Tenho duas dificuldades que não são muito comuns aos amantes de livros. Uma delas é com filosofia, simplesmente não consigo gravar a diferença entre sofistas, escolásticos, niilistas e estóicos – considerando que tudo isso tenha alguma relação com filosofia, o que, sequer eu consigo afirmar -, ou entre o pensamento de Platão e de Aristóteles, de Sócrates, Tomás de Aquino ou Nietzsche, isso se houver diferença entre eles.
Minha outra dificuldade é com mitologia, eu nunca sei quais são os deuses, quais são as criaturas mitológicas, quem é filho de quem, quem fez o que e quais são os heróis... e o pouco que eu sei sobre Hércules decorre da versão Disney!!!
Bem, essa introdução toda é para dizer que terminei o livro O Ladrão de Raios, e foi bem rápido, como eu já imaginava que seria. Um raro caso de filme visto antes da leitura do livro, e, como não podia deixar de ser, o livro é muito, mas muito melhor que o filme!! Lembro que quando eu vi o filme senti vontade de ler o livro imediatamente, só não li na época porque tinha outras prioridades livristicas para adquirir.
A leitura é muito fácil, afinal é um livro infanto-juvenil e me lembrou bastante Harry Potter e a Pedra Filosofal. O que eu mais gostei foi do próprio Percy. Ele tem aquele humor inteligente, sempre com frases ótimas e boas tiradas, me fez lembrar aquele garoto que toda classe sempre tem, popular, engraçado, que faz piadinhas, e que as professoras podem considerar terrível, mas lá no fundo são seus preferidos!!
A verdade é que depois de tanto sangue, a gente estranha uma história em que as coisas se resolvem facilmente, em que o “bem” sempre leva vantagem de certa forma... no começo a facilidade com que Percy, apesar de quase nenhum treinamento, resolvia os obstáculos, estava me incomodando um pouco, mas então eu parei, pensei e me situei: “eu não estou em Westeros ou na Idade Média, não estou acompanhando Derfel ou Utrhed”, e então comecei a aproveitar a leitura que narra as aventuras desse garoto que, a primeira vista parece apenas um menino problemático, mas que, na verdade, é diferente pelo simples fato de ser um semi-deus e que, de uma hora para outra, vê sua vida mudar completamente ao descobrir sua ascendência divina e se ver em uma intriga que envolve seu poderoso pai Poseidon e Zeus, que, até onde eu consigo visualizar, é tio dele, certo?
Sua missão, nada simples para um garoto de 12 anos, é descer até o Mundo Inferior, reinado de Hades, e resgatar o raio-mestre, símbolo do poder de Zeus que lhe foi roubado. Zeus acredita que foi o garoto quem roubou o tal raio a mando de seu pai e deu o prazo até o solstício para que ele seja devolvido, do contrário, uma grande guerra terá início entre os deuses e essa guerra se estenderá a toda a humanidade mortal.
Uma grande responsabilidade para um garoto que ainda está descobrindo seus dons, e nesta viagem, contará coma ajuda de Annabeth, filha de Atena e de Grover, um sátiro simpático e amigo de todas as horas.
Achei bem bacana a forma como o autor situou uma história que usa elementos da Grécia antiga nos EUA, e como ele fez parecer tão natural que, se antigamente os deuses podiam se relacionar com os humanos a ponto de ter filhos com eles, filhos que eram heróis, hoje em dia isso também seria perfeitamente possível.
Enfim, o livro é uma delícia, fácil de ler, leitura de descanso mesmo, para relaxar, como as coisas se resolvem meio que rápido demais, a história não é tão elaborada, é simples, direta, mas é muito boa e tem que ser assim tendo em vista o publico alvo. Vale a pena ler, gostei bastante e, como bem previu a Fê do
Na Trilha, vou ler toda a coleção!!!
E, agora acho que vou aprender um pouco de Mitologia, porque assim fica bem mais fácil!!:o)
Escolho como próxima leitura O Grande Gatsby de Scott Fitzgerald, um livro que eu já queria ler há um tempão e que, agora com o filme, tive que comprar para ler antes da estréia no cinema!! Além disso, gosto muito dos anos 20, então acredito que vai ser uma boa leitura!!!
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues