segunda-feira, 5 de março de 2012

Tormenta de Espadas

Pouco mais de um mês e terminei as 840 páginas de Tormenta de Espadas, terceiro livro da série Crônicas do Gelo e Fogo e, mais uma vez, só tenho elogios a fazer ao livro. Minha única critica é o tamanho deste volume!! Mas só porque isso dificulta muito a leitura, primeiro, porque pesa demais e o braço começa a formigar depois de algum tempo, segundo porque não dá para levar o livro com a gente para todo lado e, terceiro, porque nas páginas finais fica ainda mais desajeitado de segurar.

Voltando para a estante...

Acho incrível como a narrativa continua empolgante, a história continua sendo bem desenvolvida e quando a gente pensa que conhece bem os personagens, que sabe exatamente o que vai acontecer ou qual será a atitude de um deles, o autor consegue nos surpreender!!

Agora, quem não quiser saber informações sobre os acontecimentos do livro, é bom parar de ler, porque muitos SPOILERS virão!! 

A bem da verdade, não sei se vou conseguir falar tudo que tenho para falar sobre este livro em uma única postagem, mesmo porque é difícil falar de uma história tão extensa, longa e cheia de idas e vindas... resuminho, nem pensar, né!? Então vou falar um pouco das passagens que mais me marcaram.

Acredito que o ponto mais marcante deste livro foi o Casamento Vermelho. É preciso ter coragem para matar alguns dos personagens mais importantes da trama, e tem que ser bom mesmo para, ainda assim, sustentar a história por mais quatro volumes. Me lembro que uma vez a autora do Harry Potter disse que quando se é um escritor é necessário ser também um assassino e foi nisso que pensei depois de ler sobre a morte do Jovem Lobo e de quase todos os seus aliados durante a festa de casameto de seu Tio Edmund Tully com Roslin Frey.


Eu fiquei chocada, de verdade, não acreditei, afinal Rob Stark havia vencido todas as batalhas que havia lutado, havia capturado Jaime, tinha um lobo gigante mas acabou por morrer vítima de uma traição hedionda, sem sua espada nas mãos. Tive que parar a leitura, respirar, mandar uma mensagem para a Fê do Na Trilha dos Livros, e voltar depois de digerir a situação agora, odiando profundamente os traiçoeiros Frey das Gêmeas.. certamente a vingança vai bater às portas da travessia.

Meu personagem preferido continua sendo de longe o pequeno Tyrion Lannister. No meu entender, de todos os personagens, ele é o que tem o caráter mais firme, apesar de sua queda por prostitutas e a forma que ele tratou a Sansa na noite de núpcias me fez admirá-lo ainda mais, aliás, acho que até mesmo a Sansa agora tem uma certa admiração por ele, apesar de ainda não ter notado. Ele está sempre preocupado com sua família, e usando sua inteligência para protegê-la, mas, acredito que os acontecimentos finais do livro vão mudar bastante suas atitudes, pois, até seu amado irmão o enganou quanto a sua primeira esposa, Tysha. Ahh... confesso que esperava mais da Shay, quando ela apareceu pela primeira vez, se mostrando uma garota inteligente e gentil, pensei que ela teria uma importância na história, diferente do que teve... foi uma decepção!!

Falando em Sansa, desta vez não achei ela tão sonsa, tão chata. Acho que ela está evoluindo, aprendeu que a vida não é uma canção e espero muito dela nos próximos volumes. Aliás, nunca iria imaginar que o “amigo” que a ajudaria a fugir pelas mãos de Sor Dontos era o Petyr, personagem que ainda não consegui identificar se é bom ou mal, talvez, um pouco de cada, né!?

Qunto a Dany, apesar de ter muito menos capítulos do que os outros personagens, está se tornando uma lenda, conquistando cidades e libertando escravos. Na primeira cidade onde ela parou, Astapor se não me engano, me deu uma sensação ruim ler sobre o treinamento dos Imaculados, mas adorei a forma como ela libertou a cidade. Realmente, os Lanisters terão uma adversária a temer, e olha que os dragões dela ainda são filhotes!

Neste livro o regicida Jaime ganha seu capítulo próprio e a gente conhece um pouco mais desse personagem, não fosse por ele ter jogado Bran daquela torre seria até possível amá-lo. Ele mostra seu outro lado aqui, seu lado que, senão “bom”, pelo menos tem honra. Na verdade, eu até escrevi em alguma resenha atrás que desde que li ele descrevendo a forma como o rei Aerys cozinhou os Stark dentro de suas armaduras e que para suportar aquilo ele pensava em Cersei, já tinha passado a vê-lo com outros olhos. Neste livro, a gente vê que ele realmente ama a Cersei (“não posso morrer, morrerei junto com Cersei, estamos destinados a isso, nascemos juntos e morreremos juntos”) e que talvez ela não o ame tanto assim, afinal sua cama não ficou vazia nem quando seu irmão-amante estava preso sob Correrio.

Quanto a Jon Snow e Sam Tarly, são personagens que têm minha simpatia, de quem eu gosto apesar de não serem meus preferidos. A coragem de Sam, que se acha um covarde, garantiu a salvação da Patrulha da Noite e a Jon Snow o cargo de Senhor Comandante, com um amigo assim o que mais ele precisa?

O que menos me agradou neste volume foi a parte do Bran. Por nada em especial, apenas achei cansativa, sem muita coisa interessante, mas agora estou curiosa para saber o que vai acontecer com ele do outro lado da Muralha.

Como já aconteceu em Fúria dos Reis, muito da história anterior de Westeros foi contada, especialmente os motivos que levaram Robert a levantar espadas contra Aerys, mas ainda faltam detalhes, não compreendi exatamente o que aconteceu com Liana, e como toda aquela guerra começou, mas esta história mais antiga é um ponto a mais no livro e que eu gosto de tentar desvendar, entender melhor... quando infromações aparecem eu sempre penso em anotar em um caderno, mas a preguiça de me levantar sempre me vence, espero que tudo se explique no decorrer dos próximos volumes.

O engraçado do livro é que enquanto a gente está em companhia de um personagem não quer que o capítulo dele acabe, mas, assim que mudamos para outro, não queremos que este nos deixe!! Em grande parte é isso que faz com que a gente não canse de ler um livro tão grande...

Com tudo que aconteceu em Tormenta de Espadas, tenho a impressão de que sangue vai escorrer pelas páginas de Festim de Corvos!! E só para finalizar, eu já considerava a Catelyn uma bruxa, agora então, literalmente uma bruxa completa, não é!?!?!

Nossa, tem tanto o que se falar ainda, pode ser que eu escreva mais uma postagem com as coisas que virão à mente mais tarde!!

Por hora, decidi ler O Ladrão de Raios pelos motivos que falei ali embaixo, vou dar um tempinho antes de Festim de Corvos, acho que vou seguir o conselho do Vitor, o Guardião da Muralha, e esperar a chegada de Dança de Dragões!!

Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues

8 comentários:

Luan Lobo disse...

Oi Fefa, valeu por comentar lá no meu blog. Realmente o livro é muito grande, e eu vi na Wiki que tem um livro da série com mais de 1000 páginas, assustador né? Mas eu acho que a LeYa fez um ótimo trabalho de tradução e edição, muuuito superior a americana! Oq é raro. Não li mais pra baixo pq já vi tantos spoilers da série (issso que dar entrar em fã sites).
Abraço!

CMachado disse...

Fefa, queridaaaaa!!
Pretendo ler os livros As Cronicas de Gelo... esse ano deve dar.
Porque, como te falei, os livros c/ continuação se tornam inviáveis p/ meu bolso além de me convencer q os livros pesados, tem de ser lidos no pc mesmo.

Terminei Os Homens que não Amavam... e estou na pg 79 do segundo da trilogia millenium...
apesar de ser de 2009 esta na moda por conta do filme...todo tipo de trafico, covardia é preciso combater, acompanho esse tipo de acontecimentos no mundo, por isso estou a ler esses livros. Digamos q é um grande episódio de cold case...

Você tem razão, li O Apanhador de Pipas, e é chocante mesmo, tb não sabia da parte que vc mencionou, antes de ler... eu não quiz ver o filme, no filme eles sempre exageram mais... Gostei de ler o livro é como livros e temas sobre escravidão, Holocausto, infelizmente é necessário estar a voltar no assunto...

"Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa, o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça" O Caçador de Pipas"
bjk e boas leituras!!

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

AAAAAHHHHHH!

Não te falei que este era o melhor? Minha irmã também está lendo e já está na metade (isso depois de uns 10 dias apenas).

O Casamento Vermelho...POR QUÊ? POR QUÊ? Eu também demorei para digerir, mesmo com o aviso da visão da Dany antes...Mas, por mais que me doa dizer isso (e dói), Robb fez tudo que podia no livro, não tinha mais muito o que ele fazer, como você mesma colocou. Chuif, chuif... O que é ruim é que, pela primeira vez, mesmo sob o olhar de Catelyn. Robb se mostrou como ele mesmo, saiu das barras da saia dela, só pra morrer. Mas, fazer o quê? Eu acho que é a partir da morte dele que Theon vai provar quem é.

Sansa: realmente menos sonsa, mas ainda com ar de pricesinha boboca. mas acho que ela melhorou um pouquinho também. Bran: também achei a parte dele meio chata, com aqueles meninos do pântano. A gorata nem tanto, mas o moleque...Dá arrepios, é muito estranho.

Jaime: AMO! ADORO! Não tenho muito o que dizer dele.

Jon: meu fofinho...Adorei ele neste livro, começando a questionar as regras da Patrulha. Já disse antes, ele não é destinado a ficar na Muralha, e ele está lá pra quebrar TODAS as regras.

Tyrion: sempre um deleite. Adoro ele também.

Fê, vou parar por aqui, senão faço outra resenha ;D

Beijos!

Nerito disse...

Ei Fefa...

Li o seu post ENORME. Concordo com tudo o que você falou. Só que existem algumas informações que me deixaram com a pulga atrás da orelha. Será que essas informações não te incomodaram também?

Por exemplo: o sonho do Jaime, carregando uma espada flamejante junto com Brienne.

Outra: a afirmação de Stannis de que Melissandre não matou Renly. Stannis é direito demais para mentir. Por isso, quem teria matado Renly? Haverá um outro ser poderoso ainda não revelado?

Terceira: O próprio nome da saga me deixa com uma pulga enorme atrás da orelha e por isso vou expressar uma teoria maluca:

As crônicas de gelo e fogo não apenas fazem referência ao inverno e ao verão, mas sim à espada Gelo e à Luminífera. Inclusive duas espadas foram forjadas a partir da lâmina da Gelo (eu fiquei muito bravo com esse sacrilégio).
A outra referência em relação ao nome das crônicas seria acerca das duas casas de Westeros que representam Gelo (Stark) e Fogo (Targaryen). Por isso, acho que os destinos das duas casas irão se cruzar.

Bem, aí vão minhas teorias malucas.

Abraço!

Fefa Rodrigues disse...

Nerito... heheh... me empolguei mesmo... é que o livro tem tanto de que se falar!!!

Bom, vou dizer a verdade... vc é mais detalhista que eu e presta mais atenção em seus detlhes.

Quanto a Jaime, aquele "sonho/pesadelo" dele também me deixou incomodada...

Quanto ao nome da série, também acredito que ela "esconde" mais informações do que a gente consegue ver de imediato...

Sobre "teorias" noutro dia conversei com a Fernanda do Na Trilha que eu pensei sobre a possibilidade do Jon Snow ser, na verdade, filho da Lianna e do Raeghar, ou seja, da familia do Gelo e do Fogo e, portanto, primo da Dany... e que talvez eles estejam indo um em direção ao outro...

A Fe tbm me disse que pensou sobre a possibilidade deles virem a ficar juntos...

Mas, cho que essa série pe meio "lost" sabe? Muitas possibilidades!!!

Vc ja leu Festim de Corvos?

Nerito disse...

Oi Fefa!

Realmente, também pensei nisso tudo... rs... será q vai acontecer isso ou o autor vai passar a perna na gente? rsrsrsrs...

Ainda não li o Festim pq coloquei na minha cabeça que não vou ler nada enquanto não terminar meu livro.

Abraço!

Fefa Rodrigues disse...

Nerito... eu tenho certeza de que ele "vai passar a perna em nós"... pq tudo q agente não acredita que pode contecer, acontece... hehehe... então acho q ele despista a gente na verdade!!

mundo da lua disse...

uma das coisas que me fez querer ler esses livros foi o tamanho gosto de livrão devo ser uma das poucas
quanto as tais mortes até pensei deixar o livro de canto quando li.