terça-feira, 16 de agosto de 2011

Azincourt – Bernard Cornwell

Muitas vezes terminar um livro me deixa triste. Sou meio boba, parece que me apego aos personagens, parece que eles existem de verdade e que os dias em que passei lendo aquele livro eu estive na companhia deles e, como quando a gente se separa de bons amigos, vou sentir falta daqueles personagens.

Por isso, algumas vezes, releio os meus preferidos, mas, como infelizmente eu não nasci filha de milionário, nem criei uma rede social e fiquei rica, eu tenho que trabalhar, além disso, tenho as leituras preparativas para o mestrado, então, não sobra tanto tempo para a leitura por prazer... daí, não posso me dar ao luxo de reler os livros... afinal, ainda tem tantos que eu ainda quero ler...


No caso de Azincourt deu ainda mais tristeza, porque, depois deste, só me resta ler O Condenado para terminar a coleção do Bernard Cornwell e eu queria muito que ele escrevesse outra história de arqueiros, já que, como eu disse para o Davi, prefiro as flechas às paredes de escudo!!

Então, se alguém ai tem o twiter dele, por favor, manda uma mensagem implorando para ele escrever mais histórias de arqueiros!!!!

Bom, voltando ao livro, comentariozinho sobre a história.

Nesta obra, nossa companhia é Nick Hook, um arqueiro inglês que tem por ofício matar franceses, claro! E o pano de fundo é a batalha de Azincourt, que aconteceu durante a Guerra dos Cem Anos, batalha tão famosa e mítica quanto a batalha de Crécy, ocorrida durante a mesma guerra, que na realidade durou 110 anos, mas algumas décadas antes. Quem leu A Busca do Graal, acompanhou o exército inglês, em menor número e menos equipado, destruir o exército francês graças, é claro, a seus fenomenais arqueiros, em Crécy.

Em Azincourt, o livro começa cotando a história de Nick Hook, da rixa de sangue que ele tem com a família Perril, sua ida a Londres para acompanhar o assassinato na fogueira de um bando de hereges e do acontecimento que mudou sua vida, quando ninguém menos que São Cipriano fala com ele. Nick acaba se alistando como arqueiro para se livrar da forca, é mandado para Soissons, onde o exército inglês é destruído pelos franceses graças à traição de um duque escocês, mas, apesar das barbáries cometidas contra os arqueiros ingleses, Nick consegue sair ileso e foge para Calais, levando consigo Melisande, a garota que ele conseguiu salvar da fúria francesa.

A partir daí ele passa a servir a Sir John e, como arqueiro do exército da Inglaterra, acompanha o Rei Henrique V que invade a França para reivindicar o trono – ou simplesmente porque eles não tinham mais nada a fazer a não ser matar franceses. O exército chega confiante, mas durante o cerco à cidade de Harfleur, a doença ataca os homens que começam a morrer aos montes, sem conseguir que a cidade seja tomada.

Depois de 5 semanas a cidade acaba se rendendo, mas, apesar disso, Henrique V havia sofrido uma derrota virtual, porque acabou por perder quase metade de seu exercito para dominar uma pequena cidade sem importância política.

Henrique não quer deixar a França humilhado, parecendo fraco e fazendo a cristandade pensar que ele não desfruta do favor divino, então decide levar seu exército de Harfleur até Calais, marchando pelo interior da França, e é durante o trajeto, numa grande campina conhecida como Azincourt, que acontece uma das mais grandiosas batalhas da história. O exército inglês, doente, exausto, faminto terá que enfrentar o grande exército francês, maior em número e em plenas condições, equipado e fortalecido.

Mas quem poderia vencer os arqueiros ingleses? Como em Crécy, mais uma vez o exército francês tem que sentir a força do arco inglês!!!

Sensacional.

Ótima dica.
Beijos e Boa Leitura!!!
Fefa Rodrigues


PS: e agora vamos ao Guerra dos Tronos!!

The Tudors

Não sou nem nunca fui muito fã de TV. Fora O Cravo e a Rosa, nunca consegui assistir uma novela. Gostaria de ter assistido Cordel Encantado, porque parece muito fofo, mas não deu, a vida anda muito corrida e as 18:00 eu estou na academia!!! Então, acho que por não ser fã de TV eu acabei fascinada por livros e, também, graças a minha “natureza circunspecta”, ou, em outras palavras, meu gosto pela solidão.

Massss... quando minha irmã mais velha assinou TV paga, isso já há uns 15 anos, eu comecei a gostar de algumas séries, conheci Friends, Felicity, King of Queens... depois veio Gilmore Girls, Smallville, The O.C, Big Love.... virei super fã de séries!!

O melhor de tudo foi quando começaram a surgir – ou quando eu descobri a existência – das séries históricas – Roma foi a primeira que me chamou a atenção, e uma das minhas preferidas até hoje é The Tudors que, como é de se esperar, conta a história de Henrique VIII e suas várias mulheres.

A primeira temporada foi ótima. A melhor. Foi longa, com 24 episódios e contou toda a fase da vida de Henrique VIII desde que se apaixonou por Ana Bolena, sua busca pelo divórcio, mostrou muito de sua esposa Catarina de Aragão – e daí eu odiava a Ana Bolena porque a Catarina era uma rainha e tanto! – o rompimento com Roma, o nascimento de sua filha Elizabeth – que viria a ser a grande rainha –, a decadência de sua paixão por aquela mulher e seu triste destino. Foi bem detalhista.

A partir da segunda temporada foram menos episódios, mas de mulher em mulher chegou-se a quarta temporada que eu comecei a baixar ontem – porque eu não tenho paciência de ver um episódio por semana e gosto de ver tudo de uma vez só.

Gostei muito, principalmente porque eu ADORO a história da Inglaterra e, sem contar, que o Rei Henrique está lindão na série!!!

Catarina de Aragão, Henrique VIII, Ana Bolena - Os de Verdade!!

Catarina de Aragão, Henrique VIII, Ana Bolena - Os de Mentira!!

Fala ai se esse Henrique VIII não é de matar?!?!
Fica ai mais uma dica!!

Beijos
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A vida tem que ser boa!!!!

Já postei essas palavras noutro dia, mas vou repedit porque acho realmente importante que a vida seja boa e para que isso aconteça a maior parte da responsabilidade é nossa!!!


Não se acostume com o que não o faz feliz,
Revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
Mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

sábado, 13 de agosto de 2011

Paixão India - Javier Moro

Paixão Índia é o livro que conta a história real do amor do rico marajá indiano, o rajá de Kapurthala por Anita Delgado, uma jovem bailarina espanhola. Anita tinha apenas 17 anos quando o marajá a viu dançando e se apaixonou por ela. Desde então, diariamente o marajá voltou para vê-la se apresentar e a cada dia mandava ricos presentes para a garota de família humilde. Não demorou para que ele conquistasse seu coração e em 28 de janeiro de 1908 a espanhola chegou montada em um elefante branco adornado com centenas de pedras preciosas à uma pequena cidade indiana, para se tornar uma princesa.


O marajá respeitou as vontades da jovem esposa europeia e não levou-a para viver na zanana, residência onde suas outras esposas viviam sob a direção da esposa mais velha. Anita, diferente das outras esposas do marajá, ganhou um palácio, joias, presentes fabulosos e dezenas de serviçais. Uma vida luxuosa, mas solitária.

No início, entre Anita e o esposo reinava uma paixão ardente, embalada pelo sensualidade típica do povo indiano, mas o tratamento diferenciado que o marajá reservou a Anita gerou ciúmes em suas outras esposas e intrigas. Com o tempo, Anita começou temer por sua segurança e de seu filho, constantemente sonhava que haviam colocado um escorpião no berço do menino.

O choque cultural também foi grande. Não foi fácil para uma europeia se adaptar aos costumes milenares da Índia do início do século XX.

Depois de algum tempo, o relacionamento com seu marido, bem mais velho do que ela, começou a esfriar, especialmente depois que Anita ficou doente e por recomendação médica, privada de manter relações por um tempo. Cada vez mais solitária, Anita acaba se envolvendo com alguém muito próximo de seu marido e as consequencias desse romance vão ser devastadoras.

Como pano de fundo, ainda se desenrola os movimentos contra a dominação e o colonialismos da Inglaterra na Índia, com personagens como Gandi e Bibi Amrit Kaur.

Eu gostei do livro, é bom. Minha sobrinha não gostou. Acho que o mais interessante de tudo é poder conhecer a cultura Indiana. Por ser uma história real, as partes tristes ficam anda mais tristes, mas é algo interessante de se ler.

Fica ai a dica!!  
Beijos
Fefa Rodrigues

Hummm... que delicia!!!

Doce de Nata. Não sabia que existia. Nunca tinha experimentado. Até agora, para mim, de nata só existia sorvete, além de ser recheio de pão para minha avó. Mas eis que minha querida irmã volta de Monte Verde com potinhos de doces e, dentre eles, esse ai embaixo, Doce de Nata com Nozes. Com certeza não foi o primeiro potinho a ser aberto, mas, depois que foi, descobri o melhor doce que já comi na vida. Melhor que chocolate, melhor que pudim de leite condensado, melhor até mesmo que cocada!!


Se tiver oportunidade, viajando lá pelas Minas Gerais, não deixe de experimentar, é divino!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Desenrola

Acho que foi com Cidade de Deus que cinema brasileiro passou a valer a pena. Não tenho nenhum pudor em admitir que, até então filme, a produção cinematográfica brasileira deixava muito a desejar e, via de regra, era sinônimo de pornô de segunda classe. Mas então veio Cidade de Deus  para mudar essa realidade. Fui ao cinema três vezes assistir esse filme. Depois vieram outros filmes bem legais como Os Normais, Lisbela e o Prisioneiro, o Auto da Compadecida, E se fosse você,  até o super aclamado Tropa de Elite – quem não ama o Capitão Nascimento?


Vencido o preconceito com filmes brasileiros, essa semana assisti mais um legal, Desenrola. É um filme bem adolescente – estilinho Malhação, mas é engraçado, bonitinho, bem feito! Típico drama adolescente, se parece com aqueles filmes americanos de sessão da tarde, que a garota nada popular é apaixonada pelo super galã, enquanto um carinha gente boa pra caramba ta dando mole pra ela sem que ela dê valor a quem merece!:o)

A menina que faz o papel principal é muito boa, já a que faz o papel de garota popular é terrível, trabalha muito mal!!

O filme realmente é divertido, só meio fora da minha realidade, já que não estou acostumada com o comportamento das meninas do filme.

Fica ai a dica!!  
Beijos
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os Falsários de Hitler – Lawrence Malkin

Ontem estava conversando, via e-mail, com o Moretti, amigo e futuro afilhado, sobre o filme O Menino do Pijama Listrado, que eu não vi nem li o livro, porque sei que é muito triste. Apesar de ser super-fã de história da II Guerra eu não gosto de ver ou ler coisas sobre campos de concentração. Sempre que leio, ou vejo um documentário sobre o assunto, me dá uma tristeza tão profunda, aquelas cenas ficam revirando na minha mente por dias, já cheguei a passar mal por causa disso, então, evito. 


Daí que, aproveitando o embalo da conversa com o Moretti, me lembrei desse livro que eu comprei nas Lojas Americanas, enquanto esperava o motorista manobrar o carro pela bagatela de R$ 9,90. Comprei pela capa, com pressa, li em um fim de semana e gostei. O livro é bem fininho, coisa pra se ler rápido e é uma história real que, como descobri depois, já virou filme.

O plano dos nazistas, conhecido como Operação Bernhard, era destruir a economia da Inglaterra a partir da produção de notas de libras falsas, que seriam lançadas sobre o céu de Londres e de todo o Reino Unido. Para produzir notas falsas tão perfeitas que fossem capazes de passar como verdadeiras, foi reunido um grupo dos melhores tipógrafos e artífices judeus e um grande falsificador, escalados e levados para o Bloco 19 do campo de concentração.    

Como todo prisioneiro de um campo de concentração, a vida desses homens não era fácil, mas eles passaram por uma situação ainda mais estressante, pois, se trabalhassem com agilidade ajudariam seus inimigos a vencer a guerra, se trabalhassem com lentidão, corriam o risco de irem para a câmara de gás.

O livro narra o dia-a-dia desses homens que foram forçados a falsificar cerca de 132 milhões de libras esterlinas, e as técnicas utilizadas em uma das operações mais secretas da segunda guerra, além de um pouco da vida real dos personagens principais dessa história real que permaneceu desconhecida por cerca de 50 anos, plano que poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos, não fosse pela ofensiva Russa e o Dia D.

Este é um livro legal para quem gosta do assunto II Guerra, mas que não quer remoer as atrocidades nazistas. Não que os prisioneiros do Bloco 19 não sofressem as privações de um Campo de Concentração, mas o foco é outro, então, não há uma atenção mais detalhada nestes sofrimentos, como ocorre, por exemplo, em Resistência que eu já comentei aqui. Você pode ler sem ficar remoendo as coisas dias e dias!

Quando eu li esse livro me lembrei de uma cena do filme A Lista de Schindler, não me lembro com exatidão, mas na cena se passava num campo de concentração, os prisioneiros estavam construindo alguma coisa, um prédio eu acho, e acontece uma discussão entre o responsável pela obra e uma das prisioneiras – judia, é claro. O diretor do campo chega e pergunta qual o problema, e tal, e a moça explica que da forma que está sendo feita, a construção vai cair. O diretor então pergunta como ela sabe disso, e ela explica que é engenheira com especialização em Oxford e diz o que está errado e como deve ser concertado, o diretor do campo de concentração então dá um tiro na cabeça dela e manda que façam do jeito que ela falou. :o/  

Fica ai a dica!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Senhor dos Anéis e Crônicas do Gelo e Fogo

O Senhor dos Anéis é um daqueles livros que todo mundo conhece porque já leu ou porque, no mínimo, viu os filmes e aquelas pessoas que não conhecem certamente não estarão visitando um blog sobre livros.


Esse foi o meu primeiro livro no universo da fantasia que eu só conheci depois de ver o filme. É que, apesar de adorar ler já há muito tempo, eu vivia limitada a disponibilidade da biblioteca local numa época em que não tinha uma livraria de verdade na city e eu não tinha acesso tão facilitado à Internet, então eu não conhecia o Tolkien.

Então, no dia em que fui fazer a matricula da faculdade lá em Sorocaba, aproveitamos para ir ao cinema (que também não existia em Tatuí... mas calma, isso foi em 2002) e estava passando O Senhor dos Anéis – A sociedade do Anel, eu simplesmente não sabia que a história não ia acabar naquele filme e sai do cinema desesperada pela continuidade...

Cheguei em Tatuí e descobri que uma amiga do meu irmão tinha A Sociedade do Anel emprestei e li...  comprei As Duas Torres e o Retorno do Rei. A partir daí me apaixonei pelo gênero fantasia, li O Hobbit, Smarilion, Contos Inacabados... depois fui para as Crônicas de Nárnia... Harry Potter...

Já fazia um tempo que não lia fantasia, até que comecei a ouvir e ler todo a agitação em torno de As Crônicas do Gelo e Fogo – descobri lá no blog Na Trilha dos Livros, e claro, comprei imediatamente, imaginando, como disse aqui, que seria uma mistura de Bernard Cornwell com C.S. Lewis.

Ainda não comecei a ler, porque estou lendo Azincourt, mas dei uma pesquisada nos comentários pela net, gostei do que li e não tem como evitar as comparações entre O Senhor dos Anéis e Crônicas do Gelo e Fogo... isso é normal.


Mas, sinceramente, não gostei de alguns comentários mais exaltados, quase que denegrindo O Senhor dos Anéis simplesmente porque Crônicas do Gelo seria uma fantasia realista (paradoxal, não?), já que seus personagens, diferente do que acontece com Tolkien, não são totalmente bons ou totalmente maus, enquanto que em Crônicas do Gelo os personagens se embriagam, matam, agem sem principio, guiados por seus desejos, ou seja, tem os mesmos defeitos de todos nós mortais.

Bem, como disse, ainda não li, mas assisti ao primeiro episódio da série e, ao meu ver, em Crônicas do Gelo os personagens são mais parecidos com os humanos normais do que os personagens de Tolkien. Acho que ai está a principal diferença, porque em O Senhor dos Anéis a grande maioria dos personagens não são humanos, são elfos, hobbits, magos, etc... mas acho que isso não é suficiente para tornar uma obra melhor que a outra.

São diferentes. É óbvio que Tolkien escreveu considerando seus princípios, da mesma forma que C. S. Lewis e a inegável semelhança entre o Grande Aslan e Cristo, e de acordo com o mundo que ele criou. Legolas não se parece com o Toby, mas isso não torna um melhor que outro.

Os mundos de cada uma destas fantasias estão impregnadas com a visão de seus criadores... e, sinceramente, não acho que fantasia tenha que ter credibilidade!!

Por isso acho que todas estas grandes obras de fantasia – O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia, Harry Potter e agora Crônicas do Gelo e Fogo – são maravilhosas com suas próprias nuances e diferenças, e se completam... pois, como já disse, depois de ler O Hobbit, você entende melhor a transformação de Eustáquio em dragão, em O Peregrino da Alvorada!!

Beijos a todos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os Pilares da Terra – Ken Follett

Esta é mais uma história que se passa na Idade Média e que, para falar a verdade, eu não conhecia – nem autor nem obra – até começar a frequentar o blog Eu Leio, da Luciana Russa. Foi lá que eu conheci várias obras do Ken Follette e li os comentários sobre Os Pilares da Terra pela primeira vez.


Como a história gira em torno da construção de uma catedral na Idade Média – duas coisas que eu adoro. Idade Média e Igrejas – e como o blog falava muito bem do autor e especialmente deste livro, abri uma “aba” no meu Internet Explorer e encomendei!!!

A obra tem dois volumes, eu li o primeiro e gostei, ainda não comprei o volume dois, mas está na lista de próximas aquisições.

Sobre a história, ela tem quatro núcleos (não achei uma palavra melhor) distintos que vão se fundir mais adiante.

Tudo começa quando Tom Construtor está trabalhando na construção da casa de Wilian, um cavaleiro boçal e estúpido – um dos personagens mais odiosos do universo literário. Acontece que o tal cavaleiro pretendia se casar com Aliena, a quem o pai, em grande senhor de terras e nobre, tinha prometido não impor o casamento, permitindo a ela escolher seu marido. Aliena rejeita Wilian – e bem que faz porque o cara é um idiota - e isso gera enorme ódio e desejo de vingança por parte do cavaleiro e de seus pais que se sentem humilhados. Sem o casamento, Wilian determina o fim da construção da casa e Tom acaba sem emprego, tendo que vagar de cidade em cidade em busca de sustento para sua família – sua mulher que está grávida, seu filho Alfred e sua filha Martha.

Em razão de acontecimentos que eu não posso relatar para não estragar a graça de quem ainda não leu o livro, outras três pessoas acabam se envolvendo com essa família. O Prior Philip e Ellen e seu filho Jack, esses dois moradores da floresta.

Toda história se move em volta dos desejos desses personagens centrais além de haver, como pano de fundo, um segredo envolvendo o naufrágio do White Ship, acidente que deixou o Rei Henrique I sem descendentes e que vai acarretar a disputa pelo trono que também vai influenciar diretamente a vida de todos esses personagens.

Tom deseja construir uma catedral, Aliena deseja vingar a morte de seu pai e fazer de seu irmão um cavaleiro para retomarem suas terras que foram confiscadas, Ellen deseja Tom, Wilian deseja Aliena, o que também desejam Alfred e Jack, o Bispo Walren desejo seu castelo, o prior Philipe deseja reformar o priorado.... e de desejo em desejo a história se move.

A história é boa, bem escrita, um enredo interessante.

Ah! Já ia me esquecendo.... o livro virou uma série para a televisão, eu vi os primeiros capítulos, mas não quis terminar antes de ler o segundo volume. Muito bem feita, vale a pena assistir.

Lá no blog Eu Leio tem várias dicas de outros livros deste autor, e eu estou super interessada em ler O Homem de São Petersburgo e a série Queda de Gigantes.

Ai Jesus, eu preciso mesmo viver 100 anos...

Tá ai mais uma dica!!!
Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Laranjeira em Flor

Laranjeira em Flor

Eu gosto de cheiros. Gosto do aroma das coisas. Perfumes, comidas, roupas limpas, cabelo cheiroso... aliás, eu tenho a mania de sentir o cheiro de tudo e o melhor perfume que eu já senti em minha vida é o da flor de laranjeira. Percebi esse aroma nos dias quentes de inicio de agosto, no meu primeiro ano de faculdade, quando o sol do meio dia parece que vai fazer a gente derreter. Era nessa hora que o ônibus que trazia os estudantes de volta para casa passava bem no meio de uma infinidade de plantações de laranja e, enquanto algumas meninas reclamavam da minha janela aberta, porque o vento desarrumava seus belos cabelos, eu ficava ali, de olhos fechados, sentindo o perfume e, até hoje, quando sinto aquele cheiro doce e refrescante, me sinto feliz por lembrar daqueles bons dias, quando meus sonhos começaram a se realizar.

Não sei se foi o perfume que inspirou o poeta, mas achei uma poesia que chama Laranjeira em Flor, e vou postá-la ai embaixo e, se num dia de agosto, época em que as laranjeiras florecem, você estiver passando por uma plantação de laranja, respire fundo e deixe seu coração voar...


Laranjeira em Flor
Homero Expósito

Era mais branda que a água
que a água branda
Era mais fresca que o rio,
laranjeira
em flor
E
nessa rua de estio,
rua perdida,
deixou um pedaço de vida
e se marchou.

Primeiro há que saber sofrer,
depois amar, depois partir
e ao fim andar sem pensamento
Perfume de laranjeira em flor,
promessas vãs de um amor
que se escaparam no vento.

Depois, que importa do depois
Toda minha vida é o ontem
que me detém no passado
Eterna e velha juventude
que me há deixado acovardado
como um pássaro sem luz.

Que lhe haverão feito minhas mãos?
Que lhe haverão feito,
para me deixar no peito
tanta dor?
Dor de velho arvoredo
canção de esquina,
com um pedaço de vida,
laranjeira em flor.
Beijos
Fefa Rodrigues

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Vila - Paulo Setúbal

O dia 11 de agosto, além de ser o tradicional Dia do Pindura, quando alunos de direito do país todo tem passe livra para comer e sair sem pagar, é, também, o dia do aniversário da minha city, Tatuí, mais conhecida como Cidade Ternura. Para as comemorações temos, durante toda a semana, espetáculos teatrais - à tarde para o publico infanto-juvenil, à noite para o publico adulto – apresentações de orquestras, Torneio de Cururu, Concurso Literário Paulo Setúbal, Apresentação da Esquadrilha da Fumaça e o Desfile Cívico no dia do feriado. Têm, também bailes, jogos de futebol, encontros de dança... uma infinidade de atrações para todos os gostos...

Em homenagem a cidade, vou postar aqui, durante essa semana e a próxima, algumas das coisas que eu gosto... e uma delas são as poesias do famoso escritor da cidade, Paulo Setúbal.

Vai ai uma delas.


A VILA

Lembro-me bem dessa vilota rude,
Onde eu me fui, sem gosto e sem saúde,
Buscar um poiso para os meus cansaços.
Que terra triste! Triste e sertaneja:
A escola, a hospedaria, a antiga igreja,
E a capelinha do Senhor dos Passos...

Na esquina, em frente à Câmara, o barbeiro.
Logo depois, num colossal letreiro,
A "Loja Popular" do velho Lopes.
E é bem no largo da Matriz que fica
A sempiterna, a clássica botica,
Com seus reclames de óleos e xaropes...

Ah! Foi aí, nesse ermo de tristeza,
Nessa terreola fúnebre e burguesa,
Tão sem encantos, tão descolorida,
Que eu fui viver, com lágrimas e flores,
No mais cruel amor dos meus amores,
A página melhor da minha vida!


Se você quiser saber mais sobre o autor, clique aqui!!!

Beijos
Fefa Rodrigues

Um pouco de poesia - Cora Coralina

Hoje fiquei feliz, emocionada até, quando uma amiga daqui do trabalho me contou que o filho dela, de 11 anos, está lendo um livro de Cora Coralina... além disso, ele escreve poemas...

Dai, inspirada, resolvi postar esse poema da Cora Coralina.

Humildade
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.


Beijos!
Fefa Rodrigues

Os Trabalhadores do Mar – Victor Hugo


CONTÉM SPOILERS

“O inacessível ligado ao inexplicável, eis o céu.”

Os Trabalhadores do Mar é um livro especial. Já exaltei Os Miseráveis aqui, porque considero excepcional, mas Os Trabalhadores do Mar é como um poema! Belíssimo e cheio de frases maravilhosas, como essa ali em cima.


No povoado de Guernsey vivem uma mulher e seu filho, ambos, às margens da sociedade. Eles são pessoas diferentes das outras, com conhecimentos mais racionais sobre as questões da vida, como por exemplo, como evitar que a água dos poços sejam contaminadas pelos dejetos humanos, mas isso faz com que o povo do local veja os dois com maus olhos. A mãe do rapaz, que chamam pelo nome de Gilliat, morre e ele continua a viver sozinho e, como ninguém sabe seu nome, também o chamam de Gilliatt. Um dia, ele está caminhando pela estrada quando, à sua frente a jovem Deruchette, sobrinha do armador Lethierry, homem mais rico do local, para, olha para tráz e escreve o nome do rapaz na neve. A partir dai Gilliat se enamora da garota.

Algum tempo depois, uma tragédia acontece. O navio de Lethierry, principal fonte de renda do povoado, naufraga no rochedo Douvres, um lugar super perigoso e o armador promete dar a sobrinha em casamento àquele que conseguir resgatar o návio. Gilliat então se oferece para o resgate e o livro passa a contas como ele, com seus conhecimentos de física, depois de vencer diversos obstáculos e perigos, inclusive a luta com um polvo gigante, consegue salvar a embarcação.

Porém, enquanto Gilliatt está longe, Deruchette acaba se apaixonando por outro homem (que eu não me lembro o nome, mas que era o jovem pastor da igreja do local). Quando Gilliatt retorna, depois de ter cumprido o que havia prometido, percebe que a jovem não o ama (aliás ela demonstra, mesmo sem querer, sua repugnancia ao vê-lo chegar, todo sujo e com as barbas longas, depois de tanto tempo longe).

Gilliatt então, escolhe morrer (antes, se não me engano, é que já faz tempo que eu li, ele ajuda o jovem pastor a comprar a aliança para a moçoila). Ele então segue, por caminhos desertos, até uma rocha em forma de poltrona e lá se senta esperando a maré subir, enquanto ao longe ele vê partir o navio que levava sua amada e seu esposo para a viagem de nupcias. O livro termina com a morte do personagem. Lindo e triste ao mesmo tempo.

“No momento em que o navio dissipava-se no horizonte, a cabeça desaparecia debaixo da água. Tudo acabou; só restava o mar.”

Outro dia eu ouvi uma pessoa aqui no trabalho dizer que “ninguém deveria morrer sem conhecer Paris”. Bem, para mim, ninguém deveria morrer sem ler Victor Hugo. De verdade, como já disse antes, não sou habilitada para discutir literatura, pois não tenho nenhuma formação na área, mas como pessoa posso dizer que ler o que ele escreve é como ouvir um violino tocando, você sente lá no seu coração e de tão bonito que é, dá vontade de chorar.

Não deixe de ler algo desse grande autor e, se possível, leia Os Trabalhadores do Mar, maravilhoso!

Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alexandros – Valério Máximo Manfredi

Tem coisa mais gostosa do que entrar do site da Submarino e achar uma super-promoção de livro? Poucas coisas são melhores que isso... assim é que, um belo dia sem muito o que fazer, entrei no site e achei a coleção Alexandros – são três volumes - por R$ 29,90 e sem frete! Não conhecia o livro, não conhecia o autor, mas comprei! Li o volume I nas férias de janeiro, na beira da piscina (ôh delícia... Graças a Deus o inverno já está dando adeus!!!).



Alexandros – O Sonho de Olympias é o primeiro volume dessa série que, como é fácil de perceber, reconta a vida de Alexandre, o Grande. O livro não é longo, tem 310 páginas, a linguagem é simples e fácil, lembra o estilo da série Ramsés, que eu também já comentei, e é uma boa dica para presentear um adolescente!!:o)

Mas, mesmo quem já não é mais adolescente e que gosta de romances históricos vai curtir. Claro, não tem a profundidade de Bernard Cornwell e é meio que, digamos, linear, uma história em linha reta, sem muito rodeio, focada em acontecimentos da vida desse grande personagem, mas é gostoso de ler.

Confesso que no início não estava gostando muito, acho que porque quem se acostuma com Cornwell se torna um pouco mais crítico com romances históricos. O que me incomodava era que os fatos narrados eram muito isolados... faltava um pouco de mistério, de intriga... mas depois de unas 30 páginas eu gostei e li rapidinho, sem parar... só não li a sequencia imediatamente porque tinha acabado de chegar minha coleção A Busca do Graal...

Vamos a história. O volume I começa com o sonho que Olympias teve quando estava grávida de Alexandre, um sonho cheio de presságios que indicava a força de seu filho e o destino excepcional que o esperava. A partir daí são contados alguns fatos da infância e adolescência de Alexandre, suas aventuras, suas amizades, especialmente com Heféstion, a forma como ele se relacionava com as mulheres, o episódio de como ele domou seu cavalo Bucéfalo, e bem especificamente a fase em que ele passou sendo ensinada por Aristóteles.

Essa foi a parte que eu mais gostei, pois o pai de Alexandre, Felipe da Macedônia queria que seu filho fosse educado como um grego para que um dia ele pudesse se tornar o senhor de toda a Grécia o que seria impossível se ele fosse visto como um bárbaro incivilizado.

O livro também narra algumas das batalhas entre Felipe e as cidades gregas que se opunham a ele e termina com a sua morte no dia do casamento da filha, aliás, certamente uma morte que não foi do jeito que ele desejava. Alexandre, então, tem que agir rapidamente para tomar o poder e a trama envolvendo a busca pelo assassino fica para o volume II, Alexandro – As Areias de Amon, que eu ainda não li, mas que está ali na minha estante me esperando!!

Como eu disse, é uma leitura leve, bem cara de férias mesmo, e eu espero ler o volume II em janeiro, sentindo a brisa do mar!!! :o)

Fica ai mais uma dica... como já disse ali em cima, para uma leitura relaxante ou para dar de presente e semear o gosto pela leitura nos jovens corações!!! (nossa que pética que eu estou hoje!!!hehehehehe).

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

Coisas que nos deixam feliz!!

Noutro dia escrevi uma postagem que chamei de Sobre Paredes e Pontes e cometei que, se a parede continuasse no lugar aonde ela estava minha vida não seria pior, apenas seria igual e que, quando a parede foi embora, coisas novas aconteceram.

Bem, porque a parede caiu, um dia alguém me ajudou a criar um blog, e através desse blog alguém conheceu a beleza das histórias de Gabriel Garcia Márquez e, por tudo isso, eu recebi esse bilhetinho ai embaixo...



São coisas pequenas assim que nos fazem feliz!!!


Beijos
Fefa Rodrigues