Já comentei em outras postagens que história é mais uma de minhas paixões, especialmente história da Idade Média e II Guerra Mundial. Apesar disso, não tenho muitos livros de história e acabo me detendo mais nos romances históricos que, para mim, também são uma ótima fonte de conhecimento, especialmente os do Bernard Cornwell.

Conhecedor dessa minha paixão, um grande lá do trabalho me recomendou
A História da Humanidade, livro que, segundo ele, foi comprado meio sem querer, quando ele olhava as prateleiras de uma livraria no shopping, escolheu ao acaso, sem sequer conhecer autor ou obra. Ele me falou tanto do livro que esperei acabar a última parcela do cartão Saraiva do meu cunhado, que, diga-se de passagem, era minha compra de
Pilares da Terra, e pedi a encomenda. Estranhamente, porque nunca demorou mais que 3 dias para chegar qualquer dos livros que comprei pela Internet, esse levou 10 dias – a previsão do site era de 18 dias. Achei estranho, mas beleza, ele chegou!!
E agora minha opinião. Ainda estou na página 33, ouvindo um pouco mais da história dos Sumérios mas já percebi que não foi exagero do meu amigo, o livro é bom mesmo!! E eu disse ouvindo propositadamente, porque ler esse livro realmente dá a sensação de que você está ouvindo alguém contar uma história, a história da humanidade.
Ele é bem diferente do Uma Breve História da Humanidade e de Uma Breve História do Século XX de Geofrey Blaney, livros de história que fizerem bastante sucesso e que eu também gostei, são bons mas, como o próprio nome já diz, são realmente breves já que são praticamente resumos dos principais acontecimentos, além disso a linguagem também é outro ponto distintivo. Não sei se vou me fazer entender, já tentei explicar isso para alguns amigos meus, para mim, tem certos professores que são extremamente técnicos e que dão aulas ótimas, mas tem outros professores que possuem algo mais que técnica, é como se quando eles falassem não estivessem falando de direito – isso no meu caso – mas sim declamando uma poesia. Na boca desses professores direito e poesia são o mesmo.

Acho que um dos grandes exemplos é professores Dalmo Dallari. Eu nunca tive aula com ele, mas o amigo do início dessa história teve e ele confirma minha tese (risos), além disso, já vi aulas desse homem excepcional pela internet, e são aulas que vão além da mente, tocam o coração.
Isso me faz lembrar um texto do Rubem Alves que eu li já faz muito tempo, ele comentava uma gravura de um artista mexicano, se não me engano, na qual um mestre velho e de pele amarelada entregava a um formando o diploma que era na verdade um feto morto e usava essa imagem para criticar alguns métodos de ensino, especialmente o forma que se estuda literatura.
Alguns professores, como Dalmo Dallari, fazem o conhecimento aflorar no nosso peito e chega até dar aquela leve falta de ar!!
Falei tudo isso porque eu acredito que o mesmo acontece no caso deste livro. Como disse acima, é um livro de história, não é um romance histórico, mas a gente lê como se fosse um romance e não como um livro técnico. Ele não aponta datas e acontecimentos pontuais, ele narra a evolução das coisas. O Sr. Hendrik escreve com doçura e se eu fosse professora de história substituiria qualquer livro didático por esse livro ai! Deve ter sido um privilégio conhecer esse professor por quem você se apaixona logo no prefácio.
Ah, e se você for ler, prepare um grifa texto, porque com certeza vai ter muito o que grifar nesse livro que é para se ler e reler várias e várias vezes durante a vida!!!
Para quem ama história, ai uma oportunidade de conhecer mais do assunto de uma forma deliciosa!!
Beijos e ótima leitura!
Fefa Rodrigues