sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Eternidade por Um Fio - Ken Follett



Já faz quase dois meses que terminei de ler esse livro. Primeiro pensei em não escrever sobre ele, porque me parece que tudo que eu disser vai ser muito pouco para representar uma história tão grandiosa.

Mas hoje, depois de ler os comentários que a Adria postou aqui no blog, dizendo que leu Cem Anos de Solidão por indicação minha, pensei que falar um pouco sobre o livro, nem que seja apenas para dizer como ele e a trilogia toda é perfeita, poderia servir para que outras pessoas decidissem ler também.

Só para contextualizar, Eternidade por Um Fio é o terceiro volume da trilogia O Século, que tem como primeiro e segundo volumes Queda de Gigantes e Invernodo Mundo, ambientados nos eventos que antecedem e culminam com Primeira e Segunda Guerra Mundial e são magníficos, não tem nem como dizer qual dos dois é melhor. Simplesmente perfeitos, especialmente para quem adora história. 

Quando comecei a ler esse terceiro volume, percebi que era ótimo, mas que não estava apaixonada por ele. Acredito que seja porque ele é ambientado na Guerra Fria e na política norte-americana, momentos históricos que não são meus preferidos, por isso li com vontade mas sem aquela paixão que dediquei aos outros volumes. Como é um livro grande, com mais de cem páginas, levei certa de um mês para finalizar a leitura. 

O que posso dizer é que Eternidade por um Fio é muito bom, tão bem escrito quanto os outros e diria apenas isso se não fosse pelo último capítulo. 

As últimas duas páginas fizeram eu me apaixonar pelo livro todo e foi a terceira vez na vida que um livro me fez chorar. 

Um final magnifico para uma história maravilhosa.


Então, vale muito a pena ler a trilogia toda!!!

Depois falo um pouco de 1808 que é o livro que li na seguida e, atualmente, estou lendo O Historiador, livro que já li e já comentei aqui.

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um pouquinho de Maceió


"Ai, ai que saudades, ai que dó,
Viver longe de Maceió"












































 











































Escondendo Edith – Kathy Kacer



Olá a todos!!

Eu estava no meio da leitura de Eternidade por um Fio, último volume da trilogia O Século do Kenn Follett, mas, como não terminei a leitura antes de viajar de férias e como é um livro grande e pesado, resolvi levar outro e optei por Escondendo Edith, livro que ganhei de presente de uma amiga no meu aniversário. Com apenas 152 páginas, levinho e fácil de carregar, e por tratar de um assunto que eu amo – Segunda Guerra – decidi que seria a opção perfeita!!!

Como eu disse, o livro é curto, então vou fazer um pequeno resumo da história que, particularmente, não considero spoilers, já que todo mundo sabe o que aconteceu naquela época, né?!

O livro conta a história real de Edith Schwalb, uma garota judia que vivia em Viena até a chegada dos nazistas. Quando seus pais percebem o perigo que estão correndo, decidem deixar Viena no meio da noite e partem para a Bélgica, a pé. 

É um caminho longo e cansativo para uma família com três crianças, mas, depois de deixar quase todo o dinheiro e joias da família para trás, eles conseguem chegar sãos e salvos até a Bélgica.

Apesar de viver com menos conforto do que em Viena, Edith sente que sua família está segura ali, mas essa segurança não dura muito tempo. Não demora para que os nazistas cheguem e, mais uma vez, a família tem que fugir, dessa vez para o sul da França.

Apenas pouco tempo depois de chegar à frança, a família tem que se dividir. Após uma batida policial, o pai de Edith é levado e sua mãe percebe que precisa tomar uma atitude drástica se quiser proteger sua família.

Enquanto a mãe e a irmã mais velha, Therese, se escondem em uma fazenda, Edith e seu irmão caçula, Gaston, são mandados para uma escola na cidade de Moissac. A escola é dirigida por um casal de judeus, Shatta e Bouli e sua finalidade é proteger crianças judias. 

O mais interessante é que casal conta com a ajuda de todos os moradores da cidade e até do prefeito. A cidade guarda seu segredo e avisa os dirigentes da escola sempre que uma patrulha nazista se aproxima.

Quando isso acontece, as crianças, que são treinadas como escoteiros diariamente, se escondem na floresta e acampam até que seja seguro retornar.

Na casa de Mossaic, apesar de toda a dor e sofrimento daquelas crianças, elas encontraram uma família. Um lugar onde são bem cuidadas e alimentadas, onde podiam continuar estudando e sonhando com uma vida depois da guerra.

Cerca de um ano antes do fim da guerra, todas as crianças da casa tiveram que ser levadas para outros lugares porque já não era seguro continuar ali, nem para os judeus, nem para aqueles que guardavam seu segredo. 

Shatta e Bouli arranjaram esconderijos para todos e Edith teve que passar alguns meses vivendo com uma identidade falsa em um colégio interno suja e faminta.

Quando os bombardeios dos aliados começaram, Edith foi levada para uma fazenda, onde foi tratada e cuidada como se fosse uma filha e onde permaneceu até o fim da guerra.

Todas as crianças acolhidas pela casa de Moissac sobreviveram à guerra graças a coragem e à bondade do povo daquela cidade que não teve medo de correr tanto risco para simplesmente fazer o que era certo e graças a dedicação de Shatta, Bouli e de toda sua equipe de tutores.

Indico o livro, especialmente para jovens e adolescentes que estão se iniciando no assunto, já que é de fácil leitura, não contém violência e narra as experiências de uma criança se escondendo do nazismo.

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues


PS: Eu não entendo uma coisa, uma pessoa me manda uma mensagem anônima na postagem anterior, onde eu disse que andava meio sumida, dizendo que eu deveria "sumir de vez"... se a pessoa não gosta do blog, não gosta do que eu escrevo, não gosta das minhas opiniões, então porque se dá ao trabalho de entrar aqui e ler os textos??? Deve ser alguém com muito tempo livre, não é? Porque eu mal tenho tempo de entrar nos blogs que eu gosto... imagina que vou me dar o trabalho de entrar naqueles que eu não gosto... 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Eu estava desaparecida, mas voltei...

Nossa, faz tempão que eu não escrevo para o blog!!! Estive doente e cansada demais até para escrever, agora, faltando três dias para minhas férias e com minha saúde melhor, estou de volta. Nesse meio tempo um dos livros que eu li foi Terra em Chamas, volume 5 da série Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell. 

Estava sentindo falta de ler Cornwell e resolvi matar a saudade acompanhando Uhtred na sua eterna luta contra os vikings, em defesa o rei cristão Alfredo - que ele odeia - e de Wessex. Apesar de seu coração e alma pagãos, as reviravoltas sempre levam Uhtred de volta a Wessex, demonstrando que o destino é mesmo  inexorável.  

Mais uma vez Uhtred, com sua inteligencia, sagacidade e coragem consegue impedir que uma enorme orda de vikings invada o reino de Alfredo e nessa luta ele conhece a terrível Skade e, apesar de se recusar a prestar juramento ao filho de Alfredo, é chamado a cumprir um antigo juramento feito a Aethelflaed.

Bom, a narrativa continua sensacional, cheia de batalhas e sangue, porém, achei que o livro não trás nada de novo, acredito que a história narrada não merecia um volume inteiro só para ela. 

Mas, para os amantes de Cornwell e Uhtred sempre vale a pena!!!

Atualmente estou lendo Eternidade por um Fio, último livro da trilogia "O Século" de Ken Follett e estou amando. 

Em breve, comento!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues






segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Substituto


“Eu nunca me senti tão imerso e ao mesmo tempo tão desapegado de mim e tão presente no mundo.”
Albert Camus


Esse filme é de 2000 e eu só descobri sua existência por conta de uma postagem no face com uma cena do filme. Adorei a cena porque falava sobre a importância da leitura na nossa vida como único meio para evitar o emburrecimento endêmico de nossa sociedade. Então ontem, durante uma chuvosa tarde de domingo, vi o filme pelo youtube e digo que vale a pena assistir.

O filme conta sobre as três semanas em que o professor Barthes irá atuar como substituto de uma turma de adolescentes desinteressados e claramente emburrecidos. Entre as cenas do filme, aparecem algumas ilustrações, e uma das que mais me chamou atenção foi a cena de adultos “encoleirados”, sendo guiados por suas crianças.

O filme me deu uma sensação bastante opressiva. Ver aqueles adolescentes sem perspectiva, não por falta de condições econômicas, mas por falta de ambição, e ver adultos que se preocupavam apenas com a desvalorização dos imóveis do bairro por conta da queda da pontuação da escola nos testes quase me fez chorar.

Indiferença. Esse é o ponto principal do filme. A indiferença de professores, dos pais, dos alunos, e da sociedade.

Em certo momento, uma dos professores disse uma frase que vai ficar guardada comigo: “É fácil, é muito fácil não se importar, mas é preciso coragem e caráter para se importar”.  

Sinceramente, quando vejo filmes assim, fico me perguntando se há solução, se é possível mostrar para a sociedade e para os jovens especialmente, que há muito mais na vida do que a TV e a cultura pop oferece.


Vela e pena ver. 

Fefa Rodrigues

A menina que não sabia ler, vol. 2

Quando falei sobre A Menina que não sabia ler, vol. 1, disse que o livro daria um ótimo filme, e confirmo que o vol. 2 daria uma ótima sequencia!!



A história dessa vez se passa em uma ilha que serve de hospital psiquiátrico para mulheres e começa com a chegada de um novo médico, o Dr. Sheperd. O médico, que acabara de sobreviver a um acidente, logo é colocado à dura realidade do local dirigido pelo Dr. Morgan.

Um casarão, onde centenas de mulheres, que mais parecem mortas-vivas, passam seus dias entre tratamento de contenção, que incluem horas em banhos gelados, amarradas a cadeiras ou sentadas na sala do dia sem qualquer atividade. Mas um destino ainda pior é reservado às pacientes consideradas violentas. Essas, passam os dias trancadas em seus quartos.

Para Morgan, esse é o meio científico capaz de manter essas mulheres sob controle, já, o Dr. Sheperd, acredita no Tratamento Moral, uma forma de tratamento baseado na gentileza e bondade.

Depois de muitos debates, o Dr. Morgan autoriza o Dr. Sheperd a escolher uma paciente para usar como cobaia para o seu Tratamento Moral e, dentre todas as mulheres naquele local, Sheperd escolher uma jovem de olhos escuros e inteligentes, que fala de um jeito engraçado e que sofre de amnésia, lembrando somente de que para ela é expressamente proibido aprender a ler.

Logo o Dr. Sheperd percebe que o local parece mal assombrado, com pessoas – ou almas atormentadas – que vagam a noite por seus corredores e que o Dr. Morgan, junto com uma das mais cruéis atendentes do local, parecem esconder um segredo obscuro.

Então, o Dr. Sheperd terá que se proteger das inimigas que fez ali dentro e de seu passado, enquanto luta para conseguir que sua paciente Jane Pomba seja curada, para que não tenha que passar o resto da vida enterrada com as outras mortas-vivas do hospital.

O final é surpreendente!!

Agora, minha opinião, e portanto, com SPOILERS!!

Gostei muito da história. A forma como é escrita e a linguagem utilizada permite uma leitura rápida e deliciosa, que faz a gente não querer parar de ler. Os personagens são bem construídos, e suas características psicológicas são muito bem definidas.

Mas para mim, mais uma vez, o ponto alto é Florence, que nessa história não está em destaque, não é a personagem principal durante o decorrer da narrativa, mas ao final, a gente percebe que sim, ela é o centro de tudo, porque tudo acontece como ela deseja.

Quando comentei sobre o vol. 1, disse que acreditava que Florence, que naquele livro era a personagem principal da história, era uma psicopata. Nesse segundo volume isso se confirma.

Mas ela não é uma psicopata cruel que mata por prazer. Eu não consigo deixar de admirar sua praticidade e a forma como ela se livra de quem lhe causa perigo. Outro ponto fantástico da personalidade dela é sua capacidade de por mentir de forma natural para alcançar o que quer.

Florence é extremamente inteligente e eu “amei” a forma como ela manipula as pessoas nessa história sem que nem o mais esperto perceba que está, na realidade, agindo conforme ela quer.

Lembro que disse, também, que a história do vol. 1 merecia uma continuação, e o vol. 2 é uma continuação à altura, com um final surpreendente e tenho uma leve impressão de que essa história não acaba aqui.

Beijos e boas leituras....
Fefa Rodrigues




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Garota Exemplar – Gillian Flynn



Gostei. Muito. De verdade. Não é o estilo de livro que eu costumo ler, mas foi uma ótima leitura. Rápida, apenas cinco dias, o que para mim é pouco já que só leio a noite e minha amiga Lu, que me emprestou o livro, deve ter lido em três dias, no máximo!!! (A Feee do Na trilhados livros vai ler em uma ida de busão ao trabalho!!!).

Para mim, o ponto alto do livro é a estrutura das personagens, a construção de todo perfil psicológico deles é ótima!!

Amy Elliot é uma mulher linda, excepcionalmente inteligente, culta e muito rica. Filha de escritores de uma série de livros inspirados em sua infância – Amy, Exemplar, que por três décadas foi leitura obrigatória no sistema educacional norte-americano. Amy é uma figura conhecida e admirada que, como uma estrela de cinema, já sofreu com perseguições e pessoas obcecadas por ela. Apesar de seu enorme pecúlio, recebido em razão da venda dos livros ela, que tem mestrado em psicologia, trabalha para uma grande revista.  

Nick Dunne é um homem bonito, atraente e culto. Apesar de sua origem em uma família humilde e meio desequilibrada, com um pai machista e violento e uma mãe doce e submissa, ele é um ótimo jornalista que trabalha para uma revista cult sobre cinema e, apesar de não chegar aos pés do brilhantismo de Amy, é um cara inteligente por quem ela se apaixona.

Amy e Nick se casam e nos três primeiros anos de casamento a vida parece perfeita. Mas então vem aquela grande recessão sobre os Estados Unidos, e os dois perdem seus empregos. Ao mesmo tempo, os pais de Amy começam a passar por dificuldades financeiras, e sua fortuna acaba se dilapidando aos poucos.

Sem muita opção, e com a notícia de que a mãe de Nick está em fase terminal de câncer, eles se mudam para uma pequena cidade falida do meio-oeste do país. UMa cidade que não tem nada a oferecer, nem a seus moradores caipiras e medíocres, muito menos a brilhante Amy que sofre muito com aquela mudança para a cidade natal de Nick, deixando sua vida balada em Nova York para trás. Apesar da aceitação de Amy com aquela mudança, Nick se sente culpado por arrastar sua esposa para o meio do nada.

O casamento dos dois começa a passar por uma certa crise, mas Amy está disposta a agir para que as coisas voltem a ser como antes, então, prepara a tradicional caça ao tesouro que ela faz para ele todo ano no dia do aniversário do casamento dos dois, onde ela vai demonstrar todo seu amor por ele e presenteá-lo, ao final, com uma grande surpresa.

Naquele dia, Nick esta trabalhando em seu bar quando recebe o telefonema de seu vizinho, dizendo que a porta de sua casa está escancarada há horas. Ele então corre para casa e encontra uma cena assustadora. Móveis quebrados, o ferro de passar roupas ligado, cacos pelo chão sem que sua esposa esteja em qualquer lugar. Tudo indica que se trata de uma cena de crime. Nick então chama a polícia imediatamente.

E aqui é que a história começa a ficar muito boa, porque entra em cena a manipulação da opinião pública pela imprensa, um ponto muito bem explorado no livro. Nick, que sempre teve problemas com seu pai machista e durão, o que fez dele um homem que não consegue expressar emoções em público, logo cai na armadilha da imprensa e de todos aqueles moradores daquela cidade falida, ávidos por ter seus 15 minutos de fama.

Agora, dezenas de pessoas jurando terem sido as melhores amigas de Amy naquele fim de mundo, tem algo para contar sobre as revelações que Amy fazia sobre Nick e sobre como ele tem parece culpado do “assassinato” de sua esposa, mesmo sem que seu corpo tenha sido encontrado.

A partir dai, entre trechos do diário de Amy e os acontecimentos narrados dia-a-dia por Nick, um terceiro personagem aparece. Uma mente doentia e psicopata. Intimidadora, manipuladora e que se aproveita dos pequenos contratempos da vida do casal para chegar ao seu objetivo.

O final do livro me deu uma sensação estranha, uma sensação de que não poderia acabar ali, de que tinha que ter mais, tinha que continuar.... porém, é o final perfeito para a proposta da autora.

Lá em meu trabalho, a gente brinca sobre uma pessoa que trabalhou lá um tempo atrás. Chamamos de “Psico” porque ela não teve pudores em mentir, manipular e jogar uns contra os outros. Apesar de ser uma “brincadeira” é de se pensar sobre os possíveis psicopatas e sociopatas que podem viver a nossa volta sem que percebamos.

Um bom livro gente, e a adaptação para o cinema com o Bem Affleck no papel de Nick sai em outubro!!

Dá tempo de ler antes do filme chegar!!!

Agora, vou para a leitura de Justa: Trocando a Alemanha Nazista pelo Brasil.

Beijos, boas leituras e ótimo fim de semana!!!

Fefa Rodrigues

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Prelúdio de Sangue - Jean Plaiy



Essa é uma série gigante!!! São 14 livros que contam a Saga da Dinastia Plantageneta, família que reinou na Inglaterra por muitos anos e que estão sempre presentes nos romances históricos medievais que adoramos.

Nesse, que é o primeiro volume da série, a história começa com Eleonora de Aquitânia, uma jovem e rica herdeira que, após a morte de seu pai, se casa dom Luis da França e se torna rainha.

Eleonore é uma jovem linda, extremamente inteligente e sensual, que adora os prazeres da vida. Ela é forte e autoritária, e seu casamento com o fraco Luiz não lhe satisfaz. Assim, a rainha leva a vida colecionando amantes até que conhece Henrique Plantageneta.

Henrique é 12 anos mais jovem que Eleonore, a rainha tinha sido amante de seu pai, mas sua beleza e esperteza que, tinha tido seu pai como um de seus amantes. Ele é filho de Matilda, que herdara o trono da Inglaterra após a morte de seu pai, Henrique I, mas que não tinha conseguido manter a coroa, perdendo para seu primo Estevão.

Henrique é um homem forte, ambicioso e, apesar de não ter beleza física, conquista Eleonore que não descansa até conseguir se divorciar do rei da França e se casar com seu amante, que sem qualquer dificuldade, assume o trono inglês após a morte de Estevão, dando início a Dinastia Plantageneta.

Aqui chegamos a quase metade do livro e até então o centro da história é Eleonore, mas, a partir de então, o foco muda para o Rei Henrique II, e foi então que eu comecei a gostar realmente do livro que passa a narrar como esse forte rei reorganizou o país, livrando da guerra civil e da falta de ordem e lei que prevaleceram durante o reinado de Estevão.

É um bom romance histórico. É verdade que falta aquela característica típica do Cornwell de preencher as lacunas da realidade com ficção, fazendo com que as tramas imaginárias sejam a ligação entre os fatos históricos. È um livro que conta a história “á seco”, digamos assim, mas mesmo não sendo fantástico como os romances do Cornwell, é uma história muito bem escrita e coerente com os fatos reais.

Como eram 14 livros, eu achei melhor comprar apenas o primeiro e ver se eu gostava do estilo para então começar comprar os outros. Eu gostei bastante, então terei que separar uma prateleira inteira para essa saga!!!

Borá ler Garota Exemplar, Gillian Flyn, por indicação e empréstimo de minha grande amiga Luly’z!!!


Beijos e boa leitura.

Fefa Rodrigues


terça-feira, 26 de agosto de 2014

1356 – Bernard Cornwell



A Busca do Graal é minha série de livros preferida. Os livros contam a história do arqueiro inglês Thomas de Hokton e de sua busca pelo Graal, a relíquia mais desejada da cristandade, enquanto combate os franceses, na eterna guerra entre aqueles dois países.

Em 1356 o arqueiro está de volta e isso fez com que eu tivesse muita expectativa com relação e este livro. Thomas é agora um arqueiro consagrado, que fez fortuna com seu arco e que comanda um bando de arqueiros, que, quando não estando lutando pelo seu senhor, vendem seus serviços aos nobres franceses.

Como parece ser seu destino, mais uma vez ele recebe uma missão sagrada. Thomas deve agora, a pedido de seu senhor, encontrar La Malice, a espada usada por Pedro para defender Cristo quando o soldado romano tentou prendê-lo e que é considerada uma das mais poderosas relíquias da cristandade.

Ambos os lados, franceses e ingleses, desejam aquela relíquia que, como crêem, tem o poder de dar a vitória a quem a possuir. Mas não é só Thomas que está em busca da famosa e mística espada, o cardeal Bressiere (não lembro se é assim que escreve e estou com preguiça de pegar o livro para conferir), um homem que, apesar de ser um príncipe da igreja, não tem nada de cristão, também a deseja, para garantir a vitória francesa sobre os ingleses e o apoio do Rei Luis de França a sua candidatura ao papado.

A história culmina na batalha de Poitiers, onde mais uma vez o exército inglês sob o comando de Eduardo, o Príncipe Negro, apesar de cansado, faminto e acuado, rechaça o exército francês graças a seus arqueiros.

Confesso que a história não tem toda aquela força da trilogia A Busca do Graal, falta um pouco de enredo para preencher as lacunas da história real, mas vale a pena a leitura porque Thomas é o melhor personagem de Cornwell e porque, quando o livro se volta para os acontecimentos envolvendo aquela grande e famosa batalha, já na sua parte final, fica ótimo.

Li uma entrevista do Cornwell uma vez em que ele dizia que sua esposa pula as descrições das batalhas quando lê seus livros, achei engraçado, porque eu acredito que uma das melhores partes dos livros dele são as batalhas!!!

Bem, agora estou lendo Prelúdio de Sangue, de Jean Plaiy (pseudônimo da escritora Eleanor Burford), bem interessante porque é uma série de 15 livros que conta toda a história da dinastia Plantageneta e para quem curte história medieval inglesa é de se esbaldar. Logo conto mais!!!

Beijos e boa leitura.

Fefa Rodrigues

sábado, 16 de agosto de 2014

Sobre outras coisas....

Oi amigos e amigas leitores!! Sei que o foco do meu blog não é esse, e sei também que, em geral, quem curte livros não é chegado em moda... porém, eu tenho uma loja aqui na minha cidade e estava em busca de algo diferente, algo que tivesse minha cara e que pudesse ser a marca diferenciadora da minha loja, então encontrei uma marca de t-shirts com um toque inteligente que achei sensacional... na loja física fazendo sucesso, então resolvi colocar on line... 

Convido vocês para visitar e, se gostarem, divulgar!!!!

Tá ai o link: Love Shoes


Obrigada;
Fefa Rodrigues




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os Miseráveis

Até que esse livro esteja em suas prateleiras, uma biblioteca não é mais do que uma estante cheia de livros. 

Certa vez li um texto do Ricardo Gondim em que ele que ninguém deveria morrer sem ler Os Miseráveis, e eu concordo porque além de ser de uma qualidade literária brilhante é uma história capaz de mudar a forma que vemos o mundo, de pensarmos sobre a injustiça da justiça humana e em como algumas pessoas podem ser boas em meio à miséria humana... 

Victor Hugo disse que "enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista ainda mais amplo, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como estes não serão inúteis.".... E eu, enfim posso começar a chamar minha estante de livros de Biblioteca!!!!


Beijos e ótimo fim de semana;

- fefa rodrigues -



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Adeus


Minha pequena homenagem a esse escritor que me ensinou tanto através de seus textos.

Adeus Rubens, até breve.




Sobre Deus - Rubem Alves

Alguém disse que gosta das coisas que escrevo, mas não gosta do que penso sobre Deus. Não se aflijam. Nossos pensamentos sobre Deus não fazem a menor diferença. Nós nos afligimos com o que os outros pensam sobre nós. Pois que lhes digo que Deus não dá a mínima. Ele é como uma fonte de água cristalina. Através dos séculos os homens tem sujado essa fonte com seus malcheirosos excrementos intelectuais. Disseram que ele tem uma câmara de torturas chamada inferno onde coloca aqueles que lhe desobedecem, por toda a eternidade, e ri de felicidade contemplando o sofrimento sem remédio dos infelizes.
Disseram que ele tem prazer em ver o sofrimento dos homens, tanto assim que os homens, com medo, fazem as mais absurdas promessas de sofrimento e autoflagelação para obter o seu favor. Disseram que ele se compraz em ouvir repetições sem fim de rezas, como se ele tivesse memória fraca e a reza precisasse ser repetida constantemente para que ele não se esqueça. Em nome de Deus os que se julgavam possuidores das idéias certas fizeram morrer nas fogueiras milhares de pessoas.
Mas a fonte de água cristalina ignora as indignidades que os homens lhe fizeram. Continua a jorrar água cristalina, indiferente àquilo que os homens pensam dela. Você conhece a estória do galo que cantava para fazer nascer o sol? Pois havia um galo que julgava que o sol nascia porque ele cantava. Toda madrugada batia as asas e proclamava para todas as aves do galinheiro: “Vou cantar para fazer o sol nascer”. Ato contínuo subia no poleiro, cantava e ficava esperando. Aí o sol nascia. E ele então, orgulhos, disse: “Eu não disse?”. Aconteceu, entretanto, que num belo dia o galo dormiu demais, perdeu a hora. E quando ele acordou com as risadas das aves, o sol estava brilhando no céu. Foi então que ele aprendeu que o sol nascia de qualquer forma, quer ele cantasse, que não cantasse. A partir desse dia ele começou a dormir em paz, livre da terrível responsabilidade de fazer o sol nascer.
Pois é assim com Deus. Pelo menos é assim que Jesus o descreve. Deus faz o sol nascer sobre maus e bons, e a sua chuva descer sobre justos e injustos. Assim não fiquem aflitos com minhas idéias. Se eu canto não é para fazer nascer o sol. É porque sei que o sol vai nascer independentemente do meu canto. E nem se preocupem com suas idéias. Nossas idéias sobre Deus não fazem a mínima diferença para Ele. Fazem, sim, diferença para nós. Pessoas que tem idéias terríveis sobre Deus não conseguem dormir direito, são mais suscetíveis de ter infartos e são intolerantes.
Pessoas que têm idéias mansas sobre Deus dormem melhor, o coração bate tranqüilo e são tolerantes.


- fefa rodrigues -


terça-feira, 8 de julho de 2014

Será que estamos nos curando do Complexo de Vira-latas?

Me lembro de quando eu era criança, nos idos da década de 80. Era impensável usar verde-amarelo, era brega, era “coisa de baiano”. Legal eram os tênis Nike, legal era usar camiseta com a bandeira dos EUA. Eu tinha um estojo trazido do Paraguai com o desenho daquela bandeira.

Na época, nossa vizinha, Dona Ida, com seus oitenta e poucos anos e toda tarde colocava o disco de vinil tocando o hino nacional. A criançada da rua ria ouvindo aquilo e zombava daquela atitude ridícula.

Quando tinha jogo de futebol internacional e os jogadores se perfilavam para cantar o hino (ainda não existia a lei que obriga o hino antes dos jogos no estado de São Paulo), dava para ver claramente que eles não sabiam a letra. Ninguém sabia. Mas se no final de um filme tocava o hino dos EUA a gente se arrepiava, era até capaz de chorar. Tinha até um “Parabéns pra você” na melodia do hino norte-americano que agente cantava nas festinhas de aniversário.

Não sei exatamente quando isso começou a mudar, mas desconfio que foi quando quitamos nossa dívida com o FMI. Acho que isso trouxe uma sensação de estarmos quites, de não sermos devedores. Nosso nome de brasileiro enfim estava limpo.

O mundo já não nos definia mais como terceiro mundo, nos tornamos emergentes.

Então, começamos a perceber como, aqui e ali, vários brasileiros famosos brilhavam, e como muito anônimos eram queridos em outros países, e, apesar da frase “tinha que ser brasileiro” viver se repetindo por ai, na maioria das vezes pela boca dos próprios brasileiros, uma sensação de orgulho nacional começou a nascer.

Então veio o grande teste, a realização da copa do mundo, e muitos juraram que seria o momento de provarmos nossa incompetência para o mundo. Porque nós somos brasileiros, não fazemos nada direito, somos inferiores, misturados, temos cores na pele, nos olhos e nos cabelos, comemos feijão, não temos nenhum prêmio Nobel, somos uma vergonha, não somos mais do que vira-latas.

Então, eis que a Copa está chegando ao fim e, incrivelmente, nenhum turista foi assassinado ou assaltado por um taxista (aliás, um taxista ficou conhecido por devolver ingressos, não foi?), não houve caos no metrô, no trânsito ou nos aeroportos, nenhuma arquibancada caiu, não houve brigas nos estádios que, diga-se, estiveram totalmente lotados em todos os jogos.

É, este é o nosso país, lindo, grande, cheio de gente legal e bonita, que veste verde-amarelo e canta o hino nacional com lágrimas nos olhos, que tem problemas a resolver sim, mas que, agora que se orgulha de si mesmo, sabe que tem competência para resolvê-los.

A seleção pode ganhar ou não a Copa, mas o Brasil – que muita gente adorou ecoar que não se limita a futebol e a seleção – ganhou muito, principalmente respeito próprio.

Beijos;
Fefa Rodrigues

PS: o texto do Nelson Rodrigues “Complexo de Vira-latas” é muito interessante e no youtube tem um vídeo baseado no texto que fala das origens dessa baixa-estima que sempre pairou sobre a Pátria Amada.



sábado, 5 de julho de 2014

O signifciado das lágrimas




Eu não entendo essas criticas a forma emocionada como os jogadores cantam o hino nacional. Pra mim, a melhor parte dos jogos do Brasil têm sido ver o povo cantando o hino à capela, as pessoas emocionadas e principalmente as crianças cantando com a mão no peito.

Bonito era quando brasileiro tinha vergonha de vestir verde-amarelo, não sabia a letra do hino e adorava desfilar com camiseta com a bandeira dos EUA??

Como diria o Renato Russo "a lágrima é verdadeira" e o orgulho de ser brasileiro representado por essas lágrimas é o que me faz ter certeza de que sim, o Brasil tem jeito, e quem pode dar um jeito nele somos nós, os brasileiros....


BORA BRASIL!!! ORGULHO DE SER BRASILEIRA!!!!

Beijos,
Fefa Rodrigues


terça-feira, 1 de julho de 2014

Mil cairão ao teu lado – Susi Hasel Mundy

Não há maior elogio do que ganhar um livro de presente. E esse livro foi um presente da Raissa, uma nova amiga que compartilha comigo o gosto pela literatura e que, sabendo do meu amor por livros e meu interesse pela II Guerra, me fez esse imenso elogio.



Eu gosto de todo tipo de literatura sobre a guerra, mas gosto especialmente de histórias reais de pessoas que tiveram coragem suficiente para não concordar com o regime nazista, mesmo que isso significasse colocar sua própria vida, e muitas vezes a vida de sua família, em risco.

E esse livro conta a história de uma dessas pessoas, ou melhor, de uma família inteira que decidiu permanecer fiel a seus princípios. É um livro de cunho religioso, já que aponta de forma especial as lutas daquela família para viver sua fé em meio à guerra, mas, independentemente do posicionamento religioso de cada um, é uma história que nos ensina muito.

Essa é a historia da família Hasel, e de como eles enfrentaram aqueles dias tenebrosos. Os Hasel eram Adventistas do Sétimo Dia, isso significa que eles tinham muitos costumes parecidos com os dos judeus como a guarda do sábado e não comiam carne suína. Além desses costumes, eles eram cristãos de verdade, ou seja, seguiam todos os princípios de respeito e amor ao próximo pregados pelos evangelhos.

Franz Hasel, o pai da família foi convocado nos primeiro dias da Guerra para servir na Companhia 699. Conhecida como Pioneiros, eles eram a “equipe de frente” e chegavam aos territórios inimigos nos primeiros momentos, já que sua função era construir pontes onde fossem necessárias e reformar aquelas destruídas pelo inimigo em retirada.

Em meio a soldados que acreditavam completamente em Hitler e na superioridade e vitória alemã, Franz foi colocado diversas vezes em situações em que ele teve que optar entre seguir ordens ou seguir seus princípios, porém, sempre, de uma forma ou outra, ele conseguia se sair bem e se manteve fiel até o fim e, mesmo quando por algum momento ele se desviava desses princípios, por mínimo que fosse, ele tinha consciência de que não poderia deixar a situação determinar suas ações.

Quando o batalhão de Franz foi mandado para a Rússia, a situação ficou muito mais difícil. Seu batalhão começou a ser seguido pelos homens da SS, e foi então que Franz foi apresentado à realidade do extermínio de judeus. Franz percebeu que já não se tratava mais de manter seus princípios e rituais religiosos, mas de viver na prática aquilo em que ele acreditava, salvar vidas inocentes, encarando todas as conseqüências.

Enquanto a guerra se arrastava Helene, esposa de Franz, e seus três filhos permaneceram em Frankfurt, onde sofriam constantemente o assédio do partido nazista que exigia sua filiação, e da Liga das Mulheres que a importunava diariamente em razão da família não se envolver nas atividades do partido. Como Helene se recusava a se filiar, todo tipo de problemas acontecia com ela, atrasos no recebimento do soldo a que tinham direito, dificuldades para conseguir alimentos, roupas, tratamento médico e ainda a suspeita de que ela e sua família eram judeus disfarçados em razão da guarda do sábado.

Assim como aconteceu com Franz, em certo momento eles perceberam que seus princípios iam além da guarda dos costumes e rituais, e exigiam que eles se movessem em direção aos judeus enquanto sofriam os pesados bombardeios dos aliados.

Nessa história toda, me parece que quem mais sofreu com a guerra foi Helene e seus filhos, desamparados em uma cidade hostil, sem ter a quem recorrer, mas sempre mantendo a perseverança.

Como disse acima, independentemente do posicionamento religioso de cada um, é uma história que vale a pena ser lida, uma história que nos fala sobre caráter e honra e sobre a coragem de fazer o que é certo quando ninguém mais o faz.

Certa vez ouvi uma frase – atribuída a Martin L. King, mas eu nunca confirmei a autoria – e que se encaixa perfeitamente nessa história: “Se você não está pronto para morrer por algo, você não está pronto para viver”.

Beijos e boas leituras.

Fefa Rodrigues