sábado, 22 de junho de 2013

Chega de clichês, chega de modinha




Quem me conhece sabe, e eu não vou negar, que sempre fui PTista, isso pela influência dos melhores professores que tive no colégio e na faculdade, e também por amigos que considero muito como o Professor Márcio, Caca, Djalma... mas, durante esse período de manifestações tenho sido completamente apolítica porque compreendo que o movimento é social e não político. 

Acontece que, a cada dia, vejo mais e mais absurdos serem propagados pelo face, e isso acontece porque, as pessoas querem participar do momento histórico, mas me parece que não querem conhecer a história e a política  e até o direito para terem condições de participarem de forma correta. É o chamado "sofativismo" ou ativismo do sofá, em que as pessoas acreditam que estão mudando o mundo sentados no sofá de suas casas ao compartilhar frases feitas. 

Hoje isso me estressou tanto que resolvi escrever alguns esclarecimentos e postei no face, então resolvi postar aqui também...ai vai:

"Gente, vamos pensar um pouco. Ter o direito de eleger nosso governo pelo voto foi uma conquista que ceifou vidas, que custou muita luta e muito sangue derramado. Hoje em dia um governador (presidente, governador de estado, prefeito) eleito por meio do voto que é a manifestação da vontade do povo só perde seu mandato se cometer crime de responsabilidade. O impeachment depende da votação do CONGRESSO NACIONAL. Bom, o Congresso Nacional é a união do Senado e da Assembléia Legislativa, deputados e senadores são os representantes do povo e dos estados da federação a quem cabe FAZER AS LEIS que serão obrigatoriamente respeitadas pelo EXECUTIVO (presidente, governador e prefeitos) e pelo JUDICIÁRIO. São eles que esgotam os cofres públicos porque tem centenas de assessores e privilégios, como casa, carro, motorista, passagens de avião, dinheiro para contratar assessores e o poder para fazer lobby e receber muuuuuuuuuuuito "incentivo" para aprovar leis de interesse de certos segmentos.
ENTÃO GENTE, VCS TÊM MESMO CERTEZA QUE PEDIR PRO CONGRESSO TIRAR DO PODER A PESSOA QUE FOI ELEITA PELO POVO VAI ACABAR COM A CORRUPÇÃO??? VCS SABEM QUE SE ISSO ACONTECER O JOAQUIM BARBOSA ASSUME APENAS ATÉ SER REALIZADA OUTRA ELEIÇÃO PORQUE AINDA NÃO PASSOU DA METADE DO MANDATO? VCS SABEM QUE COM ISSO O CONGRESSO SE FORTALECE? É O CONGRESSO, A MAIOR FONTE DE TODA CORRUPÇÃO DESSE PAIS.... ENTÃO VAMOS PENSAR BEM NO QUE ESTAMOS PEDINDO.... CHEGA DE CLICHÊ GENTE... CHEGA DE MODINHA E DE REPETIR O QUE OS OUTROS FALAM SEM CONSCIÊNCIA DO QUE SE ESTÁ FALANDO, SEM ANALISAR A QUEM INTERESSA O QUE SE ESTA PROPAGANDO... NÃO SEJAMOS USADOS PARA ATENDER INTERESSES ESCUSOS... SE O GIGANTE REALMENTE ACORDOU, QUE NÃO PERMANEÇA SONAMBULO, MAS QUE SE TORNE CONSCIENTE!!"

Para quem não sabe, eu sou advogada, assessora jurídica na Secretária de Fazenda, Finanças e Planejamento da Prefeitura Municipal de Tatuí e especialista em Gestão Pública Municipal e historiadora amadora, então, acredito que eu tenho certo conhecimento de causa para falar.

Abraços, e que o Brasil mude de verdade!!!
Fefa Rodrigues


terça-feira, 18 de junho de 2013

Os Confins do Mundo - Valério Massimo Manfredi


"O amor é a força de um deus, força contra a qual não se pode lutar."


Boa noite amigos, acabei de ler neste exato instante o terceiro e último livro da série Alexandros, romance histórico sobre a vida de Alexandre, O Grande. Neste último livro acompanhamos o conquistador macedônio em suas campanhas militares na Pérsia contra o Grande Rei, Dário III e todas as suas conquistas asiáticas até a sua morte.


"Tudo é possível agora, e ao mesmo tempo, tudo é absurdo."


Como comentei quando falei dos outros dois volumes, essa série peca em alguns pontos, principalmente pela falta de enredo. Não sei quanto a vocês, mas o que me fascina nos romances históricos é o toque de ficção que os autores usam como "cola" para unir os fatos históricos e torná-los algo muito mais palpável do que aquilo que a gente lê nos livros e apostilas de história. Nesta série, não há essa "cola", há alguns enxertos ficcionais, claro, mas nada que valha a pena. Dai a narração acaba um tanto sem graça e cansativa. 

Outro ponto que eu não gostei foi o fato de que, tendo em vista que a campanha durou cerca de 10 anos, Alexandre e seu exército lutou dezenas de batalhas, acredito que o autor não precisava ter descrito cada uma delas, mas podia ter escolhido algumas, e descrito de forma mais emocionante, no estilo Bernard Cornwell, mas não é isso que acontece, ao descrever todas as batalhas, ele acaba fazendo isso de forma simples demais, sem detalhes, sem vida, e parecendo tudo tão fácil, tão simples, como se conquistar o mundo fosse a coisa mais fácil a se fazer.

Outra coisa que eu senti muita falta seria de uma melhor descrição, uma maior atenção à "ambientação" da história, com mais detalhes e informações sobre o dia-a-dia dos anos de campanha, um pouco mais sobre os cerimoniais, espacialmente os religiosos, já que os gregos foram um povo cheio de deuses.


"Sempre é cruel aquele para quem ainda é novo o gosto do poder."


Talvez o livro agrade mais um leitor adolescente, eu já gostaria de mais profundidade, especialmente em se tratando de um personagem tão magnifico e que viveu tantas aventuras.

Mas não tenho só críticas, também tem pontos que eu gostei. Primeiro Alexandre é um personagem realmente maravilhoso, apesar de não ter sido dada aquela profundidade ao personagem, especialmente quanto ao seu caráter, ele é apaixonante e deve ter sido assim na vida real, senão não teria arratado aquele imenso exército por meio mundo. Seu grupo mais chegados, a chamada Turma de Alexandre também tem personagens fantásticos e, por fim, ´último capítulo é sensacional!!!


"A grandeza de um homem corresponde à dolorosa defasagem entre a meta que ele quer alcançar e as forças que a natureza lhe deu quando o botou no mundo."


Outro ponto positivo é a forma como o autor demonstrar a queda na aprovação de Alexandre pelo seu exército, depois de ter conquistado a Pérsia, em razão do rei passar a adotar os costumes bárbaros inaceitáveis para os gregos!!!

Enfim, não digo que você não deve ler a obra, só que não deve esperar muita coisa, não é uma obra-prima, apesar de que merecia mais!!!

Agora vou ler A Chave Rebeca do Kenn Folett, com certeza, leitura rápida!!!



beijos e boa leitura;
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Homem de São Petersburgo - Ken Follett

Só agora percebi que a minha leitura atual informada aqui ao lado está errada. Não estava lendo A Chave Rebeca, mas sim O Homem de São Petersburgo. Ambos são do mesmo autor, mas ainda não li aquele.

Gente, esse livro é demais. Quem leu meus comentários sobre Queda de Gigantes, que é do mesmo autor, sabe que eu amei totalmente aquele livro, e esse é na mesma linha. Uma trama realmente fascinante e que, no meu caso, une vários dos elementos que eu mais amo em literatura: um momento histórico específico, neste caso, a proximidade da I Guerra Mundial, relações internacionais e diplomacia, personagens históricos reais e, em meio a todo esse elemento lógico, o destino, inexorável como sempre!!


Tudo começa quando o Conde Walden, apesar de desprezar os liberais, é persuadido por Churchil a negociar secretamente com um príncipe russo o apoio da Russa à Inglaterra em caso de guerra contra a Alemanha. O príncipe Aleks vem, então, se hospedar em sua casa, fingindo que vem passar a temporada em Londres, para iniciar as negociações. Walden é casado com uma aristocrata russa, Lady Lydia com quem tem uma filha, Charlotte. Ambas vivem na riqueza e Charlotte não conhece nada da vida real, já que foi criada protegida de tudo. 

Doutro lado temos Félix, um anarquista russo, que vive em genebra e que, ao saber, por meio de espiões, que um príncipe russo está em Londres para negociar a entrada da Russia numa possível guerra com a qual  não tem nenhuma relação ou interesse, decide matar Aleks, que além de ser o responsável pela missão, é o sobrinho preferido do czar Nicolau. Com isso, Felix tenciona denunciar os planos do czar ao povo russo, acreditando que com isso a revolução será deflagrada. 

A família de Walden vive uma vida perfeita, mas tudo começa a desmoronar. Charlotte tem uma mente inquieta e inquisitiva, Lydia tem um segredo de seu passado que esta prestes a ser revelado, Walden tem a missão de proteger seu país negociando com Aleks e os interesses russos, e ainda tem que protegê-lo de Félix. 

Resumindo assim pode até parecer que a história não tem muita graça, mas é muito boa mesmo. Cheia de suspense e perseguições policiais, além de ser mais uma aula de política internacional e história. Gosto da forma como o autor demonstra que mesmo os grandes eventos da história são movidos por pessoas comuns, por seus sonhos, desejos e paixões.

Adorei e acho que Charlotte pode representar um pouco da mudança pela qual o mundo passou durante a I Guerra... aliás, se a gente somar esse livro a Queda de Gigantes e a série Downton Abbey teremos uma ideia bem ampla dessa fase da história.

Com certeza indico a leitura!!!!

Beijos;
Fefa Rodrigues

PS: Eu ia ler Queda de Gigantes e também pretendo ler Cidade de Ladrões que a Lu vai me emprestar, mas de última hora resolvi ler Os Confins do Mundo, da série Alexandros. Bem diferente, outro foco... eu gosto de focar um assunto sempre, mas me deu uma vontade enorme de ler esse livro e terminar essa trilogia, então vai ser ele!!!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Palácio de Inverno – John Boyne





“Eu nunca tinha lido um livro na vida, mas eles me chamavam, sussurrando em suas encadernações uniformes, e eu ia e um a outro, examinando as páginas de rosto, lendo os parágrafos iniciais como conseguia, pondo os volumes já folheados na mesa atrás de mim, sem nem pensar.”


Algumas vezes acontece de ao ler um livro, eu gostar da história, mas não gostar da forma como ela  escrita ou da linguagem utilizada pelo autor, noutras, eu gosto da forma de narrativa usada pelo autor, mas sinto que a história deixa a desejar, raras são as vezes que eu não gosto de nada em um livro, menos raras são as vezes que gosto de tudo na obra, que não tenho nenhuma crítica a fazer, por terem uma história ótima e serem muito bem escritos, e é o que aconteceu com esse livro.

Amigos, o livro é maravilhoso! Conta a história de Georgui, um menino russo que vive em uma vila miserável no interior da grande Rússia, passando frio e fome, mas que, apesar de todas as privações  que passa com sua família, em momento algum questiona o direito divido do czar, o ungido de Deus.

Certo dia, a aldeia toda se reúne para ver exército passar por ali a caminho do front e, durante o desfile das tropas, ao tentar evitar que seu melhor amigo cometa uma loucura, Georgui acaba por salvar a vida do conde Nicolau, comandante do exército e primo do czar Nicolau II. Em gratidão, o conde manda o menino para fazer parte do corpo de guarda-costas da família imperial no Palácio de Inverno em São Petersburgo, e então sua vida muda completamente, já que, por ter demonstrado tamanha coragem e lealdade à família do czar, ele recebe como missão ser o protetor do herdeiro do trono, Alexey.

No no segundo capítulo a história muda de foco e Georgui já na casa dos 90 anos, vivendo em Londres com sua esposa Zóia que está doente em fase terminal, quem ele demonstra um amor incondicional e uma preocupação enorme com seu bem-estar.

A partir dai duas narrativas tem sequência, capítulo à capítulo, de um lado progredindo no tempo, de outro lado regredindo, até que as duas pontas da história de Georgui e Zoia se encontram num ponto comum que é a Revolução Russa.

Dessa forma a história flui de uma maneira deliciosa, de um jeito que a gente não consegue parar de ler, além da linguagem ser ótima. Outro ponto que eu gostei é aquele toque que eu adoro nos romances históricos, que é descrever o cotidiano dos personagens detalhando a forma como se vivia no período histórico em que a trama se passa, apresentando mais sobre a cultura daquele povo e período.

O autor faz isso muito bem, de uma forma natural, sem saturar a história. Assim, enquanto acompanhamos Georgui jovem vivendo no Palácio de Inverno, podemos sentir a crescente tensão entre o povo e o czar,  o descontentamento com relação aos rumos tomados pela Rússia durante a I Guerra e principalmente contra a influencia que Rasputin tem sobre a czarina. O povo está faminto e com frio, enquanto seus filhos morrem numa guerra travada contra o próprio primo do czar, o kaiser da Alemanha, Guilherme II, fatores que alimentaram a Revolução Russa.

Já, com Georgui mais velho e vivendo em Londres, o autor nos mostra como foi difícil a vida dos estrangeiros que viviam ali durante a II Guerra, e como era o dia a dia com as ameaças de bombardeio e a ansiedade sempre que as sirenes de alerta tocavam a cada noite, além das cicatrizes quer restaram no povo londrino após a guerra.

Nesse livro, o autor conseguiu transformar uma história que poderia ser mais um grande clichê em uma história belíssima, que fala sobre o amor verdadeiro, aquele que vai muito além do “e viveram felizes para sempre”,  amor que não se alimenta da perfeição dos contos de fada, mas que sobrevive ao cotidiano e às dores da vida.

Recomendo completamente!!!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Agosto – Rubem Fonseca


Minha primeira leitura desse escritor e de um romance histórico brasileiro, o livro utiliza como pano de fundo o dias que antecedem o suicídio de Vargas no mês de agosto de 1954. A história, que mistura ficção e realidade, se inicia com o assassinato de um rico empresário que poucos dias antes havia participado de uma negociata com o Banco do Brasil e conseguido uma licença milionária para exportação de café. O responsável pela investigação é o comissário Mattos, um policial honesto, que estuda para o concurso da magistratura e leva seus deveres a sério. Tão a sério que acaba colecionando inimigos durante a investigação.



Ao mesmo tempo em que acompanhamos essa investigação, que envolve vários nomes importantes, entre deputados, senadores, ministro e todo tipo de gente envolvida com política, vai sendo narrado, paralelamente, os acontecimento nacionais desencadeados após o atentado contra Lacerda, e que acabou por matar um major da aeronáutica.

O atentado mal sucedido, e colocado em prática por Gregório, chefe da guarda pessoal do presidente, conhecido como Anjo Negro é o estopim para que os militares e toda a oposição iniciassem uma campanha exigindo a renúncia de Vargas, o que, como todos sabem, culmina com seu suicídio.

Quando comprei o livro, acreditava que a história seria narrada a partir de uma maior proximidade com o presidente. Na verdade isso não acontece, a gente vai seguindo a investigação de Mattos e entre a história as noticias sobre os acontecimentos da política nacional vão aparecendo.

Um livro interessante, para quem gosta de política – e para mim que vivo em meio a política -, e confesso que ao final fiquei pensando como esse mundo é ingrato, como um dia Vargas foi o homem temido que foi e chegou a uma situação de traição por parte de seus companheiros mais próximos. Acredito que, por conta de sua personalidade e de tudo que ele já tinha passado, o suicídio foi a única resposta digna que o presidente poderia dar.

Disse ele “deixo a vida para entrar para a história”, e essa sua profecia se realizou, afinal, quem conhece Lacerda? Mas quem não conhece Vargas?

Uma boa leitura gente!! Gostei.
Agora iniciei a leitura de O Palácio de Inverno e estou gostando!!

Beijinhos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Minhas férias estão chegando, então, depois de uma semana viajando, eu volto e vou colocar tudo em dia aqui!!!

terça-feira, 26 de março de 2013

A Rainha Branca – Philippa Gregory


Este livro foi meu primeiro contato com essa escritora de romances históricos que sempre tem como foco a monarquia da Inglaterra (aliás, há alguma fonte mais proveitosa do que a história da Inglaterra para nossos amados romances históricos?). Claro que, sendo o Cornweel o escritor de romances históricos mais lido por mim, ele acaba sendo o ponto de comparação, então fui para esse romance tendo os dele como comparativo.



Vou resumir a história antes de fazer meus comentários sobre o livro. O romance começa com Elizabeth Rivers, uma mulher belíssima e que teve seu marido morto na guerra entre os York e os Lancaster, parada junto a estrada, aguardando Eduardo York, que acabou de tomar para si o trono da Inglaterra. Apesar de sua família ser lancasteriana e seu marido ter morrido lutado pelos Lancasters, ela espera conseguir o favor do jovem rei para retomar sua herança, já que sua cobra, quer dizer, sua sogra, se apossou de suas terras. E é assim que ela conhece o lindíssimo Eduardo e, com sua beleza, inteligência, malícia e um toque de mágica conquista seu coração.

Os dois se casam em segredo e, quando Eduardo retorna de sua campanha vitoriosa, retoma Elizabeth, porém, seu casamento com ela até então era segredo e nem seus conselheiros mais próximos sabiam disso. Esse casamento contraria as expectativas de Warnick, seu mentor, que pretendia casar o rei com uma princesa francesa. Elizabeth então vai para a Corte e começa a “ajeitar” a vida de sua família, o que gerea ciúmes de muitas famílias mais tradicionais do que a dela. Além da antipatia de muitas das famílias mais importantes, Warnick acaba traindo o jovem rei e se unindo a Margareth d'Anjou, a francesa esposa do Rei Henrique e que foi deposta juntamente com seu marido pela casa York. Ou seja, as guerras pelo trono recomeçam, e então passamos a acompanhar os quase vinte anos de união de Eduardo e Elizabeth e suas lutas para manter o trono, garantir a segurança de sua família, a paz do no país e gerar herdeiros.

Já nas primeiras páginas do livro eu me apaixonei. Me apaixonei por Eduardo, e por Elizabeth e por sua mística mãe, Jacqueta. Estava adorando a história, torcendo para ele voltar da guerra e os dois ficarem juntos, mas, quando isso enfim acontece, achei que as coisas começaram a ficar muito monótonas. Isso porque, em meio a tantas batalhas e guerras, a gente só acompanha Elizabeth e sua vida na corte, e como a vida dessas mulheres era sem graça!!!

Então, para nós que estamos acostumados com sangue jorrando para todo lado nos livros do Cornweel, com batalhas, paredes de escudos e flechas disparadas por exímios arqueiros, ficar ao lado dessa rainha, em frente a lareira, aguardando notícias do campo de batalha é muito sem graça, por isso é que, para mim, essa fase do livro deixa a desejar. Achei que faltou um pouco de “fantasia” cobrindo as lacunas da história, um “recheio” para a realidade sem emoção. Acredito que é o que Cornweel teria feito, criado algo que tornasse esses dias interessantes, algo que os livros de história não contam. É verdade que no livro, por duas vezes Elizabeth consegue influenciar a batalha com seu "poder" sobre a ação da água, mas é coisa pouca. Podia ter mais ação. 

Outro ponto que eu percebi é que esse é um romance para mulheres. Acredito que, dificilmente, um homem vai gostar de ver a história pela ótica feminina e, nós mulheres que gostamos de ação e de emoção, também acabamos achando meio água com açúcar. Por isso que eu acho que faltou um pouco de “intrigas palacianas” e de fantasiar com os personagens e com os acontecimentos históricos... talvez um toque de ousadia tivesse deixado as coisas mais interessantes.

Mas então o Rei Eduardo, após conseguir consolidar seu trono, depois de sair invicto de todas as batalhas que lutou, morre de febre, deixando dois filhos herdeiros, Eduardo, príncipe de Gales, com 12 anos e Ricardo, com 5 anos, além de seu irmão que quer ser rei, também chamado Ricardo, e que foi nomeado pelo Rei Eduardo, em seu leito de morte, como guardião do príncipe. Tem também outros dois pretendentes ao trono da Inglaterra, o Duque de Buckingham e ninguém menos que Henrique Tudor, que está exilado na Bretanha desde a infância, mas que, juntamente com a mãe, está só esperando o momento para retornar e tomar o trono.

Ricardo, o tio, na maior “trairagem”, sequestra o Príncipe Eduardo e o prende na Torre de Londres,  consegue que o Parlamento declare que o casamento de Elizabeth e Eduardo foi obra de bruxaria e que não tem validade e que seus filhos, portanto, são bastardos, o que o torna o herdeiro do irmão e enquanto viaja pela Inglaterra afirmando seu reinado, Elizabeth se refugia na Abadia de Westeminter com suas cinco filhas e com o pequeno Ricardo, e de lá tenta organizar a oposição ao falso rei. E é ai que a história começa a ficar mais interessante, mais emocionante, porque a partir dai a gente acompanha sua ação, mesmo de dentro da abadia, para tentar derrubar Ricardo e restaurar o Príncipe Eduardo.

A partir dai, já estamos nas últimas 100 páginas do livro, mas a história fica muito emocionante e o livro acaba bem na hora em que Elizabeth tem tudo em suas mãos para restaurar o poder de sua família. Como é um romance histórico, a gente já sabe como algumas coisas vão terminar, mas a deixa final torna irresistível a leitura do segundo volume que, até onde eu sei, ainda não foi publicado. 

Então, amigas e amigos, eu posso dizer, ao final da leitura, que foi um livro que eu gostei muito, apesar desses pontos levantados e que, para quem ama história, é uma delícia de ler. Então coloco ele como dica de leitura!!! Gostaria de uma opinião masculina quanto ao livro, para avaliar se eu estou certa em afirmar que é um livro que vai agradas as mulheres.

É isso ai gente, agora minha leitura será Agosto, do Rubem Fonseca, um romance histórico sobre os últimos dias de Getúlio Vargas. O livro é pequeno e com esse feriado pela frente, acredito que vou ler bem rápido.



Beijos e boas leituras...
Fefa Rodrigues

domingo, 3 de março de 2013

O Príncipe da Névoa - Zafón

"Num universo infinito, havia muitas e muitas coisas que escapavam à compreensão humana."

"As lembranças ruins perseguem você sem que tenha que carregá-las consigo"

Eu amo as histórias do Zafón!! É engraçado como as histórias dele me lembram coisas que eu sempre gostei, desde crianças, coisas que sempre me atraíram, como cemitérios, casarões abandonados e histórias sinistras e os mistérios que envolvem esses lugares. E, novamente, não me decepcionei com esse livro que é, na realidade, o primeiro que ele escreveu para participar de um concurso literário de romances para o público infanto-juvenil. Livro bem pequeno, por sinal.

São apenas 180 páginas para contar a história de Max, um garoto de 13 anos que, fugindo da guerra, se muda com a família – pai, mãe e duas irmãs, para o litoral. Assim que eles chegam a pequena cidade, Irina, a irmã mais nova, adota um gato negro de olhos amarelos com um olhar sinistro. No segundo dia na cidade, coisas estranhas começam a acontecer e Max, e sua irmã Alicia, Roland, garoto da cidade que se tornou amigo dos dois irmãos, descobrem um estranho jardim de estatuas nos fundos da casa, descobrem também que os antigos moradores do local tiveram um filho, que morreu afogado na praia em frente da casa.

Os acontecimentos estranhos como vozes que saem do fundo de um guarda-roupa, pesadelos com um palhaço com dentes de lobo, e um estranho acidente com a pequena Irina parecem estar de alguma forma ligados a história de Orfheu, um navio que naufragou naquela baía e, claro, com a morte do pequeno Jacob.

Como é uma história curta, não dá para entrar em muitos detalhes sem “falar de mais”, e, exatamente por se um livro curto e cheio de mistérios é coisa para se ler em um dia, no máximo dois (Acredito que a Fê, do Na trilha, vai ler em menos tempo até!!).

Li tudo do Zafón que foi publicado em português e não teve um livro que não valeu a pena a leitura!!!

Agora, apesar da forte vontade voltar a Westeros, decidi ler A Rainha Branca, primeira vez que leio algo de Philippa Gregory, mas acho que vou gostar!!!!

Beijos e boas leituras!!!
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Grandes Esperanças – Charles Dickens





“Em suma, fui covarde demais para fazer o que eu sabia ser certo, tal como fora covarde demais para evitar fazer o que sabia ser errado.”

Essa foi a segunda obra que eu li desse autor por quem eu me interessei muito desde que descobri que se tratava de um dos autores preferidos do C. S. Lewis – a primeira foi Um Conto de duas Cidades. Estava sentindo falta de ler um clássico, umas dessas obras grandiosas que poucos escritores conseguem produzir. É interessante esse traço que eu notei em grandes obras como Os Miseráveis, Guerra e Paz, Um Conto de duas Cidades, Germinal e agora em Grandes Esperanças e que, deve até ter um nome técnico, mas que para mim é a capacidade de contar uma grande e profunda história a partir de acontecimentos simples e cotidianos.

Talvez por isso é que a gente acabe aprendendo tanto sobre a natureza humana com essas obras, e talvez, por isso é que elas se tornem clássicos. De qualquer forma, apesar de não ser uma história cheia de grandes acontecimentos e de emoções fortes, o que acaba tornando a leitura um pouco mais morosa, a verdade é que são histórias que irão influenciar gerações para sempre.

Vamos a um breve relato da história. Pipi é um garoto órfão de pai e mãe, que é criado por sua irmã mais velha, uma pessoa dura, rancorosa e um tanto agressiva, e por Joe, o esposo de sua irmã, um ferreiro que apesar de ser um tanto rústico é uma pessoa amorosa, e com quem o menino tem muita afinidade e uma amizade profunda. A história começa quando Pipi está visitando o túmulo de seus pais, em um charco distante de sua vila, e é surpreendido por um forçado que havia fugido das presigangas que exige que o garoto lhe traga comida na manhã seguinte, jurando que, caso não o faça, seu companheiro irá matá-lo. O garoto sofre durante toda a noite com o dilema moral de furtar comida da sua própria casa para preservar sua própria vida e, apesar de todo o medo de levar uma surra de sua irmã caso fosse descoberto, ele acaba alimentando o fugitivo sem que ninguém descubra.

“Foi para mim um dia memorável, pois causou grandes mudanças em mim. Mas é assim com todas as vidas. Imagine que um determinado dia fosse eliminado de sua vida, e pense em todas as consequências que isso teria sobre o resto dela. Para e pensa, tu que me lês, por um momento, na longa cadeia de ferro ou ouro, de espinhos ou flores, que jamais teria te cingido, não fosse a formação do primeiro elo, num dia memorável.”

Após essa primeira cena que parece não ter qualquer ligação com o resto da história (isso também acontece em Um Conto de Duas Cidades) a história de Pipi muda de foco. Sua casa é sempre frequentada por três parentes insuportáveis que tratam mal tanto o garoto como Joe, mas que são adorados pela irmã. Em certa ocasião, um desses parentes que é comerciante na vila, comunica a irmã de Pipi que a Sra. Havisham, uma rica e excêntrica mulher que vive enclausurada em sua mansão, deseja a companhia de um garoto. O garoto então começa a frequentar a casa da rica mulher semanalmente, onde, além de fazer companhia para a velha que não sai de sua casa desde o dia de seu casamento que não se realizou, cujos relógios estão parados na hora em que a cerimonia ocorreria, que a mesa da festa ainda está posta e que ainda festa o vestido de casamento, conhece e se apaixona por sua filha adotiva, Estella.
Mas Estela foi ensinada a não amar, a zombar dos homens, a ser orgulhosa de sua beleza e seu destino é vingar o mal que um dia se fez a sua mãe adotiva e, percebendo que o menino se apaixonou por ela, passa a esnobá-lo, sempre apontado sua grosseria, sua origem humilde e sua falta de elegância e conhecimento.

“É impossível saber até onde a influência de um homem simpático, honesto, e cumpridor de seus deveres se estende no mundo; mas é perfeitamente possível saber até que ponto essa influência tocou a nós.”

A partir dai, depois de viver um tempo em meio à riqueza e apaixonado por Estella, Pipi começa a desprezar o mundo em que vive, e até mesmo Joe, seu grande e fiel amigo e protetor, pois via em tudo algo que desagradaria Estella. Pipi então se torna insuportável e tudo piora quando sua sorte parece mudar.
Um dia ele é visitado pelo Sr. Jaggers, advogada da Sra. Havisham que vem lhe fazer uma proposta. Pipi havia se tornado herdeiro de uma grande fortuna, mas, para fazer jus a ela, ele deveria mudar-se para Londres, aonde iria se preparar para se tornar um cavalheiro. Lá ele iria estudar e frequentar os melhores lugares, se tornar refinado. Mas havia algumas condições, uma delas é de que ele jamais deveria questionar acerca de quem era seu bem feitor e a outra é de que ele deveria sempre manter o nome de Pipi.

“não há verniz que esconda os veios da madeira, e quanto mais se enverniza a madeiras, mais os veios se manifestam”

Era tudo que ele queria e, crendo que sua bem feitora era a Sra. Havisham e, por vários outros motivos, crendo que ela tinha destinado a ele a bela Estella, Pipi abandona sua família (dua irmã havia adoecido profundamente, vivendo um tipo de coma e sua mais antiga amiga, Byddi, havia se tornado empregada da casa para ajudar a cuidar dela, e estava apaixonada por Pipi).

“Assim é que, no decorrer de nossas vidas, nossas maiores fraquezas e mesquinharias costumam ser motivadas pelas pessoas que mais desprezamos.”

Em Londres, com dinheiro de sobra, Pipi se torna um inútil. Não faz nada a não ser gastar demais e viver remoendo seu amor não correspondido por Estella. Também conhece Hebert, esse um bom amigo e de bom caráter, mas que muitas vezes é influenciado pela conduta displicente de Pipi. E assim a história vai, e Pipi se torna uma pessoa cada vez pior... ele corta todo seu relacionamento com Joe e Byddi, mesmo após a morte da irmã, e se deixa deslumbrar pela riqueza de que dispõe.

“Jamais se guie pelas aparências; sempre se funde em dados concretos. Não há melhor regra que essa.”

As coisas mudam quando Pipi enfim descobre quem é seu verdadeiro bem feitor e percebe que Estella vai se casar com uma das pessoas que ele mais despreza, apenas como vingança pelo sofrimento da Sra. Havisham. E então é que o autor demonstra sua genialidade. Na transformação e caráter que Pipi sofre. Não vou entrar em detalhes sobre a história, pois sendo um livro que eu acredito que todos deveriam ler, não quero contar demais.

Quanto a minha opinião sobre o livro, como disse acima, é mais uma dessas obras que me fazem apreciar a genialidade de um escritor. Claro que eu amo Cornweel, Martin, Zafón... eles são ótimos, mas há algo de especial em alguns escritores, especificamente em Victor Hugo, Tolstoi e Dickens, algo que os coloca em um patamar diferente, mais elevado, algo que os torna fonte de inspiração.

Então, acredito que é um livro para ser lido com toda certeza!!!

Gente, foi uma postagem longa, mesmo eu tendo feito apenas uma pincelada da história, e há tanto o que se falar da obra que não dá para por tudo aqui, portanto, leiam!!!

Agora, eu tinha decidido ler A rainha Branca, mas como acabou de chegar O Príncipe da Névoa e ele é bem curtinho, vou ler esse do Zafón antes... vai ser bem rapidinho pelo jeito!!!



Beijos,
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Trepidante Caminhar da Humanidade

Como prometi a mim mesma - e contei na postagem anterior - decidi separar meu tempo diário para fazer as coisas que eu gosto, dentre elas, ler e, dentre as leituras, ler sobre a II Guerra. Então, na segunda-feira, comecei a ler esse livro que já tinha comprado faz um tempão e que ainda não tinha tido tempo de tirar o plástico.


Quando li o prefácio da obra fiquei um pouco desanimada ao descobrir que o autor é um engenheiro e não um historiador. Já imaginei um texto moldado pelo pensamento lógico dos adeptos das ciências exatas. Mas estava enganada. Ainda não terminei a leitura das 680 páginas, mas li toda a parte sobre a Revolução Francesa (o autor se propõe a traçar a história desde a Revolução até a Guerra), e estou apaixonada pela leitura, leve, direta e completa.

Para quem gosta do assunto, considero o livro essencial para a compreensão dos fatos de forma ampla. E vale a pena a leitura pela forma com que o autor escreve.

Super indicio e super feliz com a retomada do tempo dedicado às minhas paixões... inclusive as aulas de francês que recomeçam na próxima semana!!!

Beijos;
Fefa Rodrigues

 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um Violinista no Telhado

Há muito tempo, bastante mesmo, durante um culto, o pastor utilizou um trecho desse filme como ilustração para sua pregação. Como vocês sabem, eu tenho uma boa memória, então, não esqueci daquele comentário, mesmo tendo, na época, por volta de 13 anos, mas acabei nunca vendo o filme. 
 
Ontem, domingo chuvoso e sem namorado que estava de molho curtindo uma gripe forte, decidi escolher um clássico no Netflix para assistir, e essa foi a escolha. Um musical de 3 horas de duração que agora se tornou um dos meus filmes preferidos.


O musical conta a história de Tevye, um leiteiro pobre que vive em um vilarejo de judeus na Ucrânia e que tem cinco filhas mulheres. Como um bom judeu, Tevye dá uma enorme importância às tradições como uma forma de manter a vida de todas nos trilhos e uma das tradições mais fortes entre os judeus é a escolha do noivo pelo pai, por meio da intervenção de uma casamenteira.Mas, o mundo está mudando, e as filhas de Tevye querem escolher seus maridos. 
 
Outro ponto forte do livro é a situação de convivência pacífica entre judeus e cristãos, que acaba por ordem do czar que determina a saída de todos os judeus da região,d ando início a sua imigração para os Estados Unidos.

O filme é lindo. Gostei muito de ver sobre os costumes judeus, e foi especialmente bonita a comemoração do Sabá. As histórias de cada uma das filhas de Tevye também são lindas, a primeira se casa com um judeu amigo de infância, a segunda com um judeu comunista e a terceira se casa com um cristão. A relação de Tevye com sua esposa Golde é divertida, e outra cena que eu amei (e que foi a comentada pelo pastor há tantos anos) foi quando ele pergunta para a esposa se ela o amava, já que eles tinham sido escolhidos pelos pais um do outro.


Apesar de algumas cenas tristes, o filme é bem divertido. Em resumo, apaixonante!! Sem dúvidas, um dos melhores filmes que já vi... poesia em forma de sétima arte!!! Gostaria de ter tido a oportunidade de ver o musical em São Paulo... se um dia ele se repetir, certamente irei ver!!!

Fica ai uma dica!

Beijos,
Fefa Rodrigues

PS: anciosa pela estréia de Os Miseráveis!!!


domingo, 11 de novembro de 2012

A Menina que não sabia ler - John Rarding






"Nunca tinha visto os livros todos de uma só vez e em toda a sua glória. Quase desmaiei de tanta emoção."
                                                                                                                   - Florence -

Olá a todos!! Estava com saudades de postar aqui no blog. Ando sumida, e pela postagem anterior acho que deu para notar que estou bastante estressada, e a semana passada foi uma semana por demais cansativa. Estou necessitando de férias!!! Graças a Deus no feriado, que para mim vai começar na quinta-feira e terminar apenas na terça-feira da outra semana, vou descer para o litoral, sem celular!!! Acho que vai dar para descansar, pois o excesso de preocupações está começando a afetar minha saúde. Mas, vamos ao que realmente interessa, certo?!?! 

A Menina que não sabia ler foi um empréstimo da minha amiga Kelly - que me emprestou logo que comprou e antes de ter lido. Já tinha ouvido alguns comentários sobre o livro, mas não conhecia ninguém que já tivesse lido, então ele foi uma total novidade. Logo que vi que a história se passava em um casarão antigo, possivelmente assombrado, e cheio de mistérios envolvendo os antepassados de Florence de Giles, fiquei super interessada e a leitura foi super rápida.

Um breve resumo da história: Florence e Giles são meio-irmãos que vivem em um casarão no interior dos Estados Unidos (mas me fazia ter a sensação de que estava na Inglaterra), sem terem conhecido seus pais que haviam morrido eles apenas sabem que são mantidos por um tio, que vive em Neva Iorque, mas a quem não conhecem pessoalmente e que não tem qualquer preocupação com os dois. Por determinação deste tio, Florence, por ser mulher, é impedida de aprender a ler, enquanto Giles é enviado para um internato. A menina, porém, desde que havia entrado na grande biblioteca da mansão, que permanecia fechada e proibida, havia se apaixonado pelos livros e acabara por aprender a ler sozinha.

Florence demonstra sempre uma amor incondicional pelo irmão mais novo e sempre se preocupa com sua segurança e seu bem-estar. Além de Giles, Florence tem Theo, um amigo que vem visitá-la constantemente quando está com sua família no campo. A garota passa a vida lendo seus livros pelos cantos sombrios da casa, sem que os criados a incomodem, até que, depois de um semestre no internato, Giles volta para casa com a notícia de que não deverá continuar estudando lá e com a orientação de que o tio deverá contratar uma preceptora.

A primeira preceptora a chegar à mansão sofre um estranho acidente e morre, então, para substituí-la, chega a Sra. Taylor, e a partir dai as coisas começam a ficar estranhas, e sem que a gente consiga compreender se o comportamento estranho da mulher é real ou se tudo decorre da imaginação da garota. 

Agora minha opinião, portanto, spoilers!!!

Gostei muito do clima de mistério do livro, apesar de que, esperava um pouco mais de descrições do casarão e esperava mais fantasmas também, mas a narrativa, em muitos momentos, faz a gente prender a respiração e o coração disparar. O grande mérito, para mim, nesta história, é o clima de suspense que o autor consegue criar.

Realmente eu passei a maior parte da história deste pequeno livro - apenas 282 páginas - sem saber ao certo se tudo o que estava acontecendo estava apenas sendo imaginado por Florence, que, assim como Vincente ou como Dom Quixote, vivia mais no mundo dos livros do que no mundo real, portanto, com uma percepção equivocada da realidade. 

O raciocínio de Florence era o que mais me intrigava, a forma como ela sempre concluía pelo absurdo, mas depois me dei conta de que ela é uma criança, por isso, para ela era mais provável que a nova preceptora fosse uma "reencarnação" da antiga preceptora do que apenas uma mulher enérgica. Acontece que algumas coisas bem reais começam a apontar para o fato de que Florence pode estar certa, é por isso que não temos como ter certeza do que está acontecendo.

Assim que terminei o livro pensei que não gostei do final, mas, analisando melhor, percebi que não é que não gostei do final, mas sim, que o final me deixou com uma sensação de mal estar, afinal, só posso concluir que Florence é uma psicopata ou esquizofrênica - o diagnóstico fica por conta de alguém que entenda de psicologia. A forma como ela planeja e executa seus atos para proteger seu irmão de algo que pode ou não ser real é assustador.  

O que me chamou mais atenção em seu comportamento foi que ela derramou "uma ou duas lágrimas" tanto por pensar no cavalo passando a noite no frio, como por seu amigo Theo... essa frieza é coisa de psicopata!! Sinceramente, agora posso dizer que gostei da história, acho que daria um ótimo filme, e acredito que quem estuda psicologia iria adorar ler e analisar o comportamento da garota!!
Só mais um detalhe, acho que a história poderia bem ter uma continuação!!!

Agora, cá estou eu lendo O Inverno do Mundo, porém, como ele é meio grande e como eu odeio carregar muita bagagem nas minhas viagens, vou levar como companheiro no feriadão o Contos de Terror e de Mistério do Edgar Allan Poe.



Tá ai mais uma dica, beijos e boas leituras!!!
Fefa Rodrigue

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os Cavaleiros de Preto-e-Branco

Demorou um pouco mas terminei Os Cavaleiros de Preto-e-Branco, meu primeiro contato com o escritor britânico Jack Whyte. O livro, que é um romance histórico, conta sobre as origens da Ordem dos Cavaleiros Templários, o que, por si só, já faz despertar o interesse dos apaixonados por cavalaria e histórias medievais.


A história se inicia na França, durante a juventudo de Hugh de Payens e sua iniciação em uma sociedade secreta, a Ordem do Renscimento de Sião, cuja finalidade é preservar uma antiga doutrina. Essa sociedade é formada unicamente por descendentes das chamads Famílias Amigas, e apenas um filho a cada geração é esoclhido, de acordo com seu caráter e capacidades itnelectuais e físicas, para integrar a ordem.

Algum tempo após sua iniciação, Hugh e seus dois grandes amigos, St. Omer e Godfried, também membros da ordem, partem para a primeira Cruzada, e, durnte as campanhas militares no oriente, principalmente a tomada de Jerusalém, se escandalizam com a violência a e abarbarie do exército cristão.

Depois de muita embramação e de muitos anos, Hugh está vivendo em Jerusalém e recebe uma missão da parte do Senescal da Ordem, ele deve, de alguma forma, iniciar uma escavação no que um dia foi o Monte do Templo, a fim de buscar os tesouros que a doutrina de sua ordem afirmam existir ali. Sem ter como fazer isso sem chamar a atenção, e aproveitando o fato de que as estradas de Jerusalém sempre são palco para a violência de bandoleiros contra os peregrinos, ele decide fundar uma Ordem de Monge Guerreiros e pede ao rei e ao Patriarca que cedam os estábulos, que ficam no monte do templo, para que sua ordem viva lá. Claro que até ele ter essa idéias, demorar, e a organização disso tudo é complicada, mas as autoridades de Jerusalém aceitam sua proposta, já que a questão da violência nas estradas era um problema que precisava ser resolvido, mas que, até então, ninguém tinha idéia de como fazê-lo.

Até aqui, tenho que dizer, o livro é bem chatinho, muito parado, muito sem vida. Não tem uma trama, digamos assim, o autor fica falando muito sobre a doutrina da ordem, a história se desenvolve apenas em torno de Hugh, sem outros personagens, e sendo ele uma pessoa tão austera, nada de muito interessante acontece na vida dele.

Além disso, senti falta de mais detalhes do cotidiano daquela época, isso é algo de que eu gosto muito no Cornwell, poque ele vai intruduzindo esses detalhes, sem que a gente perceba, o que cria o clima e faz a gente se sentir em outro tempo, mas que faltou nesse autor.

Bem, mas a coisa melhora com a chegada de St. Clair, um jovem cavaleiro que, sendo também membro da ordem, vai a Jerusalém para tomar os votos e se tornar um dos Pobres Cavaleiros de Cristo. Nessa época, as escavações já vão avançadas, e secretas, e St. Clair é um cavaleiro erudito, que vai ser essencial na busca pelo tal tesouro. 

Acontece que ele conhece a princesa Alice, filha de Balduíno II, Rei de Jerusalém... e dai a coisa começa a ficar muito interessante... no final do livro, a gente não consegue parar de ler, e, ao terminar a história, o escritor consegue despertar nossa curiosidade para a continuação. 

Eu tinha falado pra Fê, do Na Trilha, que o livro era muito chato, e ela me disse que, por isso, tinha desanimado de ler um livro do mesmo autor que ela tem... a verdade é que, de início, o livro é chato e cansativo mesmo, mas vale a pena ser presistente... ele fica legal bem depois da metade, mas me parece que esse clima vai continuar nos próximos, e eu vou continuar a leitura sim.

Então Fê, não desista da leitura do seu!!!

Agora, comecei  a ler A Menina que não sabia ler, empréstimo da minha amiga Kelly, a leitura pareceu-me bem gostosa e fácil, acho que vai ser coisa de uma semna para finalizar!!!

É isso aí, 
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Uma nova Apaixonada por Papel

Eu não sei ao certo como tudo começou, só sei que, desde que nossas salas se juntaram - como comentei no texto Sobre Paredes e Pontes - eu conheci pessoas novas que se tornaram amigas e que me ensinaram muitas coisas e dentre estas pessoas eu conheci a Kelly. 

Então, eu não me lembro como, mas de alguma forma ela descobriu que eu amava livros e um dia  - não se se foi ela quem pediu ou eu que ofereci - eu emprestei A Sombra do Vento para ela ler. Depois foi Marina e, por fim, A Menina que Rouvaba Livros e, quando ela veio me entregar esse último livro, e antes de devolver ela se despediu dos personagens, eu percebi que ela havia se apaixonado.


Agora, ela já está pensando em seu cantinho da leitura na casa nova que ela está contruindo, para isso, ela comprou seus primeiros exemplares e quando o correio chegou com a entrega, ela veio me mostrar, abraçada aos livros. Está apaixonada, seu coração foi fisgado pelos livros, paixão que não tem volta, que é pra vida toda!! Uma vez que alguém se torna amante dos livros, esse amor não se esgota jamais, ele só cresce a cada nova página, já que é amor verdadeiro.


Beijos,
Fefa Rodrigues


Agradecimento especial à Taís, do blog La Modee, que me ajudou com as fotos, já que meu celular e eu não estávamos nos entendendo!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros – O Filme



Sexta-feira fui ao cinema ver o filme. Tinha ouvido falar do livro primeiro pela minha amiga aqui do blog, a Orquídea, que fã de história americana que é, assim que viu este livro comprou, leu e fez uma resenha que me enviou por e-mail!! Ainda não li o livro, até tentei encomendar hoje, mas está em falta... tem só na Saraiva, mas o preço está mais salgadinho, então vou esperar um pouco.

Bem, como já disse antes, eu adoro esses livros que unem acontecimentos históricos com ficção, os livros do Jô Soares são sempre assim e eu adoro. Neste caso, mesmo não sendo uma profunda conhecedora da história norte-americana, o pouco que conheço dos eventos da época me pareceram se encaixar bem com a história criada.

Abraham Lincoln, mostra seu lado desconhecido, já que, além de ter sido o mais famoso presidente norte-americano, um orador fenomenal, um homem que marcou a história, antes de ser um político importante, foi um caçador de vampiros, e tudo começou graças ao assassinato de sua mãe por um desses seres da noite.

Abe busca por vingança, e em sua primeira tentativa ele quase morre, mas é seguido de perto por Henry, um homem misterioso que, vendo que Abe levava jeito pra coisa, salva o moço de virar jantar de vampiro e decide treiná-lo, para que ele se torne um caçador. E, enquanto o jovem Abe vai matando vampiros aqui e ali, também vai se tornando um líder da causa abolicionista.

Doutro lado há um vampiro bem do mal mesmo, que tem um grande interesse na manutenção da escravidão e que se alia aos senhores escravagistas do sul, oferecendo seu exército de mortos vivos para lutar na Guerra da Secessão. Adam, o vampiro maldosão, é interpretado por Rufus Sewell e eu adorei ele no papel, totalmente diferente do bonzinho Tom Construtor de Os Pilares da Terra, confesso que ele fica muito mais bonitão sendo mal!!!

O filme é cheio de cenas de ação, tem romance e humor também, e uma coisa que me fez pensar é que grandes homens só podem se tornar o que são, quando contam com amigos fiéis, dispostos a dar a vida por eles e com uma mulher forte na retaguarda!!! 

Como já disse antes, gostei muito da forma como a história do livro foi ligada aos eventos históricos!! O filme é muito legal e tenho certeza que o livro dará uma leitura deliciosa!!

Bem, a Fê do Na trilha também fez uma resenha sobre o filme que está ótima, e ela que está lendo o livro e disse que é bem diferente da adaptação, mas também achou os dois muito bons.

Por enquanto fica a dica do filme, espero logo ter o livro!!:o) 

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Festim de Corvos



"Não há homem que realmente saiba o que pode fazer a menos que se atreva a fazer."

                                                                                                                    - Olho de Corvo -

Depois de uma temporada meio sumida, eis que retorno ao meu blog!!! Andei muito ocupada por estes últimos dias, mas só com coisas boas. Primeiro, comecei fazer minha pós-graduação e com ela veio um significativo aumento na carga de estudo diário, segundo, estava muito ocupada no trabalho mas agora já está dando uma aliviada, mas por isso é que o tempo para ler estava meio apertado - para piorar, diferente da Fê do Na Trilha dos Livros, eu não consigo ler em veículos em movimento - e ainda por cima, eu estava lendo Festim de Corvos que, como todos sabem, é um livro longo. Mas enfim, estou de volta!! Então, vamos ao que interessa. 

Eu comecei a leitura de Festim de Corvos ainda na "pilha" de toda a emoção de Fúria dos Reis, quem já leu esse que é o terceiro volume da série Crônicas do Gelo e Fogo sabe que dificilmente um livro consegue concentrar tantas emoções. Não quero fazer spoiler aqui, mas preciso dizer que o Casamento Vermelho me deixou perplexa, assim que li sobre aquilo tive que parar um pouco e digerir todos os acontecimentos, em seguida fui mandar uma mensagem para a Fê - aquela do Na Trilha - dizendo como aquilo tinha "me afetado".

Bem, foi nesse clima que peguei Festim para ler e fiquei ainda mais empolgada com o que diz a contra-capa do livro "os jovens lobos continuam em busca de vingança", então, acreditei que esse quarto volume teria mais carnificna que tudo o que Cornwell já escreveu. E, acredito que por essa expectativa, a princípio, o livro me pareceu um "balde de água fria".

É que neste volume não vemos batalhas, vemos mais as intrigas da corte e os acontecimentos que vão bem além das garras do Trono de Ferro e, apesar dessa pequena decepção inicial, o livro continua tão bom quanto os demais. 

Cuidado que a partir daqui podem haver spoilers!!!

Quem me chamou mais atenção desta vez foi a Cersei. Completamente desiquilibrada, tomando decisões estúpidas e perdendo o controle do vinho, ela demonstra que não tem a mínima condição de ser a Rainha Regente e na ânsia de proteger seu filho, ela tem cada vez mais enfrquecido o reinado do pequeno Tommem.

Eu gostei especialmente da Ariane, princesa de Dorne. Apesar de sua tentativa frustrada de golpe, eu acho que ela vai ser uma personagem de quem eu vou me tornar fã. Aliás, no início eu tinha a mesma impressão com a Aisha - irmã do Theon -, mas apesar de eu ter achado o discurso dela fantástico na "assembléia" dos homens de ferro, acredito que ela pecou por não conhecer de fato a essência de seu próprio povo. Ela nunca iria convencer homens tão duros por meio de um discruso tão racional, e como a Fê me previniu, não teve muita graça, confesso que esperava bem mais dela.

Voltando a Dorne um pouco, o que vocês me dizem dos planos do pai de Ariane (equeci o nome dele)? Na hora em que ele disse que apessoa a quem ela estava prometida em casamento foi morta por uma coroa de ouro derretida eu achei demais!! Aliás, ninguém está em segurança em Westeros mesmo, e aqueles que acham que a sede por vingança já se apagou, estão totalmente enganados... bem que se diz que a vingança é um prato que se come frio. Os Lannisters um dia terão realmente que pagar todas as suas dívidas. 

E depois de ler sobre os planos dos dorneses, fique pensando como o "principe pedinte" foi infeliz, heim!! Tinha praticamente nas mãos a chave para voltar para Westeros e se ferrou (com perdão da expressão, mas foi isso mesmo). Não sei se ele sabia que estava pretendido a Ariane, não sei se essa parte será explicada, mas a profecia não poderia ser desfeita não é?! E falando em profecia, pobre Cersei, acreditou que poderia enganar o destino!! Se ela conhecesse as palavras de Merlin saberia que o destino é inexorável!!

Durante todos os livros da série sempre tive uma queda especial pelos personagens secundários - Kal Drogo, Jaqen - e agora estou apaixonada por Victarion, para mim ele é tudo de bom, se o Theon tivesse convivido com a família talvez fosse um pouco mais espero (Desculpa ai Fê, mas você sabe que eu não sou fã do moço!!). Espero que ele continue nos próximos volumes, porque estou esperando o retorno do Jaqen e até agora nada!!

Este livro também mostra o ponto de vista de Sam, em sua longa viagem até Vilavelha, e não acreditei no que Jon Snow teve coragem de fazer, mas entendo que ele fez o que deveria ser feito - como diria o tio do Homem Aranha, grande poderes trazem grandes responsabilidades, e se Senhor Comandante da Patrulha da Noite não é coisa fácil e as decisões a serem tomadas não são simples. Sobre Sam, ele continua se achando um covarde, mas há alguém mais confiável do que ele nesse livro?!

Quanto a Arya, a princípio tive muito dó dela, de estar tão longe de casa, e passar por tantas privações, mas acho que era exatamente o que ela queria, ser livre, viver livre e com certeza ela está sendo preparada para algo grandioso. 

Bom, Brienne e Jaime também nos mostram um pouco dos acontecimentos a partir de seu ponto de vista e eu admiro a coragem e a persistência dela, também vemos que ela passou por maus bocados devido ao seu jeito diferente de ser, mas o que eu gosto nela é que ela não se tornou uma pessoa amarga apesar de tudo. E Jaime, bem, desde o terceiro livro que a gente já pôde ter uma visão mais humanizada dele, e sinceramente eu acredito que ele ame a Cersei, mas ela não o ama na mesma proporção e apesar de todos verem o Regicida como uma pessoa destituída de honra, ele fez tudo que podia para mantes a palavra dada a Catelyn Stark, além disso, demonstrou ser um ótimo estrategista... com certeza ele seria um Rei muito melhor do que a irmã está sendo.

Outra coisa que eu gosto é o laço se amizade que se cirou entre a Brienne e Jaime, como um respeito e admiração mútos, mesmo sendo eles tão diferentes.

Só mais um detalhe, achei muito interessante as palavras do Meistre Aemon, quando estava às portas da morte, as indagações que lhe passavam pela cabeça sobre o que iria no porvir, se era eles que estavam certos ao acreditar nos Sete ou se estavam certoas aqueles que acreditavam que após a morte eles cavalgariam com as estrelas, ou ainda aqueles que acreditavam no banquete nos salões do deus afogado. Gostei especialmente deste trecho.

Na realidade, acho que sobre essa série não há muito o que se falar no sentido de repetir que ela é ótima e que Martin nos surpreende a cada novo livro, e isso é incrível, como ele consegue a cada novo volume incitar nossa imaginação e nosso desejo de saber o que ainda vai acontecer. São 4 volumes que juntos passam de duas mil páginas, e a gente não se cansa, e ele não se repete e sempre abre novas portas e novas possibilidades na história. O cara é realmente um fenômeno!!!

Bom, como eu disse, agora estou lendo Os Cavaleiros de Preto e Branco, ainda não deu para "sentir" bem a história, o livro também é longo e e amos ver se ele me cativa tanto quanto os demais romances históricos que eu já li.

Agora chega, que já escrevi demais.

Beijos e boa leitura, 
Fefa Rodrigues