sábado, 29 de dezembro de 2012

E tem cachoeiras também!!!

Mais um pouquinho de Brotas!!!

Cacheira dos Quatis

Uma trilha mais pesada, 1,5km de descida bem íngreme, foi bem cansativa mas valeu a pena!!!








Olha a borboleta ali na pedra!!!





Cachoeira Cassorova

A trilha para essa era bem leve, coisa de 10 minutos, fácil de chegar, e a cachoeira era bem mais bonita!!! A dos Quatis é mais gostosa para nadar, mas essa é mais bonita!!

















Lindo e refrescante!!! Saudades, já!!!

Beijos;
Fefa Rodrigues

Ah! E desde já, ótimo 2013 a todos!!!!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Vencendo o Medo - Rafiting

Oi gente, sei que o blog não anda muito "literário", mas é por falta de tempo para terminar minhas leituras como eu já disse algumas vezes. Então, agora que minha vida está ficando mais mansa, vou compartilhando outras coisas com vocês, mesmo porque, escrever aqui é uma das formas que eu tenho para relaxar!!

O meu maior medo é e sempre foi a água!! Adoro piscina, adoro mar, mas desde que a água não passe da altura do umbigo (acho que esse limite está no meu subconsciente de tanto ouvir na infância a frase "água no umbigo é sinal de perigo"). Eu tenho verdadeiro pânico, gente!! E toda vez que o assunto é esse o Davi adora contar sobre a vez em que eu me afoguei em meio metro de água na praia.

Pois bem, eis que minha irmã foi para Brotas fazer rafiting. Eu vi as fotos dela e jurei de pé junto "nunca faço isso, não entro num bote desses por nada nesse mundo", mas então vieram as eleções, o governo transitório, a sertralina e eu resolvi extravasar e fui para Brotas com a ideia fixa de fazer o rafiting... aliás, comprei o pacote junto com o hotel para não ter perigo de desistir e lá fui eu.

Confesso, e isso fica fácil de notar pela minha expressão nas fotos, que fiz a descida numa tensão enorme, mas, ao final, posso dizer que ADOREI, que me diverti muito e que pretendo fazer uma nova descida, porque sei que agora o medo não vai me acompanhar!!!

Fica ai algumas fotos para vocês conferirem e a dica de um passeio muito do bom!!!







Beijos;
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Para recarregar as energias...

Depois da tensão dos meses anteriores a eleição, e da estressante fase do Governo Transitório, meus nervos estavam a flor da pele e não tinha mais setralina que bastasse. Como eu decidi que, em época de mudanças profundas é melhor não tirar férias, tive que adiar meu descanso de janeiro, só que eu precisava sair da cidade para relaxar, e foi isso que eu fiz nos dias 22, 23 e 24.

Decidi então ir para a cidade de Brotas. Minha irmã - a grávida - já tinha ido e tinha amado, como eu adoro lugares que tenham bastante água e calor, foi esse o nosso destino. Amei a cidade, pessoas simpáticas e muito educadas, lugares lindos para se ver, com um custo bem legal, e várias atividades radicais!!!

O passeio que eu mais gostei foi a Areia que Canta, um olho d'água cristalino e super preservado. A visita é toda monitorada e inclui a nascente e um rio com corredeiras lindo também. Vou começar pela Areia que Canta, porque achei que as fotos ficaram muito boas!!!

Olha só que lugar lindo...










Essa ai sou eu (hihihih) e o Davi!!






Olha que transparente a água!!!


O lugar tem esse nome porque a areia no fundo é 100% quartzo, então,  quando você pega ela nas mãos e esfrega faz um som de igual aqueles instrumentos que usam no carnaval!!!

Então, se você está buscando um lugar para relaxar e recarregar as energias para o ano novo, minha dica é Brotas!!! Vou postar mais fotos de outros passeios para vocês verem que delícia que é!!!

Beijos,
Fefa Rodrigues

Desejos 2013

Meu primeiro desejo livristico para 2013 é ter tempo suficiente para ler tudo que eu tenho em casa e que está na fila para a leitura. Depois, é adquirir os seguintes livros:

1. A Chave de Sarah - Tatiane de Rosnay: descobri esse livro buscando no site da Submarino o livro A Chave Rebeca, a descrição era bem pequena, mas me pareceu interessante, já que é uma história que se passa durante a II Guerra e, diferente do que sempre li, acontece na França durante um episódio conhecido como Velódrome d’Hive. Busquei saber mais sobre o livro e encontrei um comentário bem legal no blog Blogueiras Feministas que fez eu me apaixonar pelo livro antes de ler, por isso, ele entrou na lista dos desejos!!!

2. A Chave de Rebeca: livro do Ken Follet, autor que eu aprendi a amar depois de Queda de Gigantes, e que eu conheci através do blog Eu Leio, o livro também se passa durante a II Guerra e tem espionagem!!!

3. Cidade de Ladrões - Davi Benioff: para variar, outra história que tem como pano de fundo a II Guerra, mais especificamente o cerco a Stalingrado, e narra a busca de Liev pela sobrevivência durante uma época de guerra, fome e frio intesos!!

4. O Palácio de Inverno - John Boyne: outro que eu conheci por dica do blog Eu Leio

5. O Homem de São Petersburg: Também do Ken Follet e mais uma vez dica do Eu Leio

Espero comprar todos estes livros e ter tempo de sobra pra ler tudo que está acumulado na minha estante!!!

E vocês, já tme lista de desejos para 2013???

Beijos;
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

EXERCENDO UM DIREITO ou PAGANDO MICO?


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

São os Loucos Anos 20

São os Loucos Anos 20  
Parte I

As gotas da chuva batiam com força na janela embaçada. Ela queria que aquelas gotas estivessem batendo em seu rosto, talvez voltasse a sentir dor. Talvez voltasse a sentir alguma coisa. A porta de madeira estava trancada, arranhões e lascas de tinta eram apenas uma lembrança de sua luta anterior. Agora tinha desistido de lutar. Na verdade tinha desistido de viver, mas naquele quarto escuro não havia meios para que essa questão fosse, enfim, resolvida. Estava ali para ser castigada, castigada por ser diferente, por não querer o que eles queriam para ela, se devia ser castigada, se não devia ser quem era, porque a impediam de colocar um fim em tudo aquilo? Agora até a comida vinha em pratos de alumínio, pratos de criança. Mas ela não comia. Não suportava o cheiro. Apenas água. Era suficiente.
Não sabia quantos dias já haviam se passado, mas pelo comprimento que seu cabelo atingia devia fazer muito tempo. Seu cabelo cor de mel. Foi uma das primeiras a adotar o corte chanel, imitando a famosa estilista. Chegou com os cabelos curtos depois de uma temporada em Paris e por onde andava sentia os olhos observando-a. Não demorou para que outras moças de fino-trato seguissem a moda que acabou por se espalhar por todas as camadas sociais. 
Aliás, adorava lançar moda. Sentia um prazer inexplicável quando elogiavam seus vestidos, sapatos, chapéus, mas seu prazer era ainda maior quando, em vez de receber um elogio, identificava um olhar de inveja, nessas ocasiões, limitava-se a esboçar seu mais doce sorriso sabendo que mesmo aquelas que a invejavam, cedo ou tarde, acabavam se rendendo às suas inovações.
Nunca se esqueceria da noite em que, em meio a uma das freqüentes recepções na mansão da família, acendera uma cigarrete. Todos os olhos em sua direção e depois em direção a seu pai. “São os loucos anos 20”, ele havia dito entre os dentes muito brancos, cerrados em volta de seu charuto cubado, aprovando com seu sorriso sob o bigode negro, lustroso e bem cuidado, a modernidade da filha. Sua mãe, sempre distante, mas não menos orgulhosa, ergueu levemente a taça de champangne em sua direção, brindando a tudo o que ela representava.
Anita, filha do rico Sr. Manoel Garrilha, empresário do ramo têxtil, cercada de luxo e riqueza, desde muito pequena mostrou-se inteligente. Tocava piano, falava francês, espanhol, italiano e inglês. Conhecia as artes, lia os clássicos, sempre que possível em versão original, conversava com desenvoltura tanto com as ricas senhoras da alta sociedade como com os finos senhores industriais. Era a jóia mais brilhante em sua sociedade, a mais valiosa e a mais desejada, mas todos sabiam que a escolha seria dela, apenas dela, e ela tinha uma grande variedade para escolher. Nada era mais certo do que seu futuro confortável e feliz, mas o destino é tudo e a vida escolhe seus próprios caminhos.
Agora aquelas noites quentes, cheias de música e conversas, perfumadas pelas laranjeiras do jardim, pareciam ter acontecido há centenas de anos. Teria sido outra vida, outra pessoa, acima de tudo. A mãe já não ligava a vitrola para ouvir as músicas da moda. O único som que chegava até ali eram os passos do pai acompanhados pelo bater rítmico da muleta que agora era obrigado a usar. Tudo isso devia causar-lhe remorso, mas não era isso que sentia. Já não sentia nada, mas sabia que, se ainda fosse capaz de sentir, não seria remorso, não seria amor por seus pais, nem sequer saudades dos dias felizes, seria apenas aquela obsessão que já não podia existir, afinal, não pode haver obsessão quando o objeto do desejo desapareceu. 
Sentiu um formigamento na coluna, resultado das horas em que passara sentada no beiral da janela olhando o mundo lá fora. Não era para lá que queria fugir, não existia mais nada para ela lá fora. Queria fugir de si mesma, queria deixar a vida, não havia mais razão para existir, mas continuava ali, dia após dia, e em alguns momentos tinha certeza de que iria enlouquecer, mas os deuses não eram misericordiosos, e sua mente continuava perfeita, com todas as lembranças para lhe atormentar.
“Isso só pode ser macumba!” ela ouviu uma das criadas que traziam sua refeição que mais uma vez não seria tocada, “Já vi isso acontecer antes, e só vai passar se uma boa mãe de santo vier quebrar o trabalho, senão ela morre e não come. O bicho é ruim!”. Será que ela era o bicho ruim? 
Com alguma dificuldade levantou-se, os pés no chão gelado, descalços, um arrepio correu por em sua nuca. Pegou o copo de água deixado através da pequena passagem aberta no canto inferior da porta, molhou os lábios que já se partiam e deitou-se no colchão fino, no chão. Sem lençóis, sem fronhas, sem estrado... “Assim ela não vai cometer outra loucura”, foi o que a mãe havia dito enquanto a levavam lá para cima.
Há tanto tempo que não via as pessoas, que já começava a esquecer dos rostos, mesmo daquelas que havia amado. Confundia o rosto da mãe com o da babá, na verdade, a babá tinha sido mais próxima do que a mãe jovem e bela. Lembrava-se vagamente do olhar sério do irmão mais velho e do sorriso meio debochado do mais novo. Do pai, de quem sempre fora muito próxima, só conseguia lembrar do olhar petrificado que a havia encarado no momento do tiro. Olhos incrédulos. Mesmo assim, não sentia nada. Só o rosto dele não esquecia, a pela queimada do sol, o bigode fino, os olhos cinza. Fechou os olhos e tentou dormir, pediu por um sono sem sonhos, a ninguém especificamente, não acreditava em deuses, em santos, mas mesmo assim os sonhos vieram.
(...)
Parte II 

