quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Jeux d'enfants

Eu amo cinema e, ao contrário do que muitos cults dizem, eu gosto sim dos blockbusters, especialmente daqueles baseados nos quadrinhos da Marvel. Acontece que, apesar de ser também apaixonada por cinema, sempre acabava assistindo aos óbvios, às produções de Hollywood.

Um dia, assisti Simplesmente Amor, na versão inglesa, e amei!! Daí, assisti Nanny Macphee, e gostei também... então me dei conta de que eram produções inglesas e uma janela se abriu à minha frente!! Percebi que não são só os norte-americanos que fazem filmes, que outros paises também o fazem e fazem bem!!!

Foi ai que comecei garimpar a internet em busca de bons títulos para assistir e um blog muito profícuo (haha adoro esta palavra!) na questão é o Nem um Pouco Épico foi lá que vi a dica da série Downton Abbey, que estou vendo e adorando, e de alguns filmes, dentre os quais Jeux d'enfants, ou, como ficou na tradução, Amor ou Conseqüência.

Confesso que o único filme francês que já havia visto tinha sido O Fabuloso destino de Amélie Poulan. Ontem, assisti a Jeux d'enfants e gostei muito. No inicio eu pensei que ia ser bem parecido com Amélie, as cores, a pequena rua onde tudo começa... mas não, é diferente.

A história de Sophie e Julien. Ela, de origem polaca, sofre na escola com o desprezo dos colegas, ele sofre com a doença da mãe à beira da morte e com um pai distante e meio violento. Os dois se tornam amigos e começam um jogo no qual um pequeno carrossel é passado entre eles conforme um aceita e cumpre o desafio feito pelo outro.


Assim eles crescem, unidos pelo jogo que, aos poucos, começa a se tornar mais sério e até perigoso. Me parece que eles têm medo de assumir o amor que obviamente nasce entre eles, e usam o jogo para se manter próximos.

Odiei e depois amei o Julien. Odiei em uma certa cena em que a gente acha que, enfim, eles vão ficar juntos, e amei quando os olhos dele se enchem de lagrimas depois de ficar 10 anos sem ver Sophie.


O final do filme me pareceu um tanto diferente, não soube ao certo o que estava acontecendo, e, depois, tirei minhas próprias conclusões.    

Então, queria indicar o filme e dizer que eu estou gostando da experiência de conhecer outros filmes que não apenas aqueles produzidos pelos EUA!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: O próximo filme que verei é Bons Costumes, depois comento!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Personagens inesquecíveis: O Grande Aslan

Acredito que, quem ama ler, vai concordar com o que vou dizer. Depois de tantos e tantos livros que li, percebi que alguns deles, além de histórias maravilhosas, têm também personagens inspiradores, inesquecíveis, que, de tão marcantes, nos parecem reais, como alguém que conhecemos e que, muitas vezes, ansiamos por reencontrar.


Já li muito. Muito mesmo. E acredito que o personagem mais marcante que encontrei em toda minha vida foi o Grande Aslan.

Desde a primeira crônica (para quem leu/comprou em volume único sabe que a primeira crônica é O Sobrinho do Mago) é possível notar que Aslan é algo de grandioso, mas é só em O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa que a gente compreende que C. S. Lewis criou uma alegoria entre Aslan e Cristo.

Aslan sempre está presente, mesmo quando não pode ser visto. Algumas vezes ele interfere, outras ele aponta o caminho a seguir ou, ainda, apenas inspira as decisões a serem tomadas, mas sempre respeitando a liberdade de decisão de cada um. Gosto especialmente de quando Pedro decide ir à guerra, mesmo acreditando que Aslan está morto, quando, na verdade, o Leão está vindo com ajuda.


As Crônicas de Nárnia tem, para mim, o mérito de expressar de forma exata quem é Deus, o Deus como eu acredito e como a Bíblia diz que Ele é, de forma muita mais verdadeira do que muitas religiões e dogmas. Para mim, as Crônicas de Nárnia é uma ótima forma de se conhecer a Deus. Foi por isso que usei suas palavras para explicar para meu sobrinho o que acontece depois que a gente morre, como contei aqui. E, mesmo para aqueles que não crêem, este é um livro inspirador!

O que mais me emocionou em todas as crônicas foi quando, no fim de O Peregrino da Alvorada, Aslan diz para Lucia que ela não voltaria mais para Nárnia, mas que ela poderia encontrá-lo aqui no nosso mundo, sob outra forma, no livro ele diz especificamente qual é a sua forma nas Terras Sombrias... aqui ele é um Cordeiro.

Tem uma garotinha que conheço, ela se chama Noemi, tem 5 anos, e é apaixonada por Aslan. Vira e mexe, ela sonha com ele e nos conta que no seu sonho ela brincava com Aslan ou se sentava com ele sob uma árvore.


Então, por tudo que As Crônicas de Nárnia é, este é um livro para se ler na vida!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

PS: Perdão pelo erro de gramática mais cedo!!!! Corrigida a postagem...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Já que comecei...

Já que comecei falando de poesia hoje - que é outra das minhas paixões - vou continuar falando!!

Descobri Cora Coralina quando estava ouvindo uma pregação e o pastor começou o sermão com uma frase dela. Como já disse antes, quando descubro algum escritor novo de quem eu gosto, começo a pesquisar tudo sobre o tal autor, e assim foi com a Cora depois do tal sermão. Me apaixonei por suas palavras.

É tão triste que a grande maioria das pesssoas não a conheça. Queria que as palavras dela a serem traduzidas para dezenas de línguas e não as palavras sem sentido do Paulo Coelho...

Se você ainda não conhece, vou postar um dos poemas dela que eu gosto muito!!



Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...

E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
                                                 

                                                                                                   - Cora Coralina -

Para ilustrar...
O texto eu peguei no Releituras e a imagem no We Heart It.


Beijos...
Fefa Rodrigues

Poema em Linha Reta - Fernando Pessoa

O Marcelo, meu amigo e futuro afilhado, deixou um comentário na postagem ai abaixo me perguntando se eu conhecia o Poema em Linha Reta. Confesso que, apesar de gostar muito de Fernando Pessoa - todos eles, eu ainda não conhecia este poema!

Eu gosto muito quando a leitura nos traz sensações, e esta traz aquele amargor na boca. Não é tão fácil quanto parece se reconhecer falho, aceitar o que se é.

De qualquer forma, gostei do poema e ai vai ele para quem, como eu, até então não conhecia!


Poema em Linha Reta

                                                                                          - Fernando Pessoa -
                                                                                           (Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Para quem quiser ler outros poemos do Fernando Pessoa ou de outros grandes poetas, recomendo o site Releituras. É de lá que retiro as poesias que posto aqui ou apenas leio algumas delas... É só clicar!!! ;o)

Abraços...
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Outra vez...

A Tais do blog La Modee foi quem me ensinou a montar o blog... ela sempre me dá dicas de filmes e além da dica ela também grava os filmes no meu pend drive!!! Meia Noite em Paris foi um dos filmes que mais gostei na vida - dica da Taís.

Nós conversamos tanto sobre o filme, sobre Paris, sobre as roupas usadas nos anos 20, sobre o romances que a Tá sugeriu que, em uam aprceria de nossos blogs, eu escrevesse uma resenha sobre filme para e ela fizesse os comentários de moda!

Então, ai a resenha que eu escrevi especialmente para o blog da Taís, que tem um publico ligado em moda... e para conhecer mais sobre a moda daquela época e como usar aquelas tendências hoje, visite o La Modee!!

Meia Noite em Paris

Noutro dia a Taís me indicou um filme que eu adorei e que já indiquei para várias pessoas. Acho muito legal quando um filme, um livro, um programa tem a capacidade de despertar em nós a vontade de conhecer mais sobre um assunto, e com esse filme isso acontece.

O filme é quase uma comédia romântica, mas, sob a direção de Woody Allen, ganha ares de épico! É uma história doce. Em resumo, Gil é um rico escritor de scripts, apaixonado por literatura da melhor qualidade, que ama Paris e queria ter vivido nos anos 20. Seu sonho é vender sua casa em Malibu, mudar-se para a Cidade Luz e ali, vivendo em um apartamento com água-furtada, escrever um romance de verdade.

