sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pensando sobre educação...

As manifestações das semanas anteriores são um bom motivo para refletirmos sobre o que queremos e como poderemos alcançar isso e, nós leitores, somos as pessoas mais indicadas para pensar sobre o assunto, pois, como disse o político francês Jean Jaurès, “só pode haver revolução onde há consciência”.

O que mais parece incomodar o povo brasileiro é a corrupção endêmica que assola não apenas nossa classe política, mas toda nossa sociedade, é o velho clichê “jeitinho brasileiro” que antes de ser motivo de orgulho, deveria nos envergonha. É verdade que, quando se refere aos políticos, a corrupção é mais aguda, mais patente, quando a corrupção é nossa, a gente não vê tantos problemas, a gente sempre tem uma desculpa, uma justificativa.

Eu acredito que a corrupção, ou a tendência a sempre buscar vantagem própria em ao invés do bem de todos, está dentro de nós, de cada um de nós, e somente conseguiremos vencer esse mal reconhecendo que não somos melhores do que os demais e, a partir daí, nos educando. É preciso ter consciência e, então, agir!!

Acredito que educação é a chave. Mas não simplesmente aquela educação que enche nosso cérebro de informação, que nos faz passar no vestibular ou no concurso público, que nos torna mais competitivos, mas sim um tipo de educação que nos ensine a reconhecer a beleza, a entender a vida, a respeitar a existência, que desperte nosso espírito humano e que nos faça valorizar o que realmente tem valor. 

Hannah Arendt falando sobre A crise na educação, finaliza seu trabalho afirmando que:


“(...) todos chegamos ao mundo pelo nascimento e que é pelo nascimento que este mundo constantemente se renova. A educação é assim o ponto em que se decide se se ama suficientemente o mundo para assumir responsabilidade por ele e, mais ainda, para o salvar da ruína que seria inevitável sem a renovação, sem a chegada de novos jovens.  A educação é também o lugar em que se decide se se amam suficientemente nossas crianças para não as expulsar do nosso mundo, deixando-as entregues a si próprias, para não lhes retirar a possibilidade de realizar qualquer coisa de novo, qualquer coisa que não tínhamos previsto, para, ao invés, antecipadamente as prepara para a tarefa de renovação de um mundo comum.”

Eu não sou professora, mas não creio que seja necessário ser profissional da educação para educar, nem tão pouco, que apenas crianças podem e devem ser educadas. Todos nós precisamos dessa educação capaz de nos tornar aptos a repudiar a corrupção que está dentro de nós. É por isso que acredito que mudar o mundo, o nosso mundo, ou o mundo ao nosso redor, é responsabilidade de cada um de nós.

Então, o que fazer?

Primeiramente, tento educar a mim mesma, aprender a pensar, conhecer para ter condições de decidir, questionar as ideias postas, as verdades que se apresentam no meu cotidiano e nas grandes questões da vida, tento analisar meu comportamento e busco extirpar de mim tudo que não convém e, a cada aprendizado, tendo passar isso adiante.

A partir daí, me esforço para despertar nas pessoas um espírito mais crítico, mais analítico, mais questionador e, claro, tento leva-las à paixão pelos livros, porque até onde posso ver, quem ama livros acaba vendo o mundo de uma forma diferente, de uma forma mais humana, no bom sentido!!

Romain Rolland disse que “quem tem a chama de um ideal poderoso, tem o dever absoluto de levantá-lo acima das cabeças de seus companheiros”. Seria esse, o nosso caso, caros amigos leitores??

Beijos e bom fim de semana a todos!!!

Fefa Rodrigues

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Meme: 7 coisas!!!

Fui indicada para o Meme: 7 coisas pela Letícia do blog Livros, vamos devorá-los!!, uma garota simática com quem eu ainda não tive muito tempo de conversar, mas que pretendo conhecer melhor!!

Obrigada, Letícia!!!



Vamos as respostas:

*7 coisas para fazer antes de morrer?

1. Conhecer Paris;
2. Aprender a falar francês;
3. Ler Os Miseráveis na versão original;
4. Visitar as pirâmides;
5. Tocar nas paredes co Coliseu;
6. Conhecer Trancoso (já com data marcada)
7. Casar!!!

*7 coisas que mais falo? (Não sou de falar muito, viu!?!)

1. Mais que saco!!
2. Isso tá me estressando!!
3. Poxa vida!
4. Já deu, né?!
5. Pode deixar que eu resolvo (o que em geral causa a frase n.º 2);
6. Tô cansada!
7. Te amo!

*7 coisas que faço bem?

1. Meu trabalho;
2. Escrever;
3. Estudar;
4. Ouvir as pessoas;
5. Resolver problemas;
6. Torta de limão;
7. Strogonofe.

*7 coisas que não faço?

1. Passar roupa;
2. Regime;
3. Beber álcool;
4. Fumar;
5. Ira a baladas;
6. Ouvir música sertaneja;
7.Ouvir funk.

*7 coisas que me encantam? 

1. Poesia;
2. O quadro Noite Estrelada do van Gogh;
3. Bach para Cello, suite n.º1,
4. O por-do-sol;
5. Lua Cheia;
6. Noite estrelada no inverno,
7. Livros.

*7 coisas que não gosto?

1. Sentir Medo;
2. Desrespeito;
3. Mentira;
4. Ignorância transvestida de conhecimento;
5. Besteiras inventadas compartilhadas no face;
6. Trairagem;
7. Fofoca.

*7 blogs?

1. Na Trilha dos Livros
2. Desventuras Amorosas
3. O Guardião
4. O Guardião da Muralha
5. Super Atentas
6. Um livro por dia
7. Magia Literária!!!


É isso ai galera!!!

O Palácio da Meia-Noite - Zafón

"É que nada é tão difícil de acreditar quanto a verdade e, ao contrário, nada é tão sedutor quanto a força da mentira, quanto maior for o seu peso."



Mais um livro do Zafón que li em menos de uma semana!! Bem, a verdade é que tenho e li todos os livros do Zafón que foram publicados em português e, pelo que sei, só falta um livro dele a ser publicado na nossa língua, As Luzes de Setembro. Espero que chegue logo!!!

Palácio da Meia Noite, O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro fazem parte dos escritos infanto-juvenis do autor. As Luzes de Setembro ainda não foi publicado em português, mas posso dizer que O Palácio da Meia-noite e O Príncipe da Névoa são livros de leitura muito fácil, com personagens adolescentes que, em meio a mistérios, passam por descobertas próprias da idade como o amor, a amizade e o poder das decisões.

Apesar de ser leitura fácil, em ambos os casos a história é muito boa e segue o mesmo estilo dos outros livros do Zafón, mistério, amor e o destino sempre inexorável. Como já disse antes, eu vejo algo do Gabo no Zafón, e acredito que seja essa visão do destino como força incontrolável que governa e guia a vida de todos, algo do que não se pode fugir e que deve ser encarado com coragem.

Palácio da Meia Noite traz uma inovação. Diferente dos demais livros do autor, a história não se passa em Barcelona ou na Espanha, mas em Calcutá na Índia, durante a década de 30 e começa com um homem fugindo pelas ruas vazias e assustadoras da cidade, numa noite chuvosa, com dois bebes a quem busca proteger.

Os bebes gêmeos são deixados na casa de uma velha senhora e o homem, um oficial inglês, depois de deixar as crianças a salvo, foge de novo para encontrar a morte nas ruas. Por um motivo que não conseguimos entender no inicio da história, os irmão são separados, sendo que um deles é deixado em um orfanato e o outro é levado pela velha mulher.

No dia seguinte, uma estranha figura aparece no orfanato perguntando sobre o bebe abandonado, mas o diretor, orientado por uma carta deixada junto ao garoto, para proteger a criança, mente dizendo que não havia nenhum novo interno na instituição. A figura sinistra então diz que por aquela noite aceitaria a resposta, mas que passados os 16 anos que separavam o bebe da vida adulta, ele voltaria para pegar o menino.

Passados os 16 anos, os dois irmãos se reencontram em meio a acontecimentos estranhos e sobrenaturais, às vésperas de seu aniversário e, apesar de todas as tentativas de deixá-los longe dos perigos que os rondam desde o nascimento, terão que enfrentar aquela figura do passado que volta em busca de vingança e, enquanto buscam por respostas, vão descobrindo a verdade sobre sua origem, sobre seus pais e sobre o que os separou. Nessa busca, os irmãos contam com a ajuda de amigos inseparáveis e corajosos, dispostos a arriscar a vida uns pelos outros.

É uma ótima história de amizade, amor e redenção, cheia de mistério, de dor, de maldade e bondade, ou seja, cheia de tudo que é humano. É essa mistura temperada com o destino irrefreável que me faz sempre gostar dos livros do Zafón, além disso, a escrita dele é ótima, as frases dele são marcantes e as histórias sempre bem contadas.

Recomendo e acredito que os livros dele são um bom meio de despertar o gosto pela leitura em adolescentes e até mesmo em adultos que ainda não tenham desenvolvido esse hábito!! Estou certa de que é uma leitura que vale a pena!!!

Agora, comecei a ler O Inverno do Mundo do Kenn Follet e posso dizer que, mesmo estando ainda na página 100, certamente será um livro esplendido e que, apesar de ser bem longo, tenho certeza de que vou devorá-lo, ainda mais com o feriado prolongado da próxima semana!!!

Então, em breve falo dele!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues