Pouco mais de um mês e terminei as 840 páginas de Tormenta de Espadas, terceiro livro da série Crônicas do Gelo e Fogo e, mais uma vez, só tenho elogios a fazer ao livro. Minha única critica é o tamanho deste volume!! Mas só porque isso dificulta muito a leitura, primeiro, porque pesa demais e o braço começa a formigar depois de algum tempo, segundo porque não dá para levar o livro com a gente para todo lado e, terceiro, porque nas páginas finais fica ainda mais desajeitado de segurar.
Acho incrível como a narrativa continua empolgante, a história continua sendo bem desenvolvida e quando a gente pensa que conhece bem os personagens, que sabe exatamente o que vai acontecer ou qual será a atitude de um deles, o autor consegue nos surpreender!!
Agora, quem não quiser saber informações sobre os acontecimentos do livro, é bom parar de ler, porque muitos SPOILERS virão!!
A bem da verdade, não sei se vou conseguir falar tudo que tenho para falar sobre este livro em uma única postagem, mesmo porque é difícil falar de uma história tão extensa, longa e cheia de idas e vindas... resuminho, nem pensar, né!? Então vou falar um pouco das passagens que mais me marcaram.
Acredito que o ponto mais marcante deste livro foi o Casamento Vermelho. É preciso ter coragem para matar alguns dos personagens mais importantes da trama, e tem que ser bom mesmo para, ainda assim, sustentar a história por mais quatro volumes. Me lembro que uma vez a autora do Harry Potter disse que quando se é um escritor é necessário ser também um assassino e foi nisso que pensei depois de ler sobre a morte do Jovem Lobo e de quase todos os seus aliados durante a festa de casameto de seu Tio Edmund Tully com Roslin Frey.
Eu fiquei chocada, de verdade, não acreditei, afinal Rob Stark havia vencido todas as batalhas que havia lutado, havia capturado Jaime, tinha um lobo gigante mas acabou por morrer vítima de uma traição hedionda, sem sua espada nas mãos. Tive que parar a leitura, respirar, mandar uma mensagem para a Fê do Na Trilha dos Livros, e voltar depois de digerir a situação agora, odiando profundamente os traiçoeiros Frey das Gêmeas.. certamente a vingança vai bater às portas da travessia.
Meu personagem preferido continua sendo de longe o pequeno Tyrion Lannister. No meu entender, de todos os personagens, ele é o que tem o caráter mais firme, apesar de sua queda por prostitutas e a forma que ele tratou a Sansa na noite de núpcias me fez admirá-lo ainda mais, aliás, acho que até mesmo a Sansa agora tem uma certa admiração por ele, apesar de ainda não ter notado. Ele está sempre preocupado com sua família, e usando sua inteligência para protegê-la, mas, acredito que os acontecimentos finais do livro vão mudar bastante suas atitudes, pois, até seu amado irmão o enganou quanto a sua primeira esposa, Tysha. Ahh... confesso que esperava mais da Shay, quando ela apareceu pela primeira vez, se mostrando uma garota inteligente e gentil, pensei que ela teria uma importância na história, diferente do que teve... foi uma decepção!!
Falando em Sansa, desta vez não achei ela tão sonsa, tão chata. Acho que ela está evoluindo, aprendeu que a vida não é uma canção e espero muito dela nos próximos volumes. Aliás, nunca iria imaginar que o “amigo” que a ajudaria a fugir pelas mãos de Sor Dontos era o Petyr, personagem que ainda não consegui identificar se é bom ou mal, talvez, um pouco de cada, né!?
Qunto a Dany, apesar de ter muito menos capítulos do que os outros personagens, está se tornando uma lenda, conquistando cidades e libertando escravos. Na primeira cidade onde ela parou, Astapor se não me engano, me deu uma sensação ruim ler sobre o treinamento dos Imaculados, mas adorei a forma como ela libertou a cidade. Realmente, os Lanisters terão uma adversária a temer, e olha que os dragões dela ainda são filhotes!
Neste livro o regicida Jaime ganha seu capítulo próprio e a gente conhece um pouco mais desse personagem, não fosse por ele ter jogado Bran daquela torre seria até possível amá-lo. Ele mostra seu outro lado aqui, seu lado que, senão “bom”, pelo menos tem honra. Na verdade, eu até escrevi em alguma resenha atrás que desde que li ele descrevendo a forma como o rei Aerys cozinhou os Stark dentro de suas armaduras e que para suportar aquilo ele pensava em Cersei, já tinha passado a vê-lo com outros olhos. Neste livro, a gente vê que ele realmente ama a Cersei (“não posso morrer, morrerei junto com Cersei, estamos destinados a isso, nascemos juntos e morreremos juntos”) e que talvez ela não o ame tanto assim, afinal sua cama não ficou vazia nem quando seu irmão-amante estava preso sob Correrio.
Quanto a Jon Snow e Sam Tarly, são personagens que têm minha simpatia, de quem eu gosto apesar de não serem meus preferidos. A coragem de Sam, que se acha um covarde, garantiu a salvação da Patrulha da Noite e a Jon Snow o cargo de Senhor Comandante, com um amigo assim o que mais ele precisa?
O que menos me agradou neste volume foi a parte do Bran. Por nada em especial, apenas achei cansativa, sem muita coisa interessante, mas agora estou curiosa para saber o que vai acontecer com ele do outro lado da Muralha.
Como já aconteceu em Fúria dos Reis, muito da história anterior de Westeros foi contada, especialmente os motivos que levaram Robert a levantar espadas contra Aerys, mas ainda faltam detalhes, não compreendi exatamente o que aconteceu com Liana, e como toda aquela guerra começou, mas esta história mais antiga é um ponto a mais no livro e que eu gosto de tentar desvendar, entender melhor... quando infromações aparecem eu sempre penso em anotar em um caderno, mas a preguiça de me levantar sempre me vence, espero que tudo se explique no decorrer dos próximos volumes.
O engraçado do livro é que enquanto a gente está em companhia de um personagem não quer que o capítulo dele acabe, mas, assim que mudamos para outro, não queremos que este nos deixe!! Em grande parte é isso que faz com que a gente não canse de ler um livro tão grande...
Com tudo que aconteceu em Tormenta de Espadas, tenho a impressão de que sangue vai escorrer pelas páginas de Festim de Corvos!! E só para finalizar, eu já considerava a Catelyn uma bruxa, agora então, literalmente uma bruxa completa, não é!?!?!
Nossa, tem tanto o que se falar ainda, pode ser que eu escreva mais uma postagem com as coisas que virão à mente mais tarde!!
Por hora, decidi ler O Ladrão de Raios pelos motivos que falei ali embaixo, vou dar um tempinho antes de Festim de Corvos, acho que vou seguir o conselho do Vitor, o Guardião da Muralha, e esperar a chegada de Dança de Dragões!!
Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues






















