sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando Nietzsche Chorou – Irvim D. Yalom

Um livro difícil, ao menos para mim. Comprei no impulso, num desses dias que ganhei um dinheirinho da minha mamyz - na época em que era uma pobre estudante - e corri para a livraria Contos & Encontros para adquirir mais um dos meus tesouros!!
Detalhe da Capa

Depois de pesquisar por algum tempo decidi seguir a sugestão da vendedora e trouxe para casa esse livro, cujo nome me intrigou! Não sou uma conhecedora de filosofia. Confesso. Mas claro, já conhecia o Sr. Nietzsche, das aulas de filosofia da faculdade, e, por conhecer sua “fama”, o nome do livro me chamou a atenção.

Para começo é bom se ater um pouco ao autor do livro, o Dr. Irvim, que é professor e psicoterapeuta e nessa sua primeira obra mescla ficção e fatos reais para contar a história envolvendo Josef Breur, um dos pais da psicanálise e o filósofo Friedrich Nietzche.

A história se passa no ano de 1882, e o interessante é que a gente já sente o anti-semitismo pairando no ar. A bela russa Lou Salomé manda um bilhete a Josef Breuer, que já é um famoso médico e que passa férias em Veneza, solicitando um encontro num café da cidade. Lou Salomé, além de linda e muito inteligente, tem um comportamento moderno e diferente das demais mulheres da época.

Lou é amiga de Nietzsche e, sabendo que o médico teve grande sucesso no tratamento a um jovem que sofria de doenças psicossomáticas, relata ao médico a grave doença de seu amigo e suas suspeitas de que o filosofo poderá cometer suicido a qualquer momento, o que privaria o mundo de uma das maiores mentes já nascidas. A bela jovem implora ao médico que realize o tratamento mas com um detalhe, o filósofo não poderia saber que este estava sendo feito a pedido de Lou, pois, os dois haviam rompido a amizade.

Após uma relutância inicial, o médico aceita o pedido de Lou, que usa todo seu charme e inteligencia para conseguir que o médico atenda a seu pedido, e inicia sua tarefa, mas, primeiro, ele tem que ganhar a confiança do filósofo, o que não é nada fácil, para então, levá-lo a confidenciar os problemas que o atormentam.

O livro transcorre através das longas conversas entre esses dois homens e, para mim, foi um livro difícil de ler, não que ele não prenda nossa atenção... pelo contrário, ele é muito interessante, e a história de pano-de-fundo também é boa e faz a gente querer ler os próximos capítulos... não sei explicar a razão, sei que era como se, após cada capítulo, eu ficasse mentalmente exausta... aí a dificuldade da leitura! Digerir a leitura também foi difícil, porque, acredito que isso acontece com todo mundo, mesmo com livros mais simples, depois de ler, eu fico pensando no que li... e no caso desse livro eu pensava mais ainda.

Capa do Livro
Mas, ao fim, gostei do livro, especialmente do último capítulo. Acredito que quem tem conhecimento de filosofia e, especialmente, de psicologia, vai poder fazer melhor uso do livro e desfrutar da história mais do que eu...

De qualquer forma, fica ai outra dica!!!

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Minha casa tem pitangueiras....

E os sabiás cantam nela também!!! Parafraseando a famosa poesia para mostrar uma das coisas que mais gosto na minha casa, esse pé te pitanga. Ela dá frutas apenas uma vez por ano, no começo da primavera, o perfume que exala é delicioso e a frutinhas são super docinhas, além de lindas...








E muitos passarinhos vem comer as frutinhas e ficam cantando... eles também adoram tomar banho na fonte!!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Estação Carandiru – Drauzio Varella

O presídio do Carandiru é (foi) um lugar digno de habitar o imaginário brasileiro, pois, mesmo demolido há bastante tempo, os fantasmas de seus ex-moradores falam, e este, com certeza, é um livro através do qual eles falam. Nada de mediúnico gente, aliás, frise-se, não acredito em fantasmas! Mas, um local que assistiu a tantos horrores, não fica incólume e parte do dia-a-dia desse tenebroso presídio e o ápice do horror visto e vivido no interior daquelas paredes grossas, é narrado pelo médico Drauzio Varella nesta obra que ganhou o prêmio Jabuti e vendeu milhares de exemplares.

O livro conta a história da Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecida como Carandiru, onde cerca de 8 mil presos viviam em celas que tinham conforto de acordo com a condição financeira de cada um. Aqueles que tinham mais dinheiro tinham celas próprias, com TV, cama, geladeira... aqueles que não tinham se amontoavam atrás das grades das minúsculas celas imundas e ai, enquanto você lê essas descrições, parece sentir o cheiro da sujeira.

A Casa de Detenção - Imagem: Google
Achei interessante a forma como o autor, que trabalhou no presídio como médico, conta a história. Na verdade, são várias histórias. Conhecemos vários dos presos e das suas histórias de vida, seus crimes, suas dores.

As celas: nojento, não?
A crueldade está sempre presente, por parte dos presos, mas também por parte da polícia.

O livro narra, também, os terríveis acontecimentos do dia 02 de outubro de 1992, dia que ficou conhecido pelo Massacre do Carandiru, uma discussão entre dois detentos se torna uma briga, não demora para que outros detentos se envolvam e um tumulto generalizado tem início. O Batalhão é comunicado de que está havendo uma rebelião no Pavilhão 9, que, a esta altura está dominado pelos detentos que querem um acerto de contas entre eles. Não há reféns. Não há reivindicações.

Sob o coando do Cel. Ubiratan a tropa de Choque Invade o presídio. De acordo com a denúncia do MP, quando viram a chegada da tropa de choque, os presos, em sinal de que não iriam resistir, começaram a jogar seus estiletes e facas, havia até faixas nas janelas pedindo trégua, mas os soldados do batalhão invadem o Pavilhão 9 e numa ação que se estendeu das 16:30h até as 18:30h, posta em prática por ordem do Cel. Ubiratan, 300 policiais, sem insígnias ou crachás de identificação, com a ajuda de cachorros treinados, retomaram o local e deixaram um rastro de 111 mortos.


Alguns dos mortos... imagens do Google

Alguns números da operação. Foram 111 mortos, sendo que em 103 deles contaram-se 515 tiros, os demais morreram vítimas de ferimentos causados por instrumentos cortantes, 153 feridos, dos quais 130 eram detentos e 23 policiais.

É verdade que ali havia bandidos de toda espécie, mas, em nosso país não há pena de morte, portanto, por piores que fossem os crimes cometidos, a sentença deles deveria ter sido cumprida em conformidade com a lei. Isso não é justiça... e a injustiça que se faz a um é a ameaça que se faz a todos!

Depois de tudo isso, o Carandiru acabou desativado. Por algum tempo, era possível conhecer os prédios vazios, e uma amiga minha visitou o lugar, mas me disse que o ambiente era pesado... os prédios foram demolidos em 2002, mas, os mortos ainda gritam... 

Só para terminar a história uma pequena ironia... o Cel. Ubiratan se candidatou a algum cargo público e, coincidência ou não, o número da legenda dele terminava com 111.

Dica de leitura, apesar de pesada e de apertar o coração.

Ah... já ia me esquecendo... o livro virou filme!!!

Capa do filme
Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cidade Suspensa - Nerito

Cidade Suspensa é um conto publicado no blog O Guardião, do Nerito. Conheci o Nerito a partir dos comentários que ele postou aqui no meu blog, fui visitar o blog dele e virei fã, principlamente desse conto, cheio de mistério e super original!!

Acho que vão adorar!!!!

Beijos
Boa leitura...

Fefa Rodrigues

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Truks: a Bruxinha e uma nota sobre Chiquinha Rodrigues

Sábado à noite, a convite da minha maninha Frany, fui ao teatro conferir o Mosaico Teatral desse ano, uma iniciativa das cooperativas da cidade em conjunto com a SECOOP/SP que acontece aqui em Tatuí já há 10 anos! É o segundo ano que vou conferir e mais uma vez achei ótimo!

Esse ano o espetáculo foi Truks: a Bruxinha. Foi a primeira vez que assisti a um espetáculo encenado apenas por bonecos. Uma bruxinha simpática, um leão dramático, um ogro bobo, um admirador e um monte de crianças na platéia rindo, o que deixou o clima da noite ainda mais mágico. Até me lembrou aquele filme Em Busca da terra do Nunca!!!

Truks é uma personagem já conhecida do imaginário infantil, criada pela ilustradora e autora de quadrinhos Eva Furnari.

Incrível como eles conseguem dar tanta expressão a bonecos, a criançada ficou apaixonada pela bruxinha... e eu também!!! Uma ótima iniciativa das cooperativas da cidade Unimed, Uniodonto, Cooperativa de Consumo...

Para conhecer mais sobre a trupe, visite o site Truks.

E o que isso tem a ver com Chiquinha Rodrigues? Explico. É que antes do espetáculo minha irmã me apresentou ao Doni e ele me contou um pouco de seu projeto de pesquisa e levantamento de obras de uma cidadã ilustre da nossa cidade, a Sra. Chiquinha Rodrigues que, apesar de tudo que representou para a educação do país, ainda não conta com muitas homenagens aqui na cidade, além de uma rua com seu nome.

Chiquinha Rodrigues é tatuiana, e foi professora, jornalista e política. Fundou a Bandeira Paulista de Alfabetização, foi prefeita de Tatuí e deputada estadual. Hoje temos uma presidente mulher, mas a Chiquinha foi deputada em 1936, dá para acreditar? Ela também escreveu várias obras na área da educação e são essas obras que o Doni está procurando. Ele me contou que já conseguiu algumas delas, mas ainda falta bastante coisa... e ele está fazendo essa pesquisa toda por conta própria, sem qualquer apoio financeiro...

Doni, que ótima iniciativa, torço pelo seu sucesso e, quem sabe um dia com mais tempo, a gente não toma um café e você me conta mais dos seus objetivos e do que já alcançou. Torço pelo sucesso de sua empreitada!!! Acredito que ela merece um lugar de destaque no nosso belo museu!

É um prazer conhecer pessoas que se importam!!!

Ahhhhh e semana que vem começa a Mostra de Teatro com espetáculos todos os dias por uma semana!!! Para quem gosta e mora por aqui é um prato cheio!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Cavalo e Seu Menino – As Crônicas de Nárnia

Essa é a terceira crônica. Foi a quinta a ser publicada, mas cronologicamente ela é a terceira, por isso, quando a gente compra a edição que junta todas as crônicas em um único livro, ela fica em terceiro, depois de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa.

Esta é minha crônica preferida apesar de não ter os reis-irmãos como personagens centrais da trama. Nem sei se vão fazer um filme dessa crônica porque ela é meio que um desvio na seqüência das crônicas e da história dos quatro reis, uma vírgula ou uma pausa para se contar algo que está acontecendo além das fronteiras de Nárnia, com outros personagens, em outros lugares que não a corte do Rei Pedro, o Grande!

De começo já gostei do nome, parece que ele brinca na boca da gente... o cavalo e seu menino... não, não seria o menino e seu cavalo?... parece uma charada... bobeira minha, mas o nome ficava na minha cabeça, se repetindo!

Eu li as Crônicas todas de uma vez e na seqüência e valeu a pena, acho que para quem vai ler pela primeira vez, esse é o melhor jeito, mesmo porque depois, a gente pode reler as preferidas, ou ler tudo de novo esparsamente... mas lendo tudo de uma vez a gente segue a sequencia cronologica dos acontecimentos e não fica perdido entre os tempos...

Como eu falei ali em cima, nessa Crônica os reis Pedro, Suzana, Edmundo e Lucia são personagens secundários ou até “terciários” - nem sei se essa palavra existe risos. Os personagens principais da história são outras duas crianças, Shasta, um menino que vive no Reino da Calormânia, criado porum homem de nome Arriche, como se fosse seu filho, mas sendo tratado de forma rude e maldosa por seu suposto pai e que vê sua vida mudar quando conhece Bri e Huin, cavalos falantes de Nárnia e, como o próprio nome da crônica já demonstra, esses vão ter um papel importante na história. Sua companheira é Aravis, uma garota rica e esnobe, mas que vai demonstrar ser uma boa pessoa.

Bri e Huin querem voltar para Nárnia e as crianças, por seus próprios motivos, vão fugir com eles, passando por muitas aventuras e perigos. A crônica também nos apresenta ao Reino de Arquelândia e tem guerra para ser contada!

Eu gostei muito dessa crônica, ela não tem muito da mágia das demais, mas é minha preferida, e de verdade, não sei dizer a razão, já que eu amo mágia e até reclamei que senti falta dela em Guerra dos Tronos, mas meus colegas que já estão nos outros volumes me acalmaram, dizendo que a fantasia e a mágia vão aparecer!!!

Concluindo, todas as crônicas são ótimas e considero uma leitura essencial para todo amante de livros... já vi por ai algumas pessoas dizendo que tem medo de ler o livro e se decepcionar... acho difícil isso acontecer... mas ao ler Nárnia tem que se ter em mente que este é um livro escrito para crianças, por isso não adianta esperar uma batalha sangrenta como as de Bernard Cornwell... a beleza dessa obra está em outros detalhes... e mesmo sendo escrita para crianças é uma das obras mais perfeitas que eu conheço... tanto que faz parte da minha categoria O Preferido!!!

É isso!!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Beautiful

Andei fotografando esses dias...










Adoro esses desenhos!!!!
Como os desenhos desse artista sempre são feitos em casas antigas e casarões, e como estes imóveis estão caindo com uma frequencia enorme aqui na city, estou fazendo um pequeno acervo fotográfico com os meus preferidos... ainda tem bastante por ai, mas não tive tempo de fotografar tudo!

Beijos...
Fefa Rodrigues...


Isso eu aprendi num livro...

Eu me lembro de que, quando eu li Linha do Tempo, uma frase me chamou atenção. Foi quando o historiador André chegou ao mosteiro – depois de ter viajado de volta no tempo – e se assustou por ver que os monges jogavam uma partida de algo que se parecia com os primórdios do tênis. O historiador então diz para o monge que o acompanhava que nunca imaginaria monges na Idade Média praticando algum tipo de esporte, o monge então responde que “o exercício físico desenvolve o corpo e aguça a mente”. É verdade. Concordo que depois de fazer uma super aula de bike ou correr – coisa que faço todos os dias menos aos sábados e domingos – minha mente parece mais leve, mais atenta...

Por isso, hoje vou dar uma dica, não de livro, mas de um outro blog que foi criado para dar informações sobre treinamentos para diversos objetivos como emagrecer, fortalecer os músculos, alcançar resistência, suplementação... é o Blog do Davi e do Leandro, o Construindo Corpos e que eu te convido para conhecer!!!

Afinal, nós leitoras adoramos ter uma mente aguçada, não é verdade??

Beijos...
Fefa Rodrigues

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Festa do Bode – Mario Vargas Llosa

Um livro surpreendente! Leitura indicada na aula de ciências políticas do meu primeiro ano de faculdade – o mesmo professor que me apresentou ao Gabriel Garcia Márquez. Não conhecia o autor até então e adorei essa obra que trata de uma fase sombria da República Dominicana, o fim da ditadura Trujilo no país. Interessante como até então eu sequer tinha me dado conta da existência daquele país e, após a leitura deste livro, passei a sonhar em visitá-lo um dia.

Detalhe da Capa - Fonte: Google
A história é escrita de uma forma diferente e começa quando Urânia, uma dominicana advogada de sucesso que vive nos Estados Unidos regressa ao país para visitar seu pai que está à beira da morte. A princípio a gente não entende o ódio e o rancor que a mulher nutre por seu pai, mas a história vai se desenrolando a partir das lembranças de sua infância entrecortadas com o relato da conspiração armada para derrubar o ditador.

O livro é mais um relato das atrocidades cometidas por um governo ditador na América que, sem limites para sua crueldade, manteve o poder por meio da força e do medo imposto aos cidadãos, enquanto uma corja elite vivia a seu redor desfrutando de uma vida de luxo, pela qual pagavam qualquer preço, ainda que fosse aquilo que mais amavam.

O livro mostra um pouco da vida do ditador e também de seus filhos que não foram muito diferentes do que lemos e ouvimos, por exemplo, dos filhos da Saddam Hussein, que tinham o país em suas mãos para fazer qualquer coisa que entendessem.

Após a queda do ditador, uma fase de terror se instala no país com uma caça aos culpados e ainda mais violência. Uma cena terrível, em que um pai é forçado a comer a carne de seu próprio filho nunca deixou minha lembraça... o mais triste, é que esta é a parte do livro baseada em fatos reais.

Por fim, a história de Urânia se entrelaça com a de Trujillo de uma forma inesperada e, sem saber, ela foi uma ajuda para os planos e conspirações para derrubar o ditador, mas sua vida estava destruída para sempre.

Lembro-me que meu professor disse que a história fictícia de Urânia podia ser considerada como uma alegoria do que Trujillo fez com a República Dominicana... uma visão interessante das coisas.

Vale a pena ler, especialmente para conhecer um pouco mais sobre essa fase tão sombria da América Latina. Um livro instigante que eu já indiquei para meus amigos que vivem envolvidos com política!

Já comentei aqui sobre o livro Pantaleon e as Visitadoras do mesmo autor, outro estilo, mas divertidíssimo.

Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Guerra dos Tronos - Crônicas do Gelo e Fogo


You win our you die!

Enfim, terminei! Cheguei ao fim das 567 páginas ontem à noite. Uma dorzinha no coração pela morte de Khal Drogo, diga-se de passagem, meu personagem preferido, apesar de não ser um personagem de destaque!

Minha opinião sobre o livro: gostei muito!

No começo, demorei um pouco para me acostumar com o estilo de escrita do autor, quem já leu o livro sabe do que estou falando e quem ainda não leu, já deve ter visto uma centena de comentários pela Internet, sobre os capítulos serem sempre focados em um dos personagens – sempre os mesmos, ou seja, a história se desenrola de uma forma diferente do que estamos acostumados. Mas isso deixa a leitura super fácil... vencidas as primeiras páginas você não consegue parar de ler... eu até achei que ia demorar mais, afinal são 567 páginas, mas não deu um mês... e olha que eu só tenho tempo de ler a noite, antes de dormir!

Não vou fazer um resumo obra por dois motivos, acho que sou uma das últimas pessoas a ler esse livro (risos) e porque a história é tão complexa que não acho justo ficar apenas numa sinopse. Então, só vou apontar os personagens que mais gostei e os pontos fortes que eu encontrei no livro.

Meus personagens preferidos:

Khal Drogo: apesar de não ser um personagem que conta com capítulos próprios eu me apaixonei por ele! Acho que por conta dele ter protegido a Dany e ter dado a coroa para o Viserys, que, até então, era o mais odioso de todos os personagens!! Infelizmente, hoje, ele cavalga com as estrelas... mas ainda assim, vai ser um personagem inesquecível pra mim!!



Daenerys Targaryen: desde o começo já adorei ela, mas a principio tinha pena! Ela se transformou durante o decorrer da história, e aprendeu muito com todas as suas experiências. Tenho certeza de que ela vai ser uma personagem de grande influência no próximo livro e eu torço muito por ela! E se a teoria da Fê do Na Trilha dos Livros estiver certa, vou amar!!!


Tyrion Lannister: o Duende, apesar de pertencer ao lado negro da força eu acho ele demais, principalmente porque ele soube vencer suas limitações. Ele é culto, tem um humor sagaz, é inteligente e galante... o único Lannister que vale a pena!!


Pontos fortes do livro: como já disse, apesar de serem 567 páginas, a leitura flui fácil, talves por causa da forma como o autor escreve, ou seja, focando personagens umd e cada vez, como se fossem capítulos de uma série... me lembrou o Lost!

Além disso a história é realmente boa e surpreendente, não é cansativa, não é óbvia...

Ontem já comecei a ler a Fúria dos Reis, primeiro tinha pensando ele ler outra livro da seqüência de Alexandros, mas não resisti... mas estou um pouco preocupada com a demora na tradução do volume 4... espero que não demore muito!!!

O livro, como todos devem saber, virou série gravada pela HBO. Assisti até o episódio 6... é bem feita, e gostei dos atores escolhidos para os papéis. A única coisa que não gostei muito é que no livro o khas parece mais grandioso e na série me pareceu um bando de esfarrapados andando de um lado para outro...

Para quem não leu ainda, vale a pena, apaixonante como O Senhor dos Anéis!! E agora o livro está bem mais barato...

Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Júlio Verne

Hoje, em vez de falar de um livro específico, vou falar de um autor, Júlio Verne. Considero o autor uma ótima escolha para incentivar a leitura em crianças que estão chegando à adolescência, especialmente para aqueles que já passaram pela fase Coleção Vaga-lume. Do autor li os seguintes livros:


Volta ao Mundo em 80 Dias: amei esse livro, e acho que foi ele um dos responsáveis por despertar em mim o sonho – que começo a realizar em abril do próximo ano – de conhecer o mundo! A história começa quando Fileas Fogg, o personagem principal, durante uma acalorada conversa com os distintos senhores do clube onde costumava jantar, aposta 20 mil libras que, com a tecnologia e os meios de transporte da época, era possível rodear o globo em 80 dias. Fileas então, sai para sua aventura em companhia de criado Fura Vidas que, por ter certa semelhança com o bandido que havia assaltado o Banco da Inglaterra na mesma época, passa a ser perseguido pelo detetive Fix que acredita que aquela aposta é apenas uma desculpa para os ladrões deixarem o país sem suspeitas. A história é cheia de aventuras por cada um dos países que os dois passam, e o que eu mais gostei em tudo foi o final do livro, que nunca mais me esqueci apesar de ter lido há uns 15 anos, quando perguntam a Fileas o que ele ganhou com tudo aquilo já que o valor da aposta apenas cobriu os gastos que ele teve, e ele diz que ganhou o amor – porque ele havia salvado uma linda moça, na Índia se não me engano, e ela seguiu com ele até a Inglaterra. Muito legal!!


20 Mil Léguas Submarinas: depois de ler a Volta ao Mundo, quis ler mais do autor e por sorte o sebo da cidade tinha bastante dele a oferecer, apesar de serem todos os livros velhos e de páginas amarelas desfazendo e me fazendo espirrar a cada página virada. O autor adora imaginar máquinas e equipamentos que a tecnologia poderia nos proporcionar e nesse livro a história gira em torno das especulações que estão sendo feitas em torno de um “ser” que aparece e desaparece no mar, talvez um animal gigante, mas que é, na realidade um submarino desenvolvido por seu Capitão Nemo, que só depende dos meios próprios do ambiente marítimo para sobreviver, de onde ele retira o alimento da tripulação e tudo que ele e seus homens necessitam para viver. Os personagens principais são francês Aronnax, seu serviçal Conseil e o habilidoso arpoador Ned Land que acabam resgatados pelo Capitão Nemo e convidados a fazer uma viagem a bordo do submarino vão viver aventuras e acontecimentos extraordinários em uma viagem que dura 20 mil léguas!


Viagem ao Centro da Terra: na seqüência foi essa a leitura, e minha preferida dentre as obras desse autor! Tudo começa quando Lidenbrock, professor e cientista encontra no interior de um livro antigo um manuscrito que é decifrado por Axel, seu sobrinho, revelando um suposto caminho que levaria ao centro da terra, começando pelo vulcão Sneffels. Lidenbrock convence o cético Axel e os dois iniciam a jornada tendo Hans como guia e ai começa a aventura, cercada de dificuldades encontradas pelo caminho.

O Castelo dos Carpatos: esse foi o que menos gostei e último que li do autor. A história se passa numa antiga vila romena onde estão os restos de um Castelo que, segundo os aldeões, está dominado por espíritos malignos e por bruxas.... A questão da tecnologia e dos aparelhos que fazem coisas por nós é bem rpesente aqui também. Não me lembro de muitos detalhes desse livro, como disse, foi o que menos gostei, mas também é uma leitura interessante.
Mesmo para adultos, Júlio Verne é uma leitura aconselhada. Ficção científica da melhor qualidade e um clássico da literatura!!

Beijos e boa leitura.
Fefa Rodrigues.



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Alienista - Machado de Assis

Ontem a noite estava tentando me lembrar de livros que lá há mais tempo para fazer novas postagens, fiz uma pequena lista e o primeiro deles foi O Alienista de Machado de Assis, mas não cheguei a preparar qualquer postagem.

Hoje, visitando os blogs que vejo todos os dias me deparei com um comentário justamente sobre este livro no blog Dos meus Livros, e como a postagem lá é ótima, vou sugerir a visita emv ez de também escrever um comentário mais longo sobre a obra.

Só para ressaltar, o blog é de um português e eu fico muito feliz quando me deparo com comentários sobre leituras de autores brasileiros tanto do autor do blog como de outros leitores e todas as vezes as opiniões são boas!!

É bom saber que tem gente pelo mundo a fora que sabe que nós temos mais a oferecer do que samba, futebol e novela!!!

Então, dê uma lida no comentário e, tendo a oportunidade, conheça um pouco mais da literatura nacional!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Pela cidade...

Minha cidade é média, não é uma cidade muito bonita, não tem muito o que se ver, mas, mesmo aqui, quando presto atenção, consigo encontrar alguma beleza... então, vou compartilhar alguns cantos da cidade que eu gosto!!

Tem um bairro que fica a poucos quarteirões do cetro da cidade, antigo, tem um enorme casarão em frente a uma fábrica desativada há séculos, em volta da fábrica, pequenas casas que antes serviram de moradia para os trabalhadores da têxtil São Martinho. Infelizmente, apesar do local ser tombado como patrimônio histórico, está tudo tão largado que um dia vai acabar desabando...

Às vezes passo por lá só para dar uma olhada naquela arquitetura que está desaparecendo... algumas vezes fotografo, especialmente o mirante da fábrica... olha ai algumas fotos dele...







Bonito não acham?!

Até que a fábrica, pela frente, ainda está em bom estado. Na próxima vou postar fotos do casarão que era do dono da fábrica e dai vai dar até dor no coração!!

Beijos...
Fefa Rodrigues

Nota

Algumas vezes li em blogs pela net a fora, seus autores falando sobre comentários mal educados deixados pelos visitantes. Confesso que só vi esse tipo de coisa em blogs de moda, então, não sei se isso acontece com frequência em blogs sobre leitura.

Eu sempre acreditei que não, mas ontem fui surpreendida por um comentário mal educado no post sobre O Retrato de Dorian Gray, comentário este que achei por bem excluír sem publicar. Como comentei lá no post, este foi um livro que não me agradou, mas fui clara em dizer que meus comentários se limitam ao meu simples gosto ou não pela história, nada mais que a opinião de uma leiga.

Quando criei esse blog, tinha em mente compartilhar minha paixão pela leitura com outras pessoas que tem o gosto em comum e quando dou minhas opiniões digo que respeito as divergentes, pois, sempre acreditei que em meio aos leitores estão as pessoas de qualidade intelectual mais elevada e, portanto, pessoas tolerantes e bem educadas, talvez eu esteja equivocada.

Então, fica aqui minha nota de esclarecimento ao anônimo que me chamou de ESTÚPIDA – assim mesmo, com letras maiúsculas. Justifico o motivo pelo qual o comentário não foi publicado:

Sr. (a) Anônimo, seu comentário não foi publicado porque foi deselegante, em que pese meu respeito por sua opinião e paixão por Oscar Wilde. Acredito que todos tem direito à sua própria opinião, por isso, se seu comentário fosse discordando do meu e dando seu ponto de vista, suas razões para gostar do livro, seria publicado e até poderia servir para que eu enxergasse a obra com outros olhos, entretanto, como você se limitou a me ofender, o cometário foi excluído.

Esclarecidos os fatos, me despeço.
Beijos a todos e boa leitura!
Fefa Rodrigues

 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Vermelho e o Negro - Stendhal

Hoje mais uma dica de clássico da literatura que comprei baratinho – R$ 3,00, daquela senhora que estava se desfazendeo de sua bibliotéca por problemas diversos há alguns anos, como já comentei aqui.

Detalhe da Capa
Este livro, que tem como personagem central o jovem Julien, se passa em duas partes. A primeira apresenta Julien Sorel, um jovem inteligente, sagaz, mas mal nascido, que prefere passar o tempo lendo em vez de ajudar seu pai, que era carpinteiro, o que não agrada muito à sua familia. Julian acaba entrando para a vida religiosa, o que parece um cliche para os mals nascidos mas dotados de inteligencias naquelas épocas. Julien então, se tornar cura e, mais tarde, preceptor dos filhos do rico Sr. de Rênal, prefeito da cidade. Apesar de fazer o tipo piedoro, na verdade, Julien, que admira Napoleão e suas batalhas, usa sua posição de clérigo e seu conhecimento da Bíblia apenas para impressionar as pessoas importantes e abrir seus caminhos.

Julien, então, vai vier na casa do Sr. Rênal e logo se interessa pela Sra. de Rênal que também se apaixonada pelo jovem tutor dos filhos, o que acaba, é claro, em adultério e não demora para que, pela boca de uma das serviçais da casa, todos fiquem sabendo. Julien, então, é mandado para um seminário em Besançon e ali logo cai nas graças do abade Pirard que o recomendando ao Marquês de La Mole, para colocá-lo a seus serviços como secretário e acaba aqui a primeira parte ou fase da história.

A partir da segunda parte do livro Julien está em Paris trabalhando para o marquês La Mole, onde acaba se envolvendo nas maquinações políticas da elite parisience e com a filha do marquês, Mathilde que, a principio desprezou Julien por sua origem humilde mas, após algum tempo, passou a se interessar por ele reconhecendo sua inteligência e demais qualidades. Mathilde e Julien então passam a fazer entre si um joguinho de sedução, desprezo e ciúme, até que ficam juntos, mas o pai da moça não permite a relação.
Eu não me lembro exatamente porque, mas Julien volta para sua antiga cidade e durante a missa, dá um tiro na Sra. Rênel, que sobrevive, e ainda o ama. Mas agora ele está condenado e, enquanto aguarda o julgamento, descobre que também a ama. Ela passa a visitá-lo na prisão, e mutios tentam impedir sua senteça de morte, mas final é tragico, Julien é decapitado, Sra. Rênel morre de trizteza, e Mathilde transforma seu sepulcro em um santuário todo decorado com lindas estátuas italianas.

Já vi pela Internet afora que esse é um livro cheio de simbolismos – a começar pelo próprio nome – e de questões a serem analisadas, de criticas ao materialismo parisience e a uma sociedade vazia de ética e sentido, porém, como eu ja disse antes, não sou expert em literatura e acabo me atendo apenas a história mesmo e nesse caso, gostei muito. Gostei da história e dos personagens, apesar de as vezes me irritar um pouco com Julien.

Um livro que li há um tempão e que, apesar de não lembrar exatamente de alguns detalhes, eu recomento, porque realmente gostei.

Mais uma dica...
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues