quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Relíquia – Eça de Queiroz

Aproveitando a onda de falar sobre obras do Eça, ontem, quando a Fê do Na Trilha comentou minha postagem ela falou sobre A Relíquia, e eu me lembrei dessa obra que também gostei muito!!! Outro da minha fase pré-fantasia-e-romance-histórico!!

O livro é muito divertido e conta as memórias do personagem Teodorico Raposo e de sua viagem à Palestina após uma desilusão amorosa, viagem está que mudou sua vida. Antes da viagem, o personagem só pensava na herança que pretendia receber de uma tia religiosa ao extremo. O personagem não é exatamente alguém que vive uma vida regrada por princípio morais, por isso mesmo ele é um personagem muito interessante (Fê, eu não gosto apenas dos certinhos... alguns desajustados também me agradam, mas não todos!!!).

Órfão desde a infância, Teodorico passou a viver com sua tia, única parente ainda viva, uma mulher rica, solteira, rígida e beata. A tia, chamada de Titi, cria o garoto a volta de padres e sob vigilância, o que dificulta sua vida amorosa e, mesmo com todas as posses de que desfruta, ele nunca tem dinheiro suficiente para se divertir com os amigos.

Ele sabe que não pode contrariar a tia, já que o recebimento da herança depende dela, e para se ver livre daquele ambiente e conseguir um bom dinheiro da tia, após a formatura na Universidade de Direito e algumas decepções amorosas, Teodorico resolve fazer uma viagem à Terra Santa para pedir a absolvição dos pecados da tia antes de sua morte aos clérigos de lá, pelo menos essa é a razão que ele dá para a tia, que vai bancar a viagem.

Claro que o personagem, ao chegar à Terra Santa, passa a viver uma vida confortável, não se importando muito com as questões religiosas, tendo até um envolvimento com uma prostituta até que, em um sonho, ele assiste à Crucificação de Cristo.

De volta a Portugal e crendo ter conquistado finalmente a confiança da tia e sua herança, Teodorico presenteia Titi com uma relíquia que teria o poder de redimir todos os seu pecados, porém, quando a tia abre o embrulho, o que ela encontra é uma camisola – lembrança da prostituta!! Assim ele perde sua herança!!

O livro é uma comédia, mas também dá para sentir uma crítica à sociedade da época... me lembro tão bem do Teodorico pensando que ele devia ter dito a tia que o M.M. bordado na camisola era de Maria Madalena... ;o)

A Fê, do Na Trilha, disse que a série Os Maias que eu falei ali no post abaixo mescla a história daquele livro com este livro e quem faz o papel de Teodorico é o Matheus Nachtergaele, não acho que poderia ter havido uma escolha melhor para o papel!!!

Agora, fiquei super a fim de ver a série... vou tentar achar!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Marina e A Tormenta de Espadas

Acabou de chegar!!!

Eu adoro chegar na casa do Davi e ver caixinhas do correio em cima da mesa!!! É bem verdade que na grande maioria das vezes a caixinhas são das encomendas dele, mas, algumas vezes, as caixinhas são da Saraiva, Submarino ou das Lojas Americanas e hoje foi uma dessas que eu encontrei!!!

Dentro Tormenta de Espadas – graças a Deus porque já estou terminado Fúria dos Reis - e Marina, do Carlos Ruiz Zafon.


Detalhe da Capa. Amei esses portões antigos...

Capa de Tormenta de Espadas - já bem conhecido da galera, né?!

Fiquei super feliz em descobrir outra obra desse escritor que eu amo. Li A Sombra do Vento umas três vezes e, apesar de não gostar tanto quanto daquele, também curti muito O Jogo doAnjo. Não sabia desse livro, Marina, que, depois das buscas pela net descobri que é de 1999, de antes de A Sombra do Vento, mas só agora está disponível por aqui e olha que eu encontrei ele sem querer, vi de relance num banner na Saraiva, tive a impressão de ter visto o nome do escritor e fui procurar o que era, daí encontrei essa obra por R$ 19,90, delicioso não é?!?!?!

Agora, estou na dúvida, continuo na companhia de Starks e Lannisters ou antes dou uma passadinha por Barcelona??

Ah, e só para comparar, olha a diferenta de tamanho entre A Guerra dos Tronos e Tormenta de Espadas...


Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os Maia – Eça de Queiroz

Ontem estava dado uma olhada nos livros que já comentei aqui no blog e reparei que nunca falei das obras de Eça de Queiroz que, na minha fase pré-fantasia-e-romance-histórico foi um dos escritores que mais li e, dentre suas obras, Os Maia foi a que mais gostei.

A história, que se passa em Lisboa na segunda metade do século XIX, conta a saga de três gerações da família Maia e se inicia com o casamento de Afonso da Maia com Maria Eduarda, e o nascimento do filho Pedro da Maia, que, muito ligado à mãe sofre com sua morte. A história continua até o casamento de Pedro com Maria Monfort, com quem tem dois filhos, Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Certo dia, Pedro fere um italiano de nome Tancredo a quem recebe em sua casa e por quem sua esposa se apaixona. Maria Monfort acaba fugindo com Tancredo para a Itália, levando sua filha. Pedro Maia comete suicídio e o filho, Carlos Eduardo passa a ser criado pelo avô.

Anos depois, Carlos torna-se médico e, durante um jantar, conhece e se apaixonada por Maria Eduarda, uma mulher com um passado “complicado”. Eles se apaixonam e Carlos leva a mulher para morar numa casa no campo, onde eles podem ficar juntos. Tudo vai bem até que o melhor amigo de Carlos acaba descobrindo que os dois são irmãos. Quando Afonso descobre o incesto, acaba morrendo de desgosto.

Meu resumo não faz jus a beleza da história e da escrita do autor, um livro que vai muito além da história de amor entre um homem e uma mulher, uma obra que merece e deve ser lida!!

Há alguns anos a TV Globo exibiu uma série baseada no livro, eu não cheguei a ver, mas acho que ela era apenas baseada, ou seja, não seguia exatamente a história, e misturava vários personagens de outras obras do escritor como é comum quando eles usam uma obra para criar uma novale ou série. Como não assiti não sei dizer se vale a pena coferir.

Bom, fica mais uma dica de boa leitura!

Beijos e boa semana!!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um Conto de Duas Cidades – Charles Dickens

Continuando a falar sobre clássicos, hoje vou indicar esse que é de um grande escritor, Charles Dickens. Apesar de sempre ter ouvido falar dele, só procurei  ler algo do autor depois que li, em algum lugar, que ele foi um dos escritores preferidos do C. S. Lewis e, para minha sorte, aquela senhora de quem eu já falei, que estava vendendo seus livros porque estava numa situação financeira complicada, tinha essa obra para vender. Mais um clássico que comprei por R$ 3,00 e estava no plástico.

A história que se passa ora em Paris ora em Londres retrata o período pré e pós Revolução Francesa. Primeiramente, as injustiças e a dura vida daqueles que não pertenciam a “estado algum” e que levaram à revolta e a derrubada do sistema vigente. Depois, a descrição do horror que tomou conta de Paris após a revolução, com a guilhotina brilhando ensangüentada todos os dias.

A história é contada a partir dos Manette, família francesa que, prevendo os acontecimento que se dariam, busca refúgio na Inglaterra. Apesar de nobre, o Dr. Manette havia sido um dos prisioneiros da Bastilha por 15 anos, durante o reinado de Luiz XVI. Quando tem inicio os acontecimentos na França, o marido da filha do Dr. Manette vai a Paris para tentar libertar um amigo que foi preso, mas ele também acaba preso, acusado de ter traído o país, já que vivera na Inglaterra por muito tempo e isso poderia levá-lo, claro, à guilhotina!

A família Manette, então, decide voltar à França para tentar libertar Charles e com isso acabamos conhecendo de forma precisa o período que ficou conhecido como O Terror e que me lembrou histórias da época da Inquisição, quando vizinhos denunciavam vizinhos, e o medo tomava conta das ruas, levando as pessoas a cometerem todo tipo de loucura para se proteger, mas o final é surpreendete e emocionante!!!
Gosto do livro porque ele me lembra, em muito, os dois clássico que eu amo – Guerra e Paz e Os Miseráveis -, não sei se para estudiosos de literatura eles tem alguma coisa em comum, mas para mim, eles tem em comum serem histórias que não seguem uma reta, ela dá voltas e voltas e quando você se dá conta, tem um romance inteiro e maravilhoso em frente de seus olhos. Situações que parecem não ter nenhuma relação com a história em si, acabam se mostrando essenciais para os principais acontecimentos.

Além disso, a escrita dele é maravilhosa!!



 
Interessante que sempre li sobre a Revolução Francesa como sendo um movimento da massa, do povo, mas, ao ler o livro A Constituição na Vida dos Povos, pude ver o movimento por outro ângulo. Ver como, após a queda da nobreza e de seus privilégios, a burguesia-liberal deixou de lado de seu lema a igualdade, pois a liberdade, em seus termos, já havia sido conquistada, especialmente a liberdade de garantir a propriedade privada a qualquer custo.

A igualdade, que antes flamulava na bandeira da revolução, quando da promulgação da Constituição Francesa, tornou-se apenas o direito de s verem seguidas as mesmas formalidades para todos, apenas uma igualdade formal. A Declaração de Direitos dos Homens, tão celebrada como fruto da revolução, apesar de fazer parte da Constituição Francesa promulgadas poucos anos depois, não se mostrou efetiva, ou seja, a Revolução Francesa é mais bonita nas aulas de história que nas aulas de direito e sua parte mais feia é bem retratada nessa obra!

Infelizmente nem a igualdade foi buscada, nem a razão, outro ideal que influenciou a Revolução Francesa, se fez sentir nos obscuros tempos que se seguiram à Revolução!!!

Mais uma obra que eu somo a Os Miseráveis, Guerra e Paz e Germinal como essencial!

Beijos, boa leitura e bom fim de semana super-mega-chuvoso ótimo para uma boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Itaú e Literatura Infantil

“A educação muda o Brasil. E o Itaú participa dessa mudança com você.”

Amei a iniciativa do Itaú e concordo totalmente que a educação é o único caminho para mudança!!!

Lá no site http://www.itau.com.br/itaucrianca  o Itaú oferece uma coleção de literatura infantil, a ideia é incentivar a leitura das crianças, e eu achei demais, claro!

Pedi um kit e vou dar para o meu sobrinho, o Léo... ele tem 6 anos e filho de professora e sobrinho de Apaixonada por Papel, já lê seus livrinhos desde cedo!!! Vou acrescentar mais alguns a sua já nascente biblioteca.

Eu sou suspeita a falar né, porque já acho o Itaú o melhor banco do mundo, tenho conta lá há uns 10 anos já e só tenho coisas boas a dizer... e com essa iniciativa fiquei ainda mais fã!!!

Se você tem alguma criança por perto, presenteie com o kit... é só entrar lá no site e fazer o pedido... é grátis!!

Mais uma dica!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Germinal – Émile Zola

Entre os livros de fantasia e os romances históricos que eu amo, sempre leio um livro de algum escritor clássico. Vitor Hugo, Tolstoi, Gabriel Garcia Márquez, Alexandre Dumas, Charles Dickens... sempre foi assim, e aproveitei bastante a enorme biblioteca da Uniso enquanto o Davi estudou lá, já que ela tem muita coisa boa e dá para encontrar muitos clássicos da literatura.

Então, sempre que eu acabava um livro, o Davi já trazia outro, eu dava o nome de um autor que estava a fim de ler e ele mesmo escolhia a obra, e um dia ele me trouxe Germinal, acredito que o livro mais famoso do escritor francês Émile Zola. É um livro forte, impactante, e para mim, junto com Os Miseráveis e Guerra e Paz é uma leitura essencial.

Ano passado eu fiz colaborei na produção de uma monografia sobre a evolução das condições de trabalho e, mais do que livros técnicos, usei trechos dessa obra para mostrar um pouco das condições de trabalho no século XIX. Me disseram que o professor adorou.

A história se passa numa mina de carvão, na França do Século XIX. Os mineiros, homens, mulheres, crianças e velhos, trabalham horas e horas sem as mínimas condições, centenas de metros no interior da terra, andando por túneis que parecem labirintos, no escuro. Me lembram formigas. A cada dia deixam o trabalho esgotados para voltar para suas casas, ou casebres, gelados, sem comida suficiente para si e sua família. É sofrimento sem fim.

Numa certa madrugada, chega até vila de mineiros um jovem chamado Etienne. Ele, que acabou de perder seu emprego em uma fábrica, busca emprego na mina e é contratado para empurrar os vagões de coleta de carvão. Durante o trabalho torna-se amigo de Maheu, um antigo mineiro cuja família toda trabalha nas minas. Etienne acaba se apaixonando pela filha de Maheu, Catherine, que, como o resto da família, também trabalha na mina, mas, outro mineiro de nome Chaval também gosta dela, porém, ele tem um temperamento violento e obsessivo.

No inicio da história, Etienne se hospeda numa pensão e lá conhece Souvarine, se não me engano ele era russo e anarquista. O personagem começa a doutrinar Etienne no ódio ao capitalismo, ódio que cresce na medida em que o personagem conhece e sente na pele os sofrimentos dos trabalhadores da minas e, com a mente cheia de idéias solialistas, propõe a criação de um fundo para socorrer os mineiros durante a greve que estão planejando.

Nesse meio tempo, um dos filhos de Maheu vai morar com a moça mãe de seus filhos e, para ajudar nas despesas da casa, o mineiro convida Etienne para morar com eles. Num acesso de ciúmes, Chaval obriga Catherine a ir viver em sua casa.

Noutro ponto da história nós conhecemos a família de Negrel o engenheiro supervisor da Mina. Com uma vida oposta ao dos mineiros, a filha do engenheiro é gorda e se empanturra de comida, enquanto desfruta o luxo e conforto de sua enorme casa, mas, existem coisas na vida dos mineiros que causam ciúmes em Negrel.

O livro descreve, aos olhos de Etienne, o trabalho duro das minas e como, apesar de gastarem seus dias e sua saúde no lugar, o que ganham não é suficiente nem para suas mais básicas necessidades.

Famintos e em greve, os mineiros vêem seus filhos morrer de fome, e num rompante de ira tem início uma revolta. Quando já não suportam mais a situação, decidem voltar ao trabalho na Mina, mas a esta altura outros planos foram postos em prática e um terrível acidente ocorre. No final, a gente acaba com um gosto amargo na boca.

Eu considero esse um livro ótimo, um clássico que deve ser lido. Uma leitura que não visa exatamente o nosso divertimento, mas sim nosso crescimento. Uma história que muda nossa visão da vida e do mundo.

Agora uma constatação do dia-a-dia. Dia desses, estávamos aqui na minha sala falando sobre direitos humanos, quando uma colega – que não é advogada - disse: “Vocês advogados falam de direitos humanos, mas isso não serve para nada, só ta no papel”, no impulso respondi que “se não fossem os direitos humanos você estava trabalhando 18 horas por dia em troco de um prato de sopa”... a frase ficou célebre e me fez lembrar desse livro e agradecer pelas pessoas que lutaram e morreram para que eu, é, eu e você, hoje trabalhássemos em uma sala com ar condicionado e só até às 5 da tarde, com direito à férias, 13º, descanso semanal remunerado..... ! ;o)

Bom gente, fica ai mais uma dia...

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Fúria dos Reis – Crônicas do Gelo e Fogo

Ainda não terminei o volume 2 da saga, mas tinha que comentar, expor minhas impressões risos. Gostei muito mesmo de Guerra dos Tronos, mas Fúria dos Reis está sendo ainda melhor, talvez porque já estou ambientada àquele mundo, mas a história parece mais consistente, ela se espalhou mais, digamos assim.

Novos personagens, ainda que secundários, mas mesmo assim marcantes, como a Shae – tudo bem que ela já apareceu no livro I, mas foi no finzinho - amante do Tyrion, além disso, outro personagem ganhou seu capítulo próprio, o Theon, que, diga-se de passagem, não é alguém de quem se gostar muito, pelo menos até agora.

Além disso, Tyrion está mostrando ainda mais sua astúcia e esperteza, uma perfeita Mão! Ele poderia ser Rei e com certeza seria um ótimo rei!

Ah, outra coisa, antes de ler os livros eu até comentei sobre algumas pessoas apontarem a “falta de fantasia” do livro, mas, para mim a fantasia não é a questão central do livro, é um tempero especial, que vai sendo apresentado aos poucos... não sei como serão os próximos livros, porque estou evitando ler os comentários na internet – geralmente não ligo por saber os detalhes da história antes de ler, mas com esse livro está sendo diferente – mas penso que com o tempo haverá mais magia e mesmo do jeito que está até agora, o livro e toda a história são muito bons, em grande parte, na minha opinião, em razão de personagens tão marcantes!!

Quando terminar o livro, daqui umas 2 semanas mais ou menos, faço um comentário final!!!

Por enquanto fica apenas minha opinião: O livro é muito bom!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Minha Filha quer Casar

Domingo chuvoso, eu esperando o almoço ficar pronto, rodando os canais e eis que estava para começar esse filme que eu ADORO! Minha Filha quer Casar – ou Oscar no título original. Assisti pela primeira vez há tanto tempo que nem lembro mais, e sempre que encontrava um canal reprisando eu assistia de novo e, não foi diferente neste domingo. Ótima distração até a mamyz chamar para almoçar.

A história, que se passa nos anos 30, tem Silvester Stallone como Ângelo Snaps Provolone, um gangster que promete ao pai, em seu leito de morte, se endireitar. A história toda se passa no dia em que o ex-gangster vai se tornar banqueiro. As 8:30 da manhã a campainha de sua mansão toca, é seu contador, Little Anthony que esta ali para, primeiro, pedir um aumento, segundo, pedir a mãe de sua filha em casamento e terceiro informar que desviou 50 mil de suas contas.

Mas o que Little Anthony não sabe é que a moça com quem ele pretende se casar, não é, na realidade, a filha do gangster. Lysa, é a filha de Snaps, e está disposta a fazer qualquer coisa para sair de sua prisão de luxo... bem, a história é cheia de “idas e vindas” de maletas com dinheiro, pedras preciosas e roupas íntimas (risos), e Snaps tem que resolver todos os assuntos – recuperar seu dinheiro, arranjar um noiva para a filha que supostamente está grávida, provar seu novo terno e ter aulas de dicção – antes do meio dia, que é quando os banqueiros vão chegar.

O filme, claro, é uma comédia, mas é muuuuuuito legal... eu pelo menos adorei!! Então, fica ai a dica de um filme para dias chuvosos!!

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: A Fúria dos Reis está me agradando ainda mais que Guerra dos Tronos!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Desconhecidas razões

Mas os judeus, os muçulmanos, os budistas, os confucionistas? - disse para si mesmo, repisando o ponto delicado – Estarão eles entre milhões de homens privados do maior de todos os benefícios? Do único que dá sentido à vida?... Ora, vejamos – continuou, após alguns instantes de reflexão - Qual é o problema que eu me estou pondo? O das relações das diversas crenças da humanidade com a Divindade? É a revelação de Deus no Universo, com os seus astros e suas nebulosas que eu pretendo sondar. E, no momento em que me é revelado um saber certo inacessível à razão que eu me obstino em recorrer à lógica? Eu bem sei que as estrelas não caminham – prosseguiu, notando a mudança que s operara na posição de um planeta que subia por detrás de uma bétula – No entanto, incapaz de imaginar a rotação da Terra ao ver as estrelas mudarem de lugar, tenho razão quando digo que elas caminham. Teriam os astrônomos chegado a compreender tudo isso, teriam chegado a calcular alguma coisa, se porventura tivessem tomado em consideração movimentos da Terra tão variados e complicados? As surpreendentes conclusões a que eles chegaram sobre a distância, o peso, os movimentos e as revoluções dos corpos celestes não terão por ponto de partida os movimentos aparentes dos astros em torno da Terra imóvel, estes mesmos movimentos de que eu sou testemunha, como milhões de homens o foram e o serão durante os séculos e que sempre podem vir a ser verificados? Pela mesmas razão que as conclusões dos astrônomos seriam vãs e inexatas se não fossem deduzidas das observações do céu aparente, em relação a um único meridiano e a um único horizonte, também as minhas deduções metafísicas se veriam privadas de sentido se eu não as fundamentasse neste conhecimento do bem, inerente ao coração de todos os homens que eu tive, pessoalmente, a revelação, graças ao cristianismo, e que sempre me será dado verificar em minha alma. As relações de outras crenças com Deus continuarão para mim insondáveis, e eu não tenho o direito de as perscrutar.

Eu não entendo porque muitos homens quando buscam entender ou investigar a existência de Deus, olham para as religiões, criações humanas, em vez de olhar para o perfeito céu, criação divida!!

Bom finzinho de sexta-feira e um lindo fim de semana de sol e muito calor a todos!!!
Beijos
Fefa Rodrigues


PS: transcrito acima o trecho final de Ana Karenina – Conclusões finais de Liêvin, o personagem que, como comentei aqui, é o mais próximo de mim que eu já encontrei na literatura.


Quando Nietzsche Chorou – Irvim D. Yalom

Um livro difícil, ao menos para mim. Comprei no impulso, num desses dias que ganhei um dinheirinho da minha mamyz - na época em que era uma pobre estudante - e corri para a livraria Contos & Encontros para adquirir mais um dos meus tesouros!!
Detalhe da Capa

Depois de pesquisar por algum tempo decidi seguir a sugestão da vendedora e trouxe para casa esse livro, cujo nome me intrigou! Não sou uma conhecedora de filosofia. Confesso. Mas claro, já conhecia o Sr. Nietzsche, das aulas de filosofia da faculdade, e, por conhecer sua “fama”, o nome do livro me chamou a atenção.

Para começo é bom se ater um pouco ao autor do livro, o Dr. Irvim, que é professor e psicoterapeuta e nessa sua primeira obra mescla ficção e fatos reais para contar a história envolvendo Josef Breur, um dos pais da psicanálise e o filósofo Friedrich Nietzche.

A história se passa no ano de 1882, e o interessante é que a gente já sente o anti-semitismo pairando no ar. A bela russa Lou Salomé manda um bilhete a Josef Breuer, que já é um famoso médico e que passa férias em Veneza, solicitando um encontro num café da cidade. Lou Salomé, além de linda e muito inteligente, tem um comportamento moderno e diferente das demais mulheres da época.

Lou é amiga de Nietzsche e, sabendo que o médico teve grande sucesso no tratamento a um jovem que sofria de doenças psicossomáticas, relata ao médico a grave doença de seu amigo e suas suspeitas de que o filosofo poderá cometer suicido a qualquer momento, o que privaria o mundo de uma das maiores mentes já nascidas. A bela jovem implora ao médico que realize o tratamento mas com um detalhe, o filósofo não poderia saber que este estava sendo feito a pedido de Lou, pois, os dois haviam rompido a amizade.

Após uma relutância inicial, o médico aceita o pedido de Lou, que usa todo seu charme e inteligencia para conseguir que o médico atenda a seu pedido, e inicia sua tarefa, mas, primeiro, ele tem que ganhar a confiança do filósofo, o que não é nada fácil, para então, levá-lo a confidenciar os problemas que o atormentam.

O livro transcorre através das longas conversas entre esses dois homens e, para mim, foi um livro difícil de ler, não que ele não prenda nossa atenção... pelo contrário, ele é muito interessante, e a história de pano-de-fundo também é boa e faz a gente querer ler os próximos capítulos... não sei explicar a razão, sei que era como se, após cada capítulo, eu ficasse mentalmente exausta... aí a dificuldade da leitura! Digerir a leitura também foi difícil, porque, acredito que isso acontece com todo mundo, mesmo com livros mais simples, depois de ler, eu fico pensando no que li... e no caso desse livro eu pensava mais ainda.

Capa do Livro
Mas, ao fim, gostei do livro, especialmente do último capítulo. Acredito que quem tem conhecimento de filosofia e, especialmente, de psicologia, vai poder fazer melhor uso do livro e desfrutar da história mais do que eu...

De qualquer forma, fica ai outra dica!!!

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Minha casa tem pitangueiras....

E os sabiás cantam nela também!!! Parafraseando a famosa poesia para mostrar uma das coisas que mais gosto na minha casa, esse pé te pitanga. Ela dá frutas apenas uma vez por ano, no começo da primavera, o perfume que exala é delicioso e a frutinhas são super docinhas, além de lindas...








E muitos passarinhos vem comer as frutinhas e ficam cantando... eles também adoram tomar banho na fonte!!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Estação Carandiru – Drauzio Varella

O presídio do Carandiru é (foi) um lugar digno de habitar o imaginário brasileiro, pois, mesmo demolido há bastante tempo, os fantasmas de seus ex-moradores falam, e este, com certeza, é um livro através do qual eles falam. Nada de mediúnico gente, aliás, frise-se, não acredito em fantasmas! Mas, um local que assistiu a tantos horrores, não fica incólume e parte do dia-a-dia desse tenebroso presídio e o ápice do horror visto e vivido no interior daquelas paredes grossas, é narrado pelo médico Drauzio Varella nesta obra que ganhou o prêmio Jabuti e vendeu milhares de exemplares.

O livro conta a história da Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecida como Carandiru, onde cerca de 8 mil presos viviam em celas que tinham conforto de acordo com a condição financeira de cada um. Aqueles que tinham mais dinheiro tinham celas próprias, com TV, cama, geladeira... aqueles que não tinham se amontoavam atrás das grades das minúsculas celas imundas e ai, enquanto você lê essas descrições, parece sentir o cheiro da sujeira.

A Casa de Detenção - Imagem: Google
Achei interessante a forma como o autor, que trabalhou no presídio como médico, conta a história. Na verdade, são várias histórias. Conhecemos vários dos presos e das suas histórias de vida, seus crimes, suas dores.

As celas: nojento, não?
A crueldade está sempre presente, por parte dos presos, mas também por parte da polícia.

O livro narra, também, os terríveis acontecimentos do dia 02 de outubro de 1992, dia que ficou conhecido pelo Massacre do Carandiru, uma discussão entre dois detentos se torna uma briga, não demora para que outros detentos se envolvam e um tumulto generalizado tem início. O Batalhão é comunicado de que está havendo uma rebelião no Pavilhão 9, que, a esta altura está dominado pelos detentos que querem um acerto de contas entre eles. Não há reféns. Não há reivindicações.

Sob o coando do Cel. Ubiratan a tropa de Choque Invade o presídio. De acordo com a denúncia do MP, quando viram a chegada da tropa de choque, os presos, em sinal de que não iriam resistir, começaram a jogar seus estiletes e facas, havia até faixas nas janelas pedindo trégua, mas os soldados do batalhão invadem o Pavilhão 9 e numa ação que se estendeu das 16:30h até as 18:30h, posta em prática por ordem do Cel. Ubiratan, 300 policiais, sem insígnias ou crachás de identificação, com a ajuda de cachorros treinados, retomaram o local e deixaram um rastro de 111 mortos.


Alguns dos mortos... imagens do Google

Alguns números da operação. Foram 111 mortos, sendo que em 103 deles contaram-se 515 tiros, os demais morreram vítimas de ferimentos causados por instrumentos cortantes, 153 feridos, dos quais 130 eram detentos e 23 policiais.

É verdade que ali havia bandidos de toda espécie, mas, em nosso país não há pena de morte, portanto, por piores que fossem os crimes cometidos, a sentença deles deveria ter sido cumprida em conformidade com a lei. Isso não é justiça... e a injustiça que se faz a um é a ameaça que se faz a todos!

Depois de tudo isso, o Carandiru acabou desativado. Por algum tempo, era possível conhecer os prédios vazios, e uma amiga minha visitou o lugar, mas me disse que o ambiente era pesado... os prédios foram demolidos em 2002, mas, os mortos ainda gritam... 

Só para terminar a história uma pequena ironia... o Cel. Ubiratan se candidatou a algum cargo público e, coincidência ou não, o número da legenda dele terminava com 111.

Dica de leitura, apesar de pesada e de apertar o coração.

Ah... já ia me esquecendo... o livro virou filme!!!

Capa do filme
Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cidade Suspensa - Nerito

Cidade Suspensa é um conto publicado no blog O Guardião, do Nerito. Conheci o Nerito a partir dos comentários que ele postou aqui no meu blog, fui visitar o blog dele e virei fã, principlamente desse conto, cheio de mistério e super original!!

Acho que vão adorar!!!!

Beijos
Boa leitura...

Fefa Rodrigues

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Truks: a Bruxinha e uma nota sobre Chiquinha Rodrigues

Sábado à noite, a convite da minha maninha Frany, fui ao teatro conferir o Mosaico Teatral desse ano, uma iniciativa das cooperativas da cidade em conjunto com a SECOOP/SP que acontece aqui em Tatuí já há 10 anos! É o segundo ano que vou conferir e mais uma vez achei ótimo!

Esse ano o espetáculo foi Truks: a Bruxinha. Foi a primeira vez que assisti a um espetáculo encenado apenas por bonecos. Uma bruxinha simpática, um leão dramático, um ogro bobo, um admirador e um monte de crianças na platéia rindo, o que deixou o clima da noite ainda mais mágico. Até me lembrou aquele filme Em Busca da terra do Nunca!!!

Truks é uma personagem já conhecida do imaginário infantil, criada pela ilustradora e autora de quadrinhos Eva Furnari.

Incrível como eles conseguem dar tanta expressão a bonecos, a criançada ficou apaixonada pela bruxinha... e eu também!!! Uma ótima iniciativa das cooperativas da cidade Unimed, Uniodonto, Cooperativa de Consumo...

Para conhecer mais sobre a trupe, visite o site Truks.

E o que isso tem a ver com Chiquinha Rodrigues? Explico. É que antes do espetáculo minha irmã me apresentou ao Doni e ele me contou um pouco de seu projeto de pesquisa e levantamento de obras de uma cidadã ilustre da nossa cidade, a Sra. Chiquinha Rodrigues que, apesar de tudo que representou para a educação do país, ainda não conta com muitas homenagens aqui na cidade, além de uma rua com seu nome.

Chiquinha Rodrigues é tatuiana, e foi professora, jornalista e política. Fundou a Bandeira Paulista de Alfabetização, foi prefeita de Tatuí e deputada estadual. Hoje temos uma presidente mulher, mas a Chiquinha foi deputada em 1936, dá para acreditar? Ela também escreveu várias obras na área da educação e são essas obras que o Doni está procurando. Ele me contou que já conseguiu algumas delas, mas ainda falta bastante coisa... e ele está fazendo essa pesquisa toda por conta própria, sem qualquer apoio financeiro...

Doni, que ótima iniciativa, torço pelo seu sucesso e, quem sabe um dia com mais tempo, a gente não toma um café e você me conta mais dos seus objetivos e do que já alcançou. Torço pelo sucesso de sua empreitada!!! Acredito que ela merece um lugar de destaque no nosso belo museu!

É um prazer conhecer pessoas que se importam!!!

Ahhhhh e semana que vem começa a Mostra de Teatro com espetáculos todos os dias por uma semana!!! Para quem gosta e mora por aqui é um prato cheio!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Cavalo e Seu Menino – As Crônicas de Nárnia

Essa é a terceira crônica. Foi a quinta a ser publicada, mas cronologicamente ela é a terceira, por isso, quando a gente compra a edição que junta todas as crônicas em um único livro, ela fica em terceiro, depois de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa.

Esta é minha crônica preferida apesar de não ter os reis-irmãos como personagens centrais da trama. Nem sei se vão fazer um filme dessa crônica porque ela é meio que um desvio na seqüência das crônicas e da história dos quatro reis, uma vírgula ou uma pausa para se contar algo que está acontecendo além das fronteiras de Nárnia, com outros personagens, em outros lugares que não a corte do Rei Pedro, o Grande!

De começo já gostei do nome, parece que ele brinca na boca da gente... o cavalo e seu menino... não, não seria o menino e seu cavalo?... parece uma charada... bobeira minha, mas o nome ficava na minha cabeça, se repetindo!

Eu li as Crônicas todas de uma vez e na seqüência e valeu a pena, acho que para quem vai ler pela primeira vez, esse é o melhor jeito, mesmo porque depois, a gente pode reler as preferidas, ou ler tudo de novo esparsamente... mas lendo tudo de uma vez a gente segue a sequencia cronologica dos acontecimentos e não fica perdido entre os tempos...

Como eu falei ali em cima, nessa Crônica os reis Pedro, Suzana, Edmundo e Lucia são personagens secundários ou até “terciários” - nem sei se essa palavra existe risos. Os personagens principais da história são outras duas crianças, Shasta, um menino que vive no Reino da Calormânia, criado porum homem de nome Arriche, como se fosse seu filho, mas sendo tratado de forma rude e maldosa por seu suposto pai e que vê sua vida mudar quando conhece Bri e Huin, cavalos falantes de Nárnia e, como o próprio nome da crônica já demonstra, esses vão ter um papel importante na história. Sua companheira é Aravis, uma garota rica e esnobe, mas que vai demonstrar ser uma boa pessoa.

Bri e Huin querem voltar para Nárnia e as crianças, por seus próprios motivos, vão fugir com eles, passando por muitas aventuras e perigos. A crônica também nos apresenta ao Reino de Arquelândia e tem guerra para ser contada!

Eu gostei muito dessa crônica, ela não tem muito da mágia das demais, mas é minha preferida, e de verdade, não sei dizer a razão, já que eu amo mágia e até reclamei que senti falta dela em Guerra dos Tronos, mas meus colegas que já estão nos outros volumes me acalmaram, dizendo que a fantasia e a mágia vão aparecer!!!

Concluindo, todas as crônicas são ótimas e considero uma leitura essencial para todo amante de livros... já vi por ai algumas pessoas dizendo que tem medo de ler o livro e se decepcionar... acho difícil isso acontecer... mas ao ler Nárnia tem que se ter em mente que este é um livro escrito para crianças, por isso não adianta esperar uma batalha sangrenta como as de Bernard Cornwell... a beleza dessa obra está em outros detalhes... e mesmo sendo escrita para crianças é uma das obras mais perfeitas que eu conheço... tanto que faz parte da minha categoria O Preferido!!!

É isso!!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues