segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um Conto de Duas Cidades

Falei de Um Conto de Duas Cidades do Dickens, mas no dia estava sem a foto do livro aqui, então, só para não perder o costume, ai vai:




Se quiser elr a resenha, clique aqui!

Beijos
Fefa Rodrigues

Divagando...

Hoje, enquanto estava lendo a descrição da batalha entre as forças de Stannis e dos Lannister, pela tomada de Porto Real, na visão do personagem Sor Davos, enquanto navios queimavam nas verdes chamas do fogovivo e soldados eram levados ao fundo do mar, queimando, afogando-se ou as duas coisas ao mesmo tempo me lembrei de algo que sempre me vem à mente.

Me lembro da primeira cena da série Taken, quando a voz da Dakota está narrando o inicio da história  e enquanto a gente observa um céu estrelado ela diz que as estrelas brilham lá em cima e aqui embaixo é onde os homens jogam seus jogos

Talvez tudo se resume a isso, os homens e seus velhos jogos. O que me faz pensar de quem é a causa justa? De Stannis, Renly, Jofrey ou de Robert, o Rei do Norte? O direito era de Eduardo III ou de Charles? Quem está certo, Busch, Clinton, Bin Laden, Kadafi ou Saddam?

Seja em Westeros ou aqui no mundo real os homens vão continuar jogando seus jogos.

Jogos sem honra. Jogos de morte.

Fefa Rodrigues

domingo, 23 de outubro de 2011

O Pequeno Príncipe

"Eu serei para ti única no mundo...


... e tu serás para mim único no mundo."
- O Pequeno Príncipe -


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Bronte

Esse livro tem o mérito de ser o único nesse mundo de Deus que eu simplesmente não consegui terminar de ler. Lembro que a primeira vez que ouvi falar dele foi no último capítulo de alguma novela, que eu nem lembro qual era, mesmo porque eu nem gosto de novelas então não sei porque cargas d’água eu assisti esse tal capítulo final. Na cena um professor que era meio doidão citou a obra durante sua aula, ele até recitou um trecho do livro. Gravei a cena e, muito, mas muito tempo depois, tive um colega de escola que era apaixonado por esse livro. Ele tinha uma verdadeira relação de amor com a obra, acho que mais ou menos como a que eu tenho com Cem Anos de Solidão!! 

Então, quando ele me disse que tinha esse livro e que a história era sensacional, marcante, que com certeza eu iria amar, a cena da novela me veio à mente, e decidi ler. Ele me trouxe o livro emprestado com todo o gosto, tecendo elogios sem fim à história e eu fiquei ainda mais interessada.

Comecei a ler e, no inicio, fiquei intrigada, tudo começa num clima de mistério e eu amo mistérios, mas página a página comecei a me incomodar com a história, comecei a detestar os personagens e a odiar cada um deles, especialmente a garota, Catherine!!

Até que de repente, eu simplesmente parei, não conseguia mais ler... tive que entregar o livro sem ter terminado... e a cara para falar pro menino que eu não tinha nem ao menos terminado o livro que ele mais amava na face da Terra? Não foi uma situação das mais fáceis... mas, pelo menos, ele não me xingou de estúpida como outros por ai!! NO entanto, deu para notar uma sombra de decepção nos olhos dele...

Com a consciência pesada por não ter terminado a história, o que me dava a impressão de que os personagens estavam lá, olhando para minha cara e clamando para que eu os conduzisse ao fim da história – dramática não? – decidi ver o filme e... não deu!! Nem o filme eu consegui ver até o fim.

De verdade, eu não sei o que aconteceu, o livro tem tudo para prender minha atenção, um ambiente sombrio cheio de mistérios, um casarão, uma relação tumultuosa, um amor interrompido, desejo de vingança, um romance acontecido no passado que deixou marcas, um relacionamento impossível entre pessoas de classes diferentes, decisões erradas, palavras que não deveriam ter sido ditas. Falando assim eu até pensaria que era algo escrito pelo Záfon!!

É bem possível que minha opinião gere a ira de alguns, e se outra pessoa me chamar de estúpida pode ter certeza de que não vou publicar o comentário, mas eu simplesmente não consegui e de verdade gostaria de ler/ouvir opiniões diferentes, outros pontos de vista, quem sabe minha mente se abre para a história.

Dá uma lida nesse trecho do livro e me diz se não é para ter certeza de que a história é magnífica?

“...por isso, ele nunca saberá como eu o amo; e não é por ele ser bonito, Nelly, mas por ser mais parecido comigo do que eu mesma. Seja qual for a matéria de que as nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais.”

Pensando bem, talvez eu deva tentar mais uma vez!! Quem sabe.... se me deparar com um exemplar dele por ai vou dar mais uma chance!!!


Abraços
Fefa Rodrigues

Maria, Maria – Milton Nascimento

Oi gente, sexta-feira, o sol brilhando forte lá fora, a gente chega ao trabalho e está todo mundo feliz... trocando conversa, fazendo gracinha... clima gostoso!!

Hoje eu acordei com essa música na cabeça, fica se repetindo na minha mente, engraçado que faz tanto tempo que eu não escuto!! Então, vou postar a letra, que eu gosto bastante....


Maria, Maria

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida...
Beijos e ótima sexta!!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz

Me empolguei!! Agora quero falar de todas as obras do Eça que eu li e expor publicamente minha opinião de que ele é um escritor maravilhoso!! Ah, eu sempre fui meio assim, em tudo na vida, e com a leitura também, quando descobria um autor, queria ler tudo dele, foi assim com Júlio Verne, com Victor Hugo, com Gabriel Garcia Manques, com o Eça e agora com o Bernard Cornwell. É como se minha vida de leitora também tivesse fases. Talvez seja assim com todo mundo, não é?!?!

Com certeza esse é um livro que deve ter sido tema de tese de mestrado mundo afora, mas eu vou dar uma opinião simples de leitora comum: para mim uma obra fenomenal.

O livro que é, claramente, uma crítica ao clero e também a hipocrisia da sociedade – ao meu ver –  e conta a história de Amaro, que, filho de serviçais, é educado em meio a criadagem da Marquesa de Alegros que, percebendo a pessoa que o menino está se tornando, mentiroso e sem muito carater, decide mandá-lo para o seminário, para se tornar padre. Nota-se desde já que ele não tem o dom para o ofício. Se tornar padre não é uma decisão sua, é uma imposição daqueles que tinham o poder para decidir sua vida e ele, que também não tem qualquer força moral, aceita a determinação pacificamente.

O agora Padre Amaro recebe sob sua responsabilidade a paróquia de Leria e lá se hospeda na casa de uma mulher muito religiosa, acostumada a receber o clero local em sua casa. Ele logo se interessa pela filha da mulher, Amélia que acaba se tornando sua amante e, ambos, para esconder o relacionamento, passam a tomar atitudes das mais desonrosas, como quando Amélia finge que vai dar aulas de catecismo a uma garota adoentada para poder se encontrar com o padre.

Achei interessante que durante todo o tempo você percebe que no fundo Amélia sabe que está agindo errado, mas não muda, não tem forças ou não quer mudar. Infelizmente sua vida toma um rumo triste, e mesmo com todas as tentativas de Amaro de concertar o que já não tinha mais conserto, seu final é triste.

Duas cenas me marcaram nesse livro, a primeira quando Amaro veste Amélia com um véu que havia sido doado à Santa da paróquia, e ela assustada diz que aquilo podia levá-la para o inferno, então o padre a acalma dizendo que mulheres de padre não vão para o inferno.

Outra foi o trecho final do livro, quando Amaro já deixou a pequena paróquia e está em Coimbra ou Lisboa, não me lembro, ou outra grande cidade, conversando com um outro membro do clero, reclamando de que as pessoas já não respeitam mais os padres, quando uma mulher bonita passa por eles, o homem faz uma referencia a ser ela alguém que Amaro gostaria de confessar, ao que o padre responde que agora só confessa as casadas.

É como se ele tivesse aprendido uma lição muito simples com tudo o que havia se passado, tomar como amantes apenas mulheres casadas para que contratempos e incômodos como o ocorrido com Amélia não acontecessem mais. Sem qualquer remorso, sem qualquer arrependimento por ter destruido a vida de alguém. Odioso!! É um daqueles livros que nos fazem pensa, e bastante, principalmente na hipocrisia, não só do clero, mas de toda a sociedade!!

Aliás, como disse o Athos ontem em Os Três Mosqueteiros, usar uma batina não significa necessaraiamente ser um homem de Deus!!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Relíquia – Eça de Queiroz

Aproveitando a onda de falar sobre obras do Eça, ontem, quando a Fê do Na Trilha comentou minha postagem ela falou sobre A Relíquia, e eu me lembrei dessa obra que também gostei muito!!! Outro da minha fase pré-fantasia-e-romance-histórico!!

O livro é muito divertido e conta as memórias do personagem Teodorico Raposo e de sua viagem à Palestina após uma desilusão amorosa, viagem está que mudou sua vida. Antes da viagem, o personagem só pensava na herança que pretendia receber de uma tia religiosa ao extremo. O personagem não é exatamente alguém que vive uma vida regrada por princípio morais, por isso mesmo ele é um personagem muito interessante (Fê, eu não gosto apenas dos certinhos... alguns desajustados também me agradam, mas não todos!!!).

Órfão desde a infância, Teodorico passou a viver com sua tia, única parente ainda viva, uma mulher rica, solteira, rígida e beata. A tia, chamada de Titi, cria o garoto a volta de padres e sob vigilância, o que dificulta sua vida amorosa e, mesmo com todas as posses de que desfruta, ele nunca tem dinheiro suficiente para se divertir com os amigos.

Ele sabe que não pode contrariar a tia, já que o recebimento da herança depende dela, e para se ver livre daquele ambiente e conseguir um bom dinheiro da tia, após a formatura na Universidade de Direito e algumas decepções amorosas, Teodorico resolve fazer uma viagem à Terra Santa para pedir a absolvição dos pecados da tia antes de sua morte aos clérigos de lá, pelo menos essa é a razão que ele dá para a tia, que vai bancar a viagem.

Claro que o personagem, ao chegar à Terra Santa, passa a viver uma vida confortável, não se importando muito com as questões religiosas, tendo até um envolvimento com uma prostituta até que, em um sonho, ele assiste à Crucificação de Cristo.

De volta a Portugal e crendo ter conquistado finalmente a confiança da tia e sua herança, Teodorico presenteia Titi com uma relíquia que teria o poder de redimir todos os seu pecados, porém, quando a tia abre o embrulho, o que ela encontra é uma camisola – lembrança da prostituta!! Assim ele perde sua herança!!

O livro é uma comédia, mas também dá para sentir uma crítica à sociedade da época... me lembro tão bem do Teodorico pensando que ele devia ter dito a tia que o M.M. bordado na camisola era de Maria Madalena... ;o)

A Fê, do Na Trilha, disse que a série Os Maias que eu falei ali no post abaixo mescla a história daquele livro com este livro e quem faz o papel de Teodorico é o Matheus Nachtergaele, não acho que poderia ter havido uma escolha melhor para o papel!!!

Agora, fiquei super a fim de ver a série... vou tentar achar!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Marina e A Tormenta de Espadas

Acabou de chegar!!!

Eu adoro chegar na casa do Davi e ver caixinhas do correio em cima da mesa!!! É bem verdade que na grande maioria das vezes a caixinhas são das encomendas dele, mas, algumas vezes, as caixinhas são da Saraiva, Submarino ou das Lojas Americanas e hoje foi uma dessas que eu encontrei!!!

Dentro Tormenta de Espadas – graças a Deus porque já estou terminado Fúria dos Reis - e Marina, do Carlos Ruiz Zafon.


Detalhe da Capa. Amei esses portões antigos...

Capa de Tormenta de Espadas - já bem conhecido da galera, né?!

Fiquei super feliz em descobrir outra obra desse escritor que eu amo. Li A Sombra do Vento umas três vezes e, apesar de não gostar tanto quanto daquele, também curti muito O Jogo doAnjo. Não sabia desse livro, Marina, que, depois das buscas pela net descobri que é de 1999, de antes de A Sombra do Vento, mas só agora está disponível por aqui e olha que eu encontrei ele sem querer, vi de relance num banner na Saraiva, tive a impressão de ter visto o nome do escritor e fui procurar o que era, daí encontrei essa obra por R$ 19,90, delicioso não é?!?!?!

Agora, estou na dúvida, continuo na companhia de Starks e Lannisters ou antes dou uma passadinha por Barcelona??

Ah, e só para comparar, olha a diferenta de tamanho entre A Guerra dos Tronos e Tormenta de Espadas...


Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os Maia – Eça de Queiroz

Ontem estava dado uma olhada nos livros que já comentei aqui no blog e reparei que nunca falei das obras de Eça de Queiroz que, na minha fase pré-fantasia-e-romance-histórico foi um dos escritores que mais li e, dentre suas obras, Os Maia foi a que mais gostei.

A história, que se passa em Lisboa na segunda metade do século XIX, conta a saga de três gerações da família Maia e se inicia com o casamento de Afonso da Maia com Maria Eduarda, e o nascimento do filho Pedro da Maia, que, muito ligado à mãe sofre com sua morte. A história continua até o casamento de Pedro com Maria Monfort, com quem tem dois filhos, Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Certo dia, Pedro fere um italiano de nome Tancredo a quem recebe em sua casa e por quem sua esposa se apaixona. Maria Monfort acaba fugindo com Tancredo para a Itália, levando sua filha. Pedro Maia comete suicídio e o filho, Carlos Eduardo passa a ser criado pelo avô.

Anos depois, Carlos torna-se médico e, durante um jantar, conhece e se apaixonada por Maria Eduarda, uma mulher com um passado “complicado”. Eles se apaixonam e Carlos leva a mulher para morar numa casa no campo, onde eles podem ficar juntos. Tudo vai bem até que o melhor amigo de Carlos acaba descobrindo que os dois são irmãos. Quando Afonso descobre o incesto, acaba morrendo de desgosto.

Meu resumo não faz jus a beleza da história e da escrita do autor, um livro que vai muito além da história de amor entre um homem e uma mulher, uma obra que merece e deve ser lida!!

Há alguns anos a TV Globo exibiu uma série baseada no livro, eu não cheguei a ver, mas acho que ela era apenas baseada, ou seja, não seguia exatamente a história, e misturava vários personagens de outras obras do escritor como é comum quando eles usam uma obra para criar uma novale ou série. Como não assiti não sei dizer se vale a pena coferir.

Bom, fica mais uma dica de boa leitura!

Beijos e boa semana!!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um Conto de Duas Cidades – Charles Dickens

Continuando a falar sobre clássicos, hoje vou indicar esse que é de um grande escritor, Charles Dickens. Apesar de sempre ter ouvido falar dele, só procurei  ler algo do autor depois que li, em algum lugar, que ele foi um dos escritores preferidos do C. S. Lewis e, para minha sorte, aquela senhora de quem eu já falei, que estava vendendo seus livros porque estava numa situação financeira complicada, tinha essa obra para vender. Mais um clássico que comprei por R$ 3,00 e estava no plástico.

A história que se passa ora em Paris ora em Londres retrata o período pré e pós Revolução Francesa. Primeiramente, as injustiças e a dura vida daqueles que não pertenciam a “estado algum” e que levaram à revolta e a derrubada do sistema vigente. Depois, a descrição do horror que tomou conta de Paris após a revolução, com a guilhotina brilhando ensangüentada todos os dias.

A história é contada a partir dos Manette, família francesa que, prevendo os acontecimento que se dariam, busca refúgio na Inglaterra. Apesar de nobre, o Dr. Manette havia sido um dos prisioneiros da Bastilha por 15 anos, durante o reinado de Luiz XVI. Quando tem inicio os acontecimentos na França, o marido da filha do Dr. Manette vai a Paris para tentar libertar um amigo que foi preso, mas ele também acaba preso, acusado de ter traído o país, já que vivera na Inglaterra por muito tempo e isso poderia levá-lo, claro, à guilhotina!

A família Manette, então, decide voltar à França para tentar libertar Charles e com isso acabamos conhecendo de forma precisa o período que ficou conhecido como O Terror e que me lembrou histórias da época da Inquisição, quando vizinhos denunciavam vizinhos, e o medo tomava conta das ruas, levando as pessoas a cometerem todo tipo de loucura para se proteger, mas o final é surpreendete e emocionante!!!
Gosto do livro porque ele me lembra, em muito, os dois clássico que eu amo – Guerra e Paz e Os Miseráveis -, não sei se para estudiosos de literatura eles tem alguma coisa em comum, mas para mim, eles tem em comum serem histórias que não seguem uma reta, ela dá voltas e voltas e quando você se dá conta, tem um romance inteiro e maravilhoso em frente de seus olhos. Situações que parecem não ter nenhuma relação com a história em si, acabam se mostrando essenciais para os principais acontecimentos.

Além disso, a escrita dele é maravilhosa!!



 
Interessante que sempre li sobre a Revolução Francesa como sendo um movimento da massa, do povo, mas, ao ler o livro A Constituição na Vida dos Povos, pude ver o movimento por outro ângulo. Ver como, após a queda da nobreza e de seus privilégios, a burguesia-liberal deixou de lado de seu lema a igualdade, pois a liberdade, em seus termos, já havia sido conquistada, especialmente a liberdade de garantir a propriedade privada a qualquer custo.

A igualdade, que antes flamulava na bandeira da revolução, quando da promulgação da Constituição Francesa, tornou-se apenas o direito de s verem seguidas as mesmas formalidades para todos, apenas uma igualdade formal. A Declaração de Direitos dos Homens, tão celebrada como fruto da revolução, apesar de fazer parte da Constituição Francesa promulgadas poucos anos depois, não se mostrou efetiva, ou seja, a Revolução Francesa é mais bonita nas aulas de história que nas aulas de direito e sua parte mais feia é bem retratada nessa obra!

Infelizmente nem a igualdade foi buscada, nem a razão, outro ideal que influenciou a Revolução Francesa, se fez sentir nos obscuros tempos que se seguiram à Revolução!!!

Mais uma obra que eu somo a Os Miseráveis, Guerra e Paz e Germinal como essencial!

Beijos, boa leitura e bom fim de semana super-mega-chuvoso ótimo para uma boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Itaú e Literatura Infantil

“A educação muda o Brasil. E o Itaú participa dessa mudança com você.”

Amei a iniciativa do Itaú e concordo totalmente que a educação é o único caminho para mudança!!!

Lá no site http://www.itau.com.br/itaucrianca  o Itaú oferece uma coleção de literatura infantil, a ideia é incentivar a leitura das crianças, e eu achei demais, claro!

Pedi um kit e vou dar para o meu sobrinho, o Léo... ele tem 6 anos e filho de professora e sobrinho de Apaixonada por Papel, já lê seus livrinhos desde cedo!!! Vou acrescentar mais alguns a sua já nascente biblioteca.

Eu sou suspeita a falar né, porque já acho o Itaú o melhor banco do mundo, tenho conta lá há uns 10 anos já e só tenho coisas boas a dizer... e com essa iniciativa fiquei ainda mais fã!!!

Se você tem alguma criança por perto, presenteie com o kit... é só entrar lá no site e fazer o pedido... é grátis!!

Mais uma dica!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Germinal – Émile Zola

Entre os livros de fantasia e os romances históricos que eu amo, sempre leio um livro de algum escritor clássico. Vitor Hugo, Tolstoi, Gabriel Garcia Márquez, Alexandre Dumas, Charles Dickens... sempre foi assim, e aproveitei bastante a enorme biblioteca da Uniso enquanto o Davi estudou lá, já que ela tem muita coisa boa e dá para encontrar muitos clássicos da literatura.

Então, sempre que eu acabava um livro, o Davi já trazia outro, eu dava o nome de um autor que estava a fim de ler e ele mesmo escolhia a obra, e um dia ele me trouxe Germinal, acredito que o livro mais famoso do escritor francês Émile Zola. É um livro forte, impactante, e para mim, junto com Os Miseráveis e Guerra e Paz é uma leitura essencial.

Ano passado eu fiz colaborei na produção de uma monografia sobre a evolução das condições de trabalho e, mais do que livros técnicos, usei trechos dessa obra para mostrar um pouco das condições de trabalho no século XIX. Me disseram que o professor adorou.

A história se passa numa mina de carvão, na França do Século XIX. Os mineiros, homens, mulheres, crianças e velhos, trabalham horas e horas sem as mínimas condições, centenas de metros no interior da terra, andando por túneis que parecem labirintos, no escuro. Me lembram formigas. A cada dia deixam o trabalho esgotados para voltar para suas casas, ou casebres, gelados, sem comida suficiente para si e sua família. É sofrimento sem fim.

Numa certa madrugada, chega até vila de mineiros um jovem chamado Etienne. Ele, que acabou de perder seu emprego em uma fábrica, busca emprego na mina e é contratado para empurrar os vagões de coleta de carvão. Durante o trabalho torna-se amigo de Maheu, um antigo mineiro cuja família toda trabalha nas minas. Etienne acaba se apaixonando pela filha de Maheu, Catherine, que, como o resto da família, também trabalha na mina, mas, outro mineiro de nome Chaval também gosta dela, porém, ele tem um temperamento violento e obsessivo.

No inicio da história, Etienne se hospeda numa pensão e lá conhece Souvarine, se não me engano ele era russo e anarquista. O personagem começa a doutrinar Etienne no ódio ao capitalismo, ódio que cresce na medida em que o personagem conhece e sente na pele os sofrimentos dos trabalhadores da minas e, com a mente cheia de idéias solialistas, propõe a criação de um fundo para socorrer os mineiros durante a greve que estão planejando.

Nesse meio tempo, um dos filhos de Maheu vai morar com a moça mãe de seus filhos e, para ajudar nas despesas da casa, o mineiro convida Etienne para morar com eles. Num acesso de ciúmes, Chaval obriga Catherine a ir viver em sua casa.

Noutro ponto da história nós conhecemos a família de Negrel o engenheiro supervisor da Mina. Com uma vida oposta ao dos mineiros, a filha do engenheiro é gorda e se empanturra de comida, enquanto desfruta o luxo e conforto de sua enorme casa, mas, existem coisas na vida dos mineiros que causam ciúmes em Negrel.

O livro descreve, aos olhos de Etienne, o trabalho duro das minas e como, apesar de gastarem seus dias e sua saúde no lugar, o que ganham não é suficiente nem para suas mais básicas necessidades.

Famintos e em greve, os mineiros vêem seus filhos morrer de fome, e num rompante de ira tem início uma revolta. Quando já não suportam mais a situação, decidem voltar ao trabalho na Mina, mas a esta altura outros planos foram postos em prática e um terrível acidente ocorre. No final, a gente acaba com um gosto amargo na boca.

Eu considero esse um livro ótimo, um clássico que deve ser lido. Uma leitura que não visa exatamente o nosso divertimento, mas sim nosso crescimento. Uma história que muda nossa visão da vida e do mundo.

Agora uma constatação do dia-a-dia. Dia desses, estávamos aqui na minha sala falando sobre direitos humanos, quando uma colega – que não é advogada - disse: “Vocês advogados falam de direitos humanos, mas isso não serve para nada, só ta no papel”, no impulso respondi que “se não fossem os direitos humanos você estava trabalhando 18 horas por dia em troco de um prato de sopa”... a frase ficou célebre e me fez lembrar desse livro e agradecer pelas pessoas que lutaram e morreram para que eu, é, eu e você, hoje trabalhássemos em uma sala com ar condicionado e só até às 5 da tarde, com direito à férias, 13º, descanso semanal remunerado..... ! ;o)

Bom gente, fica ai mais uma dia...

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Fúria dos Reis – Crônicas do Gelo e Fogo

Ainda não terminei o volume 2 da saga, mas tinha que comentar, expor minhas impressões risos. Gostei muito mesmo de Guerra dos Tronos, mas Fúria dos Reis está sendo ainda melhor, talvez porque já estou ambientada àquele mundo, mas a história parece mais consistente, ela se espalhou mais, digamos assim.

Novos personagens, ainda que secundários, mas mesmo assim marcantes, como a Shae – tudo bem que ela já apareceu no livro I, mas foi no finzinho - amante do Tyrion, além disso, outro personagem ganhou seu capítulo próprio, o Theon, que, diga-se de passagem, não é alguém de quem se gostar muito, pelo menos até agora.

Além disso, Tyrion está mostrando ainda mais sua astúcia e esperteza, uma perfeita Mão! Ele poderia ser Rei e com certeza seria um ótimo rei!

Ah, outra coisa, antes de ler os livros eu até comentei sobre algumas pessoas apontarem a “falta de fantasia” do livro, mas, para mim a fantasia não é a questão central do livro, é um tempero especial, que vai sendo apresentado aos poucos... não sei como serão os próximos livros, porque estou evitando ler os comentários na internet – geralmente não ligo por saber os detalhes da história antes de ler, mas com esse livro está sendo diferente – mas penso que com o tempo haverá mais magia e mesmo do jeito que está até agora, o livro e toda a história são muito bons, em grande parte, na minha opinião, em razão de personagens tão marcantes!!

Quando terminar o livro, daqui umas 2 semanas mais ou menos, faço um comentário final!!!

Por enquanto fica apenas minha opinião: O livro é muito bom!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Minha Filha quer Casar

Domingo chuvoso, eu esperando o almoço ficar pronto, rodando os canais e eis que estava para começar esse filme que eu ADORO! Minha Filha quer Casar – ou Oscar no título original. Assisti pela primeira vez há tanto tempo que nem lembro mais, e sempre que encontrava um canal reprisando eu assistia de novo e, não foi diferente neste domingo. Ótima distração até a mamyz chamar para almoçar.

A história, que se passa nos anos 30, tem Silvester Stallone como Ângelo Snaps Provolone, um gangster que promete ao pai, em seu leito de morte, se endireitar. A história toda se passa no dia em que o ex-gangster vai se tornar banqueiro. As 8:30 da manhã a campainha de sua mansão toca, é seu contador, Little Anthony que esta ali para, primeiro, pedir um aumento, segundo, pedir a mãe de sua filha em casamento e terceiro informar que desviou 50 mil de suas contas.

Mas o que Little Anthony não sabe é que a moça com quem ele pretende se casar, não é, na realidade, a filha do gangster. Lysa, é a filha de Snaps, e está disposta a fazer qualquer coisa para sair de sua prisão de luxo... bem, a história é cheia de “idas e vindas” de maletas com dinheiro, pedras preciosas e roupas íntimas (risos), e Snaps tem que resolver todos os assuntos – recuperar seu dinheiro, arranjar um noiva para a filha que supostamente está grávida, provar seu novo terno e ter aulas de dicção – antes do meio dia, que é quando os banqueiros vão chegar.

O filme, claro, é uma comédia, mas é muuuuuuito legal... eu pelo menos adorei!! Então, fica ai a dica de um filme para dias chuvosos!!

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: A Fúria dos Reis está me agradando ainda mais que Guerra dos Tronos!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Desconhecidas razões

Mas os judeus, os muçulmanos, os budistas, os confucionistas? - disse para si mesmo, repisando o ponto delicado – Estarão eles entre milhões de homens privados do maior de todos os benefícios? Do único que dá sentido à vida?... Ora, vejamos – continuou, após alguns instantes de reflexão - Qual é o problema que eu me estou pondo? O das relações das diversas crenças da humanidade com a Divindade? É a revelação de Deus no Universo, com os seus astros e suas nebulosas que eu pretendo sondar. E, no momento em que me é revelado um saber certo inacessível à razão que eu me obstino em recorrer à lógica? Eu bem sei que as estrelas não caminham – prosseguiu, notando a mudança que s operara na posição de um planeta que subia por detrás de uma bétula – No entanto, incapaz de imaginar a rotação da Terra ao ver as estrelas mudarem de lugar, tenho razão quando digo que elas caminham. Teriam os astrônomos chegado a compreender tudo isso, teriam chegado a calcular alguma coisa, se porventura tivessem tomado em consideração movimentos da Terra tão variados e complicados? As surpreendentes conclusões a que eles chegaram sobre a distância, o peso, os movimentos e as revoluções dos corpos celestes não terão por ponto de partida os movimentos aparentes dos astros em torno da Terra imóvel, estes mesmos movimentos de que eu sou testemunha, como milhões de homens o foram e o serão durante os séculos e que sempre podem vir a ser verificados? Pela mesmas razão que as conclusões dos astrônomos seriam vãs e inexatas se não fossem deduzidas das observações do céu aparente, em relação a um único meridiano e a um único horizonte, também as minhas deduções metafísicas se veriam privadas de sentido se eu não as fundamentasse neste conhecimento do bem, inerente ao coração de todos os homens que eu tive, pessoalmente, a revelação, graças ao cristianismo, e que sempre me será dado verificar em minha alma. As relações de outras crenças com Deus continuarão para mim insondáveis, e eu não tenho o direito de as perscrutar.

Eu não entendo porque muitos homens quando buscam entender ou investigar a existência de Deus, olham para as religiões, criações humanas, em vez de olhar para o perfeito céu, criação divida!!

Bom finzinho de sexta-feira e um lindo fim de semana de sol e muito calor a todos!!!
Beijos
Fefa Rodrigues


PS: transcrito acima o trecho final de Ana Karenina – Conclusões finais de Liêvin, o personagem que, como comentei aqui, é o mais próximo de mim que eu já encontrei na literatura.