segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Outros pontos de vista...

Engraçado como são tantos os pontos de vista possíveis sobre um mesmo assunto. Acho que era exatamente isto que eu buscava quando criei este blog... conhecer outras pessoas que amam livros e ouvir seus pontos de vista sobre as tantas histórias que nós amamos!!!

Um dos livros que mais gostei nessa vida foi A Sombra do Vento. Já li três vezes e desde então comprei o que encontrei do autor, que na verdade se resume a Marina e O Jogo do Anjo.

Hoje, li a resenha que o Nerito do blog O Guardião escreveu sobre A Sombra do Vento e como é legal conhecer outros pontos de vista para que a gente possa olhar para um livro que já conhece bem de outros ângulos.

Então, te convido para ler a resenha do Nerito e, também, para ler A Sombra do Vento, ou se ja leu, para que deixe sua opinião por aqui!!!

Abraços...
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um Cântico para Leibowitz - Walter M. Miller

- Fiat Homo, Fiat Lux, Fiat Voluntas Tua -

Ontem eu estava fazendo uma lista de livros que já li, mas que ainda não tinha comentado por aqui e me surpreendi comigo mesma por ainda não ter falado sobre essa obra!! Eu gostei muito desse livro que encontrei escondidinho em um canto do sebo da cidade, peguei emprestado, li e, para meu arrependimento eterno, devolvi sem comprar. Tudo bem que naquela época R$ 1,00 que fosse me fazia a maior falta, mas devia ter dado um jeito, já que eu nunca mais encontrei um exemplar dele para comprar!!

O livro se divide em três partes – Fiat Homo, Fiat Lux e Fiat Voluntas Tua – e a história começa em no mosteiro de São Leibowitz, situado no que restou dos Estados Unidos após um apocalipse nuclear que devastou o mundo e trouxe uma Nova Idade das Trevas, na qual todo tipo de conhecimento é considerado mal e tudo que remete a conhecimento científico foi destruído, já que se considerava que foi o conhecimento, a ciência, a responsável pela destruição da civilização no planeta.

Mas, no mosteiro, as coisas são diferentes, da mesma forma que aconteceu na alta Idade Média, os monges se dedicam a copiar os poucos livros que restaram e que guardam o conhecimento de uma época há muito esquecida. Com isso, eles tentam preservar o que restou da civilização e tentam fazer ressurgir os clássicos da literatura e os demais livros que o mundo havia conhecido antes de seu fim, além de copiarem todo e qualquer outro  documento e traço de civilização que encontram.

Neste mundo, bem parecido com um daqueles filmes que contam histórias pós-fim-do-mundo, tribos nômades vagam pelas estradas destruindo tudo que tenha qualquer relação com ciência ou conhecimento e se mantendo orgulhosamente ignorantes sobre tudo, vivendo como na Idade da Pedra. Além disso, a radiação está sempre presente em todas as coisas, corroendo o que restou, o que é mais um perigo a se enfrentar.

A primeira parte da história, Fiat Homo, se concentra em um personagem, o irmão Francis, um monge dotado de pouca inteligência, mas que tem a sorte de encontrar, próximo ao mosteiro, uma gruta cheia de documentos antigos, alguns deles falando sobre Leibowitz e um esqueleto, o que faz com que ele seja aceito no mosteiro e depois encarregado de uma importante missão, que, para ele, acaba de forma trágica. No fim desta primeira parte, após anos de anarquia, ressurge uma estrutura nacional organizada, uma cidade-estado.

A segunda parte da história, Fiat Lux, acontece muitos séculos depois da história do irmão Francis, quando muitas nações se organizaram e agora lutam pela supremacia mundial e para destruir as tribos nômades incivilizadas. O conhecimento ressurgiu e, como na renascença, o aparecimento de pessoas de mentes privilegiadas faz com que a tecnologia se desenvolva novamente. No mosteiro de Leibowitz os monges continuam fazendo as cópias dos textos antigos, mas começam a pensar que talvez aqueles textos não sejam apenas mitos e, a partir desse entendimento, de que em épocas remotas havia tecnologia, um dos monges acaba por descobrir a energia elétrica. A segunda parte acaba em uma época conturbada politicamente, instável, e com a possibilidade de uma grande guerra entre as nações em busca pela supremacia.

A última parte do livro, Fiat Voluntas Tua, acontece após algumas dezenas de anos, quando o mundo já se tornou novamente dominado pela tecnologia. As nações estão cada vez mais opostas entre si e o mosteiro agora é desprezado como uma instituição anacrônica e desnecessária. Armas nucleares foram novamente criadas e a possibilidade de uma nova destruição da civilização está no ar. Mas, desta vez, o Mosteiro de Leibowitz se preparou para a ameaça à vida... eles tem um plano que irão colocar em prática!

Não vou entrar em detalhes sobre o fim do livro porque eu realmente recomendo a leitura. A história, um tanto pessimista, reflete a idéia de que, se o ser humano tivesse a chance de recomeçar do zero, faria tudo do mesmo jeito novamente, assim sendo, é um ótimo livro, daqueles que fazem a gente pensar, super original, de verdade, ainda não li nada parecido, apesar dos filmes pós-fim-do-mundo serem um clichê.

Um livro que você simplesmente não consegue parar de ler e, veja bem, que eu já li há mais de 10 anos e nunca me esqueci da história e de vários detalhes, que apenas não vou ficar repetindo aqui para não estragar a surpresa.

Então, se você estiver visitando uma livraria ou um sebo por ai, e encontrar esse livro, compre!! E se o encontrar em uma loja virtual, me dê um toque, que é uma das obras que eu quero na minha biblioteca!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

Não consegui resistir...

Depois de muito meditar sobre o assunto hehehehe decidi adiar minha volta a Westeros, e fazer uma viagem no tempo, até a Europa às voltas com a I Guerra... decidi ler Queda de Gingantes antes de Tormenta de Espadas.


E porque isso? Simples. Ainda não temos disponível o volume 4, não é...? Então, melhor esperar um pouco pra não ficar na vontade da sequencia...

Então, logo logo comento essa obra, ok??

Beijos...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu simplesmente odeio...

Sempre falo por aqui das coisas que eu amo, coisas pelas quais sou apaixonada, mas hoje vou falar de algumas coisinhas que eu simplesmente odeio...

Odeio quando alguém diz “hum que cheirinho de chuva” e algum xarope responde “não é cheiro de chuva, é só terra úmida”.

Odeio quando alguém diz que deixar criança acreditar em Papai Noel, Fada do Dente ou Coelhinho da Páscoa é criar falsas ilusões.

Odeio quando vejo uma mãe, ou pai, gritando com seu filho na rua e dando empurrões.

Odeio que as pessoas tenham mais dó dos cachorros de rua que das crianças sem casa.

Odeio quando alguém fala sobre seu relacionamento e um infeliz diz “aproveite, que é assim só no começo, depois vira rotina”.

Odeio que no dia do aniversário as pessoas, em vez de nos darem parabéns e desejarem que todos os nossos sonhos se realizem, se limitem a dizer “tá ficando velha, heim!”.

Odeio a frase "ninguém é insubstituível".

Odeio que zombem das supersticções alheias, dos habitos religiosos, das coisas que as pessoas acreditam ou da cultura de outros povos.

Mas o que eu realmente mais odeio é que, quando eu digo “pretendo ficar um ano na Austrália e depois sei lá, talvez um ano em Paris”, a pessoa me pergunte “mas porque?”, ou, o que é ainda pior, acrescente “você não acha que já passou da idade pra fazer estas cosias?”.

Ou seja, eu simplesmente odeio quando as pessoas tentam estragar a magia que há na vida!

E agora, me deixa correr e olhar um pouco pela janela, porque tem um arco-íris no céu... quem sabe dá tempo de encontrar o pote de ouro!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Os Exilados de Montparnasse e Queda de Gigantes

Chegou!! Meus livros novos comprados na Black Friday brasileira chegaram hoje... Os Exilados de Montparnasse que eu já comentei aqui. Um livro sobre a fase da geração perdida em Paris que teve minha paixão despertada depois de assistir Meia Noite em Paris. Comecei a ler ontem, enquanto esperava minha carona, e gostei... linguagem agradável e vai direto ao ponto!! Quando terminar dou minha opinião!!


O outro é Queda de Gigantes do escritor Ken Follet. Conheci o escritor lá no blog Eu Leio, é um dos preferidos da Luciana, a dona do Blog, e desde então li Pilares da Terra do mesmo autor e gostei bastantes. Além de já ter lido comentários sobre a obra pelos blogs a fora, a Fê, do Na Trilha, me recomendou Queda de Gigantes depois dos meus comentários sobre a série Downton Abbey e... ai que está meu grande dilema!!!


Como disse ontem, pretendia começar a ler Tormenta de Espadas agora que terminei Alexandros, mas acho que vou ler Queda de Gigantes... não é que eu esteja procrastinando meu retorno a Westeros, é mais uma fase de retorno aos romances históricos e redescoberta da paixão por uma determinada época da história... bem... tenho até hoje a noite para decidir...

Oh dureza, heim!!! Que me dizem??

Abraços
Fefa Rodrigues

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Alexandros – As Areias de Amon

“Ó grande deus que dominas
a desmedida extensão de areias,
sob o céu de bronze ofuscante.
Deus de verdade e mistério,
Respondei-me:
Quem manchou de sangue
a estrela argeada?
Que matou meu pai?
- Teu pai?
Ó jovem glorioso, invencível,
Teu pai sou eu!”

O que esperar de um romance histórico que conta a vida de ninguém menos que Alexandre, o Grande? E que além de ter como personagem principal alguém tão marcante, conta com outros personagens como Felipe da Macedônia, Aristóteles, Dario o Grande Rei Persa, Heféstion, Leonato, Leônidas, Pérdicas, Mêmnon... e ainda tem como pano de fundo a conquista do Império Persa pelos Macedônios.
Para os fãs de romances históricos, um livro com personagens como estes é um prato cheio, não? Foi por isso que eu comprei e li os dois primeiros volumes desta obra cheia de expectativas, que, infelizmente, acabaram meio que frustradas.

Quando o livro chegou, achei estranho o tamanho, muito fino para uma obra sobre um personagem tão importante e com tanto para contar. Li o volume I - Alexandros, O Sonho de Olympias - e as mesmas criticas que fiz com relação a ele, eu repito com relação ao volume II.

Confesso que esperava algo tipo a série O Imperador, de Conn Iggulden, romance que conta sobre a vida de Júlio César e dos personagens próximos a ele, mas não foi o que encontrei.

Deixa eu ver se consigo me expressar devidamente. Para mim, o maior problema do livro é que ele não tem trama. É quase como um daqueles livros de história que a gente usava no colégio, mas com conversas entre os personagens. É como se a narrativa fosse linear, o autor conta as coisas, mas sem criar qualquer expectativa, sem romancear talvez... olhando sempre para frente, não há nenhuma surpresa, não há questões envolvendo os outros personagens, não há nada a se esperar além do óbvio já que, sendo um romance histórico, a gente já conhece o fim (poxa, ainda não consegui expressar o que eu queria!).

Outro ponto que me incomodou foram os diálogos. Gente do céu, é Aristóteles conversando com Alexandre... pelo amor do Pai, imagina as conversas que homens como estes tiveram!!  Mas no livro as conversas são frívolas, algumas vezes até mesmo bobas e quando não são assim o autor simplesmente se limita a não narrar os diálogos... como quando Alexandre se encontra com um sábio grego que vivia nu sob uma árvore. O então príncipe da Macedônia chega até o sábio e diz: - Me pede qualquer coisa que eu te darei. O tal sábio responde: - Saia de frente do meu sol, você está fazendo sombra. Fascinado, Alexandre se senta ao lado do homem no chão para conversar e ponto final. O autor encerra ai, não fala sobre o que eles falaram... e é assim que ele encerra todas as vezes que Alexandre vai ter uma conversa com alguém importante.

Já, as conversas entre ele e seus companheiros são fraquíssimas. Pode ser que o autor tenha querido mostrar como eles eram jovens, mas ainda assim... deixou a desejar!

Não gostei também de como as batalhas são contadas, não há qualquer descrição. Mais uma vez, esperava algo tipo Bernard Cornwell, com sangue voando para todo lado, suor escorrendo pelas faces do rei, toques de heroísmo de seu exército... mas as batalhas simplesmente não são descritas, e, além disso, me parece que Alexandre na verdade conquistou tudo que conquistou muito mais graças a seus engenheiros militares do que por força de seu exército.
   
Além disso, veja bem, a narrativa tem como pano de fundo a conquista do Império Persa por Alexandre, mas não há qualquer descrição dos lugares, dos costumes, das cidades conquistadas, de nada. Então, a minha maior impressão é que sempre está faltando algo, história, trama, descrição, romance...

Por fim, ele não conseguiu tornar Alexandre cativante, tanto que, no decorrer da história, eu acabei me afeiçoando mais à Mêmnon, o general mercenário contratado pelo Grande Rei Persa, do que por Alexandre, “torci” mais pelo exército inimigo do que pelos Macedônios... apesar de saber qual seria o fim de tudo!

Podem até alegar que tudo isso se deve ao fato de a obra ser voltada para um público infanto-juvenil, mas algumas cenas mais picantes desmentem esta idéia... então... realmente faltou muita coisa!!

Tanto a série O Imperador como Ramsés que são romances sobre a vida de dois grandes personagens históricos ensinam muito não só sobre a vida do personagem, mas também como com relação ao mundo em que ele vive, especialmente sobre a cultura da época em que a história se passa. Mas não é só isso, existe trama, existe o mistério e as expectativas que qualquer bom romance deve ter... enquanto a gente lê essas obras, se sente em Roma ou no Egito, parece que dá até para sentir os aromas, ver as cidades, imaginar os templos, é uma viagem a outras épocas... o que simplesmente não existe em Alexandros. Uma pena, pois o autor perdeu a chance de escrever uma grande história.

Vale a pena ler? Bem, vale... mas sem muitas expectativas!!

Agora, rumo em direção a Westeros e, ainda esta noite, inicio Tormenta de Espadas.

Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre sonhos e coragem...

Já a tempos que comentei por aqui sobre um texto do Contardo Caligaris em que ele comentava o filme Foi Apenas um Sonho e, depois de uma bela exposição de motivos ele afirma que "não basta sonhar, é preciso ter coragem".

Eu gosto de  pensar nesta frase com frequencia, principalmente porque é muito fácil encontrar razões desculpas para não correr atrás dos nossos sonhos!! Hoje, estava lendo um texto do Chalita e vou pedir licença para transcrever um trecho já que ele me fez pensar novamente na coragem que se deve ter pra viver a vida...

"Aristóteles dizia que “a coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras”. A coragem também foi tema de Platão, seu mestre. No “Mito da Caverna”, o filósofo ensina que sair da caverna e enfrentar a vida não é simples. É, inclusive, incômodo, para quem nunca viu a luz, deparar-se com ela. A vida na caverna parece mais confortável, sem grandes mudanças de temperatura, sem feras que possam devorar, sem novidades. Entretanto, na caverna, vive-se das sombras. Quem quer viver, de fato, tem de enfrentar os riscos que a vida real oferece."**

Abraços
Fefa Rodrigues


** Trecho do texto Um Exercício de Coragem retirado do blog do Gabriel Chalita

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Como diria Machado de Assis...

E como hoje é sexta, nada melhor do que algumas imagens lindas para nos inspirar, porque, como já disse Machado de Assis...

“A melhor definição de amor não vale um beijo...”






















Perfeito fim de semana a todos!!!!

- Fefa Rodrigues -


Imagens: We heart it

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os Exilados de Montparnasse – Jean-Paul Caracalla

Enquanto a vida acontece a gente continua se apaixonando, descobrindo novos amores, ou percebendo que somos apaixonados por algumas coisas sem que tivéssemos nos dado conta... Depois de assistir Meia Noite em Paris eu percebi algumas paixões que eu tenho, mas que estavam meio escondidas... ou esquecidas...

Uma delas é os anos 20, eu adoro a moda, a música, o estilo boêmio da época e a sensação de liberdade, de rompimento com costumes e convenções... outra paixão é Paris, apesar de ainda não ter conhecido a cidade tudo que remete a ela sempre me encanta... e, somando essas paixões a já tão conhecida paixão por literatura, resolvi prestar mais atenção e saber mais sobre a chamada geração perdida e nada melhor para aprender mais sobre algo do que um livro sobre o assunto, não é?

Para conhecer mais sobre a vida nestes tumultuados dias em que Paris era uma festa, quando grandes nomes da literatura e das artes, como Picassso, Hemingway, Getrudes Stein, Scoot Fitzgerald, Dali, se refugiaram na cidade em busca de liberdade para criar, comprei esse livro que, para minha sorte, está em promoção no site Submarino e, ainda por cima, sem frete!!

Mesmo antes de ler o tal livro, tenho sentido uma enorme vontade de, não só beijar o Davi no alto da Torre Eiffel, mas também de viver por lá por algum tempo... aprender francês para ler Vitor Hugo na versão original... respirar o ar mágico das ruas que assistiram tantos e tantos acontecimentos que marcaram a história... quem sabe o Davi topa incluir esta possibilidade na nossa aventura que está perto de começar!!!

Estou começando a achar que sou apaixonada pela França na mesma proporção que sou pela Inglaterra!!!

Lendo o livro, conto mais...

Ah... Aproveitei para comprar Queda de Gigantes, volume I, do Ken Follet, também em promoção e sem frete no mesmo site, livro que foi dica tanto da Fê, do Na Trilha, quanto do blog Eu Leio da Lu Russa.

Para quem está a fim de comprar algumas obras, dá para aproveitar a promoção!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Moby Dick – Herman Malville

Quem ama ler, sempre conhece, mesmo que apenas de conversas, os grande clássicos da literatura. Eu já tinha ouvido muito sobre Moby Dick quando assisti Matilda pela primeira vez e, desde então, nas dezenas de vezes que vi o filme, aquela cena final, na qual e garotinha genial esta sentada em sua cama lendo, a frase que inicia o li – Há alguns anos, não sei quantos ao certo, tendo pouco ou nenhum dinheiro no bolso... – sempre me fazia ter vontade de ler o livro.

Mas foi só quando eu estava na faculdade que encontrei um exemplar para ler. Uma colega chamada Ângela – mas que eu gostava de chamar de Anja – me emprestou o livro, um dos favoritos do pai dela, e eu li com o mesmo entusiasmo de quando encontrei um exemplar de Os Miseráveis.

A história das aventuras de Ismael, um homem do mar que, como ele mesmo diz, não tinha qualquer interesse nos assuntos de terra firma, decide, junto com seu amigo Queequeg, embarcar em um navio baleeiro comandado pelo capitão Ahab, que, segundo avisaram a Ismael, é um louco que tem como único objetivo caçar a baleia Moby Dick, um enorme cachalote deformado e cheio de cicatrizes das inúmeras batalhas que enfrentou, sempre vencendo seus oponentes e destruindo os navios baleeiros.

Teoricamente, aquela viagem programa para durar três anos, tem como objetivo caçar baleias para extrair o esparmacete, um óleo muito utilizado na época e que garantia muito lucro, mas, a verdadeira intenção do capitão Ahab é caçar a temível baleia, o que vai ficando claro no decorrer da história.

A narração é cheia de reflexões do personagem Ismael, o que gostei, porém, eu me cansei um pouco com as longas descrições do dia-a-dia do navio baleeiro e, como eles estão em alto mar, não sobra muito o que contar, assim a história se reveza entre os dias de trabalho no navio e os momentos em que baleias são avistadas e toda a luta entre elas o navio e seus tripulantes. 

Sinceramente, o livro não foi muito do meu agrado. Não tem muita emoção, demora muito para encontrar a tal da Moby Dick e todo o decorrer da história fica só no dia-a-dia dos marinheiros, são muitos detalhes, muita descrição... hum achei meio chato. E falo isso com aquela pontada de incomodo que tenho quando não gosto de algum clássico da literatura o que a Fê, do Na trilha, me disse que não devia sentir já que, nas palavras dela, “não é porque é clássico que é bom”, o que eu concordo, mas é que fiquei traumatizada com o xingo que levei por não gostar de O Retrato de Dorian Grey.

De tudo isso, no final das contas, a primeira frase do livro que eu escrevi ali em cima, vira e meche me vem à mente, e o que mais achei interessante foi uma história que ouvi certa vez e que não tenho como atestar se é verdadeira, mas que eu gostei.

Ouvi dizer que Herman Malville tinha sido demitido e, quando chegou em casa um tanto preocupado e chateado, contou para sua mulher o que havia acontecido, ela então disse que ele não devia se preocupar, porque nos últimos anos ela havia feitos economia e guardado todo dinheiro que sobrava, por isso, agora ele poderia se dedicar a escrever o livro que tanto sonhava!!

Não dá para saber se as cosias foram bem assim, talvez ele tenha tido essa sorte e essa história me faz lembrar de um texto do Contardo Calligaris que li dia desses, ele falava sobre a sorte que é encontrar alguém nesta vida disposto a caminhar com a gente na chuva... disposto a apoiar nossos sonhos!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Queria uma assim...

Desde a primeira vez que eu assisti A Bela e a Fera, fiquei completamente apaixonada!! Minha sobrinha, que naquela época era apenas uma garotinha, ganhou a fita do pai dela e nós assistimos tantas e tantas vezes que sabíamos todas as falas de cabeça!!

E, como sempre fui apaixonada por livros, é claro que a cena em que a Fera presenteia a Bela com sua biblioteca foi a que mais me marcou, além, é claro, de me sentir meio Bela, já que eu andava, e ainda ando, pra todos os lados sempre com um livro à tira colo!!

E desde aquele tempo eu sonho em ter uma biblioteca mais ou menos assim...














...isso e viver uns 200 anos para conseguir ler tudo!!!

Beijos!!!!
Fefa Rodrigues

Imagem: We heart it

terça-feira, 22 de novembro de 2011

I love books...



Beijos e bom finzinho de dia!!!
Fefa Rodrigues

Imagem: http://weheartit.com/

O Dia do Curinga – Jointen Gaarder

Depois de alguns dias sem inspiração para escrever, me lembrei desse livro do mesmo autor de O Mundo de Sofia, que já lia faz bastante tempo, mais um dos empréstimos da Biblioteca da Uniso, escolhido por conta do autor!!

Antes de maiores comentários sobre a obra, tenho que confessar que, mesmo tendo gostado bastante das duas obras que li deste autor – O Mundo de Sofia e O Dia do Curinga – tenho certa dificuldade em digerir o que ele escreve e isso, com certeza, é culpa da minha falta de conhecimento sobre filosofia!! Por isso, enquanto lia essas obras, tinha a sensação de estar engolindo uma pedra!!

Este livro conta a história de Hans-Thomas, um garoto norueguês de 12 anos que, junto com seu pai, deixa a Noruega e parte em direção à Grécia - rumo ao conhecimento. Eles vão em busca de sua mãe que, há oito anos, abandonou a família para conseguir “se encontrar” e se tornou modelo. Os dois descobrem seu paradeiro após ver suas fotos em uma revista e decidem ir ao seu encontro para trazê-la de volta para casa.

Bem ao estilo O Mundo de Sofia, neste livro duas histórias vão sendo narradas ao mesmo tempo. O pano de fundo é a viagem de Hans e seu pai pela Europa e, durante esta viagem o garoto encontra um livrinho misterioso dentro de um pão doce comprado em uma de suas muitas paradas, o tal livrinho é escrito em letras minúsculas, mas que ele consegue ler porque, coincidentemente, naquela mesma cidade, ganhou de um anão que os atendeu num posto de gasolina, uma lupa que segundo ele tinha sido feita a partir de um pedaço de vidro que ele havia encontrado dentro de um cervo.

O pequeno livro narra à história de um naufrago e de seu baralho que ganha vida, enquanto ele sobrevive sozinho em uma ilha remota. Esta narração é permeada de mitos gregos e questionamento sobre a vida, o destino e a existência humana, o que vai influenciar as conversas entre o garoto e seu pai durante a viagem e vai ajudá-lo a encontrar o conhecimento. No fim, as histórias do garoto e do naufrago acabam se encontrando de uma forma surpreendente!!

O detalhe que mais gostei no livro foi o calendário que o autor criou para a ilha onde o naufrago está. Lá, cada ano possui treze meses que leva o nome das cartas – Valete, Reis, Às... – e tem 28 dias, de modo que a cada ano resta um dia fora dos meses, e este é O Dia do Curinga. Além disso, assim como as cartas do baralho são 52, a cada 52 anos encerra-se um ciclo ou uma era, o que é muito importante para os acontecimentos da ilha.

Outro ponto que eu gostei, foi o final, assim como aconteceu em O Mundo de Sofia, apesar de, algumas pessoas terem me dito que acharam, nos dois casos, o fim óbvio demais... para mim não foi!

O livro é enigmático e cheio de mistérios. Por isso, acredito que quem entende de filosofia vai aproveitar melhor a história do que eu aproveitei. Com certeza, um livro para se ler e reler várias vezes e, a cada leitura, descobrir um novo detalhe!!!

Resumindo, apesar da minha dificuldade eu recomendo a leitura, já que, ainda que como eu, você não conheça muito de filosofia e fique com a sensação de estar engolindo uma pedra, a leitura é agradável e vale a pena!!

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amor e Sexo

E já que hoje é sexta-feira, clima de fim de semana, só coisa boa pela frente e acredito que um tanto quanto inspirada por aquele tal comercial da Benetton cheio de beijos - veja o comercial antes, daí você me entende, não são só beijos estranhos entre o manda-chuva do planeta - vai ai um sonzinho que muita gente tacha de pornográfico, mas que eu considero poético!! ;o)

Amor e Sexo
                            
                                                Rita Lee
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma célula de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa..


Essa foto que eu considero LINDA já é super antiga - mais de 15 anos - e, na época, também causou, mas, como eu gosto muito dela, tá ai pra inspirar!!!

Prometo voltar aos livros semana que vem!!! Finalizando Alexandros - As Areias de Amon e começando Tormenta de Espadas!!! Já estou com muitas saudades de Westeros!!!

Super sexta pra todos!!
Fefa Rodrigues

A Pessoa Errada – Luis Fernando Veríssimo

Sempre que temos um tempo, a Aline e eu, após o expediente, vamos até a Padaria XV ou ao Ópera tomar um café. É um tempo gostoso... precioso e raro pra falar a verdade, sempre temos tantos compromissos.. nunca sobra tempo. Mas quando acontece vale a pena, conversamos de tantas coisas, sonhos, realidade, vida, amores... e, invariavelmente, a gente se lembra deste texto do Veríssimo.

Hoje, logo cedo, ele me veio à cabeça, então, como estou um tanto sem inspiração para resenhar e como eu amo este texto porque considero uma daquelas verdades que a gente devia nascer sabendo, por que se assim fosse, a vida seria muito melhor desde o começo, tô postando pra você saborear...

"Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas. Mas nem sempre a gente precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça! Fazer loucuras! Perder a hora! Morrer de amor!
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar. Que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar. Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível!
Essa pessoa talvez te magoe. E depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado. Mas vai estar 100% da vida dela esperando você! Vai estar o tempo todo pensando em você! A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo.Porque a vida não é certa! Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo. E só assim é possível chegar àquele momento do dia, em que a gente diz: 'Graças à Deus deu tudo certo'! Quando na verdade tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada! Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.”

Não sei se o texto na íntegra, como eu conheço há tanto tempo, na lembrança ficaram apenas alguns trechos... cacei ele na net... então se estiver faltando alguma coisa ou algo errado me avisem!!!

Beijos...
Boa sexta-feira a todos!!!
Fefa Rodrigues