segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os Maia – Eça de Queiroz

Ontem estava dado uma olhada nos livros que já comentei aqui no blog e reparei que nunca falei das obras de Eça de Queiroz que, na minha fase pré-fantasia-e-romance-histórico foi um dos escritores que mais li e, dentre suas obras, Os Maia foi a que mais gostei.

A história, que se passa em Lisboa na segunda metade do século XIX, conta a saga de três gerações da família Maia e se inicia com o casamento de Afonso da Maia com Maria Eduarda, e o nascimento do filho Pedro da Maia, que, muito ligado à mãe sofre com sua morte. A história continua até o casamento de Pedro com Maria Monfort, com quem tem dois filhos, Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Certo dia, Pedro fere um italiano de nome Tancredo a quem recebe em sua casa e por quem sua esposa se apaixona. Maria Monfort acaba fugindo com Tancredo para a Itália, levando sua filha. Pedro Maia comete suicídio e o filho, Carlos Eduardo passa a ser criado pelo avô.

Anos depois, Carlos torna-se médico e, durante um jantar, conhece e se apaixonada por Maria Eduarda, uma mulher com um passado “complicado”. Eles se apaixonam e Carlos leva a mulher para morar numa casa no campo, onde eles podem ficar juntos. Tudo vai bem até que o melhor amigo de Carlos acaba descobrindo que os dois são irmãos. Quando Afonso descobre o incesto, acaba morrendo de desgosto.

Meu resumo não faz jus a beleza da história e da escrita do autor, um livro que vai muito além da história de amor entre um homem e uma mulher, uma obra que merece e deve ser lida!!

Há alguns anos a TV Globo exibiu uma série baseada no livro, eu não cheguei a ver, mas acho que ela era apenas baseada, ou seja, não seguia exatamente a história, e misturava vários personagens de outras obras do escritor como é comum quando eles usam uma obra para criar uma novale ou série. Como não assiti não sei dizer se vale a pena coferir.

Bom, fica mais uma dica de boa leitura!

Beijos e boa semana!!!
Fefa Rodrigues

5 comentários:

Manuel Cardoso disse...

Também já reparei que sendo este um dos melhores escritores portugueses de todos os tempos, é imperdoável que não o tenha no meu blogue. Mas isto deve-se ao facto de ter lido os seus livros na adolescência, quando não havia blogues :)
Mas conto em breve reler Os Maias. É um marco enorme na literatura portuguesa.

Manuel Cardoso disse...

Esqueci dizer uma coisa: o nosso Eça é tão importante para nós como o maravilhoso Machado de Assis para vocês.

Fefa Rodrigues disse...

Também gosto muito mesmo da escrita dele...

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

Também adorei Os Maias. E, na faculdade todo mundo fala tanto de Madame Bovary, do Flaubert, mas esquecem que O Primo Basílio é mil vezes melhor. A série da Globo foi muito boa, mas você tem razão, era somente baseada no livro, e misturava também A Relíquia. Mas ficou excelente, e até que bem fiel ao livro. Sem contar que ter Selton Mello como João da Ega e Mateus Nachtergaele como o Teodorico, de A Relíquia, era um tremendo de um bônus. Os dois dão show. Bem melhores que os protagonistas, feitos pelo Fábio Assunção e Ana Paula Arósio. Há alguns anos eu e minha irmã demos o box de DVD de presente para meu pai, que é português. Mas fizeram uma sacanagem como o DVD: tiraram a parte de A Relíquia. Perdeu muito com isso.

Quanto ao filme, A Hora do Espanto, eu e minha amiga só fomos ver por causa do Colin...as duas são apaixonadas por ele;D Mas no fim gostei do filme. Como eu disse, não é uma obra de arte, mas diverte. E quanto a O Caldeirão Mágico, dá mesmo aquele gostinho e infância, né? E eu nem tinha me ligado no negócio do caldeirão com o Derfel...Muito bom;D

Beijos!

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

E obrigada pelo parabéns!

Beijos!