terça-feira, 16 de agosto de 2011

Azincourt – Bernard Cornwell

Muitas vezes terminar um livro me deixa triste. Sou meio boba, parece que me apego aos personagens, parece que eles existem de verdade e que os dias em que passei lendo aquele livro eu estive na companhia deles e, como quando a gente se separa de bons amigos, vou sentir falta daqueles personagens.

Por isso, algumas vezes, releio os meus preferidos, mas, como infelizmente eu não nasci filha de milionário, nem criei uma rede social e fiquei rica, eu tenho que trabalhar, além disso, tenho as leituras preparativas para o mestrado, então, não sobra tanto tempo para a leitura por prazer... daí, não posso me dar ao luxo de reler os livros... afinal, ainda tem tantos que eu ainda quero ler...


No caso de Azincourt deu ainda mais tristeza, porque, depois deste, só me resta ler O Condenado para terminar a coleção do Bernard Cornwell e eu queria muito que ele escrevesse outra história de arqueiros, já que, como eu disse para o Davi, prefiro as flechas às paredes de escudo!!

Então, se alguém ai tem o twiter dele, por favor, manda uma mensagem implorando para ele escrever mais histórias de arqueiros!!!!

Bom, voltando ao livro, comentariozinho sobre a história.

Nesta obra, nossa companhia é Nick Hook, um arqueiro inglês que tem por ofício matar franceses, claro! E o pano de fundo é a batalha de Azincourt, que aconteceu durante a Guerra dos Cem Anos, batalha tão famosa e mítica quanto a batalha de Crécy, ocorrida durante a mesma guerra, que na realidade durou 110 anos, mas algumas décadas antes. Quem leu A Busca do Graal, acompanhou o exército inglês, em menor número e menos equipado, destruir o exército francês graças, é claro, a seus fenomenais arqueiros, em Crécy.

Em Azincourt, o livro começa cotando a história de Nick Hook, da rixa de sangue que ele tem com a família Perril, sua ida a Londres para acompanhar o assassinato na fogueira de um bando de hereges e do acontecimento que mudou sua vida, quando ninguém menos que São Cipriano fala com ele. Nick acaba se alistando como arqueiro para se livrar da forca, é mandado para Soissons, onde o exército inglês é destruído pelos franceses graças à traição de um duque escocês, mas, apesar das barbáries cometidas contra os arqueiros ingleses, Nick consegue sair ileso e foge para Calais, levando consigo Melisande, a garota que ele conseguiu salvar da fúria francesa.

A partir daí ele passa a servir a Sir John e, como arqueiro do exército da Inglaterra, acompanha o Rei Henrique V que invade a França para reivindicar o trono – ou simplesmente porque eles não tinham mais nada a fazer a não ser matar franceses. O exército chega confiante, mas durante o cerco à cidade de Harfleur, a doença ataca os homens que começam a morrer aos montes, sem conseguir que a cidade seja tomada.

Depois de 5 semanas a cidade acaba se rendendo, mas, apesar disso, Henrique V havia sofrido uma derrota virtual, porque acabou por perder quase metade de seu exercito para dominar uma pequena cidade sem importância política.

Henrique não quer deixar a França humilhado, parecendo fraco e fazendo a cristandade pensar que ele não desfruta do favor divino, então decide levar seu exército de Harfleur até Calais, marchando pelo interior da França, e é durante o trajeto, numa grande campina conhecida como Azincourt, que acontece uma das mais grandiosas batalhas da história. O exército inglês, doente, exausto, faminto terá que enfrentar o grande exército francês, maior em número e em plenas condições, equipado e fortalecido.

Mas quem poderia vencer os arqueiros ingleses? Como em Crécy, mais uma vez o exército francês tem que sentir a força do arco inglês!!!

Sensacional.

Ótima dica.
Beijos e Boa Leitura!!!
Fefa Rodrigues


PS: e agora vamos ao Guerra dos Tronos!!

2 comentários:

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Não lia a resenha, mas não aguentei...Comecei ontem e já estou na página 102! Muito bom, não que eu esperasse outra coisa:D

Beijos!

Nerito disse...

Comecei a vasculhar no seu blog livros que eu já tenha lido (e gostado muito). Foi com muita surpresa que descobri... Azincourt! Eu realmente acho este um dos melhores livros do Cornwell. Quem sabe eu escreva pro blog uma resenha sobre ele dizendo o porquê.
Primeiro porque senti a mesma coisa, essa tristeza ao ver que o livro está acabando. E também gosto de pegá-lo de vez em quando para dar uma lida assim, meio sem compromisso.
Eu vou ter que concordar com o Davi. A parede de escudos é mais aterrorizante...
Ah, eu não posso deixar de agradecer a indicação... Brigadão mesmo. Abração! rs