terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os Trabalhadores do Mar – Victor Hugo

“O inacessível ligado ao inexplicável, eis o céu.”

Os Trabalhadores do Mar é um livro especial. Já exaltei Os Miseráveis aqui, porque considero excepcional, mas Os Trabalhadores do Mar é como um poema! Belíssimo e cheio de frases maravilhosas, como essa ali em cima.


No povoado de Guernsey vivem uma mulher e seu filho, ambos, às margens da sociedade. Eles são pessoas diferentes das outras, com conhecimentos mais racionais sobre as questões da vida, como por exemplo, como evitar que a água dos poços sejam contaminadas pelos dejetos humanos, mas isso faz com que o povo do local veja os dois com maus olhos. A mãe do rapaz, que chamam pelo nome de Gilliat, morre e ele continua a viver sozinho e, como ninguém sabe seu nome, também o chamam de Gilliatt. Um dia, ele está caminhando pela estrada quando, à sua frente a jovem Deruchette, sobrinha do armador Lethierry, homem mais rico do local, para, olha para tráz e escreve o nome do rapaz na neve. A partir dai Gilliat se enamora da garota.

Algum tempo depois, uma tragédia acontece. O navio de Lethierry, principal fonte de renda do povoado, naufraga no rochedo Douvres, um lugar super perigoso e o armador promete dar a sobrinha em casamento àquele que conseguir resgatar o návio. Gilliat então se oferece para o resgate e o livro passa a contas como ele, com seus conhecimentos de física, depois de vencer diversos obstáculos e perigos, inclusive a luta com um polvo gigante, consegue salvar a embarcação.

Porém, enquanto Gilliatt está longe, Deruchette acaba se apaixonando por outro homem (que eu não me lembro o nome, mas que era o jovem pastor da igreja do local). Quando Gilliatt retorna, depois de ter cumprido o que havia prometido, percebe que a jovem não o ama (aliás ela demonstra, mesmo sem querer, sua repugnancia ao vê-lo chegar, todo sujo e com as barbas longas, depois de tanto tempo longe).

Gilliatt então, escolhe morrer (antes, se não me engano, é que já faz tempo que eu li, ele ajuda o jovem pastor a comprar a aliança para a moçoila). Ele então segue, por caminhos desertos, até uma rocha em forma de poltrona e lá se senta esperando a maré subir, enquanto ao longe ele vê partir o navio que levava sua amada e seu esposo para a viagem de nupcias. O livro termina com a morte do personagem. Lindo e triste ao mesmo tempo.

“No momento em que o navio dissipava-se no horizonte, a cabeça desaparecia debaixo da água. Tudo acabou; só restava o mar.”

Outro dia eu ouvi uma pessoa aqui no trabalho dizer que “ninguém deveria morrer sem conhecer Paris”. Bem, para mim, ninguém deveria morrer sem ler Victor Hugo. De verdade, como já disse antes, não sou habilitada para discutir literatura, pois não tenho nenhuma formação na área, mas como pessoa posso dizer que ler o que ele escreve é como ouvir um violino tocando, você sente lá no seu coração e de tão bonito que é, dá vontade de chorar.

Não deixe de ler algo desse grande autor e, se possível, leia Os Trabalhadores do Mar, maravilhoso!

Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues

4 comentários:

Anônimo disse...

Oi Fefa! Acho que perdi td que escrevi. Só queria dizer que entre na Internet para procurar imagens dos locais do livro quando vi essa foto do livro, que é igualzinho ao que eu tenho. Difícil essa versão do M. de Assis não? mas ao mesmo tempo ótima para aprendermos palavras novas dessa nossa língua tão rica! O que dizer... concordo com td que vc escreveu. O livro é pura poesia, e a história... inimaginável. Uma obra-de-arte!

Vladi disse...

Oi Fefa! Acho que perdi td que escrevi. Só queria dizer que entre na Internet para procurar imagens dos locais do livro quando vi essa foto do livro, que é igualzinho ao que eu tenho. Difícil essa versão do M. de Assis não? mas ao mesmo tempo ótima para aprendermos palavras novas dessa nossa língua tão rica! O que dizer... concordo com td que vc escreveu. O livro é pura poesia, e a história... inimaginável. Uma obra-de-arte!

Anônimo disse...

Tá bom que o livro não é novo, mas contar o fim do livro é sacanagem.

LUIZ GUSTAVO DE CARVALHO disse...

GUSTAVO disse ...
Olá.
Ótimo seus comentários porém, contar o fim do livro é mais do que sacanagem . . .