza de que é. Estou apaixonada por ela!! E rumo à segunda temporada... espero que ainda não seja o fim!!

Beijos, beijos, beijos!!!
Fefa Rodrigues

Meia noite em Paris

Fim de semana prolongado por causa do feriado... começou com sol, mas no domingo de noite a chuva chegou, então, nada melhor que curtir as tardes de chuva vendo um filminho legal e graças a Taís, que não só indicou o filme como gravou no meu pen drive, Meia noite em Paris agora divide meu desktop com Simplesmente Amor, para que eu possa assistir várias e várias vezes. E eu simplesmente me apaixonei pelo filme!!

Só por essa Capa o filme já valeria a pena!!!
Primeiro, me identifiquei com o personagem principal, o Gil. Tal como ele, vivo pensando que eu seria mais feliz se tivesse vivido nos anos 20 ou, talvez, nos anos 50. Outra coisa em comum é que ele está escrevendo um livro, mas tem certa dificuldade em deixar que as pessoas o leiam. Eu também adoro escrever, mas não consigo dar minhas histórias para outras pessoas lerem – escrever aqui no blog e saber que tantas pessoas lêem já é um desafio.

Além disso, sou louca por literatura como o Gil e para finalizar, o filme se passa em Paris e é recheada com a presença de grandes escritores, pintores e cineastas. Eu simplesmente amo quando os filmes ou livros juntam esses personagens reais!! (Só para lembrar, três dicas de livros que juntam personagens históricos O Homem que Matou Getúlio Vargas, O Xangô de Baker Street e Assassinato na Academia Brasileira de Letras).

Vou fazer uma breve sinopse do filme!!



A história gira em torno de Gil, um escritor de scripts para Hollywood, noivo de Inez, uma mulher linda, rica e mimada. O casal está em Paris a convite dos pais de Inez que vão à cidade para fechar um grande negócio. Imediatamente a gente percebe que os dois não foram feitos um para o outro. Gil é um sonhador, ele gosta da andar pela cidade, de preferência na chuva, e seu sonho é vender sua casa em Malibu, se mudar para Paris e escrever um livro de verdade! Ele é apaixonado por Paris, pelos anos 20 e pelos grandes escritores.

Uma noite, após uma degustação de vinhos, Gil decide voltar para o hotel caminhando enquanto Inez segue para uma balada junto com um casal de amigos – insuportáveis, diga-se!! Perdido e um tanto bêbado, Gil senta-se em uma escadaria e após ouvir os sinos da cidade tocando a meia-noite, um carro típico dos anos 20, como aqueles que a gente vê em filmes de gangster, para em sua frente e as pessoas que estão dentro o convidam para uma festa.

É claro que essa aí não é a Inez!!!

Gil então chega a uma festa onde todos estão vestidos à moda dos anos 20, ao piano Cole Porter toca enquanto o excêntrico e desvairado casal Zelda e Scott Fitzgerald se apresentam ao escritor. A principio ele até percebe essas “coincidências”, mas quando ele chega a uma bar e conhece Ernest Hemingway ele se dá conta de que algo estranho está acontecendo.

A partir daí, todas as a noite, Gil volta àquela escadaria ouve os sinos anunciarem a meia-noite e aguarda até que o carro antigo passe e o leve de volta aos anos 20, onde ele vai conviver com Gertrude Stein, Picasso, Dali...

Sem contar as belas imagens da cidade que deve ser a mais linda do mundo!!!

Minha irmã Frany sempre reclama dizendo que eu conto o final dos filmes, então, para evitar essa deselegância vou encerrar por aqui meus comentários, mas incentivando a todos que ainda não viram, que assistam esse filme!!! Muito bom mesmo!!

Beijos e boa semana que já começou no meio!!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para suspirar...

Vagando pela net, encontrei dois endereços muito legais. O blog São Paulo Antigo e o site de nome bem parecido São Paulo Antiga.

Os dois trazem fotos e histórias sobre os grandes casarões e construções de São Paulo e de algumas cidades do interior. Como eu já disse outras vezes, eu sou apaixonada por esses casarões antigos, na verdade acho que é mais que paixão, é quese uma fixação.

Gostaria de ter mais desses para ver aqui na minha city e, inspirada por estes dois endereços, vou colocar em prática um projeto que anda meio esquecido, fotografar as construções antigas aqui da cidade, antes que todas venham ao chão!

Ótima iniciativa!! Visitem!!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

Mia Couto, um escritor que ainda não li...

Isto é algo que me entristece. Saber que devem existir vários ótimos escritores por ai que eu não li e que talvez nem chegue a conhecer, mesmo com a internet, o mundo ainda é grande demais, e o moçambicano Mia Couto é, com certeza, um desses ótimos escritores.

Descobri o autor através das minhas frequentes visitas ao blog do Ricardo Gondim, que sempre indica suas obras, e de quem também vale a apena ler cada linha escrita.

Ainda não li um de seus romances, mas ele está na minha lista e pretendo ler ao menos um deles no próximo ano (sim, eu tenho um planejamento de leitura quase tão rigido quanto meu planejamento financeiro!!).

Enquanto não tenho um romance do Mia Couto para ler, vou conhecendo suas poesias pela internet e, como hoje estou um tanto melancólica, o que me faz ler mais poesia, vou postar um dos poemas deste escritor que encontrei pela internet a fora... Lindo.


Para Ti

 Foi para ti
que desfolhei a chuva,
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo.

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre.

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida.

                                     - Mia Couto -


Beijos e bom fim de semana a todos, e aproveitem mais um super feriado prolongado!!!
Fefa Rodrigues

Um pouco de poesia...

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."


                                                                                    - Cecília Meireles -

Um pouco de poesia...

“A solidez da terra, monótona,
Parece-nos fraca ilusão.
Queremos a ilusão grande do mar,
multiplicadas em suas malhas de perigo.”


                                     - Cecília Meirelles -

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Hoje te convido para...

Pensar na morte e viver a vida.

A morte assusta, é verdade. Assusta a nós, os adultos, e assusta também os pequenos. Foi por isso que tentei dar uma explicação para meu sobrinho, quando ele me perguntou sobre o assunto, que fizesse com que ele não temesse a morte. Para isso usei as palavras de alguém que entende do assunto, o Grande Aslan.

Interessante que aquela é a postagem mais visitada deste blog!!

A questão é que, pensar na morte não é um problema em si, mas dedicar muito tempo a tal pensamento ou  temer demais sua chegada, enquanto ainda há vida para ser vivida, me parece um desperdício, já que nosso maior temor deveria ser, na verdade, a vida, ou melhor, a forma como vivemos ou deixamos de viver a vida. Nisso, mais uma vez a poesia de Mario Quintana me ensinou grande lição.

“Um dia... pronto!... me acabo.
Pois seja o que tem de ser.
Morrer: que me importa?
O diabo é deixar de viver.”

O diabo é deixar de viver. Esse é o real problema com o qual devíamos nos preocupar!! E, para mim, a lição do Quintana se completa com as palavras de Rubem Alves:

“O medo não é uma perturbação psicológica. Ele é parte de nossa própria alma. O que é decisivo é se ele nos faz rastejar ou se ele nos faz voar. Quem, por causa do medo, se encolhe e rasteja, vive a morte na própria vida. Quem, a despeito do medo, toma o risco e voa, triunfa sobre a morte. Morrerá quando a morte vier. Mas só quando ela vier.”*

Morrer não é o problema, deixar de viver sim, é um problemão!!! Então, mais do que pensar na morte e muito mais do que temê-la, hoje te convido para viver a vida da melhor forma possível e para deixar para morrer apenas e só quando a morte chegar, o que pode vir a acontecer hoje mesmo ou só daqui há uns 50 anos – assim espero!!

A expressão acabou ficando meio batida, mas sua essência ainda vale a pena: Carpe Diem!!!

Beijos.
Fefa Rodrigues


*Trecho retirado do texto Tenho Medo..., publicado em Um Mundo num Grão de Areia, pag. 29/34, livro que reúne textos do Rubem Alves, esse grande escritor e pensador brasileiro.

**Aproveitando a deixa que tal procurar o filme Sociedade dos Poetas Mortos para assitir hoje a noite, heim?!?!?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Palavras... Cecilia Meirelles

"Entre o desenho do meu rosto
e o seu reflexo,
meu sonho agoniza, perplexo.
Ah! Pobres linhas do meu rosto,
Desmanchadas do lado oposto,
e sem nexo.

E a lágrima do seu desgosto,
sumida no espelho convexo."


- Cecilia Meirelles -                             

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Filha da Fortuna – Isabel Allende

Já disse aqui que sou uma pessoa de fases, especialmente no que diz respeito à leitura, então, tive uma fase de escritores latinos e eu amei. Começou com Gabriel Garcia Marques, passou por Llosa, Borges, Allende...

Confesso que, de todos os escritores latino-americanos que eu li, Isabel Allende foi a que menos me agradou, então, acabei ficando apenas em Filha da Fortuna. Acredito que eu ia gostar mais de Casa dos Espíritos, pelo que vi no filme, porém, não cheguei a ler essa obra.

Talvez seja só minha falta de conhecimento e entendimento técnico da obra da escritora, mas eu identifiquei um quê de novela mexicana neste livro.

A história gira em torno de Eliza, uma garota abandonada ainda bebe na porta da casa da rica família Sommers, enrolada num velho casaco masculino – esse casaco é importante para a história! A família, de origem inglesa, adota e cria a garota que vive meio que fora da realidade, talvez por conta das versões que lhe são contadas sobre suas origens.

A menina rica acaba se apaixonando por um dos funcionários de seu tio, que eu não lembro o nome. Um garoto pobre, mas orgulhoso e com a cabeça cheia de idéias revolucionárias. Eles iniciam um romance entre os tapetes e cortinas guardados no sótão, mas, quando Eliza descobre que está grávida, o namorado tinha partido para os Estados Unidos, durante a fase conhecida como a “febre do ouro”, em busca de riqueza e de uma vida melhor.

Eliza, desesperada com sua situação e por ser separada do rapaz que ela amava, consegue embarcar clandestinamente em um navio, dando em troca uma preciosa jóia que recebera de presente da tia, e segue para os Estados Unidos em busca do amante. No navio, Eliza conhece um chinês que acaba se revelando um médico talentoso e experiente, mas que teve uma vida difícil e sofrida. Parece que gostei mais da história do chinês que do restante.

Quando chegam aos Estados Unidos, Eliza está fraca demais, pois sofreu um aborto durante a viagem, e o chinês fica com ela. Eles acabam se tornando amigos, uma família um para o outro, e juntos vão tentar encontrar o amante de Eliza, numa terra ainda sem lei e cheia de perigos.
A história então se desenrola enquanto Eliza se finge de homem e passa a trabalhar como pianista numa “casa de tolerância”, sempre em busca de seu amado, aqui o quê de novela mexicana.

A história de Eliza é interrompida e a autora passa à história de outros personagens que acabam se entrelaçando uma à outra.

O final foi algo de que eu não gostei muito. Parece que acaba sem acabar, fica faltando alguma coisa... muitos pontos sem explicação... uma sensação de “meu livro veio faltando o último capítulo”.

A história tem aquela essência que lembra um pouco o Gabo, aquele “absurdo da existência humana”, mas, minha opinião é de que esta obra fica muito aquém das demais obras dos escritores latino-americanos.

Vale a pena ler? Vale, para conhecer um pouco mais da literatura destas bandas, mas se for para indicar um escritor latino, indico sem duvidas Gabriel Garcia Marques e a leitura, pelo menos, dos seguintes livros: O Amor nos Tempos do Cólera, Cem Anos de Solidão e Do Amor e Outros Demônios, nessa seqüência, depois os demais...

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues