quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Vermelho e o Negro - Stendhal

Hoje mais uma dica de clássico da literatura que comprei baratinho – R$ 3,00, daquela senhora que estava se desfazendeo de sua bibliotéca por problemas diversos há alguns anos, como já comentei aqui.

Detalhe da Capa
Este livro, que tem como personagem central o jovem Julien, se passa em duas partes. A primeira apresenta Julien Sorel, um jovem inteligente, sagaz, mas mal nascido, que prefere passar o tempo lendo em vez de ajudar seu pai, que era carpinteiro, o que não agrada muito à sua familia. Julian acaba entrando para a vida religiosa, o que parece um cliche para os mals nascidos mas dotados de inteligencias naquelas épocas. Julien então, se tornar cura e, mais tarde, preceptor dos filhos do rico Sr. de Rênal, prefeito da cidade. Apesar de fazer o tipo piedoro, na verdade, Julien, que admira Napoleão e suas batalhas, usa sua posição de clérigo e seu conhecimento da Bíblia apenas para impressionar as pessoas importantes e abrir seus caminhos.

Julien, então, vai vier na casa do Sr. Rênal e logo se interessa pela Sra. de Rênal que também se apaixonada pelo jovem tutor dos filhos, o que acaba, é claro, em adultério e não demora para que, pela boca de uma das serviçais da casa, todos fiquem sabendo. Julien, então, é mandado para um seminário em Besançon e ali logo cai nas graças do abade Pirard que o recomendando ao Marquês de La Mole, para colocá-lo a seus serviços como secretário e acaba aqui a primeira parte ou fase da história.

A partir da segunda parte do livro Julien está em Paris trabalhando para o marquês La Mole, onde acaba se envolvendo nas maquinações políticas da elite parisience e com a filha do marquês, Mathilde que, a principio desprezou Julien por sua origem humilde mas, após algum tempo, passou a se interessar por ele reconhecendo sua inteligência e demais qualidades. Mathilde e Julien então passam a fazer entre si um joguinho de sedução, desprezo e ciúme, até que ficam juntos, mas o pai da moça não permite a relação.
Eu não me lembro exatamente porque, mas Julien volta para sua antiga cidade e durante a missa, dá um tiro na Sra. Rênel, que sobrevive, e ainda o ama. Mas agora ele está condenado e, enquanto aguarda o julgamento, descobre que também a ama. Ela passa a visitá-lo na prisão, e mutios tentam impedir sua senteça de morte, mas final é tragico, Julien é decapitado, Sra. Rênel morre de trizteza, e Mathilde transforma seu sepulcro em um santuário todo decorado com lindas estátuas italianas.

Já vi pela Internet afora que esse é um livro cheio de simbolismos – a começar pelo próprio nome – e de questões a serem analisadas, de criticas ao materialismo parisience e a uma sociedade vazia de ética e sentido, porém, como eu ja disse antes, não sou expert em literatura e acabo me atendo apenas a história mesmo e nesse caso, gostei muito. Gostei da história e dos personagens, apesar de as vezes me irritar um pouco com Julien.

Um livro que li há um tempão e que, apesar de não lembrar exatamente de alguns detalhes, eu recomento, porque realmente gostei.

Mais uma dica...
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Argumentos...

Essa é uma forma de se argumentar acerca da existência de Deus

“O filósofo e teólogo americano J. P. Moreland, em seu debate com o ateísta Kai Nielson, afirmou que os cientistas estão descobrindo que o universo é uma harmonia delicadamente afinada e equilibrada de constantes fundamentais ou singularidades cósmicas... Na formação do universo, o equilíbrio entre matéria e anti-matéria tinha que ter uma precisão de uma parte em dez bilhões para que o universo pudesse até mesmo surgir... Também não haveria nenhum universo capaz de sustentar a vida se a taxa de expansão do Big Bang tivesse sido um bilionésimo por cento maior ou menor. Além do mais, a possibilidade da vida surgir espontaneamente foi calculada pelo astrônomo Fred Hoyle, de Cambridge, como sendo de uma em 1040, o que Hoyle compara com a probabilidade de um tornado passar por um depósito de lixo e formar um Boeing 747. Os cientistas identificaram 109 características de nossa galáxia e sistema solar, que exigem excelente sintonia fina para a existência da vida e sustento.” Fonte

Essa é outra, e é a minha preferida:























Para mim, a beleza é o argumento incontestável!!
Beijos e boa noite.
Fefa Rodrigues

O Xangô de Baker Street – Jô Soares

Já comenti aqui sobre as outras duas obras famosas do Jô, O Homem que matou Getúlio Vargas – muito bom, e Assassinato na Academia Brasileira de Letras – mais ou menos. Essa semana estava lendo uma matéria no site da BBC sobre Jack o Estripador e me lembrei desse livro do Jô. Não vou dizer a razão, porque se alguém pretende ler o livro, é bom ficar no suspense e esse é um livro que vale a pena, tão bom quanto O Homem que matou Getúlio Vargas, segue o mesmo estilo, unindo personagens reais e ficticios em situações reais e outras impensáveis. O livro é realmente muito engraçado e mais uma ótima sacada do autor.

Imagem do Google, porque quando li era emprestado!!
A história se passa no ano de 1886, época em que o Rio de Janeiro era a corte e capital do Brasil (o que já deixou de ser faz tempo, mas ainda tem muito gringo achando que a Dilma governa sob a sombra do Cristo Redentor). Após a apresentação de Sarah Bernhardt, um de seus maiores fãs, o imperador Dom Pedro II, acaba lhe contando um segredo que o atormenta, um valioso presente seu dado à baronesa Maria Luíza, desaparecera misteriosamente, um violino Stradivarius, ao que a diva francesa sugere que o imperador convide ninguém menos que mais famoso detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes para investigar o caso, com seu método inovador e imbatível. O detetive, então, aceita o convite e segue para o Brasil.

Mas, ao mesmo tempo, em que esse roubo segue investigado em segredo, o assassinato de uma prostituta choca a cidade. O assassino, além de decepar as orelhas, colocou uma corda de violino em um ponto, digamos assim, estratégico do corpo da vítima. Enquanto o delegado Mello Pimenta investiga o assassinato, o detetive Holmes e seu fiel escudeiro Dr. Watson chegam ao Rio de Janeiro para conhecer suas maravilhas e entre feijoadas, caipirinhas, vatapás, pais de santos e belas mulatas a investigção se desenrola, tendo como pano de fundo a boemia carioca e seus personagens mais famosos.

Juntos, delegado Mello Pimenta, Holms e Dr. Watson vão percorrer as famosas ruas do Rio, os bares e hotéis de luxo e também os lugares populares... uma viagem no tempo... Eu adoro essa forma do Jô escrever, juntando fatos e personagens reais e ficticios de forma divertida e criativa, e os livros dele são todos comédias, sempre muito engraçados, vale bastante ler!!!

O Xangô acabou virando filme, divertido... mas não tão bom quanto o livro, claro!!!

Mais uma dica...
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A História da Humanidade – Hendrik Willem Van Loon

Já comentei em outras postagens que história é mais uma de minhas paixões, especialmente história da Idade Média e II Guerra Mundial. Apesar disso, não tenho muitos livros de história e acabo me detendo mais nos romances históricos que, para mim, também são uma ótima fonte de conhecimento, especialmente os do Bernard Cornwell.


Conhecedor dessa minha paixão, um grande lá do trabalho me recomendou A História da Humanidade, livro que, segundo ele, foi comprado meio sem querer, quando ele olhava as prateleiras de uma livraria no shopping, escolheu ao acaso, sem sequer conhecer autor ou obra. Ele me falou tanto do livro que esperei acabar a última parcela do cartão Saraiva do meu cunhado, que, diga-se de passagem, era minha compra de Pilares da Terra, e pedi a encomenda. Estranhamente, porque nunca demorou mais que 3 dias para chegar qualquer dos livros que comprei pela Internet, esse levou 10 dias – a previsão do site era de 18 dias. Achei estranho, mas beleza, ele chegou!!

E agora minha opinião. Ainda estou na página 33, ouvindo um pouco mais da história dos Sumérios mas já percebi que não foi exagero do meu amigo, o livro é bom mesmo!! E eu disse ouvindo propositadamente, porque ler esse livro realmente dá a sensação de que você está ouvindo alguém contar uma história, a história da humanidade.

Ele é bem diferente do Uma Breve História da Humanidade e de Uma Breve História do Século XX de Geofrey Blaney, livros de história que fizerem bastante sucesso e que eu também gostei, são bons mas, como o próprio nome já diz, são realmente breves já que são praticamente resumos dos principais acontecimentos, além disso a linguagem também é outro ponto distintivo. Não sei se vou me fazer entender, já tentei explicar isso para alguns amigos meus, para mim, tem certos professores que são extremamente técnicos e que dão aulas ótimas, mas tem outros professores que possuem algo mais que técnica, é como se quando eles falassem não estivessem falando de direito – isso no meu caso – mas sim declamando uma poesia. Na boca desses professores direito e poesia são o mesmo.


Acho que um dos grandes exemplos é  professores Dalmo Dallari. Eu nunca tive aula com ele, mas o amigo do início dessa história teve e ele confirma minha tese (risos), além disso, já vi aulas desse homem excepcional pela internet, e são aulas que vão além da mente, tocam o coração.

Isso me faz lembrar um texto do Rubem Alves que eu li já faz muito tempo, ele comentava uma gravura de um artista mexicano, se não me engano, na qual um mestre velho e de pele amarelada entregava a um formando o diploma que era na verdade um feto morto e usava essa imagem para criticar alguns métodos de ensino, especialmente o forma que se estuda literatura.

Alguns professores, como Dalmo Dallari, fazem o conhecimento aflorar no nosso peito e chega até dar aquela leve falta de ar!!

Falei tudo isso porque eu acredito que o mesmo acontece no caso deste livro. Como disse acima, é um livro de história, não é um romance histórico, mas a gente lê como se fosse um romance e não como um livro técnico. Ele não aponta datas e acontecimentos pontuais, ele narra a evolução das coisas. O Sr. Hendrik escreve com doçura e se eu fosse professora de história substituiria qualquer livro didático por esse livro ai! Deve ter sido um privilégio conhecer esse professor por quem você se apaixona logo no prefácio.


Ah, e se você for ler, prepare um grifa texto, porque com certeza vai ter muito o que grifar nesse livro que é para se ler e reler várias e várias vezes durante a vida!!!

Para quem ama história, ai uma oportunidade de conhecer mais do assunto de uma forma deliciosa!!

Beijos e ótima leitura!
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas

Tá ai mais um livro que me decepcionou. Na minha lista “livros que tenho que ler antes de morrer” por um bom tempo, comprei num dia de calor quando ganhei R$ 50,00 da mamyz... corri para a livraria escolher mais uma obra para a minha então incipiente biblioteca. Depois de muito vasculhar as prateleiras da já extinta Contos e Encontros, numa época em que ainda não conhecia Cornwell, me deparei com Os Três Mosqueteiros. Toda a minha indecisão foi embora imediatamente e ele veio para casa comigo.


Comecei a ler imediatamente. Hum... de cara já não gostei muito da linguagem, mas tudo bem, só queria conhecer Atos, Portus, Aramis e, é claro, Dartanhan, que, para quem não leu o livro ou inda não conhece a história, a princípio, não era um mosqueteiro, coisa que enfim eu fui entender, já que nunca compreendia porque se eles são quatro o livro levava no título só três mosqueteiros, e não demorou muito para que eu fosse apresentada a eles.

Ah, sei lá... achei a história meio truncada, não me simpatizei com os personagens, acho que esperava demais do livro, além disso o livro tem algumas notas de rodapé porque o Dumas dá umas viajadas e acaba se contradizendo em alguns pontos e quando fiz esse último comentário me disseram “poxa, também dá um desconto né, imagina como era escrever um livro antes dos computadores existirem, ele tem direito de errar”... concordo que ele tem direito de errar, mas não vi esse tipo de erro em Guerra e Paz ou Os Miseráveis... ai! Acho que peguei implicância!!!!

Concluindo, o livro é um clássico mas preferi as versões para o cinema, além do mais, gosto de heróis honrados como Thomas de Hookton, Nick Hook, Derfel, Uhtred, não sou muito chegada em um bando de beberrões sem princípios... então acho que foi ai que “meu santo não bateu com o santo deles”.

É estranho falar mal de um clássico, parece que estou cometendo um pecado mortal, me senti assim também quando comentei O Processo e O Retrato de Dorian Gray, mas o que posso fazer, não gostei!!!:o(

Beijinhos!!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os Templários – Piers Paul Read

Os Cavaleiros Templários, a ordem mais poderosa e rica da época das Cruzadas é um tema fascinante para muita gente até hoje. Muito antes do Dan Brown mencionar essa ordem no Código da Vinci, esse já era um assunto que me intrigava. Fã de Idade Média que sou, tudo que remete a cavaleiros, realeza, nobreza e batalhas me interessa, e não seria diferente com essa ordem envolta em tanto mistério.



Daí que para saber um pouco mais sobre o assunto, comprei esse livro que não é um romance, sim um livro histórico que narra tudo que se passou desde que os nove cavaleiros fizeram seus votos e se tornaram os Cavaleiros do Templo, com a finalidade de proteger os peregrinos no caminho até a Terra Santa, até a fatídica sexta-feira treze quando toda a ordem foi destruída e seus lideres foram presos, torturados e mortos nas fogueira (reforçando a idéia de que sexta-feira 13 é dia de azar).

O livro é muito interessante. É histórico sem ser massante, conta detalhes sem ser chato. A primeira parte conta bastante sobre o Templo de Salomão, cujas ruínas serviram de abrigo aos cavaleiros no início de sua existência – e onde, segundo a lenda, eles teriam encontrando um grande tesouro, tipo, a Arca da Aliança.

A segunda parte fala sobre a formação da ordem, sobre sua influencia na palestina, tem um capítulo dedicado à Saladino – e legal que eu me lembro que no filme Cruzadas tem uma cena repetida de forma idêntica ao do livro, que, por sua vez, segundo o autor, reconta o que aconteceu exatamente de acordo com documentos da época –, outro capítulo dedicado a Ricardo Coração de Leão e, ainda, nos capítulos seguintes, sobre Frederico de Hohenstaufen e Luís da França.

A terceira e última parte conta sobre a destruição da ordem. Parte triste, bem ao espírito medieval, cheio de torturas e fogueiras.

O livro traz, ainda, fotos dos castelos que pertenceram à ordem, gravuras de cavaleiros, e outras imagens.


A foto não ficou muito legal, mas eu tenho um fascínio por esse selo (ou será uma moeda?), não sei dizer porque. São dois cavaleiros dividindo o mesmo cavalo. Alguém sabe se há algum lugar no mundo onde um desses esteja exposto? Gostaria muito de ver um ao vivo!!!

Bom, fica ai mais uma dica, não é um romance, mas vale a penas ler!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues

Como gostei de todas as fotos, acrescentei mais esta!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Don't worry...

Vi essa imagem no blog Amei. Super apropriado para o dia de hoje. 


Para a pessoa que me ensinou o significado - literal - de never give up!
Beijos
Fefa

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

Sabe quando a gente cria uma super expectativa e chega na hora, meio que se decepciona? Bem, com esse livro foi assim. Sempre esteve na lista daqueles livros que eu considerava que precisava ler antes de morrer, e fiquei muito feliz quando minha querida sobrinha Dani comprou. Não demorou muito para ela me emprestar, sabia que eu queria muito ler.

A foto saiu péssima!!
Meu primeiro susto foi com o tamanho, esperava algo bem maior e pensei que naquelas poucas páginas não seria possível desenvolver uma história muito complexa.

O livro conta a história do belíssimo e inocente Dorian Gray, modelo preferido do pintor Basil Hallward e de como Henry Wotton, um lord cínico e sem princípios vai influenciar sua vida de uma forma terrível, levando-o a se tornar o pior que poderia ser.

Tudo começa quando Basil Hallward faz um retrato de corpo inteiro de Dorian, e o retrato é tão bonito e Dorian se vê tão bonito e jovem que deseja de forma ardente continuar daquele jeito para sempre, deseja com toda a alma que sua beleza e juventude não o deixem e que o quatro envelheça em seu lugar.

Seu desejo se torna realidade, o que ele só percebe quando, depois de cometer um ato de extrema crueldade e egoísmo, percebe uma pequena ruga surgir no rosto pintado no quadro. A partir daí, o jovem antes inocente, se liberta de todos os limites e princípios e passa a ter uma vida desregrada, “aproveitando” todo o prazer que sua beleza e fortuna podem lhe proporcionar, sem que qualquer erro pese em sua consciência ou traga qualquer conseqüência sobre sua aparência que permanece angelical e apaixonante.

Com o tempo, uma figura do passado volta para vingar seu ato de crueldade, e Dorian, meio enlouquecido encontra seu fim...

Bem, sei que a história do livro tem uma finalidade muito mais de crítica social do que de agradar o leitor, mas, fiquei meio decepcionada, esperava mais da história, mais do livro... não está entre meus preferidos.

O que gostei no livro? Hum... ele me remete àquele trecho da Bíblia que diz sobre “o aproveita ao homem ganhar o mundo e perder sua alma”. Uma mensagem sempre atual, não?

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Apaixonada por Sorvete!!

O verão, técnicamente, ainda demora para chegar, mas o calor já está por aqui e com ele todo mundo começa a ficar mais animado, a se vestir mais colorido... todo mundo fica mais feliz. Não que nosso inverno seja grande coisa, mas depois de dois meses sem usar regata, o sol brilhando forte deixa todo mundo contente!!

E, uma das melhores coisas do verão, ou melhor, do calor, é sorvete, ainda mais se for de brigadeiro da Sorveteria Palácio, aquela que tradicionalmente, como em toda boa cidade do interior, fica na praça central ao lado da Igreja Matriz!!!

A Taís, do blog La Modee, e eu fomos lá hoje depois do almoço!!!

Eu com cara de "não quero voltar nunca mais pro trabalho!"


Nossos sorvetes!

A Taís!!

Sempre que vem chegando o verão eu me lembro de uma propaganda do Mac Donalds, já faz tempo, com uma música que dizia assim:

"É melhro ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe, como a luz que ilumina o coração!!"

Beijos e Boa Semana que se inicia!!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Guerra dos Tronos

Estou lendo o tão falado Guerras do Trono e estou gostando bastante!!! Mas decidi assitir a série só depois de ler o livor, e realmente é algo que a gente não consegue parar de ler, queria poder levá-lo para todos os lados comigo para ler a cada minuto de folga que eu tenho...



Bom fim de semana pessoal... com calor e muito sol à vista!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Olhai os Lírios do Campo – Érico Veríssimo

Um pouco de literatura brasileira, para variar! Li este livro há tanto tempo, acho que tinha uns 16 anos e é uma bela história que comprei em um sebo da cidade. Nunca mais me esqueci da carta que Olívia deixa para Eugenio, carta que ele só deveria ler se ela não sobrevivesse e onde ela dizia que, quando ele se sentisse mal pela pobreza, deveria sair e olhar os lírios do campo.

O que eu li era assim, bem antiguinho também!!
Outra coisa que me marcou nesse livro foi o episódio em que Eugenio está com seus colegas da faculdade de medicina e encontra seu pai, um homem simples e humilde, na rua, e finge que não o conhece. Seu pai respeita sua vergonha e passa por ele sem falar nada.

A história gira em torno de Eugênio, filho de um alfaiate, pobre, mas que graças aos esforços de seus pais estudou em um ótimo colégio e formou-se em medicina. Eugenio odeia a pobreza em que sempre viveu e sonha em ser rico, mas na noite de sua formatura ele conhece Olívia, colega de turma e também de poucos recursos. Os dois se apaixonam, mas uma vida de pobreza faz Eugenio nunca assumir qualquer responsabilidade ou compromisso com Olívia que, acaba deixando a cidade de Porto Alegre para trabalhar em um hospital de uma pequena cidade.

Eugênio então conhece Eunice, filha de um rico empresário, e se casa com ela. Olívia volta para Porto Alegre e conta para Eugênio que ele é o pai de sua filha Anamaria, mas, apesar de não amar Eunice, o medo de uma vida de pobreza faz com que ele continue com ela apesar do relacionamento cadê vez mais decadente e mesmo amando Olívia.

Quando Olívia morre, Eugenio acaba assumindo a filha e se separa de Eunice, então, passa a ser um médico dos pobres, encontrando harmonia interior ao buscar tornar o mundo melhor.

Um livro legal, uma história tocante e uma amostra de boa literatura brasileira!!

Até, já comentei aqui que eu gosto de ler um clássico e um livro atual e é bom ler um pouco de literatura brasileira de vez em quando, então Olhai os Lírios do Campo é uma boa!!! Vale a pena ler.

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

Cuidando bem dos livros


Minha Estante
Dia desses as duas primeiras prateleiras ali em cima despencaram sobre mim exatamente na hora em que eu estava abaixada ali do direito, pegando uma meias na caixinha de meias que fica naquele canto. Ganhei um galo na cabeça, a capa do Dom Quixote rasgou na queda, uma das canecas onde deixo minhas canetas coloridas se espatifou em centenas de caquinhos, mas todos ficaram bem, até meu pobre note que suportou o impacto da queda.

Quando comentei com minha querida e amada sobrinha o acontecido, ela me disse que na verdade não foi culpa de um prego mal preso, mas foi, na realidade, uma revolta de todos os personagens que estão aprisionados nos livros, já que eles foram lidos poucas vezes “a razão de ser de um livro é ser lido, Fê”, foi o que ela me disse.

Bem, não que eu não goste de emprestar meus livros, de verdade, eu não me importo, aliás, desde que comecei o blog encontrei duas “emprestadoras de livros” lá no trampo, para quem eu empresto com todo o prazer do mundo, agora o que eu detesto mesmo é emprestar um livro e ele voltar amassado, arranhado, com as folhas cheias de orelhas, sujo... ah isso não dá, isso me revolta! Será que essas pessoas nunca ouviram falar de marcadores de páginas???

Dá uma olhada no estado em que o meu Anjos e Demônios voltou:

Não sei se dá pra perceber pela foto, mas essas manchas são de bolor – como alguém consegue deixar um livro embolorar num lugar onde faz calor 10 meses por ano??

E o Cem Anos de Solidão que sequer voltou?! Sabe o que mais me revolta? É que se não me entregaram ele de volta é porque nem leram, porque se tivessem lido, quando terminaram, iam pensar em devolver... então, com certeza ele está esquecido em alguma gaveta empoeirada e um dia, quando alguém resolver fazer uma limpeza, vai mandar ele para o lixo reciclável!!!:o(

Por isso eu tenho maior cuidado com meus livros SIM. Eu quero que eles sejam lidos, tanto que vivo fazendo propaganda deles para as pessoas e sempre ofereço o empréstimo, mas eu quero que eles voltem tão saudáveis quanto foram, e sabe porque? Porque dizem que um dia os livros de papel vão deixar de existir e se isso acontecer um dia meus netos vão ficar muito felizes com as relíquias que eu vou deixar de herança!!

Bom, então, pra ajudar a preservar melhor meus livros, eu encapo eles com papel contact – alguns insinuam que eu sofro de TOC, mas não ligo risos. Olha só como é fácil.

Antes...
...durante...

Depois!
Pode parecer, pelas fotos, que sem contact a capa está mais bonita, mas olha a comparação ai embaixo, o livro da esquerda, O Imperador – Campo de Espadas, ainda não está encapado, enquanto que o O Imperador – Os deuses da Guerra, já está encapado!!


Então, cuide bem de seus livros, um dia eles podem ser uma relíquia tão valiosa quanto o Graal!;o)

Beijos
Fefa Rodrigues

sábado, 20 de agosto de 2011

Os Portões de Roma – Conn Iggulden

Os Portões de Roma é o primeiro volume da série O Imperador do escritor Conn Iggulden, e o mais próximo de Bernard Cornwell que eu já encontrei. Achei esse livro super sem querer... andando pelo shopping, paramos para olhar a vitrine de uma livraria enquanto esperávamos a fila por um Top Sundae diminuir.

Na verdade foi o Davi quem viu o livro primeiro e eu entrei na loja achando que era do Cornwell porque tem o nome dele na capa, mas o nome dele está lá com uma citação dele sobre a obra, ele disse que aquela era “uma história brilhante, com personagens vivos, ação e ritmo fantásticos! Eu queria tê-la escrito”.  Daí eu pensei “se o Cornwell falou que é bom só pode ser bom”, além disso, lendo a sinopse, vi que a história seguia o jeito dos livros dele e que era um romance sobre a vida de ninguém menos que Júlio César, aquele de Roma, sabe? ;o)

O estilo realmente lembra muito o de Cornwell em sua trilogia As Crônicas de Artur e o primeiro livro da série é esse ai da foto - Nos Portões de Roma, que começa contando a história de Caio Júlio César desde sua infância na pequena propriedade rural de seu pai nos arredores de Roma, acompanhado de seu inseparável amigo Marcos, o treinamento e aprendizado tanto das leis romanas quanto das táticas de guerra – aliás, especialmente das táticas e formações das legiões romanas, daí dá para entender porque eles eram imbatíveis, treinados desde crianças, uma legião era como um único homem, se movimentando com perfeição – a morte de seu pai, a dura convivência com sua mãe que sofria de alguma doença psicológica, acho que era algo como esquizofrenia, até que eles dois se transformam em adultos forte e corajosos, que vão enfrentar a rebelião que quase destruiu Roma.

É um romance histórico sobre uma das civilizações mais marcantes de todos os tempos, escrita de forma gostosa de se ler, com detalhes da vida e do cotidiano da época, mesclando história real e situações fictícias ele torna esses personagens mais reais.

Eu sou apaixonada por romances históricos por muitos motivos, e um deles é porque, como essas pessoas viveram há tanto tempo, quando leio sobre elas é como se lesse sobre qualquer personagem fictício, afinal, eles estão tão distante de nós quanto Bilbo Bolseiro. Mas quando eu leio um romance histórico e penso nessas pessoas como pessoas mesmo, em situações do dia-a-dia, as vezes agindo por impulso, as vezes sofrendo por amor, vivendo suas vidas sem sequer imaginar que centenas de anos depois nós estaríamos pensando nelas, então elas se tornam mais reais para mim.

Para quem gosta de romance histórico é uma ótima dica!!! Para quem gostou de As Crônicas de Artur ou  A Busca do Graal, essa série de quatro volumes é uma ótima pedida. Eu li os três primeiros, falta apenas o quarto para eu terminar a série, que está com o Davi, e nos próximos dias  eu comento um pouco do volume 2 e 3!!! Mas já digo que de todos os três que eu li, o primeiro foi o melhor!!!!

Ah e só para constar, o Conn Iggulden é inglês... pode parecer que “tô pagando pau” demais para os ingleses, mas não tem o que dizer, não conheço outro país que tenha um número tão grande de escritores tão fantásticos como a Inglaterra!!


Ainda bem que um dia eles resolveram parar de matar franceses e resolveram começar a escrever!!!!

Beijos e boa leitura e ótimo sábado (aqui super chuvoso, mas já se despedindo do inverno – a cidade toda tá cheirando à flores) para todos!!!
Fefa Rodrigues  

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Terra – Caetano Veloso

Música é um assunto que eu ainda não comentei aqui. O que eu escuto e que lota meu Ipod é U2, Oásis, Travis, Cold Play, Foo Fighters, The Verve... não escuto muito música brasileira, acho que, salvo algumas exceções, não produzimos músicas de qualidade como outrora... porque tudo isso que faz maior sucesso pelo mundo a fora é horrível, e dá vergonha, quase tanto como Paulo Coelho - péssimo!!

Bom, mas hoje quero falar da minha música preferida, é do Caetano Veloso, vou postar a letra ai embaixo e sugerir que você busque o vídeo no Youtube, porque é linda demais, tem todo o jeito de música brasileira da melhor qualidade!!!


Terra

Composição: Caetano Veloso


Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!


Música bonita e recheada de história!! Busca lá no Youtube, vai...

Beijos
Fefa Rodrigues