terça-feira, 6 de março de 2012

Segunda Guerra Mundial – Richard Overy

Um livro para quem ama história simplesmente surtar! Já comentei aqui que uma outra de minhas paixões é história e, especialmente, história da II Guerra e uma das coisas que mais me fascina são documentos antigos, moedas e medalhas. Meu sonho é ter uma medalha original da II Guerra, de preferência alemã.

E, sabedor de que eu amo história, meu amigo Glegle, que faz faculdade de história, me falou deste livro e ontem trouxe para eu dar uma olhada. De cara já achei muito legal o livro, capa duro, cheio de fotografias da época, mapas das batalhas e curiosidades, mas, o que eu mais gostei do Livro foram estas cópias de documentos da época.







São cartas, relatórios, capas de jornais, folhetos, documentos e o mais interessante de todos, o Testamento Político de Hitler.

Eu simplesmente amo ver esses documentos, ver as letras, as palavras. Já comentei aqui sobre uma carta de um soldado que estava numa trincheira na Itália durante a II Guerra, enviada para sua mãe, onde ele conta a surpresa que teve quando viu a neve pela primeira vez. A carta esteve exposta por muitos anos no museu aqui da cidade e eu sempre ia lá olhá-la.























Testamento Político de Hitler

Assinaturas no "Testamento Político"

Olha a marquinha do clips ali em cima!!!







Isso me faz pensar sobre nós hoje em dia. Como irão contar nossa história? As futuras gerações não terão documentos de nossa época, escritas com nossas letras... apenas, escritas pelo world...

Gente, deixo ai uma dica muito legal para quem ama II Guerra!!!

Abraços
Fefa Rodrigues



segunda-feira, 5 de março de 2012

Tormenta de Espadas

Pouco mais de um mês e terminei as 840 páginas de Tormenta de Espadas, terceiro livro da série Crônicas do Gelo e Fogo e, mais uma vez, só tenho elogios a fazer ao livro. Minha única critica é o tamanho deste volume!! Mas só porque isso dificulta muito a leitura, primeiro, porque pesa demais e o braço começa a formigar depois de algum tempo, segundo porque não dá para levar o livro com a gente para todo lado e, terceiro, porque nas páginas finais fica ainda mais desajeitado de segurar.

Voltando para a estante...

Acho incrível como a narrativa continua empolgante, a história continua sendo bem desenvolvida e quando a gente pensa que conhece bem os personagens, que sabe exatamente o que vai acontecer ou qual será a atitude de um deles, o autor consegue nos surpreender!!

Agora, quem não quiser saber informações sobre os acontecimentos do livro, é bom parar de ler, porque muitos SPOILERS virão!! 

A bem da verdade, não sei se vou conseguir falar tudo que tenho para falar sobre este livro em uma única postagem, mesmo porque é difícil falar de uma história tão extensa, longa e cheia de idas e vindas... resuminho, nem pensar, né!? Então vou falar um pouco das passagens que mais me marcaram.

Acredito que o ponto mais marcante deste livro foi o Casamento Vermelho. É preciso ter coragem para matar alguns dos personagens mais importantes da trama, e tem que ser bom mesmo para, ainda assim, sustentar a história por mais quatro volumes. Me lembro que uma vez a autora do Harry Potter disse que quando se é um escritor é necessário ser também um assassino e foi nisso que pensei depois de ler sobre a morte do Jovem Lobo e de quase todos os seus aliados durante a festa de casameto de seu Tio Edmund Tully com Roslin Frey.


Eu fiquei chocada, de verdade, não acreditei, afinal Rob Stark havia vencido todas as batalhas que havia lutado, havia capturado Jaime, tinha um lobo gigante mas acabou por morrer vítima de uma traição hedionda, sem sua espada nas mãos. Tive que parar a leitura, respirar, mandar uma mensagem para a Fê do Na Trilha dos Livros, e voltar depois de digerir a situação agora, odiando profundamente os traiçoeiros Frey das Gêmeas.. certamente a vingança vai bater às portas da travessia.

Meu personagem preferido continua sendo de longe o pequeno Tyrion Lannister. No meu entender, de todos os personagens, ele é o que tem o caráter mais firme, apesar de sua queda por prostitutas e a forma que ele tratou a Sansa na noite de núpcias me fez admirá-lo ainda mais, aliás, acho que até mesmo a Sansa agora tem uma certa admiração por ele, apesar de ainda não ter notado. Ele está sempre preocupado com sua família, e usando sua inteligência para protegê-la, mas, acredito que os acontecimentos finais do livro vão mudar bastante suas atitudes, pois, até seu amado irmão o enganou quanto a sua primeira esposa, Tysha. Ahh... confesso que esperava mais da Shay, quando ela apareceu pela primeira vez, se mostrando uma garota inteligente e gentil, pensei que ela teria uma importância na história, diferente do que teve... foi uma decepção!!