Gil tem uma noiva, rica, linda, mimada, que ama a boa vida e que não compartilha dos sonhos do noivo. Numa noite em que eles estão em Paris, após um pequeno desentendimento, Gil decide caminhar sozinho pelas ruas da cidade, enquanto sua noiva e dois amigos insuportáveis e cheios de uma intelectualidade arrogante, vão para uma balada.

Ele, meio bêbado, senta-se em uma escadaria e quando os sinos badalam a meia noite um carro típico dos anos 20 para em sua frente e o convida para uma festa. Ele topa entrar no carro e, a principio, não percebe o que está acontecendo, mesmo quando ele é apresentado à Scott e Zelda Fitzgerald, enquanto Cole Porter toca ao piano. E é só quando ele chega a um bar e conhece Ernest Hemingway, enfim ele se dá conta de que, de alguma forma, ele está nos anos 20 em meio aos seus ídolos.

Não vou entrar em mais detalhes sobre o filme, mas este é um daqueles que podem despertar em você uma grande paixão por literatura e pelas artes em geral. Se você conhece literatura, os grandes escritores e pintores dos anos 20, vai ter uma visão mais completa da história, e vai compreender melhor algumas situações, como, por exemplo, um chilique da Zelda (esse casal de escritores teve um relacionamento super conturbado além de problemas com álcool).

Mas, mesmo que você não conheça nada sobre o assunto, vai amar o filme, porque ele é simplesmente apaixonante!!! E, quem sabe, seja esta a oportunidade de você ampliar seus conhecimentos...

Para quem quer se situar nos anos 20, vou fazer um pequeno quadro:

Não faz muito tempo, tivemos uma pequena exposição aqui na cidade, o tema era Os Loucos Anos 20, e o centro de toda essa loucura era, certamente, Paris. É interessante perceber como a década de 20 do século passado foi tão marcante para arte, a música, a literatura e, também, para a moda. Foram 10 anos, desde o fim da I Guerra até a Grande Depressão, nos quais Paris era uma festa e, enquanto os intelectuais se reuniam em Montparnasse, as maisons começam a surgir e as mulheres cortavam seus cabelos ao estilo Coco Chanel, mas estes detalhes “modísticos” a Taís vai comentar melhor com seu olhar de paetês!!

Nesta época, embalados ao som do Jazz, muitos escritores e artistas mudaram-se para Paris porque lá a vida era livre, não havia preconceitos e as pessoas tinham liberdade para criar e inovar, tanto que foram tachados de a Geração Perdida pelos puritanos da época.
Assim é que essa época marcou nossa vida e, mesmo que a gente não perceba, nos influencia até hoje!

Olha quanta coisa interessante para se aprender depois de ver esse filme, você pode aprender mais sobre história, sobre música, sobre literatura, sobre artes e... sobre MODA!!!
 
 
Bom fim de semana a todos!!
Abraços
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Pequeno Príncipe



 "O essencial é invisivel aos olhos."

                                                                                             - O Pequeno Príncipe -

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Planos “livristicos” para 2012...

Fim do ano chegando e na hora de programar muitas coisas para o ano que vem chegando e, que, se Deus quiser, vai ser um ano de profundas mudanças na minha vida, mas, mesmo com todas as mudanças, tenho certeza de que nunca vou abandonar o hábito de ler, por isso a minha lista de leituras pretendidas é algo que eu levo muito a sério!!

Apesar de ser uma coisa séria não se trata de uma lista rígida. Na verdade, listo alguns livros que pretendo ler ou autores que ainda não li e que quero conhecer, mesmo que ainda não tenha escolhido qual obra ler, estes itens podem mudar no decorrer do ano, então a lista serve mais como um norte a ser buscado do que um rol a ser exaurido (nossa!!).

O primeiro ponto da lista são aqueles autores de quem ainda não li nada e que pretendo conhecer. Não sei qual será a obra, mas em 2012 vou ler Mia Couto e Scott Fitzgerald.

Também quero ler algo do Gabriel Garcia Marques, algo que ainda não tenha lido. Por um tempão este foi o escritor que mais li, até que o Cornwell veio ocupar o posto, então faz tempo que eu não leio nada dele. Neste ano vou ler algum livro do Gabo que ainda não li – são poucas as opções, porque já li quase tudo que ele escreveu, mas vou encontrar algo!!

Quanto a um livro especifico que vai para a lista, é Grande Sertões: Veredas do Guimarães Rosa e, se possível, Casagrande e Senzala do Gilberto Freyre, clássicos da literatura brasileira que confesso: me envergonho de ainda não ter lido!!

Tem também aqueles que estão na estante esperando e que serão lido no próximo ano para não acumular: Tormenta de Espadas, que eu começo ainda em dezembro, assim que terminar a leitura atual, Alexandros - vol. III e Morte dos Reis, para finalizar estas duas séries e Terra em Chamas, livro quinto da série Crônicas Saxônicas, mesmo porque o próximo livro da série será publicado em breve segundo os entendidos no assunto. Assim termino a lista de espera!!!

Algumas novas compras já estão decididas Os Cavaleiros de Preto e Branco, uma série sobre os templários e O Condenado de Bernard Cornwell, além, claro de outras publicações do autor e dos próximos volumes de Crônicas do Gelo e Fogo. Tenho outros livros que me interessam na lista de compras, mas isso eu vou decidindo mês a mês.

Por último, as releituras pretendidas: A Sombra do Vento, Do Amor e Outros Demônios, O Hobbit – antes da estréia do filme, e algumas das histórias que compõem as Crônicas  de Nárnia.

Se alguém tem alguma sugestão, aceito!!!    ;o)

Beijos
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E você...

...que direção tomaria??


Difícil escolha, heim?!?

Eu iria para Nárnia...

Beijos...
Fefa Rodrigues

Imagem: We Heart It

Guerra e Paz – Tolstoi

Falar sobre Guerra e Paz não é uma tarefa fácil, não é a toa que foram várias as vezes em que eu iniciei uma postagem sobre a obra, mas acabei desistindo, esperando que em outra oportunidade tivesse inspiração para escrever algo melhor. A verdade é que, por mais que se leia comentários sobre a obra, por mais que se pesquise o que os experts em literatura russa escreveram sobre o assunto, só é possível entender a grandiosidade deste livro depois de lê-lo.

Acredito que nem mesmo enquanto estamos lendo conseguimos perceber isso. É preciso terminar a leitura e olhar para ela, para seus personagens e para a vida de cada um deles, agora, com um novo ponto de vista sobre literatura, sobre história e, principalmente, sobre o próprio espírito humano, para entender quão fascinante a obra é.

Para mim, que não sou especialista em literatura, mas apenas uma amante de livros, Guerra e Paz e Os Miseráveis são o ápice da capacidade humana em escrever. Mais uma vez, tomo emprestada uma frase do Ricardo Gondim para expressar o quanto considero estas duas obras especiais e importantes. Certa vez li um texto em que ele dizia que “ninguém deveria morrer sem ler Os Miseráveis”, concordo, mas peço licença para mudar um pouco a idéia e acrescentar que “ninguém deveria viver sem ler Os Miseráveis e Guerra e Paz”. Considero que é algo para se fazer na vida, assim como conhecer Paris!

Falar em resumo de Guerra e Paz me soa estúpido. É uma obra que não se resume, apenas se busca expressar o quanto é bela e poderosa! Vou arriscar uma breve pincelada acerca da história, sem qualquer pretensão.

O livro gira em torno da história dos membros de algumas das mais importantes famílias da Rússia, durante a época da invasão do país pelas tropas de Napoleão, os Bezukhovs, Bolkonskys e Rostovs. Os personagens centrais da trama são Pedro Bezukhov, filho bastardo de um poderoso e rico conde que reconhece sua paternidade no leito de morte, tornando-o seu único herdeiro.

Pedro, que tem um coração bondoso, mas não tem a malícia para a vida em sociedade, é muito amigo do príncipe André Bolkonskys, casado com Lisa, uma mulher encantadora, mas que está um tanto desencantado com a vida matrimonial, o que o leva a se tornar ajudante de campo e partir para a guerra deixando a esposa grávida na fazenda de seu pai, um velho chato e arrogante, que vive com a filha mais jovem, a bondosa Maria.

De outro lado, Pedro tem grande intimidade com a família Rostov, que será o ponto principal da história, onde todos os outros se enlaçam. O Conde Rostov tem quatro filhos, o mais velho está a caminho do servir o exército e a mais jovem, Natalia, é uma bela moça, muito ligada a Pedro, mas que, desde a primeira vez que vê o príncipe André, sente algo especial por ele.

A história se desenrola a partir das relações entre estes personagens, e é interessante como as coisas vão acontecendo como se fossem reais, ou seja, cada uma das ações dos personagens tem suas conseqüências como na vida. O autor não interfere para salvar os personagens de suas decisões erradas e das conseqüências que elas trazem.

Guerra e Paz foi um daqueles livros que habitaram meu imaginário por muito tempo, mas que eu nunca tinha encontrado um exemplar para ler até que, quando me formei, minha mãe me perguntou onde poderia comprar o famoso anel de rubi e eu pedi que o valor do anel se convertesse em livros, para que eu pudesse iniciar minha tão sonhada biblioteca. Na loja, fui apresentada para edições especiais, com capa dura e ilustrações de grandes artistas, box de luxo e a essa edição mais simples que acabou sendo a escolhida, afinal eram tantos livros que eu queria comprar...


Foi uma leitura emocionante. Marcante. Essencial para minha formação como pessoa e como amante das letras!
Então, um dia escolha ler Guerra e Paz.

Beijos e Boa Leitura...
Fefa Rodrigues.

Outros pontos de vista...

Engraçado como são tantos os pontos de vista possíveis sobre um mesmo assunto. Acho que era exatamente isto que eu buscava quando criei este blog... conhecer outras pessoas que amam livros e ouvir seus pontos de vista sobre as tantas histórias que nós amamos!!!

Um dos livros que mais gostei nessa vida foi A Sombra do Vento. Já li três vezes e desde então comprei o que encontrei do autor, que na verdade se resume a Marina e O Jogo do Anjo.

Hoje, li a resenha que o Nerito do blog O Guardião escreveu sobre A Sombra do Vento e como é legal conhecer outros pontos de vista para que a gente possa olhar para um livro que já conhece bem de outros ângulos.

Então, te convido para ler a resenha do Nerito e, também, para ler A Sombra do Vento, ou se ja leu, para que deixe sua opinião por aqui!!!

Abraços...
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um Cântico para Leibowitz - Walter M. Miller

- Fiat Homo, Fiat Lux, Fiat Voluntas Tua -

Ontem eu estava fazendo uma lista de livros que já li, mas que ainda não tinha comentado por aqui e me surpreendi comigo mesma por ainda não ter falado sobre essa obra!! Eu gostei muito desse livro que encontrei escondidinho em um canto do sebo da cidade, peguei emprestado, li e, para meu arrependimento eterno, devolvi sem comprar. Tudo bem que naquela época R$ 1,00 que fosse me fazia a maior falta, mas devia ter dado um jeito, já que eu nunca mais encontrei um exemplar dele para comprar!!

O livro se divide em três partes – Fiat Homo, Fiat Lux e Fiat Voluntas Tua – e a história começa em no mosteiro de São Leibowitz, situado no que restou dos Estados Unidos após um apocalipse nuclear que devastou o mundo e trouxe uma Nova Idade das Trevas, na qual todo tipo de conhecimento é considerado mal e tudo que remete a conhecimento científico foi destruído, já que se considerava que foi o conhecimento, a ciência, a responsável pela destruição da civilização no planeta.

Mas, no mosteiro, as coisas são diferentes, da mesma forma que aconteceu na alta Idade Média, os monges se dedicam a copiar os poucos livros que restaram e que guardam o conhecimento de uma época há muito esquecida. Com isso, eles tentam preservar o que restou da civilização e tentam fazer ressurgir os clássicos da literatura e os demais livros que o mundo havia conhecido antes de seu fim, além de copiarem todo e qualquer outro  documento e traço de civilização que encontram.

Neste mundo, bem parecido com um daqueles filmes que contam histórias pós-fim-do-mundo, tribos nômades vagam pelas estradas destruindo tudo que tenha qualquer relação com ciência ou conhecimento e se mantendo orgulhosamente ignorantes sobre tudo, vivendo como na Idade da Pedra. Além disso, a radiação está sempre presente em todas as coisas, corroendo o que restou, o que é mais um perigo a se enfrentar.

A primeira parte da história, Fiat Homo, se concentra em um personagem, o irmão Francis, um monge dotado de pouca inteligência, mas que tem a sorte de encontrar, próximo ao mosteiro, uma gruta cheia de documentos antigos, alguns deles falando sobre Leibowitz e um esqueleto, o que faz com que ele seja aceito no mosteiro e depois encarregado de uma importante missão, que, para ele, acaba de forma trágica. No fim desta primeira parte, após anos de anarquia, ressurge uma estrutura nacional organizada, uma cidade-estado.

A segunda parte da história, Fiat Lux, acontece muitos séculos depois da história do irmão Francis, quando muitas nações se organizaram e agora lutam pela supremacia mundial e para destruir as tribos nômades incivilizadas. O conhecimento ressurgiu e, como na renascença, o aparecimento de pessoas de mentes privilegiadas faz com que a tecnologia se desenvolva novamente. No mosteiro de Leibowitz os monges continuam fazendo as cópias dos textos antigos, mas começam a pensar que talvez aqueles textos não sejam apenas mitos e, a partir desse entendimento, de que em épocas remotas havia tecnologia, um dos monges acaba por descobrir a energia elétrica. A segunda parte acaba em uma época conturbada politicamente, instável, e com a possibilidade de uma grande guerra entre as nações em busca pela supremacia.

A última parte do livro, Fiat Voluntas Tua, acontece após algumas dezenas de anos, quando o mundo já se tornou novamente dominado pela tecnologia. As nações estão cada vez mais opostas entre si e o mosteiro agora é desprezado como uma instituição anacrônica e desnecessária. Armas nucleares foram novamente criadas e a possibilidade de uma nova destruição da civilização está no ar. Mas, desta vez, o Mosteiro de Leibowitz se preparou para a ameaça à vida... eles tem um plano que irão colocar em prática!

Não vou entrar em detalhes sobre o fim do livro porque eu realmente recomendo a leitura. A história, um tanto pessimista, reflete a idéia de que, se o ser humano tivesse a chance de recomeçar do zero, faria tudo do mesmo jeito novamente, assim sendo, é um ótimo livro, daqueles que fazem a gente pensar, super original, de verdade, ainda não li nada parecido, apesar dos filmes pós-fim-do-mundo serem um clichê.

Um livro que você simplesmente não consegue parar de ler e, veja bem, que eu já li há mais de 10 anos e nunca me esqueci da história e de vários detalhes, que apenas não vou ficar repetindo aqui para não estragar a surpresa.

Então, se você estiver visitando uma livraria ou um sebo por ai, e encontrar esse livro, compre!! E se o encontrar em uma loja virtual, me dê um toque, que é uma das obras que eu quero na minha biblioteca!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

Não consegui resistir...

Depois de muito meditar sobre o assunto hehehehe decidi adiar minha volta a Westeros, e fazer uma viagem no tempo, até a Europa às voltas com a I Guerra... decidi ler Queda de Gingantes antes de Tormenta de Espadas.


E porque isso? Simples. Ainda não temos disponível o volume 4, não é...? Então, melhor esperar um pouco pra não ficar na vontade da sequencia...

Então, logo logo comento essa obra, ok??

Beijos...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu simplesmente odeio...

Sempre falo por aqui das coisas que eu amo, coisas pelas quais sou apaixonada, mas hoje vou falar de algumas coisinhas que eu simplesmente odeio...

Odeio quando alguém diz “hum que cheirinho de chuva” e algum xarope responde “não é cheiro de chuva, é só terra úmida”.

Odeio quando alguém diz que deixar criança acreditar em Papai Noel, Fada do Dente ou Coelhinho da Páscoa é criar falsas ilusões.

Odeio quando vejo uma mãe, ou pai, gritando com seu filho na rua e dando empurrões.

Odeio que as pessoas tenham mais dó dos cachorros de rua que das crianças sem casa.

Odeio quando alguém fala sobre seu relacionamento e um infeliz diz “aproveite, que é assim só no começo, depois vira rotina”.

Odeio que no dia do aniversário as pessoas, em vez de nos darem parabéns e desejarem que todos os nossos sonhos se realizem, se limitem a dizer “tá ficando velha, heim!”.

Odeio a frase "ninguém é insubstituível".

Odeio que zombem das supersticções alheias, dos habitos religiosos, das coisas que as pessoas acreditam ou da cultura de outros povos.

Mas o que eu realmente mais odeio é que, quando eu digo “pretendo ficar um ano na Austrália e depois sei lá, talvez um ano em Paris”, a pessoa me pergunte “mas porque?”, ou, o que é ainda pior, acrescente “você não acha que já passou da idade pra fazer estas cosias?”.

Ou seja, eu simplesmente odeio quando as pessoas tentam estragar a magia que há na vida!

E agora, me deixa correr e olhar um pouco pela janela, porque tem um arco-íris no céu... quem sabe dá tempo de encontrar o pote de ouro!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Os Exilados de Montparnasse e Queda de Gigantes

Chegou!! Meus livros novos comprados na Black Friday brasileira chegaram hoje... Os Exilados de Montparnasse que eu já comentei aqui. Um livro sobre a fase da geração perdida em Paris que teve minha paixão despertada depois de assistir Meia Noite em Paris. Comecei a ler ontem, enquanto esperava minha carona, e gostei... linguagem agradável e vai direto ao ponto!! Quando terminar dou minha opinião!!


O outro é Queda de Gigantes do escritor Ken Follet. Conheci o escritor lá no blog Eu Leio, é um dos preferidos da Luciana, a dona do Blog, e desde então li Pilares da Terra do mesmo autor e gostei bastantes. Além de já ter lido comentários sobre a obra pelos blogs a fora, a Fê, do Na Trilha, me recomendou Queda de Gigantes depois dos meus comentários sobre a série Downton Abbey e... ai que está meu grande dilema!!!


Como disse ontem, pretendia começar a ler Tormenta de Espadas agora que terminei Alexandros, mas acho que vou ler Queda de Gigantes... não é que eu esteja procrastinando meu retorno a Westeros, é mais uma fase de retorno aos romances históricos e redescoberta da paixão por uma determinada época da história... bem... tenho até hoje a noite para decidir...

Oh dureza, heim!!! Que me dizem??

Abraços
Fefa Rodrigues

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Alexandros – As Areias de Amon

“Ó grande deus que dominas
a desmedida extensão de areias,
sob o céu de bronze ofuscante.
Deus de verdade e mistério,
Respondei-me:
Quem manchou de sangue
a estrela argeada?
Que matou meu pai?
- Teu pai?
Ó jovem glorioso, invencível,
Teu pai sou eu!”

O que esperar de um romance histórico que conta a vida de ninguém menos que Alexandre, o Grande? E que além de ter como personagem principal alguém tão marcante, conta com outros personagens como Felipe da Macedônia, Aristóteles, Dario o Grande Rei Persa, Heféstion, Leonato, Leônidas, Pérdicas, Mêmnon... e ainda tem como pano de fundo a conquista do Império Persa pelos Macedônios.
Para os fãs de romances históricos, um livro com personagens como estes é um prato cheio, não? Foi por isso que eu comprei e li os dois primeiros volumes desta obra cheia de expectativas, que, infelizmente, acabaram meio que frustradas.

Quando o livro chegou, achei estranho o tamanho, muito fino para uma obra sobre um personagem tão importante e com tanto para contar. Li o volume I - Alexandros, O Sonho de Olympias - e as mesmas criticas que fiz com relação a ele, eu repito com relação ao volume II.

Confesso que esperava algo tipo a série O Imperador, de Conn Iggulden, romance que conta sobre a vida de Júlio César e dos personagens próximos a ele, mas não foi o que encontrei.

Deixa eu ver se consigo me expressar devidamente. Para mim, o maior problema do livro é que ele não tem trama. É quase como um daqueles livros de história que a gente usava no colégio, mas com conversas entre os personagens. É como se a narrativa fosse linear, o autor conta as coisas, mas sem criar qualquer expectativa, sem romancear talvez... olhando sempre para frente, não há nenhuma surpresa, não há questões envolvendo os outros personagens, não há nada a se esperar além do óbvio já que, sendo um romance histórico, a gente já conhece o fim (poxa, ainda não consegui expressar o que eu queria!).

Outro ponto que me incomodou foram os diálogos. Gente do céu, é Aristóteles conversando com Alexandre... pelo amor do Pai, imagina as conversas que homens como estes tiveram!!  Mas no livro as conversas são frívolas, algumas vezes até mesmo bobas e quando não são assim o autor simplesmente se limita a não narrar os diálogos... como quando Alexandre se encontra com um sábio grego que vivia nu sob uma árvore. O então príncipe da Macedônia chega até o sábio e diz: - Me pede qualquer coisa que eu te darei. O tal sábio responde: - Saia de frente do meu sol, você está fazendo sombra. Fascinado, Alexandre se senta ao lado do homem no chão para conversar e ponto final. O autor encerra ai, não fala sobre o que eles falaram... e é assim que ele encerra todas as vezes que Alexandre vai ter uma conversa com alguém importante.

Já, as conversas entre ele e seus companheiros são fraquíssimas. Pode ser que o autor tenha querido mostrar como eles eram jovens, mas ainda assim... deixou a desejar!

Não gostei também de como as batalhas são contadas, não há qualquer descrição. Mais uma vez, esperava algo tipo Bernard Cornwell, com sangue voando para todo lado, suor escorrendo pelas faces do rei, toques de heroísmo de seu exército... mas as batalhas simplesmente não são descritas, e, além disso, me parece que Alexandre na verdade conquistou tudo que conquistou muito mais graças a seus engenheiros militares do que por força de seu exército.
   
Além disso, veja bem, a narrativa tem como pano de fundo a conquista do Império Persa por Alexandre, mas não há qualquer descrição dos lugares, dos costumes, das cidades conquistadas, de nada. Então, a minha maior impressão é que sempre está faltando algo, história, trama, descrição, romance...

Por fim, ele não conseguiu tornar Alexandre cativante, tanto que, no decorrer da história, eu acabei me afeiçoando mais à Mêmnon, o general mercenário contratado pelo Grande Rei Persa, do que por Alexandre, “torci” mais pelo exército inimigo do que pelos Macedônios... apesar de saber qual seria o fim de tudo!

Podem até alegar que tudo isso se deve ao fato de a obra ser voltada para um público infanto-juvenil, mas algumas cenas mais picantes desmentem esta idéia... então... realmente faltou muita coisa!!

Tanto a série O Imperador como Ramsés que são romances sobre a vida de dois grandes personagens históricos ensinam muito não só sobre a vida do personagem, mas também como com relação ao mundo em que ele vive, especialmente sobre a cultura da época em que a história se passa. Mas não é só isso, existe trama, existe o mistério e as expectativas que qualquer bom romance deve ter... enquanto a gente lê essas obras, se sente em Roma ou no Egito, parece que dá até para sentir os aromas, ver as cidades, imaginar os templos, é uma viagem a outras épocas... o que simplesmente não existe em Alexandros. Uma pena, pois o autor perdeu a chance de escrever uma grande história.

Vale a pena ler? Bem, vale... mas sem muitas expectativas!!

Agora, rumo em direção a Westeros e, ainda esta noite, inicio Tormenta de Espadas.

Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues