terça-feira, 6 de março de 2012

Segunda Guerra Mundial – Richard Overy

Um livro para quem ama história simplesmente surtar! Já comentei aqui que uma outra de minhas paixões é história e, especialmente, história da II Guerra e uma das coisas que mais me fascina são documentos antigos, moedas e medalhas. Meu sonho é ter uma medalha original da II Guerra, de preferência alemã.

E, sabedor de que eu amo história, meu amigo Glegle, que faz faculdade de história, me falou deste livro e ontem trouxe para eu dar uma olhada. De cara já achei muito legal o livro, capa duro, cheio de fotografias da época, mapas das batalhas e curiosidades, mas, o que eu mais gostei do Livro foram estas cópias de documentos da época.







São cartas, relatórios, capas de jornais, folhetos, documentos e o mais interessante de todos, o Testamento Político de Hitler.

Eu simplesmente amo ver esses documentos, ver as letras, as palavras. Já comentei aqui sobre uma carta de um soldado que estava numa trincheira na Itália durante a II Guerra, enviada para sua mãe, onde ele conta a surpresa que teve quando viu a neve pela primeira vez. A carta esteve exposta por muitos anos no museu aqui da cidade e eu sempre ia lá olhá-la.























Testamento Político de Hitler

Assinaturas no "Testamento Político"

Olha a marquinha do clips ali em cima!!!







Isso me faz pensar sobre nós hoje em dia. Como irão contar nossa história? As futuras gerações não terão documentos de nossa época, escritas com nossas letras... apenas, escritas pelo world...

Gente, deixo ai uma dica muito legal para quem ama II Guerra!!!

Abraços
Fefa Rodrigues



segunda-feira, 5 de março de 2012

Tormenta de Espadas

Pouco mais de um mês e terminei as 840 páginas de Tormenta de Espadas, terceiro livro da série Crônicas do Gelo e Fogo e, mais uma vez, só tenho elogios a fazer ao livro. Minha única critica é o tamanho deste volume!! Mas só porque isso dificulta muito a leitura, primeiro, porque pesa demais e o braço começa a formigar depois de algum tempo, segundo porque não dá para levar o livro com a gente para todo lado e, terceiro, porque nas páginas finais fica ainda mais desajeitado de segurar.

Voltando para a estante...

Acho incrível como a narrativa continua empolgante, a história continua sendo bem desenvolvida e quando a gente pensa que conhece bem os personagens, que sabe exatamente o que vai acontecer ou qual será a atitude de um deles, o autor consegue nos surpreender!!

Agora, quem não quiser saber informações sobre os acontecimentos do livro, é bom parar de ler, porque muitos SPOILERS virão!! 

A bem da verdade, não sei se vou conseguir falar tudo que tenho para falar sobre este livro em uma única postagem, mesmo porque é difícil falar de uma história tão extensa, longa e cheia de idas e vindas... resuminho, nem pensar, né!? Então vou falar um pouco das passagens que mais me marcaram.

Acredito que o ponto mais marcante deste livro foi o Casamento Vermelho. É preciso ter coragem para matar alguns dos personagens mais importantes da trama, e tem que ser bom mesmo para, ainda assim, sustentar a história por mais quatro volumes. Me lembro que uma vez a autora do Harry Potter disse que quando se é um escritor é necessário ser também um assassino e foi nisso que pensei depois de ler sobre a morte do Jovem Lobo e de quase todos os seus aliados durante a festa de casameto de seu Tio Edmund Tully com Roslin Frey.


Eu fiquei chocada, de verdade, não acreditei, afinal Rob Stark havia vencido todas as batalhas que havia lutado, havia capturado Jaime, tinha um lobo gigante mas acabou por morrer vítima de uma traição hedionda, sem sua espada nas mãos. Tive que parar a leitura, respirar, mandar uma mensagem para a Fê do Na Trilha dos Livros, e voltar depois de digerir a situação agora, odiando profundamente os traiçoeiros Frey das Gêmeas.. certamente a vingança vai bater às portas da travessia.

Meu personagem preferido continua sendo de longe o pequeno Tyrion Lannister. No meu entender, de todos os personagens, ele é o que tem o caráter mais firme, apesar de sua queda por prostitutas e a forma que ele tratou a Sansa na noite de núpcias me fez admirá-lo ainda mais, aliás, acho que até mesmo a Sansa agora tem uma certa admiração por ele, apesar de ainda não ter notado. Ele está sempre preocupado com sua família, e usando sua inteligência para protegê-la, mas, acredito que os acontecimentos finais do livro vão mudar bastante suas atitudes, pois, até seu amado irmão o enganou quanto a sua primeira esposa, Tysha. Ahh... confesso que esperava mais da Shay, quando ela apareceu pela primeira vez, se mostrando uma garota inteligente e gentil, pensei que ela teria uma importância na história, diferente do que teve... foi uma decepção!!

Falando em Sansa, desta vez não achei ela tão sonsa, tão chata. Acho que ela está evoluindo, aprendeu que a vida não é uma canção e espero muito dela nos próximos volumes. Aliás, nunca iria imaginar que o “amigo” que a ajudaria a fugir pelas mãos de Sor Dontos era o Petyr, personagem que ainda não consegui identificar se é bom ou mal, talvez, um pouco de cada, né!?

Qunto a Dany, apesar de ter muito menos capítulos do que os outros personagens, está se tornando uma lenda, conquistando cidades e libertando escravos. Na primeira cidade onde ela parou, Astapor se não me engano, me deu uma sensação ruim ler sobre o treinamento dos Imaculados, mas adorei a forma como ela libertou a cidade. Realmente, os Lanisters terão uma adversária a temer, e olha que os dragões dela ainda são filhotes!

Neste livro o regicida Jaime ganha seu capítulo próprio e a gente conhece um pouco mais desse personagem, não fosse por ele ter jogado Bran daquela torre seria até possível amá-lo. Ele mostra seu outro lado aqui, seu lado que, senão “bom”, pelo menos tem honra. Na verdade, eu até escrevi em alguma resenha atrás que desde que li ele descrevendo a forma como o rei Aerys cozinhou os Stark dentro de suas armaduras e que para suportar aquilo ele pensava em Cersei, já tinha passado a vê-lo com outros olhos. Neste livro, a gente vê que ele realmente ama a Cersei (“não posso morrer, morrerei junto com Cersei, estamos destinados a isso, nascemos juntos e morreremos juntos”) e que talvez ela não o ame tanto assim, afinal sua cama não ficou vazia nem quando seu irmão-amante estava preso sob Correrio.

Quanto a Jon Snow e Sam Tarly, são personagens que têm minha simpatia, de quem eu gosto apesar de não serem meus preferidos. A coragem de Sam, que se acha um covarde, garantiu a salvação da Patrulha da Noite e a Jon Snow o cargo de Senhor Comandante, com um amigo assim o que mais ele precisa?

O que menos me agradou neste volume foi a parte do Bran. Por nada em especial, apenas achei cansativa, sem muita coisa interessante, mas agora estou curiosa para saber o que vai acontecer com ele do outro lado da Muralha.

Como já aconteceu em Fúria dos Reis, muito da história anterior de Westeros foi contada, especialmente os motivos que levaram Robert a levantar espadas contra Aerys, mas ainda faltam detalhes, não compreendi exatamente o que aconteceu com Liana, e como toda aquela guerra começou, mas esta história mais antiga é um ponto a mais no livro e que eu gosto de tentar desvendar, entender melhor... quando infromações aparecem eu sempre penso em anotar em um caderno, mas a preguiça de me levantar sempre me vence, espero que tudo se explique no decorrer dos próximos volumes.

O engraçado do livro é que enquanto a gente está em companhia de um personagem não quer que o capítulo dele acabe, mas, assim que mudamos para outro, não queremos que este nos deixe!! Em grande parte é isso que faz com que a gente não canse de ler um livro tão grande...

Com tudo que aconteceu em Tormenta de Espadas, tenho a impressão de que sangue vai escorrer pelas páginas de Festim de Corvos!! E só para finalizar, eu já considerava a Catelyn uma bruxa, agora então, literalmente uma bruxa completa, não é!?!?!

Nossa, tem tanto o que se falar ainda, pode ser que eu escreva mais uma postagem com as coisas que virão à mente mais tarde!!

Por hora, decidi ler O Ladrão de Raios pelos motivos que falei ali embaixo, vou dar um tempinho antes de Festim de Corvos, acho que vou seguir o conselho do Vitor, o Guardião da Muralha, e esperar a chegada de Dança de Dragões!!

Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues

O Ladrão de Raios

Terminei Tormenta de Espadas e estava em dúvida quanto ao próximo livro que vou ler, não sabia se pegava A Menina que Roubava Livros ou O Ladrão de Raios e me decidi por este último por dois motivos, primeiro porque depois de tanto sangue achei bom ler algo que, como se nota de imediato pelas primeiras páginas, é algo destinado a um público infanto-juvenil, ou seja, tenho certeza de que não vou ver sangue jorrando!!

Segundo porque o livro é pequeno, tem mais de 300 páginas mas o formado dele é menor, as letras são grandes e, como diria minha avó, vou ler "numa sentada", no máximo uma semana e termino a leitura!!


Então, depois, leio A Menina que Roubava Livros enquanto espero minhas mais novas encomendas chegar!

Beijos...
Fefa Rodrigues
 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Algo sobre Harry Potter

Nunca falei sobre os livros do Harry Potter aqui. Acho que pela dificuldade em se comentar uma série inteira de uma só vez, e que já li há tanto tempo, mas hoje me deu vontade de falar, ou melhor, escrever sobre o assunto.


Me lembro que da primeira vez que ouvi sobre o livro, eu estava no primeiro ano da faculdade, e foi pela minha sobrinha, a Dani. Na mesma época, a Carol, uma amiga da faculdade, comentou sobre um livro que suas duas irmãs mais novas estavam lendo ao mesmo tempo e que sua mãe tinha que cronometrar o tempo de cada uma delas com o livro pra não sair briga. Era o tal Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Confesso que, na época, a influência de algumas pessoas acabou por me afastar da obra. Alguns diziam que o livro era “demoníaco, que ensina magias e rituais de bruxaria parecidos com macumba e que até a própria escritora havia confessado, em um talk show, que para escrever a obra tinha vendido a alma ao capeta”. 

 Considero um sinal de sabedoria a gente reconhecer nosso erro e mudar, e foi assim que, depois de assistir ao filme Harry Potter e a Pedra Filosofal - o que aconteceu super por acaso, durante uma madrugada, enquanto esperava um jogo do Brasil na Copa do Japão/Coréia, o filme começou a passar na HBO e para matar o tempo resolvi assistir - é que eu decidi emprestar o livro da minha sobrinha e confirmar o que eu desconfiava... que toda aquela balela que eu tinha ouvido não tinha qualquer fundamento.

Bem, acredito que a maioria das pessoas que entram nesse blog já devem ter lido a série. Mas se há alguém que ainda não leu e que gosta de fantasia, aconselho a ler... também acho super legal presentear um pré-adolescente com a coleção, tenho certeza que qualquer um que comece a ler vai se apaixonar, não só pela série, mas pela leitura enquanto sonham em receber uma carta de Hogwarts!!

 
Para mim, a série é tão bem escrita quanto O Senhor dos Anéis ou até mesmo Crônicas do Gelo e Fogo, e até mesmo As Crônicas de Nárnia... claro que o público é outro, estamos diante de uma literatura infanto-juvenil, então não veremos cenas de sexo, de paixão ardente e coisas do gênero, mas a história evolui com o passar dos livros da mesma forma que os personagens crescem e se tornam mais “adultos” a cada novo ano em Hogwarts. 

O que acho incrível no universo de Harry Potter é o mundo tão detalhado que a autora criou... Afinal, quem nunca sentiu vontade de tomar uma jarra de cerveja amanteigada? Ou comer aqueles chocolates que viram rãzinhas, ou comer aqueles “amendoins” com sabores diferentes, mas sempre torcendo pra não dar azar e comer um sabor cera de ouvido!!


De toda a série o livro que mais gostei foi O Prisioneiro de Askaban, foi o mais surpreendente e o mais esclarecedor, além de um toque sombrio que eu sempre amo, e acho que foi a partir dele que a história começou ficar pra gente grande!


Além disso, a trama toda é ótima, mas confesso que para mim o último livro perdeu um pouco o fôlego... mas é que foram anos esperando o fim Daquele-que-não-deve-ser-nomeado... talvez expectativas demais...


Nunca me recuperei completamente da morte do Siryus Black, e foi com ele que eu aprendi uma das melhores lições que guardei do livro e com uma frase com a qual encerro a postagem...

“Para conhecer o caráter de alguém, observe como ele trata seus inferiores.”

Beijos
Fefa Rodrigues 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Menino de Ouro

“Você acredita em anjos?”

Na sexta-feira a noite assisti, junto com o Davi, um filme lindo!! Mais um para a minha coleção de filmes que vou ver e rever dezenas de vezes. O Menino de Ouro conta a história de um casal que está passando por uma fase difícil. A esposa, ainda sofrendo pelo trauma de um acidente, se culpa pelo que aconteceu, e não consegue engravidar, o que acabou por distanciar o casal e, para piorar a situação, a empresa do esposo está passando por dificuldades financeiras.

É neste contexto que o esposo cede aos pedidos da esposa e aceita fazer uma visita a um lar para crianças órfãs. Já na primeira visita, a esposa repara em um garotinho ruivo, simpático e com carinha de anjo que, após alguns dias, é mandado pela diretora do orfanato à sua casa, para que eles se conheçam melhor, visando um possível adoção.

O garotinho se chama Eli, é tão inteligente e doce que logo conquista o coração da mulher. O esposo, ele sabe, vai demorar um pouco mais para ceder... mas Eli está lá não só para ocupar o lugar de filho do casal, ele vai ensinar os dois a se divertir novamente e reaproximar o casal!!

Gente, o menino é apaixonante. Nem tem como você olhar para a carinha dele e não se apaixonar!!

A produção é inglesa, e agora eu começo a perceber como o senso de humor inglês é mais refinado que o americano, e isso garante muitas risadas, o filme tem trechos engraçadíssimos – principalmente por parte do pequeno Eli que é uma figura – mas também tem trechos de fazer a gente chorar e com aquele toque mágico que todo bom filme inglês sempre tem.



- Está vendo as fadas trabalhando?
- Você quer dizer vaga-lumes...
- Isso depende do seu ponto de vista!!

Engraçado como os melhores filmes, as vezes, não tem tanta repercussão. Esse é um daqueles que eu não tinha sequer ouvido falar e que só assisti porque o Davi baixa tudo que tem pra baixar... Ele é super apaixonado por cinema!!!! O filme é ótimo!! Daqueles com falas pra gente gravar e se lembrar sempre, e com uma lição de esperança no final...

Vale a pena ver, gente!! Pega na locadora ou baixa na net, mas não deixem de assistir!!!

Bem... e se eu acredito, em anjos? Sim, acredito!!!;o)

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A esposa... Vinicius de Moraes

Hoje eu romântica... Acho que é a sexta-feira que me deixa assim...

A esposa

As vezes, nessas noites frias e enevoadas
Onde o silêncio nasce dos ruídos monótonos e mansos
Essa estranha visão de mulher calma
Surgindo do vazio dos meus olhos parados
Vem espiar minha imobilidade.

E ela fica horas longas, horas silenciosas

Somente movendo os olhos serenos no meu rosto
Atenta, à espera do sono que virá e me levará com ele.
Nada diz, nada pensa, apenas olha - e o seu olhar é como a luz
De uma estrela velada pela bruma.
Nada diz. Olha apenas as minhas pálpebras que descem
Mas que não vencem o olhar perdido longe.
Nada pensa. Virá e agasalhará minhas mãos frias
Se sentir frias suas mãos.

Quando a porta ranger e a cabecinha de criança

Aparecer curiosa e a voz clara chamá-la num reclamo
Ela apontará para mim pondo o dedo nos lábios
Sorrindo de um sorriso misterioso
E se irá num passo leve
Após o beijo leve e roçagante...

Eu só verei a porta que se vai fechando brandamente...

Ela terá ido, a esposa amiga, a esposa que eu nunca terei. 

- Vinicius de Moraes - 



Feliz sexta-feira a todos!!!!!

fefa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Festim de Corvos

Olá, uma postagem rapidinha apenas pra comentar que meu exemplar de Festim de Corvos chegou. Eu tinha comprado na pré-venda da Americanas, já lá no fim de novembro, e a previsão de entregra era pra 15 de fevereiro, mas já chegou na sexta passada.

Eu esperava algo maior que Tormenta de Espadas, mas não foi o que aconteceu, pelo que me lembro tem cerca de 550 páginas, e é claro que eu fotografei imediatamente, porém, não consegui que o meu novo micro reconhecesse o drive da câmera... dai tive que roubar uma foto do google!!

Ah, não que eu tenha qualquer reclamação quanto ao conteúdo enorme da história, o único problema é a dificuladde em se segurar Tormenta de Espadas, depois de alguns minutos de leitura meus braços começam a formigar com todo o peso... sem contar que não dá pra levar ele comigo pra todo lado... (eu detesto usar bolsa).

Paguei R$ 39,90 na pré-venda da Americanas

Aliás, quanto a essa pequena dificuldade, ontem uma amiga minha aqui do trabalho veio falar comigo... eu emprestei pra ela Queda de Gigantes, e ela veio dizer que está amando a história, mas que está com dificuldade pra se ajeitar com o tamanho do livro, dai eu expliquei pra ela que eu me deito na cama, faço um montinho com o lençol, coloco em cima da minha barriga e o livro em cima dele... o livro fica apoiado e dai o braço não tem que fazer tanta força... só assim pra ler Tormenta, o que me impede de ler deitada na rede do lado de fora da casa... e com o calor que anda fazendo...pelo menos aqui em Tatucity a coisa tá feia, viu!!!

Quando for fazer a resenha, dai coloco a fotografia que eu mesma tirei!!!:o)

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: Minha sobrinha querida comprou O Cemitério de Praga, outro que estou louca pra ler!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

É possível estragar algo que é bom?

Aqueles que como eu são assíduos freqüentadores de academia já devem ter percebido que aquele é um ambiente propício pra gente aprender que, no campo das criações humanas, nada é tão ruim que não possa ser piorado, o que a gente percebe claramente quando, em meio a pesos e esteiras, nos damos conta, estupefatos, de que “sim! – remixaram aquele sertanejo, funk, pagode e afins...”.

É bem verdade que esse fenômeno de piorar o ruim não acontece só na música, haja vista o BBB, as novelas, o Michel Telo... Mas é lá na academia que a gente se lembra de agradecer a São Steve Jobs pela benção do Ipod nosso de cada dia!! Então, livres de Banda Eva, Pente, Luan Santana e coisas do gênero, seguimos em nosso treino alheios àquilo que alguns chamam de música.

Mas, ninguém está livre de esquecer o Ipod ligado a noite toda dentro da mala e, ao subir na esteira, se deparar com a bateria vazia!! Esse foi meu drama hoje. Sem Ipod por falta de bateria, subi na esteira, a princípio feliz porque o CD que estava tocando quando eu cheguei parecia ter acabado e ninguém estava se preocupando em colocar outro. Mas, pobre de mim, minha alegria durou tão pouco.

Não demorou para que um CD de Samba – acho que é a proximidade do Carnaval que influênciou a escolha – começasse a tocar. A princípio tudo bem, melhor samba do que funk... até que, de repente, minha fé se renova quando comecei a ouvir os primeiros acordes de Sunday, Bloody Sunday... 

Logo percebi que não era o Bono cantando. “Quem sabe alguém regravou”, pensei, até que alguns segundos depois minha reação foi “Jesus o que é isso?”... então me dei conta de que “pagodearam” a música. É isso mesmo amigos. Dá pra acreditar? Sunday, Bloody Sundy versão pagode!! Fizeram isso com a música, estragaram o que era bom.

Depois do susto, ainda fui torturada por uma hora de samba... 

Acho que se ele tivesse ouvido o que fizeram com a música, não estaria sorrindo!!

Ou seja, sim, é possível estragar algo bom...

Oh, Bono... so sorry!!
Fefa Rodrigues

Sherlock Holmes

Ontem, enfim, fui ver o filme que, graças a Deus não era em 3D. Não sei, mas prefiro os filmes normais, esse lance de 3D, pra mim que uso óculos é um saco, porque daí tenho que ir de lentes de contato e parece que não é a mesma coisa.


Infelizmente, demos azar ontem. Apesar da segunda-feira ser o dia mais vazio - acontece de as vezes estarmos só o Davi e eu, além de alguns poucos apaixonados por filmes na sala - ontem tinha bastante gente. A fileira de trás estava cheia de um bando de pós-adolescentes que não paravam de falar, na fileira da frente tinha um casal, e a moça precisava de uma explicação simultânea para entender o que estava acontecendo, o que ficou à cargo do seu namorado e, depois de meio filme, chegou um homem que parecia estar completamente doidão, e sentou na cadeira bem em frente ao Davi... estas coisas me fazem perguntar “Porque gente que não gosta de assistir ao filme, vai ao cinema?”.

Desabafos a parte, voltemos ao filme. Gostei muito!!! Sinceramente, a história não é lá muito original – Professor Moriarty explodindo coisas em nome de um grupo anarquista, a fim de dar aquele empurrãozinho que estava faltando para França e Alemanha entrarem em Guerra e com isso vender muitas armas para os dois lados e ficar muito rico, porque, como ele mesmo disse, na Guerra ele teria as armas e as ataduras. Nada super original – a gente quase não vê isso acontecendo, né Estados Unidos? –, mas a história é bem contada e, afinal, é Sherlock!!!

O filme tem partes engraçadas, não tem muito romance, tem bastante ação e efeitos especiais bem interessantes!! Os eprsonagens, para mim, foram ótimos como sempre... a cigana é um tantinho sem graça, prefiro a outra "namoradinha" do Sherlock - esqueci o nome dela!! 

Também gostei da forma como a amizade de Holmes e Watson foi caracterizadas.
 
Acho que dá pra perceber que estou um tanto sem inspiração hoje, porém, o filme é muito legal e eu recomendo!!:o)

Aguardamos o terceiro!!! 

Beijos
Fefa Rodrigues