domingo, 3 de março de 2013

O Príncipe da Névoa - Zafón

"Num universo infinito, havia muitas e muitas coisas que escapavam à compreensão humana."

"As lembranças ruins perseguem você sem que tenha que carregá-las consigo"

Eu amo as histórias do Zafón!! É engraçado como as histórias dele me lembram coisas que eu sempre gostei, desde crianças, coisas que sempre me atraíram, como cemitérios, casarões abandonados e histórias sinistras e os mistérios que envolvem esses lugares. E, novamente, não me decepcionei com esse livro que é, na realidade, o primeiro que ele escreveu para participar de um concurso literário de romances para o público infanto-juvenil. Livro bem pequeno, por sinal.

São apenas 180 páginas para contar a história de Max, um garoto de 13 anos que, fugindo da guerra, se muda com a família – pai, mãe e duas irmãs, para o litoral. Assim que eles chegam a pequena cidade, Irina, a irmã mais nova, adota um gato negro de olhos amarelos com um olhar sinistro. No segundo dia na cidade, coisas estranhas começam a acontecer e Max, e sua irmã Alicia, Roland, garoto da cidade que se tornou amigo dos dois irmãos, descobrem um estranho jardim de estatuas nos fundos da casa, descobrem também que os antigos moradores do local tiveram um filho, que morreu afogado na praia em frente da casa.

Os acontecimentos estranhos como vozes que saem do fundo de um guarda-roupa, pesadelos com um palhaço com dentes de lobo, e um estranho acidente com a pequena Irina parecem estar de alguma forma ligados a história de Orfheu, um navio que naufragou naquela baía e, claro, com a morte do pequeno Jacob.

Como é uma história curta, não dá para entrar em muitos detalhes sem “falar de mais”, e, exatamente por se um livro curto e cheio de mistérios é coisa para se ler em um dia, no máximo dois (Acredito que a Fê, do Na trilha, vai ler em menos tempo até!!).

Li tudo do Zafón que foi publicado em português e não teve um livro que não valeu a pena a leitura!!!

Agora, apesar da forte vontade voltar a Westeros, decidi ler A Rainha Branca, primeira vez que leio algo de Philippa Gregory, mas acho que vou gostar!!!!

Beijos e boas leituras!!!
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Grandes Esperanças – Charles Dickens





“Em suma, fui covarde demais para fazer o que eu sabia ser certo, tal como fora covarde demais para evitar fazer o que sabia ser errado.”

Essa foi a segunda obra que eu li desse autor por quem eu me interessei muito desde que descobri que se tratava de um dos autores preferidos do C. S. Lewis – a primeira foi Um Conto de duas Cidades. Estava sentindo falta de ler um clássico, umas dessas obras grandiosas que poucos escritores conseguem produzir. É interessante esse traço que eu notei em grandes obras como Os Miseráveis, Guerra e Paz, Um Conto de duas Cidades, Germinal e agora em Grandes Esperanças e que, deve até ter um nome técnico, mas que para mim é a capacidade de contar uma grande e profunda história a partir de acontecimentos simples e cotidianos.

Talvez por isso é que a gente acabe aprendendo tanto sobre a natureza humana com essas obras, e talvez, por isso é que elas se tornem clássicos. De qualquer forma, apesar de não ser uma história cheia de grandes acontecimentos e de emoções fortes, o que acaba tornando a leitura um pouco mais morosa, a verdade é que são histórias que irão influenciar gerações para sempre.

Vamos a um breve relato da história. Pipi é um garoto órfão de pai e mãe, que é criado por sua irmã mais velha, uma pessoa dura, rancorosa e um tanto agressiva, e por Joe, o esposo de sua irmã, um ferreiro que apesar de ser um tanto rústico é uma pessoa amorosa, e com quem o menino tem muita afinidade e uma amizade profunda. A história começa quando Pipi está visitando o túmulo de seus pais, em um charco distante de sua vila, e é surpreendido por um forçado que havia fugido das presigangas que exige que o garoto lhe traga comida na manhã seguinte, jurando que, caso não o faça, seu companheiro irá matá-lo. O garoto sofre durante toda a noite com o dilema moral de furtar comida da sua própria casa para preservar sua própria vida e, apesar de todo o medo de levar uma surra de sua irmã caso fosse descoberto, ele acaba alimentando o fugitivo sem que ninguém descubra.

“Foi para mim um dia memorável, pois causou grandes mudanças em mim. Mas é assim com todas as vidas. Imagine que um determinado dia fosse eliminado de sua vida, e pense em todas as consequências que isso teria sobre o resto dela. Para e pensa, tu que me lês, por um momento, na longa cadeia de ferro ou ouro, de espinhos ou flores, que jamais teria te cingido, não fosse a formação do primeiro elo, num dia memorável.”

Após essa primeira cena que parece não ter qualquer ligação com o resto da história (isso também acontece em Um Conto de Duas Cidades) a história de Pipi muda de foco. Sua casa é sempre frequentada por três parentes insuportáveis que tratam mal tanto o garoto como Joe, mas que são adorados pela irmã. Em certa ocasião, um desses parentes que é comerciante na vila, comunica a irmã de Pipi que a Sra. Havisham, uma rica e excêntrica mulher que vive enclausurada em sua mansão, deseja a companhia de um garoto. O garoto então começa a frequentar a casa da rica mulher semanalmente, onde, além de fazer companhia para a velha que não sai de sua casa desde o dia de seu casamento que não se realizou, cujos relógios estão parados na hora em que a cerimonia ocorreria, que a mesa da festa ainda está posta e que ainda festa o vestido de casamento, conhece e se apaixona por sua filha adotiva, Estella.
Mas Estela foi ensinada a não amar, a zombar dos homens, a ser orgulhosa de sua beleza e seu destino é vingar o mal que um dia se fez a sua mãe adotiva e, percebendo que o menino se apaixonou por ela, passa a esnobá-lo, sempre apontado sua grosseria, sua origem humilde e sua falta de elegância e conhecimento.

“É impossível saber até onde a influência de um homem simpático, honesto, e cumpridor de seus deveres se estende no mundo; mas é perfeitamente possível saber até que ponto essa influência tocou a nós.”

A partir dai, depois de viver um tempo em meio à riqueza e apaixonado por Estella, Pipi começa a desprezar o mundo em que vive, e até mesmo Joe, seu grande e fiel amigo e protetor, pois via em tudo algo que desagradaria Estella. Pipi então se torna insuportável e tudo piora quando sua sorte parece mudar.
Um dia ele é visitado pelo Sr. Jaggers, advogada da Sra. Havisham que vem lhe fazer uma proposta. Pipi havia se tornado herdeiro de uma grande fortuna, mas, para fazer jus a ela, ele deveria mudar-se para Londres, aonde iria se preparar para se tornar um cavalheiro. Lá ele iria estudar e frequentar os melhores lugares, se tornar refinado. Mas havia algumas condições, uma delas é de que ele jamais deveria questionar acerca de quem era seu bem feitor e a outra é de que ele deveria sempre manter o nome de Pipi.

“não há verniz que esconda os veios da madeira, e quanto mais se enverniza a madeiras, mais os veios se manifestam”

Era tudo que ele queria e, crendo que sua bem feitora era a Sra. Havisham e, por vários outros motivos, crendo que ela tinha destinado a ele a bela Estella, Pipi abandona sua família (dua irmã havia adoecido profundamente, vivendo um tipo de coma e sua mais antiga amiga, Byddi, havia se tornado empregada da casa para ajudar a cuidar dela, e estava apaixonada por Pipi).

“Assim é que, no decorrer de nossas vidas, nossas maiores fraquezas e mesquinharias costumam ser motivadas pelas pessoas que mais desprezamos.”

Em Londres, com dinheiro de sobra, Pipi se torna um inútil. Não faz nada a não ser gastar demais e viver remoendo seu amor não correspondido por Estella. Também conhece Hebert, esse um bom amigo e de bom caráter, mas que muitas vezes é influenciado pela conduta displicente de Pipi. E assim a história vai, e Pipi se torna uma pessoa cada vez pior... ele corta todo seu relacionamento com Joe e Byddi, mesmo após a morte da irmã, e se deixa deslumbrar pela riqueza de que dispõe.

“Jamais se guie pelas aparências; sempre se funde em dados concretos. Não há melhor regra que essa.”

As coisas mudam quando Pipi enfim descobre quem é seu verdadeiro bem feitor e percebe que Estella vai se casar com uma das pessoas que ele mais despreza, apenas como vingança pelo sofrimento da Sra. Havisham. E então é que o autor demonstra sua genialidade. Na transformação e caráter que Pipi sofre. Não vou entrar em detalhes sobre a história, pois sendo um livro que eu acredito que todos deveriam ler, não quero contar demais.

Quanto a minha opinião sobre o livro, como disse acima, é mais uma dessas obras que me fazem apreciar a genialidade de um escritor. Claro que eu amo Cornweel, Martin, Zafón... eles são ótimos, mas há algo de especial em alguns escritores, especificamente em Victor Hugo, Tolstoi e Dickens, algo que os coloca em um patamar diferente, mais elevado, algo que os torna fonte de inspiração.

Então, acredito que é um livro para ser lido com toda certeza!!!

Gente, foi uma postagem longa, mesmo eu tendo feito apenas uma pincelada da história, e há tanto o que se falar da obra que não dá para por tudo aqui, portanto, leiam!!!

Agora, eu tinha decidido ler A rainha Branca, mas como acabou de chegar O Príncipe da Névoa e ele é bem curtinho, vou ler esse do Zafón antes... vai ser bem rapidinho pelo jeito!!!



Beijos,
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Trepidante Caminhar da Humanidade

Como prometi a mim mesma - e contei na postagem anterior - decidi separar meu tempo diário para fazer as coisas que eu gosto, dentre elas, ler e, dentre as leituras, ler sobre a II Guerra. Então, na segunda-feira, comecei a ler esse livro que já tinha comprado faz um tempão e que ainda não tinha tido tempo de tirar o plástico.


Quando li o prefácio da obra fiquei um pouco desanimada ao descobrir que o autor é um engenheiro e não um historiador. Já imaginei um texto moldado pelo pensamento lógico dos adeptos das ciências exatas. Mas estava enganada. Ainda não terminei a leitura das 680 páginas, mas li toda a parte sobre a Revolução Francesa (o autor se propõe a traçar a história desde a Revolução até a Guerra), e estou apaixonada pela leitura, leve, direta e completa.

Para quem gosta do assunto, considero o livro essencial para a compreensão dos fatos de forma ampla. E vale a pena a leitura pela forma com que o autor escreve.

Super indicio e super feliz com a retomada do tempo dedicado às minhas paixões... inclusive as aulas de francês que recomeçam na próxima semana!!!

Beijos;
Fefa Rodrigues

 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um Violinista no Telhado

Há muito tempo, bastante mesmo, durante um culto, o pastor utilizou um trecho desse filme como ilustração para sua pregação. Como vocês sabem, eu tenho uma boa memória, então, não esqueci daquele comentário, mesmo tendo, na época, por volta de 13 anos, mas acabei nunca vendo o filme. 
 
Ontem, domingo chuvoso e sem namorado que estava de molho curtindo uma gripe forte, decidi escolher um clássico no Netflix para assistir, e essa foi a escolha. Um musical de 3 horas de duração que agora se tornou um dos meus filmes preferidos.


O musical conta a história de Tevye, um leiteiro pobre que vive em um vilarejo de judeus na Ucrânia e que tem cinco filhas mulheres. Como um bom judeu, Tevye dá uma enorme importância às tradições como uma forma de manter a vida de todas nos trilhos e uma das tradições mais fortes entre os judeus é a escolha do noivo pelo pai, por meio da intervenção de uma casamenteira.Mas, o mundo está mudando, e as filhas de Tevye querem escolher seus maridos. 
 
Outro ponto forte do livro é a situação de convivência pacífica entre judeus e cristãos, que acaba por ordem do czar que determina a saída de todos os judeus da região,d ando início a sua imigração para os Estados Unidos.

O filme é lindo. Gostei muito de ver sobre os costumes judeus, e foi especialmente bonita a comemoração do Sabá. As histórias de cada uma das filhas de Tevye também são lindas, a primeira se casa com um judeu amigo de infância, a segunda com um judeu comunista e a terceira se casa com um cristão. A relação de Tevye com sua esposa Golde é divertida, e outra cena que eu amei (e que foi a comentada pelo pastor há tantos anos) foi quando ele pergunta para a esposa se ela o amava, já que eles tinham sido escolhidos pelos pais um do outro.


Apesar de algumas cenas tristes, o filme é bem divertido. Em resumo, apaixonante!! Sem dúvidas, um dos melhores filmes que já vi... poesia em forma de sétima arte!!! Gostaria de ter tido a oportunidade de ver o musical em São Paulo... se um dia ele se repetir, certamente irei ver!!!

Fica ai uma dica!

Beijos,
Fefa Rodrigues

PS: anciosa pela estréia de Os Miseráveis!!!


domingo, 11 de novembro de 2012

A Menina que não sabia ler - John Rarding






"Nunca tinha visto os livros todos de uma só vez e em toda a sua glória. Quase desmaiei de tanta emoção."
                                                                                                                   - Florence -

Olá a todos!! Estava com saudades de postar aqui no blog. Ando sumida, e pela postagem anterior acho que deu para notar que estou bastante estressada, e a semana passada foi uma semana por demais cansativa. Estou necessitando de férias!!! Graças a Deus no feriado, que para mim vai começar na quinta-feira e terminar apenas na terça-feira da outra semana, vou descer para o litoral, sem celular!!! Acho que vai dar para descansar, pois o excesso de preocupações está começando a afetar minha saúde. Mas, vamos ao que realmente interessa, certo?!?! 

A Menina que não sabia ler foi um empréstimo da minha amiga Kelly - que me emprestou logo que comprou e antes de ter lido. Já tinha ouvido alguns comentários sobre o livro, mas não conhecia ninguém que já tivesse lido, então ele foi uma total novidade. Logo que vi que a história se passava em um casarão antigo, possivelmente assombrado, e cheio de mistérios envolvendo os antepassados de Florence de Giles, fiquei super interessada e a leitura foi super rápida.

Um breve resumo da história: Florence e Giles são meio-irmãos que vivem em um casarão no interior dos Estados Unidos (mas me fazia ter a sensação de que estava na Inglaterra), sem terem conhecido seus pais que haviam morrido eles apenas sabem que são mantidos por um tio, que vive em Neva Iorque, mas a quem não conhecem pessoalmente e que não tem qualquer preocupação com os dois. Por determinação deste tio, Florence, por ser mulher, é impedida de aprender a ler, enquanto Giles é enviado para um internato. A menina, porém, desde que havia entrado na grande biblioteca da mansão, que permanecia fechada e proibida, havia se apaixonado pelos livros e acabara por aprender a ler sozinha.

Florence demonstra sempre uma amor incondicional pelo irmão mais novo e sempre se preocupa com sua segurança e seu bem-estar. Além de Giles, Florence tem Theo, um amigo que vem visitá-la constantemente quando está com sua família no campo. A garota passa a vida lendo seus livros pelos cantos sombrios da casa, sem que os criados a incomodem, até que, depois de um semestre no internato, Giles volta para casa com a notícia de que não deverá continuar estudando lá e com a orientação de que o tio deverá contratar uma preceptora.

A primeira preceptora a chegar à mansão sofre um estranho acidente e morre, então, para substituí-la, chega a Sra. Taylor, e a partir dai as coisas começam a ficar estranhas, e sem que a gente consiga compreender se o comportamento estranho da mulher é real ou se tudo decorre da imaginação da garota. 

Agora minha opinião, portanto, spoilers!!!

Gostei muito do clima de mistério do livro, apesar de que, esperava um pouco mais de descrições do casarão e esperava mais fantasmas também, mas a narrativa, em muitos momentos, faz a gente prender a respiração e o coração disparar. O grande mérito, para mim, nesta história, é o clima de suspense que o autor consegue criar.

Realmente eu passei a maior parte da história deste pequeno livro - apenas 282 páginas - sem saber ao certo se tudo o que estava acontecendo estava apenas sendo imaginado por Florence, que, assim como Vincente ou como Dom Quixote, vivia mais no mundo dos livros do que no mundo real, portanto, com uma percepção equivocada da realidade. 

O raciocínio de Florence era o que mais me intrigava, a forma como ela sempre concluía pelo absurdo, mas depois me dei conta de que ela é uma criança, por isso, para ela era mais provável que a nova preceptora fosse uma "reencarnação" da antiga preceptora do que apenas uma mulher enérgica. Acontece que algumas coisas bem reais começam a apontar para o fato de que Florence pode estar certa, é por isso que não temos como ter certeza do que está acontecendo.

Assim que terminei o livro pensei que não gostei do final, mas, analisando melhor, percebi que não é que não gostei do final, mas sim, que o final me deixou com uma sensação de mal estar, afinal, só posso concluir que Florence é uma psicopata ou esquizofrênica - o diagnóstico fica por conta de alguém que entenda de psicologia. A forma como ela planeja e executa seus atos para proteger seu irmão de algo que pode ou não ser real é assustador.  

O que me chamou mais atenção em seu comportamento foi que ela derramou "uma ou duas lágrimas" tanto por pensar no cavalo passando a noite no frio, como por seu amigo Theo... essa frieza é coisa de psicopata!! Sinceramente, agora posso dizer que gostei da história, acho que daria um ótimo filme, e acredito que quem estuda psicologia iria adorar ler e analisar o comportamento da garota!!
Só mais um detalhe, acho que a história poderia bem ter uma continuação!!!

Agora, cá estou eu lendo O Inverno do Mundo, porém, como ele é meio grande e como eu odeio carregar muita bagagem nas minhas viagens, vou levar como companheiro no feriadão o Contos de Terror e de Mistério do Edgar Allan Poe.



Tá ai mais uma dica, beijos e boas leituras!!!
Fefa Rodrigue

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os Cavaleiros de Preto-e-Branco

Demorou um pouco mas terminei Os Cavaleiros de Preto-e-Branco, meu primeiro contato com o escritor britânico Jack Whyte. O livro, que é um romance histórico, conta sobre as origens da Ordem dos Cavaleiros Templários, o que, por si só, já faz despertar o interesse dos apaixonados por cavalaria e histórias medievais.


A história se inicia na França, durante a juventudo de Hugh de Payens e sua iniciação em uma sociedade secreta, a Ordem do Renscimento de Sião, cuja finalidade é preservar uma antiga doutrina. Essa sociedade é formada unicamente por descendentes das chamads Famílias Amigas, e apenas um filho a cada geração é esoclhido, de acordo com seu caráter e capacidades itnelectuais e físicas, para integrar a ordem.

Algum tempo após sua iniciação, Hugh e seus dois grandes amigos, St. Omer e Godfried, também membros da ordem, partem para a primeira Cruzada, e, durnte as campanhas militares no oriente, principalmente a tomada de Jerusalém, se escandalizam com a violência a e abarbarie do exército cristão.

Depois de muita embramação e de muitos anos, Hugh está vivendo em Jerusalém e recebe uma missão da parte do Senescal da Ordem, ele deve, de alguma forma, iniciar uma escavação no que um dia foi o Monte do Templo, a fim de buscar os tesouros que a doutrina de sua ordem afirmam existir ali. Sem ter como fazer isso sem chamar a atenção, e aproveitando o fato de que as estradas de Jerusalém sempre são palco para a violência de bandoleiros contra os peregrinos, ele decide fundar uma Ordem de Monge Guerreiros e pede ao rei e ao Patriarca que cedam os estábulos, que ficam no monte do templo, para que sua ordem viva lá. Claro que até ele ter essa idéias, demorar, e a organização disso tudo é complicada, mas as autoridades de Jerusalém aceitam sua proposta, já que a questão da violência nas estradas era um problema que precisava ser resolvido, mas que, até então, ninguém tinha idéia de como fazê-lo.

Até aqui, tenho que dizer, o livro é bem chatinho, muito parado, muito sem vida. Não tem uma trama, digamos assim, o autor fica falando muito sobre a doutrina da ordem, a história se desenvolve apenas em torno de Hugh, sem outros personagens, e sendo ele uma pessoa tão austera, nada de muito interessante acontece na vida dele.

Além disso, senti falta de mais detalhes do cotidiano daquela época, isso é algo de que eu gosto muito no Cornwell, poque ele vai intruduzindo esses detalhes, sem que a gente perceba, o que cria o clima e faz a gente se sentir em outro tempo, mas que faltou nesse autor.

Bem, mas a coisa melhora com a chegada de St. Clair, um jovem cavaleiro que, sendo também membro da ordem, vai a Jerusalém para tomar os votos e se tornar um dos Pobres Cavaleiros de Cristo. Nessa época, as escavações já vão avançadas, e secretas, e St. Clair é um cavaleiro erudito, que vai ser essencial na busca pelo tal tesouro. 

Acontece que ele conhece a princesa Alice, filha de Balduíno II, Rei de Jerusalém... e dai a coisa começa a ficar muito interessante... no final do livro, a gente não consegue parar de ler, e, ao terminar a história, o escritor consegue despertar nossa curiosidade para a continuação. 

Eu tinha falado pra Fê, do Na Trilha, que o livro era muito chato, e ela me disse que, por isso, tinha desanimado de ler um livro do mesmo autor que ela tem... a verdade é que, de início, o livro é chato e cansativo mesmo, mas vale a pena ser presistente... ele fica legal bem depois da metade, mas me parece que esse clima vai continuar nos próximos, e eu vou continuar a leitura sim.

Então Fê, não desista da leitura do seu!!!

Agora, comecei  a ler A Menina que não sabia ler, empréstimo da minha amiga Kelly, a leitura pareceu-me bem gostosa e fácil, acho que vai ser coisa de uma semna para finalizar!!!

É isso aí, 
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Uma nova Apaixonada por Papel

Eu não sei ao certo como tudo começou, só sei que, desde que nossas salas se juntaram - como comentei no texto Sobre Paredes e Pontes - eu conheci pessoas novas que se tornaram amigas e que me ensinaram muitas coisas e dentre estas pessoas eu conheci a Kelly. 

Então, eu não me lembro como, mas de alguma forma ela descobriu que eu amava livros e um dia  - não se se foi ela quem pediu ou eu que ofereci - eu emprestei A Sombra do Vento para ela ler. Depois foi Marina e, por fim, A Menina que Rouvaba Livros e, quando ela veio me entregar esse último livro, e antes de devolver ela se despediu dos personagens, eu percebi que ela havia se apaixonado.


Agora, ela já está pensando em seu cantinho da leitura na casa nova que ela está contruindo, para isso, ela comprou seus primeiros exemplares e quando o correio chegou com a entrega, ela veio me mostrar, abraçada aos livros. Está apaixonada, seu coração foi fisgado pelos livros, paixão que não tem volta, que é pra vida toda!! Uma vez que alguém se torna amante dos livros, esse amor não se esgota jamais, ele só cresce a cada nova página, já que é amor verdadeiro.


Beijos,
Fefa Rodrigues


Agradecimento especial à Taís, do blog La Modee, que me ajudou com as fotos, já que meu celular e eu não estávamos nos entendendo!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros – O Filme



Sexta-feira fui ao cinema ver o filme. Tinha ouvido falar do livro primeiro pela minha amiga aqui do blog, a Orquídea, que fã de história americana que é, assim que viu este livro comprou, leu e fez uma resenha que me enviou por e-mail!! Ainda não li o livro, até tentei encomendar hoje, mas está em falta... tem só na Saraiva, mas o preço está mais salgadinho, então vou esperar um pouco.

Bem, como já disse antes, eu adoro esses livros que unem acontecimentos históricos com ficção, os livros do Jô Soares são sempre assim e eu adoro. Neste caso, mesmo não sendo uma profunda conhecedora da história norte-americana, o pouco que conheço dos eventos da época me pareceram se encaixar bem com a história criada.

Abraham Lincoln, mostra seu lado desconhecido, já que, além de ter sido o mais famoso presidente norte-americano, um orador fenomenal, um homem que marcou a história, antes de ser um político importante, foi um caçador de vampiros, e tudo começou graças ao assassinato de sua mãe por um desses seres da noite.

Abe busca por vingança, e em sua primeira tentativa ele quase morre, mas é seguido de perto por Henry, um homem misterioso que, vendo que Abe levava jeito pra coisa, salva o moço de virar jantar de vampiro e decide treiná-lo, para que ele se torne um caçador. E, enquanto o jovem Abe vai matando vampiros aqui e ali, também vai se tornando um líder da causa abolicionista.

Doutro lado há um vampiro bem do mal mesmo, que tem um grande interesse na manutenção da escravidão e que se alia aos senhores escravagistas do sul, oferecendo seu exército de mortos vivos para lutar na Guerra da Secessão. Adam, o vampiro maldosão, é interpretado por Rufus Sewell e eu adorei ele no papel, totalmente diferente do bonzinho Tom Construtor de Os Pilares da Terra, confesso que ele fica muito mais bonitão sendo mal!!!

O filme é cheio de cenas de ação, tem romance e humor também, e uma coisa que me fez pensar é que grandes homens só podem se tornar o que são, quando contam com amigos fiéis, dispostos a dar a vida por eles e com uma mulher forte na retaguarda!!! 

Como já disse antes, gostei muito da forma como a história do livro foi ligada aos eventos históricos!! O filme é muito legal e tenho certeza que o livro dará uma leitura deliciosa!!

Bem, a Fê do Na trilha também fez uma resenha sobre o filme que está ótima, e ela que está lendo o livro e disse que é bem diferente da adaptação, mas também achou os dois muito bons.

Por enquanto fica a dica do filme, espero logo ter o livro!!:o) 

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Festim de Corvos



"Não há homem que realmente saiba o que pode fazer a menos que se atreva a fazer."

                                                                                                                    - Olho de Corvo -

Depois de uma temporada meio sumida, eis que retorno ao meu blog!!! Andei muito ocupada por estes últimos dias, mas só com coisas boas. Primeiro, comecei fazer minha pós-graduação e com ela veio um significativo aumento na carga de estudo diário, segundo, estava muito ocupada no trabalho mas agora já está dando uma aliviada, mas por isso é que o tempo para ler estava meio apertado - para piorar, diferente da Fê do Na Trilha dos Livros, eu não consigo ler em veículos em movimento - e ainda por cima, eu estava lendo Festim de Corvos que, como todos sabem, é um livro longo. Mas enfim, estou de volta!! Então, vamos ao que interessa. 

Eu comecei a leitura de Festim de Corvos ainda na "pilha" de toda a emoção de Fúria dos Reis, quem já leu esse que é o terceiro volume da série Crônicas do Gelo e Fogo sabe que dificilmente um livro consegue concentrar tantas emoções. Não quero fazer spoiler aqui, mas preciso dizer que o Casamento Vermelho me deixou perplexa, assim que li sobre aquilo tive que parar um pouco e digerir todos os acontecimentos, em seguida fui mandar uma mensagem para a Fê - aquela do Na Trilha - dizendo como aquilo tinha "me afetado".

Bem, foi nesse clima que peguei Festim para ler e fiquei ainda mais empolgada com o que diz a contra-capa do livro "os jovens lobos continuam em busca de vingança", então, acreditei que esse quarto volume teria mais carnificna que tudo o que Cornwell já escreveu. E, acredito que por essa expectativa, a princípio, o livro me pareceu um "balde de água fria".

É que neste volume não vemos batalhas, vemos mais as intrigas da corte e os acontecimentos que vão bem além das garras do Trono de Ferro e, apesar dessa pequena decepção inicial, o livro continua tão bom quanto os demais. 

Cuidado que a partir daqui podem haver spoilers!!!

Quem me chamou mais atenção desta vez foi a Cersei. Completamente desiquilibrada, tomando decisões estúpidas e perdendo o controle do vinho, ela demonstra que não tem a mínima condição de ser a Rainha Regente e na ânsia de proteger seu filho, ela tem cada vez mais enfrquecido o reinado do pequeno Tommem.

Eu gostei especialmente da Ariane, princesa de Dorne. Apesar de sua tentativa frustrada de golpe, eu acho que ela vai ser uma personagem de quem eu vou me tornar fã. Aliás, no início eu tinha a mesma impressão com a Aisha - irmã do Theon -, mas apesar de eu ter achado o discurso dela fantástico na "assembléia" dos homens de ferro, acredito que ela pecou por não conhecer de fato a essência de seu próprio povo. Ela nunca iria convencer homens tão duros por meio de um discruso tão racional, e como a Fê me previniu, não teve muita graça, confesso que esperava bem mais dela.

Voltando a Dorne um pouco, o que vocês me dizem dos planos do pai de Ariane (equeci o nome dele)? Na hora em que ele disse que apessoa a quem ela estava prometida em casamento foi morta por uma coroa de ouro derretida eu achei demais!! Aliás, ninguém está em segurança em Westeros mesmo, e aqueles que acham que a sede por vingança já se apagou, estão totalmente enganados... bem que se diz que a vingança é um prato que se come frio. Os Lannisters um dia terão realmente que pagar todas as suas dívidas. 

E depois de ler sobre os planos dos dorneses, fique pensando como o "principe pedinte" foi infeliz, heim!! Tinha praticamente nas mãos a chave para voltar para Westeros e se ferrou (com perdão da expressão, mas foi isso mesmo). Não sei se ele sabia que estava pretendido a Ariane, não sei se essa parte será explicada, mas a profecia não poderia ser desfeita não é?! E falando em profecia, pobre Cersei, acreditou que poderia enganar o destino!! Se ela conhecesse as palavras de Merlin saberia que o destino é inexorável!!

Durante todos os livros da série sempre tive uma queda especial pelos personagens secundários - Kal Drogo, Jaqen - e agora estou apaixonada por Victarion, para mim ele é tudo de bom, se o Theon tivesse convivido com a família talvez fosse um pouco mais espero (Desculpa ai Fê, mas você sabe que eu não sou fã do moço!!). Espero que ele continue nos próximos volumes, porque estou esperando o retorno do Jaqen e até agora nada!!

Este livro também mostra o ponto de vista de Sam, em sua longa viagem até Vilavelha, e não acreditei no que Jon Snow teve coragem de fazer, mas entendo que ele fez o que deveria ser feito - como diria o tio do Homem Aranha, grande poderes trazem grandes responsabilidades, e se Senhor Comandante da Patrulha da Noite não é coisa fácil e as decisões a serem tomadas não são simples. Sobre Sam, ele continua se achando um covarde, mas há alguém mais confiável do que ele nesse livro?!

Quanto a Arya, a princípio tive muito dó dela, de estar tão longe de casa, e passar por tantas privações, mas acho que era exatamente o que ela queria, ser livre, viver livre e com certeza ela está sendo preparada para algo grandioso. 

Bom, Brienne e Jaime também nos mostram um pouco dos acontecimentos a partir de seu ponto de vista e eu admiro a coragem e a persistência dela, também vemos que ela passou por maus bocados devido ao seu jeito diferente de ser, mas o que eu gosto nela é que ela não se tornou uma pessoa amarga apesar de tudo. E Jaime, bem, desde o terceiro livro que a gente já pôde ter uma visão mais humanizada dele, e sinceramente eu acredito que ele ame a Cersei, mas ela não o ama na mesma proporção e apesar de todos verem o Regicida como uma pessoa destituída de honra, ele fez tudo que podia para mantes a palavra dada a Catelyn Stark, além disso, demonstrou ser um ótimo estrategista... com certeza ele seria um Rei muito melhor do que a irmã está sendo.

Outra coisa que eu gosto é o laço se amizade que se cirou entre a Brienne e Jaime, como um respeito e admiração mútos, mesmo sendo eles tão diferentes.

Só mais um detalhe, achei muito interessante as palavras do Meistre Aemon, quando estava às portas da morte, as indagações que lhe passavam pela cabeça sobre o que iria no porvir, se era eles que estavam certos ao acreditar nos Sete ou se estavam certoas aqueles que acreditavam que após a morte eles cavalgariam com as estrelas, ou ainda aqueles que acreditavam no banquete nos salões do deus afogado. Gostei especialmente deste trecho.

Na realidade, acho que sobre essa série não há muito o que se falar no sentido de repetir que ela é ótima e que Martin nos surpreende a cada novo livro, e isso é incrível, como ele consegue a cada novo volume incitar nossa imaginação e nosso desejo de saber o que ainda vai acontecer. São 4 volumes que juntos passam de duas mil páginas, e a gente não se cansa, e ele não se repete e sempre abre novas portas e novas possibilidades na história. O cara é realmente um fenômeno!!!

Bom, como eu disse, agora estou lendo Os Cavaleiros de Preto e Branco, ainda não deu para "sentir" bem a história, o livro também é longo e e amos ver se ele me cativa tanto quanto os demais romances históricos que eu já li.

Agora chega, que já escrevi demais.

Beijos e boa leitura, 
Fefa Rodrigues


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Amor Feinho

Amor Feinho

Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.

                                  - Adélia Prado -

Não morri gente, só super ocupada!!
Em breve comentários de nossa leitura conjunta!!
 
Beijos,
Fefa Rodrigues


segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Prisioneiro do Céu – Zafón

Há algo de muito próximo entre Zafón e Gabo. Eu sei que, especialmente para aqueles que tem um conhecimento técnico do assunto, uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas, para mim, a mesma sensação de entrar em um mundo próprio acontece quando leio as obras destes dois escritores. Eu acredito que seja pela forma com que suas histórias são sempre repletas dos “absurdos da vida” de modo a tornar a realidade das pessoas um tanto mágica. Para mim, estes dois escritores conseguem ver a magia que há na vida comum.



A capa de O Prisioneiro do Céu diz que se trata da continuação de A Sombra do Vento, mas os comentários iniciais dizem que, apesar de as três histórias – O Jogo do Anjo, A Sombra do Vento, e O Prisioneiro do Céu – estarem interligadas, elas podem ser lidas separadamente e em qualquer sequência.

Acima eu coloquei os livros na ordem cronológica em que as histórias se passam, mas eu li A Sombra do Vento primeiro (e me apaixonei perdidamente por Zafón), depois li O Jogo do Anjo e agora O Prisioneiro do Céu, e acredito que esta seja a melhor sequência para se fazer a leitura porque lendo A Sombra do Vento (e relendo diversas vezes como eu fiz), a gente passa a conhecer melhor essa Barcelona cheia de mistérios, seus personagens tão apaixonados por literatura quanto nós e lugares míticos como O Cemitério dos Livros Esquecidos. Assim, acredito que a leitura dos outros dois livros acaba sendo mais proveitosa já que estamos muito familiarizados com os personagens e lugares por onde vamos andar se lermos primeiro A Sombra do Vento.

Bem, O Prisioneiro do Céu é um livro pequeno, são apenas 246 páginas nas quais vamos acompanhar Daniel Sempere, agora casado com sua amada Bea, trabalhando tranquilamente na livraria da família em companhia de seu pai e de seu bom amigo Fermín que está prestes a se casar com Bernarda. São vésperas de Natal e Daniel está sozinho na loja quando uma estranha figura entra no lugar e pede para ver o livro mais raro da livraria, uma edição de luxo de O Conde de Montecristo.

Daniel percebe que o cara não é exatamente alguém apaixonado por livros, mas que aceita pagar a estrondosa quantia de 35 pesetas pela obra, então ele se vê obrigado a vender o livro. O homem então faz uma estranha dedicatória no livro e diz para Daniel fazer a entrega. A dedicatória dizia:

Para Fermin Romero de Torres,
que retornou dentre os mortos
e tem a chave do futuro. 13”

Assim é que, com a aparição daquele fantasma de seu passado Fermín tem que contar para Daniel que, na verdade, a vida deles está ligada desde muitos anos antes, desde uma promessa feita a David Martin (personagem de O Jogo do Anjo) envolvendo a mãe de Daniel e o sinistro passado de Fermín nas prisões de Franco.

O livro segue o mesmo estilo dos anteriores, cheio de frases pra gente grifar, com aquele cinismo ótimo do Fermín e o jeito doce e meio abobado de Daniel. Na realidade, me pareceu mais uma preparação para o que está por vir. Como eu disse acima, é uma história curta que fecha alguns “buracos” que ficaram abertos nos outros dois livros. E cria alguns outros mistérios.

Sinceramente, só vai gostar deste livro quem leu os outros dois, então minha dica é se você ainda não leu Zafón, NÃO comece por este. Se você já leu A Sombra do Vento, então leia O Jogo do Anjo e você então não vai resistir à leitura de O Prisioneiro do Céu, além disso, vai perceber, porque o autor deixa isso bem claro, que as histórias de Daniel Sempere estão apenas começando.

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

PS: Hoje começamos a leitura conjunta de Do Amor e Outros Demônios, todos estão convidados!!!





quinta-feira, 12 de julho de 2012

Morte dos Reis

Ôh! Coisa Boa!!! Comprar livros... poucas coisas são tão prazerosas!! Na terça fui ao shopping com o Davi e entramos numa livraria "só pra olhar", afinal, tínhamos prometido não comprar nada novo até que eu lesse o que está me esperando na estante, mas... como resistir ao novo livro da série Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell??


Então, ele veio pra casa...e agora Uhtred está ali na minha estante, aguardando pra contar mais um pouco de sua hitória e de suas infindáveis lutas!!


Diz, ai... dinheiro mais bem gasto, né não?!?!

Beijos,
Boa leitura...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Historiador - Elizabeth Kostova

Termino este livro com aquela sensação de deixar um bom amigo para trás. Um livro que eu amei, me apaixonei totalmente e que foi dica da minha amiga aqui do blog, a Orquídea, quando eu pedi sugestões de literatura vampiresca.


Eu nunca tinha lido nada sobre vampiros, apesar deles estarem bem na moda atualmente, então, comprei este livro imaginando algo tio Crepúsculo ou Fallen (séries que eu ainda não li), mas fui surpreendida por algo de muito mais conteúdo. Acredito que um livro que tem tudo para se tornar um clássico ao melhor estilo Entrevista com Vampiro ou Drácula.

A história começa quando uma garota americana, que vive em Amsterdã com seu pai que trabalha na diplomacia, encontra na biblioteca de sua casa um livro estranho, feito de pergaminho muito antigo e que não tem nada escrito em suas páginas, exceto pelo desenho de um dragão bem no centro. Junto daquele objeto estranho, a menina encontra cartas datadas da década de 30, estranhamente endereçadas a “Meu desafortunado sucessor”. Depois de ler aquelas cartas, a garota fica intrigada e cria coragem para perguntar a seu pai o que tudo aquilo significa.

O pai, Paul, decide levar a filha a algumas de suas viagens de trabalho, e eles andam por várias cidades europeias visitando mosteiros e castelos medievais, e a cada parada seu pai conta um pouco sobre seu professor e orientador de doutorado, Bartolomeu Rossi, que um dia, assim como ele, encontrou (ou foi encontrado) por um daqueles estranhos livros e para onde suas pesquisas o levaram até seu misterioso desaparecimento.

E é assim que, a partir das cartas de Rossi, contando sobre suas pesquisas nos anos 30 e depois pela narrativa de Paul, sobre suas próprias buscas na década de 50, nós vamos conhecendo toda a história real de Vlad Tepes III, soberano da Valáquia, e mais conhecido como Drácula, o Empalador.

Eu gostei especialmente da parte em que Paul e sua amiga Helen começam a realizar a pesquisa juntos, seguindo pistas como livros antigos, panfletos medievais sobre vampirismo, lendas e canções folclóricas eles buscam encontrar a localização da tumba de Drácula que não é o Lago Snagov como todos acreditam ser. Para quem ama história e adoraria visitar bibliotecas esquecidas em mosteiros da Idade Média e olhar e tocar manuscritos medievais, esta livro é perfeito (Ah!!! Se eu ainda fizesse Caças ao Tesouro em nossos carnavais!!!).

O livro me lembrou – em partes – o livro O Código Da Vinci, por esta questão de pistas escondidas na história e em seus símbolos!!

Então ai é que foi minha surpresa, é verdade que durante essa busca acadêmica, eles acabam descobrindo que a existência dos mortos-vivos não é apenas uma lenda de pessoas simplórias dos remotos campos da Europa oriental, mas uma realidade que os persegue por suas andanças por Istambul, Hungria, Bulgária e Romênia e até pelas modernas ruas dos Estados Unidos, mas o foco da história são as questões históricas, as lendas envolvendo Drácula e quem foi esse realmente esse homem que, seja pela lenda, seja pelos feitos, se recusa a morrer.

Não há vampiros por todos os lados querendo morder jovens inocentes, mas há uma constante presença do mal que chegou a me dar calafrios. E no fim a gente acaba por descobrir que temos um lado em comum com Drácula!!:o)

Um livro que eu indico totalmente, para quem gosta de vampiros e para quem gosta de um romance muito bem escrito, uma narrativa deliciosa e um ótimo mistério a se resolver!!! (E que me fez pensar o tempo todo “porque, afinal de contas, eu fiz Direito e não História?”).

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues


PS: Ontem, eu estava em uma livraria no shopping comprando Morte dos Reis, sexto livro da série Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell, quando ouvi uma mocinha falando com a vendedora. Ela queria um livro de vampiros, mas tudo o que tinha na livraria ela já tinha lido. Então, interrompi a conversa delas e falei sobre O Historiador, disse que era sobre o Drácula e que era muito bom, e ela se interessou e resolveu comprar. Sai de lá com uma sensação boa, a de perceber que nossa paixão por livros, diferente da maioria das paixões, tem a capacidade de criar laços entre as pessoas!!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cora Coralina

Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo... 

                                             Cora Coralina 

Doce como açúcar, não é?
Beijos,
Fefa Rodrigues 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Adélia Prado

Para começar bem a semana, nada melhor do que um pouco de assombro nas palavras de Adélia Prado.


Um dia,
como vira um navio
pra nunca mais esquecê-lo
vi um leão de perto.
Repousava
a anima bruta indivídua.
O cheiro forte, não doce,
cheiro de sangue a vinagre.
Exultava, pois não tinha palavras
e não tê-las prolongava-me o gozo:
é um leão!
Só um deus é assim, pensei!
Sobrepunha-se a ele
um outro animal
radiando na aura
de sua cor maturada.
Tem piedade de mim, rezei-lhe
premida de gratidão
por ser de novo pequena.
Durou um minuto a sobre-humana fé.
Falo com tremor:
eu não vi o leão,
eu vi o senhor.

                                                  Adélia Prado

Boa semana a todos...
Beijos,
Fefa Rodrigues