quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Queda de Gigantes... apenas breves comentários!!!

Não, eu ainda não terminei de ler Queda de Gigantes, mas, mesmo assim, quero fazer alguns comentários sobre o livro... mesmo que breves.

Em primeiro lugar ele é ótimo!! As poucas críticas que eu tinha com relação ao Ken Follet, como comentei na postagem sobre Os Pilares da Terra, não valem para essa obra. Estou amando a forma como ele escreve (no outro livro, comentei que tinha certa desconfiança de que o problema era a tradução), o modo como à história vai de Gales do Sul a Rússia... dos Estados Unidos a Londres...

Além disso, é muito legal ver a aproximação da Primeira Guerra do ponto de vista das pessoas que presenciaram os fatos, diferentes de nós que olhamos para trás para entender o que aconteceu, eles só podiam imaginar o que aconteceria... Como quando a personagem Maud toma uma decisão importante, acreditando que a Guerra duraria apenas algumas semanas ou, no máximo, alguns meses (Será que era assim que o Bush pensava, também?).

Além disso, a gente acompanha a atividades dos embaixadores e diplomatas dos paises envolvidos, a luta de alguns pela paz e de outros pela Guerra... muito legal!!!

Não vou entrar em muitos detalhes já, porque senão quando terminar o livro não sobra muita coisa para falar, mas, se você está pensando em ler esse livro ou esta na dúvida se deve comprá-lo (Viu, Vitor!!), eu incentivo a leitura, especialmente para quem se interessa pela história dos conflitos internacionais e gosta de Relações Internacionais...

Ah, e como eu já disse antes, nada melhor que um romance histórico pra gente aprender e entender com mais profundidade a história!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues


Outras Paixões: Fotografia

Robert Capa

Fotografia é outra das minhas paixões, assim como os livros e o cinema, e um dos fotógrafos que eu mais aprecio é Robert Capa. Fotógrafo de Guerra, ele cobriu alguns dos maiores conflitos do século XX, como a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial, e morreu em 1954, ao pisar em uma mina terrestre durante a cobertura da Guerra da Indochina. Diz-se que a camara permaneceu em suas mãos.

Voltando à fotografia, o que mais me chama atenção nelas, seja do Capa ou dos outros fotógrafos que eu aprecio, é a expressão das pessoas, especialmente o olhar, e captar esse olhar, essa expressão, é um dom.

Quanto ao Capa, além desse dom de captar a expressão das pessoas, sua obra é produzida sobretudo durante as guerras, o que faz com que eu goste ainda mais. Não que eu goste de guerra, mas os conflitos internacionais são um dos assuntos que eu gosto (outra paixão: História).  

Uma das fotografias mais famosas do Capa é “A morte do Soldado Legalista”, que captou o momento em que um soldado foi atingido por uma bala, durante a Guerra Civil Espanhola. Com essa foto ele ganhou o Prêmio Pulitzer. Mas há uma certa polêmica envolvendo a tal fotografia, pois, algumas pessoas acreditam que ela não foi espontânea, mas, sim uma montagem.

Não sei. Não sou expert em fotografia para fazer uma análise técnica, de qualquer forma, é uma imagem marcante.

A Morte do Soldado Legalista

Outras...


Ele desembarcou junto com os soldados no Dia D, na Normandia





Robert Capa
Pretendo fazer um curso de fotografia algum dia. Aqui na minha cidade não tem nada do tipo, por isso ainda não fiz, até lá, continuo usando a minha 5 megapixels para fotografar o que vou encontrando pela vida sem muitas pretensões... :o)

Beijos
Fefa Rodrigues

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Once upon a time...

...ou Era uma vez...

É assim que uma boa história sempre começa, né!!! Então, aqui vai uma dica de série para quem gosta de contos de fadas!! Quando li sobre esta série me lembrei do filme Os Irmãos Grimm, que também é uma ótima dica e que eu comento qualquer hora, por causa dessa coisa de misturar pesonagens de várias histórias e adicionar um quê de realidade.

Logo que li sobre a série em algum dos muitos blogs que visito todos os dias, comentei com a Taís – colega de trabalho e também blogueira, e mais que depressa o irmão dela, o Max – que eu sequer conheço pessoalmente, mas que também baixa as coisas pra mim, pra eu não superlotar o micro do Davi, baixou pra gente assistir e eu achando o máximo!!!

Tudo bem que eu assisti só um episódio ontem a noite – já estava tarde e o despertador tocava cedo hoje, mas a série me conquistou.

Primeiro porque ela mistura os personagens dos contos de fada e eu sempre gosto disso. Tudo começa quando, logo após dar o beijo ressuscitador na Branca de Neve, o Príncipe Encantado e ela se casam às voltas de já conhecidos personagens... Porém, durante a cerimônia, a Madrasta-Rainha-Bruxa-Má aparece e lança uma maldição sobre os noivos e, também, sobre todos os personagens... ela os amaldiçoa com o fim dos finais felizes!!

Antes que a maldição chegue, a Branca de Neve ouve uma profecia de que sua filha seria a salvadora do Mundo do Faz de Conta, e isso faz com que todos os personagens se unam para evitar que a maldição aconteça e para proteger a pequena menina que ainda vai nascer.

Daí, numa versão meio Super Homem sendo enviado à Terra por seus pais, a pequena Emma é enviada ao nosso mundo, não através de uma nave espacial, mas através de um guarda-roupas feito com a madeira de uma árvore mágica (eu sei que a gente já viu isso antes... mas vai, vamos fazer os links, digamos que a árvore também era de Nárnia).

Imagem: Google
A partir daí todos os personagens acabam sendo levados para uma pequena cidade, onde vivem sem que o tempo flua, e sem se lembrarem de quem são de verdade... até que, um garotinho, após ler um livro especial, se dá conta do que esta acontecendo e decide agir saindo em busca de Emma... Vou parar por aqui por um motivo simples. Assim acabou o primeiro episódio!!!

O segundo ponto que me fez gostar da série é que ela é muito bem feita. Efeitos especiais, a vida no Mundo dos Contos de Fadas, as fadas, os personagens... tudo muito bem feito!!!

Então, para quem gosta de séries e também gosta de um bom faz-de-conta, especialmente dos clássicos da literatura infantil, essa série é uma ótima dica!!! Bem cara de férias!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Meu primeiro selinho!!!

Olá a todos... ando meio devagar aqui no blog, mas é que estou a duas semanas de sair de férias e eu só consigo sair de férias em paz se eu finalizar todos os processos e questões do trabalhos... e é isso que estou fazendo, portanto, ando meio sem tempo!!! Mas estou cheia de coisas para comentar e compartilhar... basta passar estes dias tumultuados!!!

Agora, olha que legal, recebi meu primeiro selinho no blog. Foi a Fê do Na Trilha dos Livros quem me indicou e eu fiquei super feliz, porque me lembro que quando, enfim, criei coragem de montar o blog ficava meio envergonhada de postar e ainda mais quando via que blogueiros como a e o Nerito, do blog O Guardião, me visitavam.

Que medo de cometer alguma gafe gramatical que me dava!!! Agora, apesar de ainda ler 500 vezes as postagens antes de publicar para evitar erros que, ainda assim, acontecem, já não fico morrendo de vergonha, porque considero a , o Nerito, a Orquídea e o Vitor - de O Guardião da Muralha, como bons amigos... além de todas as pessoas que passam por aqui sempre, mesmo sem deixar comentários!!!

Então, obrigada a todo mundo por vir aqui compartilhar comigo essa Paixão por Papel!!! E muuuuuuuuito obrigada a FÊ por me indicar e por sempre estar por aqui!!! :o*

Olha o selinho ai....


Beijos
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Coisa do interior...

Eu moro em Tatuí, interior de São Paulo. Minha cidade não é grande... pouco mais de 100 mil habitantes. Mas, como já disse antes, tenho tudo o que preciso por aqui, um cinema, uma ótima pizzaria (tem vária na city, mas a do Zé é fenomenal), um restaurante charmoso e uma lanchonete que eu amo!!

E, como uma boa cidade do interior, aqui tem um monte de pequenas igrejas espalhadas pelos bairros rurais... um dia desses em que eu estava andando por ai resolvi fotografar algumas delas, e vou postar as fotos que mais gostei...

Essa é a Capela do Benfica, onde a cidade começou...

 


Esta é a primeira Igreja Presbiteriana da cidade...


Esta é a Igreja Nossa Senhora de Fátima, e fica no bairro de Americana...


Esta igreja fica numa fazenda próxima ao Residencial Astória



Estas eu encontrei pela estrada... sem nome, sem informações, tão pequenas...











Esta foto não é de igreja, mas eu gostei tanto das cores que postei assim mesmo (risos)... e fotografei no mesmo dia que as outras...


Ah... ontem me dei conta de uma coisa, enquanto estava vendo o blog São Paulo Antiga, percebi que gosto de casarões antigos, mas gosto mais deles quando estão em ruínas... não caindo, é claro, mas quando estão marcados pelo tempo... é que só assim dá aquela impressão de que está cheio de fantasmas lá dentro!!!;o)

Ainda preciso terminar meu inventário de casarões da cidade... daí posto as fotos!!!:o)

Beijos,
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Jeux d'enfants

Eu amo cinema e, ao contrário do que muitos cults dizem, eu gosto sim dos blockbusters, especialmente daqueles baseados nos quadrinhos da Marvel. Acontece que, apesar de ser também apaixonada por cinema, sempre acabava assistindo aos óbvios, às produções de Hollywood.

Um dia, assisti Simplesmente Amor, na versão inglesa, e amei!! Daí, assisti Nanny Macphee, e gostei também... então me dei conta de que eram produções inglesas e uma janela se abriu à minha frente!! Percebi que não são só os norte-americanos que fazem filmes, que outros paises também o fazem e fazem bem!!!

Foi ai que comecei garimpar a internet em busca de bons títulos para assistir e um blog muito profícuo (haha adoro esta palavra!) na questão é o Nem um Pouco Épico foi lá que vi a dica da série Downton Abbey, que estou vendo e adorando, e de alguns filmes, dentre os quais Jeux d'enfants, ou, como ficou na tradução, Amor ou Conseqüência.

Confesso que o único filme francês que já havia visto tinha sido O Fabuloso destino de Amélie Poulan. Ontem, assisti a Jeux d'enfants e gostei muito. No inicio eu pensei que ia ser bem parecido com Amélie, as cores, a pequena rua onde tudo começa... mas não, é diferente.

A história de Sophie e Julien. Ela, de origem polaca, sofre na escola com o desprezo dos colegas, ele sofre com a doença da mãe à beira da morte e com um pai distante e meio violento. Os dois se tornam amigos e começam um jogo no qual um pequeno carrossel é passado entre eles conforme um aceita e cumpre o desafio feito pelo outro.


Assim eles crescem, unidos pelo jogo que, aos poucos, começa a se tornar mais sério e até perigoso. Me parece que eles têm medo de assumir o amor que obviamente nasce entre eles, e usam o jogo para se manter próximos.

Odiei e depois amei o Julien. Odiei em uma certa cena em que a gente acha que, enfim, eles vão ficar juntos, e amei quando os olhos dele se enchem de lagrimas depois de ficar 10 anos sem ver Sophie.


O final do filme me pareceu um tanto diferente, não soube ao certo o que estava acontecendo, e, depois, tirei minhas próprias conclusões.    

Então, queria indicar o filme e dizer que eu estou gostando da experiência de conhecer outros filmes que não apenas aqueles produzidos pelos EUA!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: O próximo filme que verei é Bons Costumes, depois comento!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Personagens inesquecíveis: O Grande Aslan

Acredito que, quem ama ler, vai concordar com o que vou dizer. Depois de tantos e tantos livros que li, percebi que alguns deles, além de histórias maravilhosas, têm também personagens inspiradores, inesquecíveis, que, de tão marcantes, nos parecem reais, como alguém que conhecemos e que, muitas vezes, ansiamos por reencontrar.


Já li muito. Muito mesmo. E acredito que o personagem mais marcante que encontrei em toda minha vida foi o Grande Aslan.

Desde a primeira crônica (para quem leu/comprou em volume único sabe que a primeira crônica é O Sobrinho do Mago) é possível notar que Aslan é algo de grandioso, mas é só em O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa que a gente compreende que C. S. Lewis criou uma alegoria entre Aslan e Cristo.

Aslan sempre está presente, mesmo quando não pode ser visto. Algumas vezes ele interfere, outras ele aponta o caminho a seguir ou, ainda, apenas inspira as decisões a serem tomadas, mas sempre respeitando a liberdade de decisão de cada um. Gosto especialmente de quando Pedro decide ir à guerra, mesmo acreditando que Aslan está morto, quando, na verdade, o Leão está vindo com ajuda.


As Crônicas de Nárnia tem, para mim, o mérito de expressar de forma exata quem é Deus, o Deus como eu acredito e como a Bíblia diz que Ele é, de forma muita mais verdadeira do que muitas religiões e dogmas. Para mim, as Crônicas de Nárnia é uma ótima forma de se conhecer a Deus. Foi por isso que usei suas palavras para explicar para meu sobrinho o que acontece depois que a gente morre, como contei aqui. E, mesmo para aqueles que não crêem, este é um livro inspirador!

O que mais me emocionou em todas as crônicas foi quando, no fim de O Peregrino da Alvorada, Aslan diz para Lucia que ela não voltaria mais para Nárnia, mas que ela poderia encontrá-lo aqui no nosso mundo, sob outra forma, no livro ele diz especificamente qual é a sua forma nas Terras Sombrias... aqui ele é um Cordeiro.

Tem uma garotinha que conheço, ela se chama Noemi, tem 5 anos, e é apaixonada por Aslan. Vira e mexe, ela sonha com ele e nos conta que no seu sonho ela brincava com Aslan ou se sentava com ele sob uma árvore.


Então, por tudo que As Crônicas de Nárnia é, este é um livro para se ler na vida!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

PS: Perdão pelo erro de gramática mais cedo!!!! Corrigida a postagem...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Já que comecei...

Já que comecei falando de poesia hoje - que é outra das minhas paixões - vou continuar falando!!

Descobri Cora Coralina quando estava ouvindo uma pregação e o pastor começou o sermão com uma frase dela. Como já disse antes, quando descubro algum escritor novo de quem eu gosto, começo a pesquisar tudo sobre o tal autor, e assim foi com a Cora depois do tal sermão. Me apaixonei por suas palavras.

É tão triste que a grande maioria das pesssoas não a conheça. Queria que as palavras dela a serem traduzidas para dezenas de línguas e não as palavras sem sentido do Paulo Coelho...

Se você ainda não conhece, vou postar um dos poemas dela que eu gosto muito!!



Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...

E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
                                                 

                                                                                                   - Cora Coralina -

Para ilustrar...
O texto eu peguei no Releituras e a imagem no We Heart It.


Beijos...
Fefa Rodrigues

Poema em Linha Reta - Fernando Pessoa

O Marcelo, meu amigo e futuro afilhado, deixou um comentário na postagem ai abaixo me perguntando se eu conhecia o Poema em Linha Reta. Confesso que, apesar de gostar muito de Fernando Pessoa - todos eles, eu ainda não conhecia este poema!

Eu gosto muito quando a leitura nos traz sensações, e esta traz aquele amargor na boca. Não é tão fácil quanto parece se reconhecer falho, aceitar o que se é.

De qualquer forma, gostei do poema e ai vai ele para quem, como eu, até então não conhecia!


Poema em Linha Reta

                                                                                          - Fernando Pessoa -
                                                                                           (Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Para quem quiser ler outros poemos do Fernando Pessoa ou de outros grandes poetas, recomendo o site Releituras. É de lá que retiro as poesias que posto aqui ou apenas leio algumas delas... É só clicar!!! ;o)

Abraços...
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Outra vez...

A Tais do blog La Modee foi quem me ensinou a montar o blog... ela sempre me dá dicas de filmes e além da dica ela também grava os filmes no meu pend drive!!! Meia Noite em Paris foi um dos filmes que mais gostei na vida - dica da Taís.

Nós conversamos tanto sobre o filme, sobre Paris, sobre as roupas usadas nos anos 20, sobre o romances que a Tá sugeriu que, em uam aprceria de nossos blogs, eu escrevesse uma resenha sobre filme para e ela fizesse os comentários de moda!

Então, ai a resenha que eu escrevi especialmente para o blog da Taís, que tem um publico ligado em moda... e para conhecer mais sobre a moda daquela época e como usar aquelas tendências hoje, visite o La Modee!!

Meia Noite em Paris

Noutro dia a Taís me indicou um filme que eu adorei e que já indiquei para várias pessoas. Acho muito legal quando um filme, um livro, um programa tem a capacidade de despertar em nós a vontade de conhecer mais sobre um assunto, e com esse filme isso acontece.

O filme é quase uma comédia romântica, mas, sob a direção de Woody Allen, ganha ares de épico! É uma história doce. Em resumo, Gil é um rico escritor de scripts, apaixonado por literatura da melhor qualidade, que ama Paris e queria ter vivido nos anos 20. Seu sonho é vender sua casa em Malibu, mudar-se para a Cidade Luz e ali, vivendo em um apartamento com água-furtada, escrever um romance de verdade.

Gil tem uma noiva, rica, linda, mimada, que ama a boa vida e que não compartilha dos sonhos do noivo. Numa noite em que eles estão em Paris, após um pequeno desentendimento, Gil decide caminhar sozinho pelas ruas da cidade, enquanto sua noiva e dois amigos insuportáveis e cheios de uma intelectualidade arrogante, vão para uma balada.

Ele, meio bêbado, senta-se em uma escadaria e quando os sinos badalam a meia noite um carro típico dos anos 20 para em sua frente e o convida para uma festa. Ele topa entrar no carro e, a principio, não percebe o que está acontecendo, mesmo quando ele é apresentado à Scott e Zelda Fitzgerald, enquanto Cole Porter toca ao piano. E é só quando ele chega a um bar e conhece Ernest Hemingway, enfim ele se dá conta de que, de alguma forma, ele está nos anos 20 em meio aos seus ídolos.

Não vou entrar em mais detalhes sobre o filme, mas este é um daqueles que podem despertar em você uma grande paixão por literatura e pelas artes em geral. Se você conhece literatura, os grandes escritores e pintores dos anos 20, vai ter uma visão mais completa da história, e vai compreender melhor algumas situações, como, por exemplo, um chilique da Zelda (esse casal de escritores teve um relacionamento super conturbado além de problemas com álcool).

Mas, mesmo que você não conheça nada sobre o assunto, vai amar o filme, porque ele é simplesmente apaixonante!!! E, quem sabe, seja esta a oportunidade de você ampliar seus conhecimentos...

Para quem quer se situar nos anos 20, vou fazer um pequeno quadro:

Não faz muito tempo, tivemos uma pequena exposição aqui na cidade, o tema era Os Loucos Anos 20, e o centro de toda essa loucura era, certamente, Paris. É interessante perceber como a década de 20 do século passado foi tão marcante para arte, a música, a literatura e, também, para a moda. Foram 10 anos, desde o fim da I Guerra até a Grande Depressão, nos quais Paris era uma festa e, enquanto os intelectuais se reuniam em Montparnasse, as maisons começam a surgir e as mulheres cortavam seus cabelos ao estilo Coco Chanel, mas estes detalhes “modísticos” a Taís vai comentar melhor com seu olhar de paetês!!

Nesta época, embalados ao som do Jazz, muitos escritores e artistas mudaram-se para Paris porque lá a vida era livre, não havia preconceitos e as pessoas tinham liberdade para criar e inovar, tanto que foram tachados de a Geração Perdida pelos puritanos da época.
Assim é que essa época marcou nossa vida e, mesmo que a gente não perceba, nos influencia até hoje!

Olha quanta coisa interessante para se aprender depois de ver esse filme, você pode aprender mais sobre história, sobre música, sobre literatura, sobre artes e... sobre MODA!!!
 
 
Bom fim de semana a todos!!
Abraços
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Pequeno Príncipe



 "O essencial é invisivel aos olhos."

                                                                                             - O Pequeno Príncipe -

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Planos “livristicos” para 2012...

Fim do ano chegando e na hora de programar muitas coisas para o ano que vem chegando e, que, se Deus quiser, vai ser um ano de profundas mudanças na minha vida, mas, mesmo com todas as mudanças, tenho certeza de que nunca vou abandonar o hábito de ler, por isso a minha lista de leituras pretendidas é algo que eu levo muito a sério!!

Apesar de ser uma coisa séria não se trata de uma lista rígida. Na verdade, listo alguns livros que pretendo ler ou autores que ainda não li e que quero conhecer, mesmo que ainda não tenha escolhido qual obra ler, estes itens podem mudar no decorrer do ano, então a lista serve mais como um norte a ser buscado do que um rol a ser exaurido (nossa!!).

O primeiro ponto da lista são aqueles autores de quem ainda não li nada e que pretendo conhecer. Não sei qual será a obra, mas em 2012 vou ler Mia Couto e Scott Fitzgerald.

Também quero ler algo do Gabriel Garcia Marques, algo que ainda não tenha lido. Por um tempão este foi o escritor que mais li, até que o Cornwell veio ocupar o posto, então faz tempo que eu não leio nada dele. Neste ano vou ler algum livro do Gabo que ainda não li – são poucas as opções, porque já li quase tudo que ele escreveu, mas vou encontrar algo!!

Quanto a um livro especifico que vai para a lista, é Grande Sertões: Veredas do Guimarães Rosa e, se possível, Casagrande e Senzala do Gilberto Freyre, clássicos da literatura brasileira que confesso: me envergonho de ainda não ter lido!!

Tem também aqueles que estão na estante esperando e que serão lido no próximo ano para não acumular: Tormenta de Espadas, que eu começo ainda em dezembro, assim que terminar a leitura atual, Alexandros - vol. III e Morte dos Reis, para finalizar estas duas séries e Terra em Chamas, livro quinto da série Crônicas Saxônicas, mesmo porque o próximo livro da série será publicado em breve segundo os entendidos no assunto. Assim termino a lista de espera!!!

Algumas novas compras já estão decididas Os Cavaleiros de Preto e Branco, uma série sobre os templários e O Condenado de Bernard Cornwell, além, claro de outras publicações do autor e dos próximos volumes de Crônicas do Gelo e Fogo. Tenho outros livros que me interessam na lista de compras, mas isso eu vou decidindo mês a mês.

Por último, as releituras pretendidas: A Sombra do Vento, Do Amor e Outros Demônios, O Hobbit – antes da estréia do filme, e algumas das histórias que compõem as Crônicas  de Nárnia.

Se alguém tem alguma sugestão, aceito!!!    ;o)

Beijos
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E você...

...que direção tomaria??


Difícil escolha, heim?!?

Eu iria para Nárnia...

Beijos...
Fefa Rodrigues

Imagem: We Heart It

Guerra e Paz – Tolstoi

Falar sobre Guerra e Paz não é uma tarefa fácil, não é a toa que foram várias as vezes em que eu iniciei uma postagem sobre a obra, mas acabei desistindo, esperando que em outra oportunidade tivesse inspiração para escrever algo melhor. A verdade é que, por mais que se leia comentários sobre a obra, por mais que se pesquise o que os experts em literatura russa escreveram sobre o assunto, só é possível entender a grandiosidade deste livro depois de lê-lo.

Acredito que nem mesmo enquanto estamos lendo conseguimos perceber isso. É preciso terminar a leitura e olhar para ela, para seus personagens e para a vida de cada um deles, agora, com um novo ponto de vista sobre literatura, sobre história e, principalmente, sobre o próprio espírito humano, para entender quão fascinante a obra é.

Para mim, que não sou especialista em literatura, mas apenas uma amante de livros, Guerra e Paz e Os Miseráveis são o ápice da capacidade humana em escrever. Mais uma vez, tomo emprestada uma frase do Ricardo Gondim para expressar o quanto considero estas duas obras especiais e importantes. Certa vez li um texto em que ele dizia que “ninguém deveria morrer sem ler Os Miseráveis”, concordo, mas peço licença para mudar um pouco a idéia e acrescentar que “ninguém deveria viver sem ler Os Miseráveis e Guerra e Paz”. Considero que é algo para se fazer na vida, assim como conhecer Paris!

Falar em resumo de Guerra e Paz me soa estúpido. É uma obra que não se resume, apenas se busca expressar o quanto é bela e poderosa! Vou arriscar uma breve pincelada acerca da história, sem qualquer pretensão.

O livro gira em torno da história dos membros de algumas das mais importantes famílias da Rússia, durante a época da invasão do país pelas tropas de Napoleão, os Bezukhovs, Bolkonskys e Rostovs. Os personagens centrais da trama são Pedro Bezukhov, filho bastardo de um poderoso e rico conde que reconhece sua paternidade no leito de morte, tornando-o seu único herdeiro.

Pedro, que tem um coração bondoso, mas não tem a malícia para a vida em sociedade, é muito amigo do príncipe André Bolkonskys, casado com Lisa, uma mulher encantadora, mas que está um tanto desencantado com a vida matrimonial, o que o leva a se tornar ajudante de campo e partir para a guerra deixando a esposa grávida na fazenda de seu pai, um velho chato e arrogante, que vive com a filha mais jovem, a bondosa Maria.

De outro lado, Pedro tem grande intimidade com a família Rostov, que será o ponto principal da história, onde todos os outros se enlaçam. O Conde Rostov tem quatro filhos, o mais velho está a caminho do servir o exército e a mais jovem, Natalia, é uma bela moça, muito ligada a Pedro, mas que, desde a primeira vez que vê o príncipe André, sente algo especial por ele.

A história se desenrola a partir das relações entre estes personagens, e é interessante como as coisas vão acontecendo como se fossem reais, ou seja, cada uma das ações dos personagens tem suas conseqüências como na vida. O autor não interfere para salvar os personagens de suas decisões erradas e das conseqüências que elas trazem.

Guerra e Paz foi um daqueles livros que habitaram meu imaginário por muito tempo, mas que eu nunca tinha encontrado um exemplar para ler até que, quando me formei, minha mãe me perguntou onde poderia comprar o famoso anel de rubi e eu pedi que o valor do anel se convertesse em livros, para que eu pudesse iniciar minha tão sonhada biblioteca. Na loja, fui apresentada para edições especiais, com capa dura e ilustrações de grandes artistas, box de luxo e a essa edição mais simples que acabou sendo a escolhida, afinal eram tantos livros que eu queria comprar...


Foi uma leitura emocionante. Marcante. Essencial para minha formação como pessoa e como amante das letras!
Então, um dia escolha ler Guerra e Paz.

Beijos e Boa Leitura...
Fefa Rodrigues.

Outros pontos de vista...

Engraçado como são tantos os pontos de vista possíveis sobre um mesmo assunto. Acho que era exatamente isto que eu buscava quando criei este blog... conhecer outras pessoas que amam livros e ouvir seus pontos de vista sobre as tantas histórias que nós amamos!!!

Um dos livros que mais gostei nessa vida foi A Sombra do Vento. Já li três vezes e desde então comprei o que encontrei do autor, que na verdade se resume a Marina e O Jogo do Anjo.

Hoje, li a resenha que o Nerito do blog O Guardião escreveu sobre A Sombra do Vento e como é legal conhecer outros pontos de vista para que a gente possa olhar para um livro que já conhece bem de outros ângulos.

Então, te convido para ler a resenha do Nerito e, também, para ler A Sombra do Vento, ou se ja leu, para que deixe sua opinião por aqui!!!

Abraços...
Fefa Rodrigues