O dia estava quente demais para o inicio da primavera e pela janela ela via as árvores que floresciam e enchiam o ar de perfume. Os cheiros e aromas sempre chamaram sua atenção. Gostava de cheirar tudo antes de comer, especialmente se tivesse canela. A lembrança mais antiga que tinha era de um dia quando, ela ainda muito pequena, andava pela fazenda do pai, os irmãos correndo a sua frente e a babá segurando sua mão. “Veja, aquela é uma árvore de canela!” disse a mulher, então apanhou uma folha verde da pequena árvore e a esmagou nas mãos, o suave perfume encheu o ar. Agora, o perfume de centenas de flores e plantas a deixava feliz, tornava seu mundo perfeito ainda mais bonito. O ar quente e perfumado e o som da locomotiva sobre os trilhos embalavam seus pensamentos de repente interrompidos por uma parada brusca.
Pela vidraça da porta que separava sua cabine de luxo do corredor, viu as pessoas correndo para ver o que havia acontecido. Da janela não conseguia ver a razão pela qual a viagem havia sido interrompida, mas não ia se levantar, a curiosidade não era mais forte do que a falta de gosto pela multidão. Odiava a sensação de estar entre muitas pessoas, odiava gente se acotovelando, odiava que pessoas desconhecidas, e até as conhecidas, a tocassem. Não era orgulho nem maldade, era só algo de que não gostava, assim como não gostava de comer à mesa quando havia muitos convidados, e preferia comer na cozinha, sentada sozinha na mesa de madrepérola branca, enquanto os criados andavam de um lado para o outro. Lá podia sentir o cheiro dos temperos e isso parecia tornar os alimentos mais saborosos, infelizmente, não podia fazer isso com freqüência.
“Senhorita, talvez queira descer, um animal nos trilhos... ah, acredito que vai demorar um pouco para limparmos a sujeira e para que o trem possa seguir viagem, por sorte estamos ao lado de uma estação desativada, se a senhorita quiser, pode pegar uma fresca lá fora enquanto aguarda...”, o moço disse sem erguer os olhos, como se se sentisse envergonhado por falar com alguém como ela. Sem o movimento do trem, o calor dentro da cabine começou a ficar insuportável e ela decidiu descer e respirar um pouco de ar puro.
Sempre teve consciência de que não era exatamente bonita, pelo menos estava certa de que não possuía aquela beleza clássica e perfeita que se via no cinema, por isso, nunca entendeu porque, atraia todos os olhares por onde passava. Não foi diferente quando desceu os pequenos degraus que levavam à plataforma desativada. Sentia os olhos que a acompanhavam a cada passo, mas já estava acostumada. Todos a olhavam, ela não olhava ninguém.
Caminhou pela passarela, o som tão característico de seus passos a cada toque do pequeno salto no chão de madeira, o vestido de seda leve esvoaçante, última moda nas grandes capitais, feito sob medida por sua modista. Observou as pessoas que se aglomeravam pelos cantos buscando um pouco da sombra escassa ao sol do meio dia. A maioria, trabalhadores das fazendas que iam até a cidade resolver seus problemas acompanhados de suas famílias. Crianças sentadas no chão brincando com o que estivesse a disposição para passar o tempo, perto de suas mães que conversavam em algazarra, homens jogando dados e cartas, outros fumando.
Caminhou até o final da passarela de passeio observando as poltronas desgastadas e se lembrando de quantas vezes havia feito aquela viagem entre a fazenda do pai e a cidade, ela, os irmãos, a mãe e a babá. Sempre paravam ali para que mais viajantes entrassem no trem, era um lugar conhecido e que trazia boas recordações.
O ar estava quente e seco. De repente sentiu sede. Resolveu voltar ao vagão, o calor estava sufocante, mais forte do que no interior do trem. Quando se virou, como sempre, muitos olhares estavam em sua direção, mas, pela primeira vez, percebeu, em meio a tantos olhares, aqueles olhos. Eram olhos cinza que a encaravam, sem medo, sem a submissão típica dos inferiores e sem o deslumbramento dos iguais. Olhos que pareciam saber e ver que ela era apenas uma pessoa.
Uma sensação estranha tomou conta dela. Sentiu raiva pela indolência daquele olhar. Quis desviar os olhos para acabar com aquele desconforto, mas manteve-se firme, não abaixaria a cabeça, ele é quem tinha que desviar os olhos, mas ele não o fez, manteve o olhar diretamente em seus olhos, sentiu o rosto esquentar, o calor pareceu aumentar, então, a sensação de ter perdido a batalha encheu-a de raiva que quase transbordou com o leve ar de riso dele. Com passos rápidos voltou ao vagão, pela primeira vez na vida quase perdeu a compostura.
“Devia ter ficado aqui” pensou enquanto sentou-se com raiva na poltrona macia, pegou o exemplar de Ulysses e tentou retomar a leitura, mas aqueles olhos a assombravam e a cada minuto ela se pegava olhando pela janela, sem admitir para si mesma que estava a sua procura. Queria revidar, queria que ele compreendesse qual era seu lugar. O velho trem retomou o movimento, algumas horas se passaram até chegar à cidade, ela não voltou a ver os olhos cinza, também não conseguiu ler ou dormir. 

(...)

Parte III
“Uma noite extraordinária, sem dúvidas!” – seu pai concordou enquanto apertava às mãos de um dos convidados escolhidos a dedo entre a mais nobre elite nacional. Alguns tinham vindo de longe prestigiar o noivado dos filhos de duas das famílias mais ricas e influentes do país. A mansão estava totalmente iluminada. Os melhores talheres e jogos de prato estavam postos à mesa, presente do governador do Estado, tio de sua mãe, quando das bodas de seus pais. Tapeçarias cobriam o chão de mármore, champangne borbulhava nas taças das senhoras e uísque girava nos copos dos senhores. Caviar, lagosta, camarões eram servidos à vontade, bombons finos e tortas de frutas feitas pela melhor confeitaria da cidade. Até os criados vestiam uniformes novos, impecavelmente brancos e azuis desenhados e confeccionados especialmente para aquela ocasião.
Ela havia planejado e escolhido cada detalhe, inclusive o noivo. Uma escolha pensada e analisada dentre os muitos pretendentes. Lucas Giafrani era filho de um importante político, mas, apesar de ter crescido em meio à riqueza, não era como os outros de sua espécie. Leitor voraz, era um intelectual apesar de contar apenas 25 anos. Tinha estudado direito e sociologia, falava diversas línguas e, apesar disso tudo, tinha bom humor. Anita sabia que ela também tinha sido para ele uma escolha pensada. Com seus planos de graduar-se mestre na Universidade de Oxford, queria uma esposa capaz de acompanhá-lo com desenvoltura no meio acadêmico e, dentre a fina-flor da sociedade, ninguém era melhor do que ela. Seria um casamento sem paixão arrebatadora, e por isso mesmo, parecia ter tudo para dar certo. As famílias ficaram em êxtase quando o comunicado foi feito. Nada poderia agradar mais ao pai da moça e nada poderia ser mais interessante ao pai do moço.
O salão de jantar foi reservado apenas para receber os presentes. Caixas e caixas de todo tipo de objetos elegantes e caros, uma pequena fortuna em cristais, louças, tapetes, de tudo que era belo e de bom gosto, já que cada um dos convidados queria ser o mais agradável, dar o melhor presente e nenhum deles mediu esforços para tanto.
A festa de noivado teve a elegância suave que caracterizava os noivos. Ela com um lindo vestido Chanel, de seda azul clara, trazido de Paris para a ocasião, combinava com o colar de pérolas de três voltas e os brincos, presente da mãe em seu último aniversário, ela era um ícone da moda naquele momento. Ele, de terno bem cortado e camisa azul, cabelos oleados, penteados para trás, olhos vivos, negros e inteligentes. Na hora de receber a aliança, até mesmo Anita ficou surpresa com o presente do noivo, um belo e enorme Cartier.
A noite havia sido perfeita e as colunas sociais comentariam o acontecimento por vários dias. Outras noivas copiariam sua festa, seu vestido, sua maquiagem, mas poucas poderiam ter um anel como o que ela agora traria no dedo indicador. Exausta pelas emoções do dia e por todo trabalho que tinha tido para que a festa fosse perfeita, não demorou a pegar no sono, mas, naquela noite, sonhou com aqueles olhos cinza que tinha visto há tantos meses.
(continua) 

Para mais dessa história entre em: Terapia Escrita

Beijos,
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Acabou de chegar!!!

Apesar do pouquíssimo tempo para ler e para escrever que eu ando tendo, não parei de comprar livros, e semana passada aproveitei mais uma promoção na Submarino para adquirir um livro que eu estava paquerando faz tempo, Agosto, do Rubem Fonseca, romance histórico sobre os últimos dias de Getúlio Vargas, antes de seu suicídio e O Rebelde, primeiro volume da série Corações Valentes, de Jack Whyte, também romance histórico, mas esse conta sobre Willian Walace, um dos grandes heróis da Escócia.

Como comentei aqui quando falei sobre Os Cavaleiros de Preto-e-Branco, minha primeira experiência com o escritor Jack Whyte, pois eu não gostei nada daquele livro, e só depois de quase 2/3 de leitura é que eu me apaixonei por alguns dos personagens e pela história, por isso resolvi, além de terminar aquela coleção, começar essa nova. Vamos ver o que vou achar (Fê eu seu sei que você tem esse livro, você já chegou a ler?!?!)

Os dois livros saíram por R$ 50,00, achei ótimo o preço!!!

Estou com ótimas expectativas em relação a esse livro!!!

Esse livro será meu primeiro contato com Rubem Fonseca.

A correria da minha vida tem dia e hora para acabar - 20/12/12, 17:00hrs - ai sim poderei me dedicar novamente à leitura por mais que 30 minutos por dia!!!!

Se alguém já leu um desses livros, comenta ai!!! Adoro compartilhar impressões antes da leitura!!!

Beijos e bom fim de semana!!!
Fefa Rodrigues


A TRAIÇOEIRA NOTURNA



Este é um texto da minha irmã, ela está esperando um bebe. Minha irmã Francine é uma das pessoas mais divertidas e engraçadas que eu conheço, escreve muito bem e esse texto ficou muito legal... ela postou no face dela, e resolvi compartilhar com vocês!!!



A TRAIÇOEIRA NOTURNA
por Francine Rodrigues

"Depois de alguns quilinhos a menos, frutos de horas e horas ao lado do meu inseparável amigo vaso sanitário, deixando os hormônios gestacionais agirem com liberdade sob meu frágil estômago, há 4 dias sinto que algo mudou, ou melhor a fome voltou. 

Como muitas amigas falaram, parece que um botãozinho é desligado e tudo fica lindo novamente. Realidade positiva, porém traiçoeira.


Ontem, depois de um dia de trabalho e assaltos rápidos a geladeira da nossa copinha, voltei pra casa moída e capotei no sofá assumindo uma forma geométrica que até Picasso duvidaria. Ronquei igual ao um anjinho com problema respiratório.


Lá pelas tantas acordei, sem sono e com o marido me atropelando, quer dizer, delicadamente me chamando para ser a sua companheira de sempre em nossa caminha.


Não demorou 5 minutos e o homem da minha vida já estava dormindo o sono dos deuses, enquanto isto eu parecia mais um bife de frango sendo grelhado de todos os lados. Vira pra cá, vira pra lá e volta pro centro. Nada de sono.


Eis que surgem ideias infindáveis que julgo as responsáveis pelo meu sono, quando que como um passe de mágica a traiçoeira fome vem assolar uma pobre gestante com insônia.


Pensando na “meta de quilos” para esta gestação, tento parar de pensar naquela ideia que consome minha mente e meu bucho.


Dei a volta no mundo com pensamentos, mas sempre eles acabavam na cozinha de algum lugar: fazer caminhada amanhã cedo, comprar gás amanhã, hum...tem um pãozinho egg sponge no microondas! Se controla Fran! Bem, comprar o presente da chefa, avisar da carona para a colega do próximo plantão, hum...que saudades do pastel do Coco Verde! Jesus, no que eu to pensando?! Vamos lá... cortar o cabelo e a depilação urgente, e lá tem uma balinha de canela, ai que vontade! Cruz-credo! Mentaliza: fazer a inscrição da pós, pagar a conta X e passar na padaria comprar aquela coxinha com catupiry que só tem na Padoca 15.


Depois de lutar contra minhas vontades e sonhos indesejados (hum, o sonho da Humaitá – opa! Continua Fran), venci o cansaço e fui assaltar a geladeira. Parecia que eu estava prestes a desarmar uma bomba nuclear pela forma que cheguei com as pontas do pé na cozinha.


Preparei o lanchinho dos meus “sonhos” e de repente a agente secreto da CIA foi demitida: a louça do jantar se desequilibrou e fez um mega barulho. Por sorte, o meu príncipe roncador, quer dizer, encantado não acordou. Então, pude deliciar aquele pãozinho com manteiga e achocolatado.


Aprendi que a fome de gestante é voraz, que é de uma forma que nunca imaginei, e não adianta tentar mudar de ideia, ela afeta até os nossos sonhos mais profundos!"



Beijos,
Fefa Rodrigues

Convite e pedido

Olá amigos, tudo bem? Uma amiga, que adora escrever, me pediu uma ajuda, pediu para que eu lesse os textos dela e opnasse, como ela faz com as minhas pequens tentativas de "poetizar". Eu aceitei imediatamente, mas sugeri que uma gama maior de pessoas acostumadas com a leitura o fizessem também, como nós não temos tantos amigos amantes da leitura, ela fez um bolg e está postanto um de seus contos. 
Se você tiver um tempo, passa por lá, lê e opne... ela é uma pessoa extremamente tímida, por isso não colocou informações pessoais.

Ajudem uma nova escritora a desenvolver sua escrita, o blog é Terapia Escrita (eu que dei o nome!!).

Beijos,
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fome de Palavras

Hoje eu acordei com fome de palavras.
De beleza na forma escrita.
Acordei querendo alimentar a alma.

                                       - fefa rodrigues -


Nessa vontade louca de ler algo belo que falasse com meu espírito, corri para o blog do Ricardo Gondim, e lá, encontrei o alimento que necessitava e que agora compartilho com vocês!!


Inspiração

O poeta sempre busca inspirar-se. Inspiração significa colocar dentro da alma o que pode gerar encanto pela vida a partir das palavras; é inalar o vento que procria e tragar o ar que inebria. Todo o escritor, porém, sente vez por outra o ar rarefeito. Nessas horas falta a matéria prima da poesia. Os pensamentos ficam desconexos. As palavras rodopiam num redemoinho exasperante. As ideias, ensandecidas, criam um turbilhão na cabeça; e o coração, de tanto pensar, nada sente.
Aridez produz no poeta uma sensação de morte provisória; provisória, porque não mata completamente, só o deixa catatônico, estéril. E o primeiro sinal desse estado não é letargia, mas agitação. Irrequieto, belisca vários livros e mal consegue avançar nas páginas. Os olhos nervosos, o coração acelerado, os ouvidos desatentos não permitem a aragem criadora tranquilizar a alma. E sem placidez, como de uma lagoa adormecida entre duas montanhas, nenhum poeta cria qualquer coisa.
Contudo, o desespero de escrever mora no seu peito. Ele não se conforma, precisa fertilizar-se; carece de convencer-se de que a sua esterilidade é passageira. Assim se dá o Big Bang de um texto qualquer. Ele toma a pena e começa a rabiscar. Mas eis que de repente o texto toma as rédeas. E o poeta, outrora senhor do universo, vira refém. As palavras assumem o comando.  Ele, qual gatinho seguro por mãos poderosas, vê-se carregado de um lado para o outro pelas palavras que tenta redigir.
Tal é a vida: os projetos mais audaciosos viram rotina, as experiências mais fantásticas acabam, as emoções mais arrebatadoras fenecem. Euforia, qual menina cheia de graça, “vem e passa”. O tempo fecundo se acaba. A hora esplêndida murcha. Os segundos frenéticos findam. A vida entra em compasso fúnebre. A marcha se arrasta melancólica pela avenida. Nessa hora, a música de Maria Bethânia, Calmaria, ganha força: “Ê calmaria/ Melancolia que devora/ Tempo espicha/ O segundo vira hora/ Ê calmaria/ Traz a mágoa e vai-se embora”.
O que fazer? Resta tomar o caminho do poeta quando se vê diante da página desinspirado e partir para a vida mesmo sem  convicção: engatinhar um passo, ensaiar um xote, trotar uma corrida, desafinar uma cantiga, gaguejar um compromisso, bosquejar um projeto. Na quietação, obedecer ao imperativo de seguir, tímido mesmo. Devagarinho, deixar que a própria vida conduza. Basta não se permitir atolar na lacuna da aridez. A calmaria vai embora. Em mínimos movimentos a vida conduz adiante. Sem pressa. Sem afobação. Esses tempos veem e vão embora. Bethânia de novo: “Meu Deus não me livre disso/ Não me livre disso, não me livre disso/ Desse risco de tristeza/ Desse amor feito corisco/ Desse rasgo de beleza/ Sempre a beira do abismo”. 
Por que? Ora, pois “Quem quer singrar os mares/ Sem passar por tempestades/ É melhor fincar n’areia/ O barco, a vela, a vontade/ Quem teme a escuridão/ Nem carece ver o brilho/ Passeando no arco da amplidão.
Na sequidão, sem muita inspiração, autopromovido poeta, faço coro: “Ê calmaria/ Vento vem e leva embora…”.
Soli Deo Gloria

Quando sentir fome de palavras sugiro que se alimente com os pratos servidos por Ricardo Gondim e Rubem Alves!! 

Beijos, 
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Leia


Oi gente, eu tive a doce ilusão de que após as eleições minha vida voltaria ao normal, acontece que isso simplemente não aconteceu (risos). Estou trabalhando em algo interessante e inovador na cidade, que é a Transição de Governo, mas com isso, somando-se às exigências de fim de ano da pós, estou sem tempo até para ler, quanto mais para escrever. Até parei a leitura de Inverno do Mundo já que não estava consguindo desfrutar da leitura e, porque ler é um vício sem o qual eu não consigo dormir, tenho lido alguns contos do Edgar Allan Poe.   

Mas eis que hoje consegui um tempinho para almiçar e vim dar uma atualizada no blog, e começo pelo Selinho que recebi da Gabi do Abrindo os Livros. Achei super interessante porque a ideia é inentivar a leitura, então, ai vão as respostas às perguntas




1. Você já leu algum livro que mudou a sua vida?
Não sei se posso dizer que o livro mudou minha vida, mas mudou a maneira de ver as pessoas e foi Os Miseráveis, de Vitor Hugo, como já cansei de dizer aqui, na minha modasta opnião, o melhor livro de todos os tempos e, nos dizeres de Ricardo Gondim "ningém deveria morrer sem ler Os Miseráveis!". Eu acredito que há tanto para se aprender com essa obra que, se eu fosse professora de literatura, ou se eu fosse professora de qualquer coisa, eu separaria uma série para trabalhar o livro por um ano. 

2. Recomende um livro, vídeo ou texto que você acha que influenciariam um conhecido a ler. 
Pessoas que percebem a importância da leitura e qurem desenvolver esse hábito sempre me procuram pedindo indicações de livros. Para indicar um livro, eu tento perceber um pouco da pessoas, do que ela gosta, porque não adianta eu indicar Cem Anos de Solidão para um adolescente, ou até um adulto que não consiga, ainda, preceber a beleza da história. Geralmente, os livros que eu indico como primeira leitura são A Sombra do Vento, do Zafón ou O Perfume do Patrick Suskind, e tenho tido ótimos resultados, já que tenho cnseguido fazer outros apaixonados por livros a partir dessas leituras!!!

O Selinho também dizia para indicar 10 blogs, não vouf azer isso nominalmente, mas indico esses ai na barra lateral, que eu amo!!!

Obrigada Gabi,
 Beijos,
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

É necessário ter coração, mas é essencial ter juízo


Não faz muito tempo, um amigo me disse uma frase que havia ouvido de um de seus professores da pós-graduação, e que era mais ou menos assim: "quem não foi comunista antes dos 30, não tem coração, quem continua sendo depois dos 30, não tem juízo". Essa frase me veio à mente nessa semana em duas ocasiões, quando parei para pensar como é bom que o inconformismo seja algo típico da juventude e de toda a paixão que move os mais novos. Porém, estas mesmas situações me levaram a lembrar daquela frase porque a vida e as decisões e, acima de tudo, a forma de se conduzir, ainda que quando jovens, não podem ter por base apenas a emoção, não podem ser apenas passionais, não é apenas necessário, mas é fundamental, um pouco de razão em tudo isso. 

O que me fez pensar sobre isso foi ver uma escola aqui da cidade, muito antiga e recém restaurada, com seus muros todo pixados. O que mais me chateou não foi o fato daqueles muros que tinham acabado de receber tinta terem sido rabiscados, mas o fato de eu ter identificado a pixação. É que, já faz tempo, que eu tenho reparado e admirado as frases interessantes, frases que provocam, que levam a pensar, que um certo garoto (ou garota) tem espalhado pelos muros da cidade. A cada nova frase que eu encontrava por ai, com aquela caligrafia própria eu pensava: "tá ai alguém que pensa e faz pensar", até que reconheci a tal caligrafia nos muros da escola. Ao pixar a escola e demonstrar tamanho desrespeito com o patrimônio histórico e cultural da cidade, tal pessoa mostrou, com seu mal exemplo, que suas palavras talvez sejam apenas palavras, ou ainda que, apesar de todo o seu inconformismo, ainda está agindo com a emoção e por isso acabou por cair no mesmo erro que é objeto de suas tão duras criticas. Portanto, só posso concluir que lhe falta um pouco mais de razão. 

Outro fato que me levou a pensar sobre essa questão foi uma manifestação contrária ao atual prefeito municipal que eu vi acontecer nesta semana. Acho digno e essencial que as pessoas, e sobretudo a juventude, se interessem pelo que acontece na sua cidade, que exijam o que lhes é de direito, que busquem cobrar dos governantes e de seus representantes, contudo, fazer algazarra sem conteúdo, sem conhecimento dos fatos e, principalmente, sem respeito àquelas pessoas que dedicam seu dia, seu esforço e seu profissionalismo à cidade, é, como eu disse acima, apenas um monte de palavras que não levam a nada, apenas emoção sem razão, pois tocar pandeiro e repetir frases feitas e de efeito em frente a um órgão público não é fazer uma revolução e, portanto, não vai mudar nada.

Eu realmente gostaria de ver a juventude deste país agindo em benefício da coletividade, mas, para que isso aconteça, para que não sejam mais um bando de "caras pintadas" manipulados por uma rede de TV, é necessário temperar a paixão com grandes doses de razão, razão está que vem pelo conhecer e se amolda pelo respeitar. É necessário ter coração, mas é essencial ter juízo.

Beijos,
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Voa


Voa

Palavra solta,

Pensamento que voa longe.

Quero me apoderar da palavra,

Usá-la. Prendê-la ao papel.

Torná-la serva daquilo que sinto.

Mas a palavra é livre;

Eu não.

Meus pés estão presos ao chão.



Beijos e bom feriado!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Não quero certezas...

"Somos assim. Sonhamos o voo, mas tememos as alturas. Para voar, é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas isto é o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram."

                                                                                                     - Rubem Alves -


Beijos, boas leituras e bom feriado mega-prolongado!!!
Fefa Rodrigues

domingo, 11 de novembro de 2012

A Menina que não sabia ler - John Rarding






"Nunca tinha visto os livros todos de uma só vez e em toda a sua glória. Quase desmaiei de tanta emoção."
                                                                                                                   - Florence -

Olá a todos!! Estava com saudades de postar aqui no blog. Ando sumida, e pela postagem anterior acho que deu para notar que estou bastante estressada, e a semana passada foi uma semana por demais cansativa. Estou necessitando de férias!!! Graças a Deus no feriado, que para mim vai começar na quinta-feira e terminar apenas na terça-feira da outra semana, vou descer para o litoral, sem celular!!! Acho que vai dar para descansar, pois o excesso de preocupações está começando a afetar minha saúde. Mas, vamos ao que realmente interessa, certo?!?! 

A Menina que não sabia ler foi um empréstimo da minha amiga Kelly - que me emprestou logo que comprou e antes de ter lido. Já tinha ouvido alguns comentários sobre o livro, mas não conhecia ninguém que já tivesse lido, então ele foi uma total novidade. Logo que vi que a história se passava em um casarão antigo, possivelmente assombrado, e cheio de mistérios envolvendo os antepassados de Florence de Giles, fiquei super interessada e a leitura foi super rápida.

Um breve resumo da história: Florence e Giles são meio-irmãos que vivem em um casarão no interior dos Estados Unidos (mas me fazia ter a sensação de que estava na Inglaterra), sem terem conhecido seus pais que haviam morrido eles apenas sabem que são mantidos por um tio, que vive em Neva Iorque, mas a quem não conhecem pessoalmente e que não tem qualquer preocupação com os dois. Por determinação deste tio, Florence, por ser mulher, é impedida de aprender a ler, enquanto Giles é enviado para um internato. A menina, porém, desde que havia entrado na grande biblioteca da mansão, que permanecia fechada e proibida, havia se apaixonado pelos livros e acabara por aprender a ler sozinha.

Florence demonstra sempre uma amor incondicional pelo irmão mais novo e sempre se preocupa com sua segurança e seu bem-estar. Além de Giles, Florence tem Theo, um amigo que vem visitá-la constantemente quando está com sua família no campo. A garota passa a vida lendo seus livros pelos cantos sombrios da casa, sem que os criados a incomodem, até que, depois de um semestre no internato, Giles volta para casa com a notícia de que não deverá continuar estudando lá e com a orientação de que o tio deverá contratar uma preceptora.

A primeira preceptora a chegar à mansão sofre um estranho acidente e morre, então, para substituí-la, chega a Sra. Taylor, e a partir dai as coisas começam a ficar estranhas, e sem que a gente consiga compreender se o comportamento estranho da mulher é real ou se tudo decorre da imaginação da garota. 

Agora minha opinião, portanto, spoilers!!!

Gostei muito do clima de mistério do livro, apesar de que, esperava um pouco mais de descrições do casarão e esperava mais fantasmas também, mas a narrativa, em muitos momentos, faz a gente prender a respiração e o coração disparar. O grande mérito, para mim, nesta história, é o clima de suspense que o autor consegue criar.

Realmente eu passei a maior parte da história deste pequeno livro - apenas 282 páginas - sem saber ao certo se tudo o que estava acontecendo estava apenas sendo imaginado por Florence, que, assim como Vincente ou como Dom Quixote, vivia mais no mundo dos livros do que no mundo real, portanto, com uma percepção equivocada da realidade. 

O raciocínio de Florence era o que mais me intrigava, a forma como ela sempre concluía pelo absurdo, mas depois me dei conta de que ela é uma criança, por isso, para ela era mais provável que a nova preceptora fosse uma "reencarnação" da antiga preceptora do que apenas uma mulher enérgica. Acontece que algumas coisas bem reais começam a apontar para o fato de que Florence pode estar certa, é por isso que não temos como ter certeza do que está acontecendo.

Assim que terminei o livro pensei que não gostei do final, mas, analisando melhor, percebi que não é que não gostei do final, mas sim, que o final me deixou com uma sensação de mal estar, afinal, só posso concluir que Florence é uma psicopata ou esquizofrênica - o diagnóstico fica por conta de alguém que entenda de psicologia. A forma como ela planeja e executa seus atos para proteger seu irmão de algo que pode ou não ser real é assustador.  

O que me chamou mais atenção em seu comportamento foi que ela derramou "uma ou duas lágrimas" tanto por pensar no cavalo passando a noite no frio, como por seu amigo Theo... essa frieza é coisa de psicopata!! Sinceramente, agora posso dizer que gostei da história, acho que daria um ótimo filme, e acredito que quem estuda psicologia iria adorar ler e analisar o comportamento da garota!!
Só mais um detalhe, acho que a história poderia bem ter uma continuação!!!

Agora, cá estou eu lendo O Inverno do Mundo, porém, como ele é meio grande e como eu odeio carregar muita bagagem nas minhas viagens, vou levar como companheiro no feriadão o Contos de Terror e de Mistério do Edgar Allan Poe.



Tá ai mais uma dica, beijos e boas leituras!!!
Fefa Rodrigue