segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Grande Abismo – C. S. Lewis

Algumas vezes eu fico imaginando Lewis e Tolkien, depois de um dia de trabalho em Oxford, sentados em um pub, tomando uma cerveja e conversando sobre os mundos que iriam criar... dois homens adultos com uma imaginação sem limites... ou, talvez, que tiveram coragem de não impor limites lógicos à sua imaginação... e assim nos presentearam com a Terra Média e com Nárnia. Eu, particularmente, tenho uma queda especial por Nárnia, mas isso é por causa do Aslam...


Algumas postagens abaixo eu falei sobre Cartas do Diabo a seu Aprendiz, uma obra do C.S. Lewis não muito conhecida, e hoje foi falar de outra que, talvez, também não seja tão lembrada quanto As Crônicas de Nárnia, mas que merece ser lida.

A obra que eu quero comentar hoje, O Grande Abismo é um livro pequeno que eu comprei só por ter sido escrita pelo Lewis e mais uma vez me surpreendi. Aqui, assim como em Cartas do Diabo a seu Aprendiz, o leitor vai sentir de forma acentuada as convicções e crenças do escritor, mas, sejam quais forem suas crenças ou descrenças, é uma obra que vale a pena ser lida.

Confesso que não sei a diferença entre um Conto e um Romance (se alguém entendido do assunto puder me explicar, eu agradeço), mas acho que neste caso, estou diante de um conto.

O grande abismo é a separação entre o céu e o inferno. A principio a gente não percebe que, no início da história o personagem está no inferno. Na verdade, ele está em um tipo de réplica de Londres, um local chamado Cidade Cinzenta, e de lá ele e um grupo de pessoas, pega um ônibus para um lugar conhecido como Países Altos, tipo como se estivesse indo para o campo passar um fim de semana. A Cidade Cinzenta não é como o inferno que estamos acostumados a ver... fogo, gente sofrendo, capetas por todos os lados... mas é como se fosse nosso próprio mundo cinza, mais poluído que nunca... num certo momento, o personagem principal olha pela janela de uma casa e vê Napoleão andando de um lado para outro e repetindo as mesmas palavras infindáveis vezes... como se ele estivesse condenado a passar a eternidade preso às suas obsessões...

Aquelas pessoas que vão para os Países Altos, na verdade, estão tendo uma segunda chance de caminhar em direção a Deus, mas por motivos como orgulho, medo, vergonha, egoísmo e, especialmente, em razão de antigos desafetos, abrem mão de sua vida no céu... preferem continuar apegados aquela pequenez...

O grande abismo, acredito eu, é uma alegoria a impossibilidade de se unir céu e inferno, a tudo aquilo que nos afasta de Deus e a impossibilidade de se entrar no céu levando aquilo que pertence ao inferno, seja o céu aquele local que, segundo a Bíblia, terá ruas de ouro e onde Aslam enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas, seja um estado de espírito a ser vivido aqui na Terra mesmo.

A verdade é que, sendo C. S. Lewis sempre vale a pena ler, sempre!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

6 comentários:

Tais Oliveira disse...

Fe..como você escreve maravilhosamente bem!Parabéns e ótima dica!

Beijos*

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

mais um que eu não conhecia dele. E, de novo, parece bem interessante. Vou ter que procurar.
Sabe, adoro essas coisas de religião.

Beijos!

Fefa Rodrigues disse...

ORQUIDIA... o comentário sobre o filme Train esta ali embaixo, no post sobre Arquitetura da Destruição, e SIM eu adoraria assitir, eu AMO filmes em preto e branco!!! E se não foir te dar um trabalho grande demais, eu gostaria de uma cópia!!!:o)


Feee... pq vc não gosta do Tintim!!??:o(

E enfim Sherlock chegou aqui em Tatucity!!! Só que so vou ver segunda...

DOra... acho que essas lembranças de dias felizes são as melhores coisas, né!!!

Gabriel REVOLU disse...

Gostei muito do blog.
Também gostoo muitoo do Lewis.
Parabéns

Gabriel REVOLU disse...

Gostei muito do blog e também curto muito os livros do Lewis.
Parabéns!!!!

Gabriel Cristino disse...

Gostei muito do blog e também curto muito os livros do Lewis.
Parabéns!!!!