Falando em Sansa, desta vez não achei ela tão sonsa, tão chata. Acho que ela está evoluindo, aprendeu que a vida não é uma canção e espero muito dela nos próximos volumes. Aliás, nunca iria imaginar que o “amigo” que a ajudaria a fugir pelas mãos de Sor Dontos era o Petyr, personagem que ainda não consegui identificar se é bom ou mal, talvez, um pouco de cada, né!?

Qunto a Dany, apesar de ter muito menos capítulos do que os outros personagens, está se tornando uma lenda, conquistando cidades e libertando escravos. Na primeira cidade onde ela parou, Astapor se não me engano, me deu uma sensação ruim ler sobre o treinamento dos Imaculados, mas adorei a forma como ela libertou a cidade. Realmente, os Lanisters terão uma adversária a temer, e olha que os dragões dela ainda são filhotes!

Neste livro o regicida Jaime ganha seu capítulo próprio e a gente conhece um pouco mais desse personagem, não fosse por ele ter jogado Bran daquela torre seria até possível amá-lo. Ele mostra seu outro lado aqui, seu lado que, senão “bom”, pelo menos tem honra. Na verdade, eu até escrevi em alguma resenha atrás que desde que li ele descrevendo a forma como o rei Aerys cozinhou os Stark dentro de suas armaduras e que para suportar aquilo ele pensava em Cersei, já tinha passado a vê-lo com outros olhos. Neste livro, a gente vê que ele realmente ama a Cersei (“não posso morrer, morrerei junto com Cersei, estamos destinados a isso, nascemos juntos e morreremos juntos”) e que talvez ela não o ame tanto assim, afinal sua cama não ficou vazia nem quando seu irmão-amante estava preso sob Correrio.

Quanto a Jon Snow e Sam Tarly, são personagens que têm minha simpatia, de quem eu gosto apesar de não serem meus preferidos. A coragem de Sam, que se acha um covarde, garantiu a salvação da Patrulha da Noite e a Jon Snow o cargo de Senhor Comandante, com um amigo assim o que mais ele precisa?

O que menos me agradou neste volume foi a parte do Bran. Por nada em especial, apenas achei cansativa, sem muita coisa interessante, mas agora estou curiosa para saber o que vai acontecer com ele do outro lado da Muralha.

Como já aconteceu em Fúria dos Reis, muito da história anterior de Westeros foi contada, especialmente os motivos que levaram Robert a levantar espadas contra Aerys, mas ainda faltam detalhes, não compreendi exatamente o que aconteceu com Liana, e como toda aquela guerra começou, mas esta história mais antiga é um ponto a mais no livro e que eu gosto de tentar desvendar, entender melhor... quando infromações aparecem eu sempre penso em anotar em um caderno, mas a preguiça de me levantar sempre me vence, espero que tudo se explique no decorrer dos próximos volumes.

O engraçado do livro é que enquanto a gente está em companhia de um personagem não quer que o capítulo dele acabe, mas, assim que mudamos para outro, não queremos que este nos deixe!! Em grande parte é isso que faz com que a gente não canse de ler um livro tão grande...

Com tudo que aconteceu em Tormenta de Espadas, tenho a impressão de que sangue vai escorrer pelas páginas de Festim de Corvos!! E só para finalizar, eu já considerava a Catelyn uma bruxa, agora então, literalmente uma bruxa completa, não é!?!?!

Nossa, tem tanto o que se falar ainda, pode ser que eu escreva mais uma postagem com as coisas que virão à mente mais tarde!!

Por hora, decidi ler O Ladrão de Raios pelos motivos que falei ali embaixo, vou dar um tempinho antes de Festim de Corvos, acho que vou seguir o conselho do Vitor, o Guardião da Muralha, e esperar a chegada de Dança de Dragões!!

Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues

O Ladrão de Raios

Terminei Tormenta de Espadas e estava em dúvida quanto ao próximo livro que vou ler, não sabia se pegava A Menina que Roubava Livros ou O Ladrão de Raios e me decidi por este último por dois motivos, primeiro porque depois de tanto sangue achei bom ler algo que, como se nota de imediato pelas primeiras páginas, é algo destinado a um público infanto-juvenil, ou seja, tenho certeza de que não vou ver sangue jorrando!!

Segundo porque o livro é pequeno, tem mais de 300 páginas mas o formado dele é menor, as letras são grandes e, como diria minha avó, vou ler "numa sentada", no máximo uma semana e termino a leitura!!


Então, depois, leio A Menina que Roubava Livros enquanto espero minhas mais novas encomendas chegar!

Beijos...
Fefa Rodrigues
 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Algo sobre Harry Potter

Nunca falei sobre os livros do Harry Potter aqui. Acho que pela dificuldade em se comentar uma série inteira de uma só vez, e que já li há tanto tempo, mas hoje me deu vontade de falar, ou melhor, escrever sobre o assunto.


Me lembro que da primeira vez que ouvi sobre o livro, eu estava no primeiro ano da faculdade, e foi pela minha sobrinha, a Dani. Na mesma época, a Carol, uma amiga da faculdade, comentou sobre um livro que suas duas irmãs mais novas estavam lendo ao mesmo tempo e que sua mãe tinha que cronometrar o tempo de cada uma delas com o livro pra não sair briga. Era o tal Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Confesso que, na época, a influência de algumas pessoas acabou por me afastar da obra. Alguns diziam que o livro era “demoníaco, que ensina magias e rituais de bruxaria parecidos com macumba e que até a própria escritora havia confessado, em um talk show, que para escrever a obra tinha vendido a alma ao capeta”. 

 Considero um sinal de sabedoria a gente reconhecer nosso erro e mudar, e foi assim que, depois de assistir ao filme Harry Potter e a Pedra Filosofal - o que aconteceu super por acaso, durante uma madrugada, enquanto esperava um jogo do Brasil na Copa do Japão/Coréia, o filme começou a passar na HBO e para matar o tempo resolvi assistir - é que eu decidi emprestar o livro da minha sobrinha e confirmar o que eu desconfiava... que toda aquela balela que eu tinha ouvido não tinha qualquer fundamento.

Bem, acredito que a maioria das pessoas que entram nesse blog já devem ter lido a série. Mas se há alguém que ainda não leu e que gosta de fantasia, aconselho a ler... também acho super legal presentear um pré-adolescente com a coleção, tenho certeza que qualquer um que comece a ler vai se apaixonar, não só pela série, mas pela leitura enquanto sonham em receber uma carta de Hogwarts!!

 
Para mim, a série é tão bem escrita quanto O Senhor dos Anéis ou até mesmo Crônicas do Gelo e Fogo, e até mesmo As Crônicas de Nárnia... claro que o público é outro, estamos diante de uma literatura infanto-juvenil, então não veremos cenas de sexo, de paixão ardente e coisas do gênero, mas a história evolui com o passar dos livros da mesma forma que os personagens crescem e se tornam mais “adultos” a cada novo ano em Hogwarts. 

O que acho incrível no universo de Harry Potter é o mundo tão detalhado que a autora criou... Afinal, quem nunca sentiu vontade de tomar uma jarra de cerveja amanteigada? Ou comer aqueles chocolates que viram rãzinhas, ou comer aqueles “amendoins” com sabores diferentes, mas sempre torcendo pra não dar azar e comer um sabor cera de ouvido!!


De toda a série o livro que mais gostei foi O Prisioneiro de Askaban, foi o mais surpreendente e o mais esclarecedor, além de um toque sombrio que eu sempre amo, e acho que foi a partir dele que a história começou ficar pra gente grande!


Além disso, a trama toda é ótima, mas confesso que para mim o último livro perdeu um pouco o fôlego... mas é que foram anos esperando o fim Daquele-que-não-deve-ser-nomeado... talvez expectativas demais...


Nunca me recuperei completamente da morte do Siryus Black, e foi com ele que eu aprendi uma das melhores lições que guardei do livro e com uma frase com a qual encerro a postagem...

“Para conhecer o caráter de alguém, observe como ele trata seus inferiores.”

Beijos
Fefa Rodrigues 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Menino de Ouro

“Você acredita em anjos?”

Na sexta-feira a noite assisti, junto com o Davi, um filme lindo!! Mais um para a minha coleção de filmes que vou ver e rever dezenas de vezes. O Menino de Ouro conta a história de um casal que está passando por uma fase difícil. A esposa, ainda sofrendo pelo trauma de um acidente, se culpa pelo que aconteceu, e não consegue engravidar, o que acabou por distanciar o casal e, para piorar a situação, a empresa do esposo está passando por dificuldades financeiras.

É neste contexto que o esposo cede aos pedidos da esposa e aceita fazer uma visita a um lar para crianças órfãs. Já na primeira visita, a esposa repara em um garotinho ruivo, simpático e com carinha de anjo que, após alguns dias, é mandado pela diretora do orfanato à sua casa, para que eles se conheçam melhor, visando um possível adoção.

O garotinho se chama Eli, é tão inteligente e doce que logo conquista o coração da mulher. O esposo, ele sabe, vai demorar um pouco mais para ceder... mas Eli está lá não só para ocupar o lugar de filho do casal, ele vai ensinar os dois a se divertir novamente e reaproximar o casal!!

Gente, o menino é apaixonante. Nem tem como você olhar para a carinha dele e não se apaixonar!!

A produção é inglesa, e agora eu começo a perceber como o senso de humor inglês é mais refinado que o americano, e isso garante muitas risadas, o filme tem trechos engraçadíssimos – principalmente por parte do pequeno Eli que é uma figura – mas também tem trechos de fazer a gente chorar e com aquele toque mágico que todo bom filme inglês sempre tem.



- Está vendo as fadas trabalhando?
- Você quer dizer vaga-lumes...
- Isso depende do seu ponto de vista!!

Engraçado como os melhores filmes, as vezes, não tem tanta repercussão. Esse é um daqueles que eu não tinha sequer ouvido falar e que só assisti porque o Davi baixa tudo que tem pra baixar... Ele é super apaixonado por cinema!!!! O filme é ótimo!! Daqueles com falas pra gente gravar e se lembrar sempre, e com uma lição de esperança no final...

Vale a pena ver, gente!! Pega na locadora ou baixa na net, mas não deixem de assistir!!!

Bem... e se eu acredito, em anjos? Sim, acredito!!!;o)

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A esposa... Vinicius de Moraes

Hoje eu romântica... Acho que é a sexta-feira que me deixa assim...

A esposa

As vezes, nessas noites frias e enevoadas
Onde o silêncio nasce dos ruídos monótonos e mansos
Essa estranha visão de mulher calma
Surgindo do vazio dos meus olhos parados
Vem espiar minha imobilidade.

E ela fica horas longas, horas silenciosas

Somente movendo os olhos serenos no meu rosto
Atenta, à espera do sono que virá e me levará com ele.
Nada diz, nada pensa, apenas olha - e o seu olhar é como a luz
De uma estrela velada pela bruma.
Nada diz. Olha apenas as minhas pálpebras que descem
Mas que não vencem o olhar perdido longe.
Nada pensa. Virá e agasalhará minhas mãos frias
Se sentir frias suas mãos.

Quando a porta ranger e a cabecinha de criança

Aparecer curiosa e a voz clara chamá-la num reclamo
Ela apontará para mim pondo o dedo nos lábios
Sorrindo de um sorriso misterioso
E se irá num passo leve
Após o beijo leve e roçagante...

Eu só verei a porta que se vai fechando brandamente...

Ela terá ido, a esposa amiga, a esposa que eu nunca terei. 

- Vinicius de Moraes - 



Feliz sexta-feira a todos!!!!!

fefa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Festim de Corvos

Olá, uma postagem rapidinha apenas pra comentar que meu exemplar de Festim de Corvos chegou. Eu tinha comprado na pré-venda da Americanas, já lá no fim de novembro, e a previsão de entregra era pra 15 de fevereiro, mas já chegou na sexta passada.

Eu esperava algo maior que Tormenta de Espadas, mas não foi o que aconteceu, pelo que me lembro tem cerca de 550 páginas, e é claro que eu fotografei imediatamente, porém, não consegui que o meu novo micro reconhecesse o drive da câmera... dai tive que roubar uma foto do google!!

Ah, não que eu tenha qualquer reclamação quanto ao conteúdo enorme da história, o único problema é a dificuladde em se segurar Tormenta de Espadas, depois de alguns minutos de leitura meus braços começam a formigar com todo o peso... sem contar que não dá pra levar ele comigo pra todo lado... (eu detesto usar bolsa).

Paguei R$ 39,90 na pré-venda da Americanas

Aliás, quanto a essa pequena dificuldade, ontem uma amiga minha aqui do trabalho veio falar comigo... eu emprestei pra ela Queda de Gigantes, e ela veio dizer que está amando a história, mas que está com dificuldade pra se ajeitar com o tamanho do livro, dai eu expliquei pra ela que eu me deito na cama, faço um montinho com o lençol, coloco em cima da minha barriga e o livro em cima dele... o livro fica apoiado e dai o braço não tem que fazer tanta força... só assim pra ler Tormenta, o que me impede de ler deitada na rede do lado de fora da casa... e com o calor que anda fazendo...pelo menos aqui em Tatucity a coisa tá feia, viu!!!

Quando for fazer a resenha, dai coloco a fotografia que eu mesma tirei!!!:o)

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: Minha sobrinha querida comprou O Cemitério de Praga, outro que estou louca pra ler!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

É possível estragar algo que é bom?

Aqueles que como eu são assíduos freqüentadores de academia já devem ter percebido que aquele é um ambiente propício pra gente aprender que, no campo das criações humanas, nada é tão ruim que não possa ser piorado, o que a gente percebe claramente quando, em meio a pesos e esteiras, nos damos conta, estupefatos, de que “sim! – remixaram aquele sertanejo, funk, pagode e afins...”.

É bem verdade que esse fenômeno de piorar o ruim não acontece só na música, haja vista o BBB, as novelas, o Michel Telo... Mas é lá na academia que a gente se lembra de agradecer a São Steve Jobs pela benção do Ipod nosso de cada dia!! Então, livres de Banda Eva, Pente, Luan Santana e coisas do gênero, seguimos em nosso treino alheios àquilo que alguns chamam de música.

Mas, ninguém está livre de esquecer o Ipod ligado a noite toda dentro da mala e, ao subir na esteira, se deparar com a bateria vazia!! Esse foi meu drama hoje. Sem Ipod por falta de bateria, subi na esteira, a princípio feliz porque o CD que estava tocando quando eu cheguei parecia ter acabado e ninguém estava se preocupando em colocar outro. Mas, pobre de mim, minha alegria durou tão pouco.

Não demorou para que um CD de Samba – acho que é a proximidade do Carnaval que influênciou a escolha – começasse a tocar. A princípio tudo bem, melhor samba do que funk... até que, de repente, minha fé se renova quando comecei a ouvir os primeiros acordes de Sunday, Bloody Sunday... 

Logo percebi que não era o Bono cantando. “Quem sabe alguém regravou”, pensei, até que alguns segundos depois minha reação foi “Jesus o que é isso?”... então me dei conta de que “pagodearam” a música. É isso mesmo amigos. Dá pra acreditar? Sunday, Bloody Sundy versão pagode!! Fizeram isso com a música, estragaram o que era bom.

Depois do susto, ainda fui torturada por uma hora de samba... 

Acho que se ele tivesse ouvido o que fizeram com a música, não estaria sorrindo!!

Ou seja, sim, é possível estragar algo bom...

Oh, Bono... so sorry!!
Fefa Rodrigues

Sherlock Holmes

Ontem, enfim, fui ver o filme que, graças a Deus não era em 3D. Não sei, mas prefiro os filmes normais, esse lance de 3D, pra mim que uso óculos é um saco, porque daí tenho que ir de lentes de contato e parece que não é a mesma coisa.


Infelizmente, demos azar ontem. Apesar da segunda-feira ser o dia mais vazio - acontece de as vezes estarmos só o Davi e eu, além de alguns poucos apaixonados por filmes na sala - ontem tinha bastante gente. A fileira de trás estava cheia de um bando de pós-adolescentes que não paravam de falar, na fileira da frente tinha um casal, e a moça precisava de uma explicação simultânea para entender o que estava acontecendo, o que ficou à cargo do seu namorado e, depois de meio filme, chegou um homem que parecia estar completamente doidão, e sentou na cadeira bem em frente ao Davi... estas coisas me fazem perguntar “Porque gente que não gosta de assistir ao filme, vai ao cinema?”.

Desabafos a parte, voltemos ao filme. Gostei muito!!! Sinceramente, a história não é lá muito original – Professor Moriarty explodindo coisas em nome de um grupo anarquista, a fim de dar aquele empurrãozinho que estava faltando para França e Alemanha entrarem em Guerra e com isso vender muitas armas para os dois lados e ficar muito rico, porque, como ele mesmo disse, na Guerra ele teria as armas e as ataduras. Nada super original – a gente quase não vê isso acontecendo, né Estados Unidos? –, mas a história é bem contada e, afinal, é Sherlock!!!

O filme tem partes engraçadas, não tem muito romance, tem bastante ação e efeitos especiais bem interessantes!! Os eprsonagens, para mim, foram ótimos como sempre... a cigana é um tantinho sem graça, prefiro a outra "namoradinha" do Sherlock - esqueci o nome dela!! 

Também gostei da forma como a amizade de Holmes e Watson foi caracterizadas.
 
Acho que dá pra perceber que estou um tanto sem inspiração hoje, porém, o filme é muito legal e eu recomendo!!:o)

Aguardamos o terceiro!!! 

Beijos
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tom Saweyr – Mark Twain

Quem é viciado em série e quase enlouqueceu esperando cada novo episódio de Lost vai se lembrar do Saweyr, aquele loiro lindo com cara de mau caráter que fazia a Kate suspirar e ficar indecisa entre ele e Jack, o médico galante que, apesar de ter alguns problemas com bebida e remédio, era bom moço – uma pena que a série tenha acabado tão mal, não é?

Bem, mas voltando ao assunto, comprei esse livro daquela mulher que eu já contei por aqui, que estava vendendo a biblioteca dela porque estava sem grana, e de quem eu comprei clássicos como Ana Karenina por R$ 3,00. Dentre os livros que ela tinha para vender estava este, que eu comprei porque me lembrei que o personagem de Lost usava o codinome Saweyr em homenagem ao personagem do livro – Lembra que o Saweyr era também um ávido leitor??


O livro conta a história de um garoto órfão que vive com sua Tia Polly, numa cidade Às margens do Mississippi, e ele me lembra aqueles garotinhos que desde pequeno já se destacam entre os demais por sua inteligência, liderança e facilidade em fazer com que os demais sigam sua vontade e façam o que ele quer... seja pedindo, seja manipulando!! Apesar de ser essencialmente bom, o garoto às vezes não consegue discernir o certo do errado, desse jeito, acaba se envolvendo em encrencas e vivendo aventuras... sendo estas aventuras e brincadeiras a maior parte da narração do livro além, é claro, dos castigos aplicados a Tom, principalmente por sua constante falta às aulas!! Enfim, um livro que retrata o universo infantil.

Agora minha opinião sobre o livro. A bem da verdade, eu não gostei muito, não. Não sei por que, já que ele tem muito de tudo que eu gosto, infelizmente acho que a história não me cativou, não curti, sei lá...

Bom, se alguém tiver uma visão diferente do livro, me diz ai... de qualquer forma, um livro sempre é melhor que BBB, então, não “desestimulo” a leitura...

Fica ai minha opinião...

Beijos
Fefa Rodrigues 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As Aventuras de Tintim

Semana passada o priminho do Davi estava na casa dele, passando férias, e prometemos que na quarta-feira a gente ia ao cinema assistir Sherlock Holmes, acontece que aqui na pequena city o filme ainda não estava em cartaz, então resolvemos assistir As Aventuras de Tintim que eu já estava super a fim de ver, afinal, Tintim foi um dos meus desenhos favoritos durante a infância (e até hoje em dia!!). Foi uma ótima escolha!!!


Primeiro porque a animação é tão perfeita que tem alguns momentos que não dá pra acreditar que não é real. Acho que o momento mais real de todo o filme é quando alguns personagens estão à deriva em mar aberto... é muito perfeito!!


Além disso, mesmo sendo uma animação, a história é bem montada. Tintim, como todo mundo deve se lembrar, é um repórter ávido por desvendar mistérios e publicar furos!! Tanto que as paredes de seu apartamento estão abarrotadas pos suas “notícias de primeiras página” emolduradas.


Tudo começa quando Tintim está numa feira de antiguidades e encontra a réplica de um famoso navio afundado há muitas décadas e que ele arremata imediatamente. Logo em seguida, um homem misterioso se aproxima e faz uma proposta lucrativa para ficar com o navio, mas Tintim não aceita.... ao mesmo tempo os detetives da Scotland, Dupont e Dupont, estão investigando um batedor de carteiras!! Mas, quando Tintim retorna a sua casa à noite e descobre que o navio foi roubado, ele começa investigar por que alguém teria tanto interesse naquela réplica...


Assim, com a ajuda de seu inseparável companheiro, o cãozinho Milu, do capitão Haddock e da dupla de atrapalhados detetives, Tintim vai viajar por diversas partes do mundo para desvendar o mistério envolvendo o naufrágio do galeão Licorne e a localização do tesouro que ele transportava, sempre com o diabólico Ivanovitch Sakharin em seu encalço!!!

Além de ser uma boa história, também é muito engraçado!!!

Sabe, desde pequena eu sempre gostei muito de mistérios a serem resolvidos, de pistas a serem seguidas. Assisti a Os Goonies tantas vezes que sabia as falas décor, o mesmo aconteceu com O Enigma da Pirâmide. E amava Tintim que também tem esse lance de seguir pistas até desvendar o mistério. O melhor de tudo isso é que, durante os ultimos 5 anos, todos os carnavais eu tinha a oportunidade de criar uma história e uma Caça ao Tesouro que acontecia durante a noite de segunda para terça de Carnaval. Com a ajuda do Davi, coloquei minha criatividade em ação e criei alguns daqueles mundos que antes, para mim, só existiam na TV... e, mais especial que tudo, acho isso garantiu ótimas lembranças aos meus amigos!!!

Para todos aqueles que comigo já foram arqueólogos, caçadores de tesouros, piratas, membros do FBI e do CSI... saudades!!!

Mas... como disse minha querida Dani, “toda saga merece um fim”... talvez a gente ainda escreva esse fim um dia desses!!;o)

No mais, recomendo Tintim para todo mundo que gosta de um bom filme de animação, de diversão agradável e de mistérios a serem desvendados!!!

Abraços
Fefa Rodrigues

PS: Aqui em Tatuí ainda está em cartaz!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Grande Abismo – C. S. Lewis

Algumas vezes eu fico imaginando Lewis e Tolkien, depois de um dia de trabalho em Oxford, sentados em um pub, tomando uma cerveja e conversando sobre os mundos que iriam criar... dois homens adultos com uma imaginação sem limites... ou, talvez, que tiveram coragem de não impor limites lógicos à sua imaginação... e assim nos presentearam com a Terra Média e com Nárnia. Eu, particularmente, tenho uma queda especial por Nárnia, mas isso é por causa do Aslam...


Algumas postagens abaixo eu falei sobre Cartas do Diabo a seu Aprendiz, uma obra do C.S. Lewis não muito conhecida, e hoje foi falar de outra que, talvez, também não seja tão lembrada quanto As Crônicas de Nárnia, mas que merece ser lida.

A obra que eu quero comentar hoje, O Grande Abismo é um livro pequeno que eu comprei só por ter sido escrita pelo Lewis e mais uma vez me surpreendi. Aqui, assim como em Cartas do Diabo a seu Aprendiz, o leitor vai sentir de forma acentuada as convicções e crenças do escritor, mas, sejam quais forem suas crenças ou descrenças, é uma obra que vale a pena ser lida.

Confesso que não sei a diferença entre um Conto e um Romance (se alguém entendido do assunto puder me explicar, eu agradeço), mas acho que neste caso, estou diante de um conto.

O grande abismo é a separação entre o céu e o inferno. A principio a gente não percebe que, no início da história o personagem está no inferno. Na verdade, ele está em um tipo de réplica de Londres, um local chamado Cidade Cinzenta, e de lá ele e um grupo de pessoas, pega um ônibus para um lugar conhecido como Países Altos, tipo como se estivesse indo para o campo passar um fim de semana. A Cidade Cinzenta não é como o inferno que estamos acostumados a ver... fogo, gente sofrendo, capetas por todos os lados... mas é como se fosse nosso próprio mundo cinza, mais poluído que nunca... num certo momento, o personagem principal olha pela janela de uma casa e vê Napoleão andando de um lado para outro e repetindo as mesmas palavras infindáveis vezes... como se ele estivesse condenado a passar a eternidade preso às suas obsessões...

Aquelas pessoas que vão para os Países Altos, na verdade, estão tendo uma segunda chance de caminhar em direção a Deus, mas por motivos como orgulho, medo, vergonha, egoísmo e, especialmente, em razão de antigos desafetos, abrem mão de sua vida no céu... preferem continuar apegados aquela pequenez...

O grande abismo, acredito eu, é uma alegoria a impossibilidade de se unir céu e inferno, a tudo aquilo que nos afasta de Deus e a impossibilidade de se entrar no céu levando aquilo que pertence ao inferno, seja o céu aquele local que, segundo a Bíblia, terá ruas de ouro e onde Aslam enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas, seja um estado de espírito a ser vivido aqui na Terra mesmo.

A verdade é que, sendo C. S. Lewis sempre vale a pena ler, sempre!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Arquitetura da Destruição

Noutro dia, já faz bastante tempo, estava conversando com dois amigos aqui do trabalho, o Dudu e o Alê... falávamos sobre história e II Guerra, e o Alê me deu uma dica, o documentário Arquitetura da Destruição que eu baixei direto do Youtube e assisti já naquela época... ontem, estava fazendo uma limpeza no micro e encontrei os vídeos.


O documentário é sobre o nazismo, mas ele tem um foco diferente... a importância da “estética nazista” como fundamentou de uma ideologia tão agressiva. E, sinceramente, acho que só deve se aventurar em assisti-lo quem gosta muito de história. O filme é feito todo por meio de imagens originais, com uma narração ao fundo, então, quem não gosta, vai dormir nos primeiros minutos, já, quem gosta, vai assistir várias e várias vezes.
Aprendi com este documentário que a arte, o belo, era algo muito importante para o nazismo, mas a arte considerada boa. Para fomentar a boa arte, dezenas de mostras eram organizadas e, quando a “terrível arte moderna” começou a aparecer, os nazistas logo começaram apontá-la como uma prova da depravação e da inferioridade de outros povos, especialmente dos judeus.

Outro ponto que o documentário aborda são os planos arquitetônicos de Hitler para a construção de uma nova Alemanha, que seria o centro do mundo e, como tal, deveria ser o local mais belo da história. No filme, vemos uma maquete enorme do que seria Berlim após a Guerra, quando do Terceiro Reich enfim fosse uma realidade.

Essa busca pela beleza da sociedade alemã também foi a base para que os médicos, a pedido de Hitler, desenvolvessem teorias e idéias que justificavam a eutanásia de pessoas com deficiência mental ou com deformidade. Um dia estas idéias iriam apoiar o extermínio em massa dos judeus, ciganos, homossexuais dentre outros.


Já disse aqui, outro dia, que os romances históricos me ajudam a aprender história muito mais que a literatura especializada. Assim é que, lendo Queda de Gigantes eu começo a compreender como uma Guerra acontece. Porque, muitas vezes, à distância, a gente se pergunta “como é que as grandes nações, os povos que a gente considera tão civilizados, puderam entrar em Guerra? Como um inglês e um alemão, que são sinônimos de boa educação, resolvem se matar?”. Mas, acredito que, de todas essas perguntas que enchem a nossa mente, a mais difícil de entender é “como a Alemanha, aquele pais tão civilizado, educado, que não deve deixar cair uma bituca de cigarro no chão, foi deixar acontecer o Nazismo??”.

Eu acho que o que realmente acontece é que guerras e loucuras como o nazismo não acontecem de um dia para o outro, são cosias que vão sendo semeadas até que ganham vida própria e isso a gente percebe muito nitidamente em Queda de Gigantes especialmente no fim, quando a Alemanha está sofrendo todas as conseqüências por ter “perdido” a guerra e um jornal aqui, uma conversa ali, começa a sugerir que há um culpado por tudo aquilo, por toda a humilhação e sofrimento que o povo alemão está passando... os judeus.

Bom, divagações à parte, o documentário é muito interessante pra que, quem gosta do assunto, vá muito além daquela visão básica e taxativa de alemães, nazistas, Hitler e tudo mais. Indico, ainda mais com a facilidade de se baixar os vídeos pelo Youtube.

Beijos
Fefa Rodrigues

Presente Especial

Quando faltavam poucos meses para a Luisa, filha da minha amiga Laura, nascer, eu comecei a pensar em um presente para dar pra ela, mas queria algo especial. Como um bebe esperado e amado, sabia que ela ganharia muitas coisas... brinquedos, roupinhas, apetrechos... então, como encontrar algo especial??


Um dia, me lembrei de uma dica de chá de bebê que li certa vez, a pessoa sugeria que a criança fosse presenteada com livros, não só livros infantis, mas todos os tipos de livros... o que seria mais a minha cara que dar para a pequena um livro? Provavelmente seu primeiro livro?

Um livro. Foi minha escolha. Decidi por O Pequeno Príncipe um clássico que poderá ser lido pela Laura antes da pequena Luisa dormir e poderá ser lido pela Luisa quando ela crescer!!

Com a ajuda da Tais, o pacote ficou assim...


E quando a Laura abriu o presente, eu vi as lágrimas nos olhos dela. Foi especial!!

Então, se tem um bebe chegando por ai, que tal presentear com um livro???

Beijos
Fefa Rodrigues