sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ramsés - Christian Jacq

Já faz bastante tempo que eu li essa série de 5 volumes, então não vou fazer um resumo-comentário de cada um deles, pois já não me lembro assim tão detalhadamente, mas vale muita a pena dar a dica, porque os livros são muito bons!

Como o próprio nome já diz, a série conta a história de Ramsés, o grande faraó do Egito, desde sua infância/adolescência, sua educação, o preparo para ser um alto dignatário egipicio e a decisão de seu pai Setti, que o escolheu para ocupar seu lugar em vez de escolher o filho mais velho.

A linguagem do livro é leve e fácil, então é daqueles que, apesar de ter umas 350 páginas, a gente acaba lendo rápido. Claro que a autor usou fatos reais e acontecimentos fictícios para construir a história, mas, até onde me parece, ele foi bem didático ao reconstruir a vida no antigo Egito, desde o cotidiano das altas classes até o dia-a-dia do povo, os costumes e, o que eu gostei em especial, as práticas e rituais religiosos.

A série começa com Ramsés ainda criança e conta parte de sua época de estudos junto com seus três grandes amigos, dentre eles Moisés que um dia levaria seu povo embora do Egito. Então, a gente vai acompanhando a formação intelectual e do caráter de Ramsés que, além de ser uma pessoa excepcional, parece realmente amado pelos deuses, até que ele assume o trono e governa o Egito até seus 89 anos.

Os principais fatos e acotnecimentos de seu reinado são retratados na obra, dá para aprender bastante coisa e sonhar em conhecer o Egito!!

O amor de Ramsés pelo Egito, sua inteligência e astúcia, o dia-a-dia naquele país em uma época de grande glória, com templos magníficos, o equilíbrio entre religião e ciência, as aventuras de sua juventude, a paixão por Iset, a Bela e o amor eterno por Nefertari, a magia que envolve a vida de cada um desses míticos personagens tornam essa série uma das melhores que já li.

Leitura gostosa e empolgante, cheia de mistérios e super envolvente.

Os livros são:

Ramsés - O filho da luz

Ramsés - O templo de milhões de anos

Ramsés - A batalha de Kadesh

Ramsés - A dama de Abu-Simbel

Ramsés - Sob a acácia do ocidente

Imagem gentilmente cedida pelo Google!!

Outra leitura super recomendada!
Beijos e boa leitura
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Símbolo Perdido – Dan Brown

Dan Brown é um fenômeno de vendas, não dá para negar, mas, quem já leu mais de um de seus livros já percebeu que, sem tirar os méritos de sua grande criatividade, ele sempre usa a mesma fórmula, e isso acontece, também, em O Símbolo Perdido, livro que eu ganhei de presente no natal de 2009 de um grande amigo, o Dudu.


Bem, vamos por partes... primeiro, tenho certeza de que grande parte dos fanáticos por leitura ficaram no mínimo intrigados quando souberam que Dan Brown estava lançando um novo livro e que, desta vez, a missão do Professor Langdon era nada menos que descobrir o grande segredo da maçonaria, coisa que grande parte da humanidade já tentou e que, até onde eu sei, ninguém conseguiu.

Eu sei, também, que muitas pessoas consideram a maçonaria um grupo de homens ricos que gostam de se reunir com roupas engraçadas para realizar rituais estranhos. Eu ainda prefiro manter uma visão romântica sobre o assunto, apesar de já ter visto centenas de programas na Discovery desmentindo qualquer ligação dos maçons com os Cavaleiros Templários, curto muito mais a idéia de que a Maçonaria é a continuidade daquela ordem que guarda, até hoje, um grande tesouro – seja um monte de ouro ou todo conhecimento da humanidade – garantindo que a luz do conhecimento guie os homens sobre a Terra.

Ou seja, quem gosta de leitura e simpatiza com a maçonaria ficou interessadíssimo no livro e esse foi meu caso!!! Prova disso é que, de tanto falar sobre o livro, acabei ganhando de um amigo de trabalho!!! :o)

Agora, quanto ao enredo, a receita é a de sempre. O professor Langdon é convidado para dar uma palestra em Washington, mas quando chega à cidade, descobre que não é exatamente para uma palestra que ele foi chamado, mas para ajudar um louco a descobrir o grande segredo da maçonaria que ele pretende revelar para o mundo e se Langdon não o ajudar, um de seus grandes amigos famoso maçom e ultra-milionário irá morrer... de pista em pista, deixadas pelos próprios maçons por toda a arquitetura da cidade durante sua construção, ele conta com a ajuda de uma linda cientista (para variar), enquanto os dois fogem da polícia e do maluco que quer usar seus conhecimentos e depois matá-lo, com um leve clima de romance entre o professor e a cientista (é sempre assim no Indiana Jones também, né!!).

Como nos outros livros, a história é repleta de acontecimentos mirabolantes, situações quase impossíveis e Brown usa todos os elementos dessa cidade que, como bem sabemos, foi toda construída a partir da simbologia da maçonaria, mas... especialmente em alguns detalhes, esse livro lembra bem uma novela mexicana.

Eu diria que é legalzinho... não dá para comparar com a seqüência de pistas e informações interligadas que ele conseguiu criar em O Código Da Vinci e, como a história acaba seguindo a mesma fórmula de seus outros livros, meio que perde a graça, além disso, acho que pela grandeza da lenda do segredo da Maçonaria dava para ele ter pensado em um segredo mais interessante escondido em um local mais adequado, mas tudo bem, dá para encarar a leitura, é que eu esperava algo mais tipo A Lenda do Tesouro Perdido, que por sinal eu amo e já assisti umas centenas de vezes.

Para mim, o mais legal desse livro foi aprender sobre o alfabeto maçônico que eu não conhecia e que eu usei na última Caça ao Tesouro que eu organizei e que foi a melhor de todas!!!

A grande questão é: eu indicaria a leitura? Hummmm... digamos que eu poderia indicar muitas outras coisas melhores, massssss.... se de repente você está sem nada em mãos para ler... só esse livro... ah! Leia... também não é tão ruim assim... só acho que não vão fazer um filme dele!!

Bem... fica ai minha opinião... respeitando sempre os pontos de vista diferentes!!!
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 19 de julho de 2011

Crônicas Saxônicas - A Canção da Espada e Terra em Chamas

A Canção da Espada e Terra em Chamas


Finalizando os comentários sobre a série Crônicas Saxônicas, que eu comecei duas postagens abaixo, o volume IV, A Canção da Espada começa em clima de paz. A Inglaterra está dividida entre dinamarqueses ao norte e saxãos ao sul, em Wessex. Alfredo busca manter a paz e os dinamarqueses para além do Tâmisa. Uhtred, agora dono de terras e casado com Gisela, parece enfim ter encontrado tranquilidade, mas, as terras de Wessex são o sonho dos vikings que vem em hordas sem fim da gelada Dinamarca - de chão duro e infértil - e agora irão tentar conquistar a nascente Londres e acreditam que poderão contar com a ajuda de Uhtred. Alfredo, por sua vez, continua em busca de seu sonho, unir os reinos em um único e grande país, a Inglaterra e, para isso, ele precisa expulsar os invasores, manter as fronteiras e garantir a paz. Para isso, Uhtred é essencial e seu juramento será testado até o fim!! O destino de Uhtred esta marcado pelo amor aos dinamarqueses e seu juramento a Alfredo, ele é um homem de honra, que acredita nos juramentos e sabe que são eles que impedem que o caos domine os homens!!!


Gente, o Uhtred é lindo!!! Pelo menos na minha imaginação ele é demais. Forte, corajoso, honrado... um grande herói!! Poxa e o Alfredo, tem hora que dá vontade de matar ele (apesar dele já estar morto), ele é um erudito, mas tem hora que parece mais uma porta! Mas é um grande personagem da história da Inglaterra e se não fosse ele talvez a Inglaterra não fosse a Inglaterra hoje em dia... talvez fosse tudo a Dinamarca hehehehehe.


O volume V, Terra em Chamas, eu ainda não li, mas certamente não será o último como bem já me contou o Davi e a Fê, do Na Trilha dos Livros, mesmo porque o fim só vai chegar quando Uhtred retomar as terras de seu pai, o que ainda não aconteceu. Como é bem possível que este livro seja minha próxima leitura – depois que eu terminar Ana Karenina que, apesar de ser ótimo, já está me deixando meio enjoada, a leitura está meio travada e ainda tem 100 páginas para o fim, mas até o fim da semana eu pretendo terminar –  então dai eu comento, mas com certeza não irei me decepcionar!!!

Então gente, fica ai mais uma dica de uma ótima saga de romance histórico de um dos meus escritores favoritos, Bernard Cornwell, de quem eu já comentei As Crônicas de Artur, A Busca do Graal e Stonehenge!!

As obras de Bernard Cornwell são romances históricos, ou seja, ele usa elementos, fatos e personagens verídicos para contar suas historias e é incrível como ele reconstrói o dia-a-dia e a vida da época, em especial da Idade Média, que é a fase em que a maioria de suas obras de concentra. Daí que a gente acaba aprendendo mais de história por meio de suas obras do que por meio de livros de história mesmo. Um prato cheio pra quem ama livros e história!!!

Ah! Eu já encomendei, estou esperando chegar, Azincourt que também é dele e que também segundo a Fê – Na Trilha dos Livros – tá virando filme!!! Comentários em breve!!! ;o)

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Coisas que vão deixar saudades... Caça Tesouro

“Só atravessa o Rio Estige
Aquele que um óbolo pagar
Para receber a ajuda de Caronte,
E ao Hades conseguir chegar.”

Ta vendo a moedinha ali???
Acho que uma das coisas que mais vou sentir saudades quando longe estiver é de preparar o Caça ao Tesouro. Calma! Explico. É que já há uns cinco anos, todo Carnaval, durante as noites, temos nossa gincana. A primeira noite de 24 horas, com terroristas, bombas e missão a cumprir. A segundo noite é de Canibal, ou CSI, ou Scotland Gigante e a última noite é da Caça ao Tesouro que fica por minha conta e eu simplesmente amei fazer todas as que eu fiz, as 5 na chácara e as 2 na cidade e, com certeza, vou sentir falta de montar a história, preparar as pistas, acompanhar a galera de lá pra cá nas madrugadas e, principalmente, das histórias que o jogo rende!!!

Vai deixar saudades!!!

Beijos e sendo hoje sexta-feira... Bom fim de semana a todos!!!!!
Fefa

Crônicas Saxônicas – O Cavaleiro da Morte e Os Senhores do Norte


Continuando os comentários sobre a série Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell, o volume II chama-se O Cavaleiro da Morte – sugestivo, hein!! Agora Uhtred luta - para sua própria surpresa - ao lado de Alfredo, o Rei saxão que ele odeia e que foi derrotado pelos vikings. Refugiados em uma região pantanosa, o pouco do que sobrou de seu reino se protege entre rios e neblina e Uhtred tenta reagrupar seguidores. Acho que esse é o único período em que a gente se simpatiza por Alfredo, quando ele quase se torna uma pessoa normal.

Uhtred e Alfredo são opostos. Aquele é um pagão que acredita na força da espada, esse é um cristão devoto – e como tal, na Idade média, cheio dos pecados próprios daquela época – que acredita apenas na proteção dos designos divinos. Um guerreiro e um erudito que se unem na última luta do exército saxão para manter viva a Inglaterra. Emocionante!!!

Para um gostinho de quero mais, ai vai o primeiro parágrafo:

"Hoje em dia olho os garotos de 20 anos e acho que são pateticamente jovens, mal saídos das tetas das mães, mas quando eu tinha 20 anos me considerava adulto. Era pai, havia lutado na parede de escudos e odiava receber conselhos de qualquer pessoa. Resumindo: era arrogante, imbecil e cabeça-dura. Motivo pelo qual, depois de nossa vitória em Cynuit, fiz a coisa errada.

No volume III, Os Senhores do Norte a luta contra os dinamarqueses fica de lado. A questão principal para Uhtred, agora que Wessex está em paz é vingar a morte de seu pai adotivo, o grande senhor dinamarquês Ragnar, que o havia criado e cuja família tinha sido atacada e morta por um antigo inimigo de Uhtred, o agora renegado senhor dinamarquês Kjartan, que domina a fortaleza de Dunholm, e resgatar a filha de Ragnar – sua irmã, de suas mãos. O ano é 878, e além de todos os perigos que Uhtred encontra pelo caminho, terá que enfrentar, ainda, a traição de um de seus mais próximos companheiros.

“Eu queria as trevas. Naquela noite de verão havia uma lua pela metade que saía de trás das nuvens para me deixar nervoso. Eu queria trevas.”


Uma saga realmente emocionante!!
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Centro de Educação Bilíngue Rebeca

A Mirian e o Márcio são dois amigos que conheço há uns quatro ou cinco anos, e são daquelas pessoas que entram na vida da gente e passam a fazer parte dela. Eles tem uma filha, a Rebeca, hoje com 11 anos, e uma das garotas mais fashion que eu conheço. A Rebeca é surda desde que nasceu.

Já faz um tempo o Márcio, pai da Rebeca, criou - e eu tive a honra de dar uma mãozinha - a Ong Vida em Ação, para organizar melhor o trabalho social que eles realizavam no bairro Jardim Europa, a comunidade mais carente da cidade.

Eu conheci o lugar antes das famílias serem removidas para casas de verdade construídas pelo PAC, programa do Governo Federal, e, nunca como naquele dia, eu me senti mais grata pela minha casa, meu trabalho, minha vida.

Mas, além do trabalho social que realizavam, a Mirian e o Márcio tinham uma preocupação, a socialização da Rebeca. Sem qualquer lugar que a ensinasse a linguagem de sinais ou onde ela pudesse ter uma formação educacional, a Rebeca crescia cada vez mais separada das outras crianças. Eu me lembro que a Mirian e o Márcio se revezavam para ir aos cultos na igreja, para que um deles ficasse em casa com a Rebeca.

Um dia a Mirian entendeu que as cosias não poderiam ficar daquele jeito e começou a fazer o curso de libras para poder ensinar a Rebeca e para poder se comunicar melhor com sua filha. Depois de algum tempo a Mirian começou a ensinar algumas crianças na igreja e criança é demais, não demorou para que a gente começasse a ver outras meninas se comunicando com a Rebeca. Hoje o casal pode ir junto aos cultos porque a Rebeca não precisa mais ficar separada das outras crianças, elas já se entendem!

Acontece que a Mirian não se limitou a ajudar sua filha. Através da Ong do marido ela criou o Centro de Educação Bilíngue Rebeca. No começo ela atendia os surdos em uma garagem, hoje já conta com um local – a casa que eles tinham recebido da mãe dela e que eles decidiram usar exclusivamente para transformar no centro de educação – com um pouco mais de estrutura, ainda não é o ideal e seus sonhos são muito maiores do que tudo que ela já alcançou, mas não é tão fácil encontrar colaboradores.

Hoje nós estávamos conversado e ela me contou um pouco mais das razões que a levaram a dedicar tanto esforço para a criação do Centro de Educação. Ela me disse que a idéia nasceu pela falta de um lugar onde a Rebeca pudesse se socializar, onde ela pudesse ter a chance de se desenvolver culturalmente e até mesmo se preparar para uma formação acadêmica. Infelizmente ela não encontrou nenhuma instituição que aceitasse a Rebeca ou que oferecesse essa formação mais completa, esse desenvolvimento intelectual e cultural, pois na APAE não existe essa formação. Foi então que ela decidiu criar o centro de educação a partir dessa visão de formação completa e de preparo para a profissionalização.

Ela começou com 1 aluno e hoje atende cerca de 20 surdos de 10 a 65 anos através das salas Alfa 1  para a alfabetização para aqueles que não tem qualquer conhecimento, Alfa 2 para alfabetização daqueles que tem um pouco mais de conhecimento das palavras e o Poli que desenvolve outras disciplinas como inglês, artes, teatro, computação. Todas as turmas participam, também, de outras atividades como reforço escolar - quando matriculados na rede normal - e passeios culturais, sempre visando a evolução cultuar dos surdos de forma bilingue, ou seja, a primeira língua é Libras e a segunda é o Português.

Como todo trabalho social, o Centro de Educação precisa de voluntários. A Mirian sonha em contar com, pelo menos, um profissional da área de psicologia, um fisioterapeuta, um fonoaudiólogo e outros profissionais que se disponham a eventualmente realizar alguma atividade com os surdos, ajudando em sua socialização e no desenvolvimento de sua cultura geral.

Hoje a Mirian conta com uma amiga-irmã, a Karyttas que é o seu braço direito no Centro de Educação. A Karyttas me contou que começou a aprender libras depois que, durante uma atividade de evangelismo, ela conheceu um jovem surdo com quem não conseguiu se comunicar. Ela se sentiu tão mal por aquilo que no dia seguinte entrou em contato com Mirian para fazer o curso de Libras. Logo ela se tornou voluntária no Centro e após 4 meses de convivência com outros surdos ela é fluente na língua.

Além de atender aos surdos, o Centro também oferece curso de Libras para não surdos pela mensalidade de R$ 50,00 (cinquenta reais), é uma forma de arrecadar verba para se manter e de fomentar o conhecimento de libras, com isso garantindo a inclusão dos surdos.

A Mirian, que é professora de educação fundamental, está fazendo pós-graduação em Libras e pretende fazer mestrado. Infelizmente ela ainda não encontrou uma instituição que atenda às necessidades da Rebeca que apesar de ter 11 anos não está frequentando nenhuma escola de ensino regular e está aguardando uma vaga no DAP da Prefeitura Municipal.

Eu tenho dado uma mínima ajuda à elas, uma “assessoria jurídica”, é uma gotinha no oceano, mas é minha colaboração para que a luta da Mirian e da Karyttas fique um pouquinho mais leve e para que a vida dos surdos que elas atendem seja melhor.

Essa é a Rebeca!
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Mirian recebendo o computador doado pelo Rotaracty Club
Karytta

Fachada do Centro de Educação















Então, se você é de Tatuí, das proximidades ou mesmo de bem longe, e quer colaborar, ser um voluntário ou até dar uma ajuda financeira, conheça o Centro de Educação Bilíngue Rebeca na Rua Cel. Bento Pires, bem no fim da rua, ou acesse o blog.

Ah, e se você tiver um tempinho, compartilhe este post pelo twiter ou facebook... é só clicar na letrinha correspondente ai embaixo... quem sabe agente encontra outros colaboradores, não é!!!

Abraços
Fefa Rodrigues

Ismália: trágico do jeito que eu gosto!!!

Faz muito tempo que eu li esse poema pela primeira vez e nunca mais esqueci... trágico do jeito que eu gosto!!!

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

                            Alphonsus de Guimaraens


Imagem do Google

Fico pensando, o que teria feito ela enlouquecer? Um amor não correspondido? Uma decepção? Um sonho distante demais?

Bejos
Fefa Rodrigues

terça-feira, 12 de julho de 2011

Crônicas Saxônicas - O Último Reino

Crônicas Saxônicas é mais uma super obra do Bernard Cornwell, uma série de 5 volumes (até o momento), que reconta a história das invasões vikings na Grã-Bretanha e a luta de Alfredo o Grande, para unir todos os reinos da ilha e formar a Inglaterra.

Como acontece em As Crônicas de Artur o personagem que nos conduz na história não é o real Alfredo, mas sim o fictício Uhtred.

O Último Reino e conta a história de Uhtred, um garoto filho do Senhor de Babenburg (deve ter um h em algum lugar nessa palavra mas não me lembro onde), aristocrata do Reino da Nortumbria, que um dia, cavalgando pelas encostas das terras de seu pai avista ao longe os barcos dinamarqueses se aproximando, acontecimento que mudaria sua vida para sempre, assim começa o volume I dessa grande saga.

Alguns dias depois da chegada dos dinamarqueses o garoto acompanha seu pai a uma vila onde onde são atacados pelos poderosos e violentos vikings, seu pai morre no ataque e, quando ele dá uma demonstração de grande coragem, mesmo tendo apenas 10 anos, Ragnar, um grande senhor dinamarquês acaba por adotá-lo. Uhtred então se envolve com os dinamarqueses e percebe que é a melhor vida que um menino podia querer, longe dos padres e das regras rígidas do cristianismo, o garoto vai se adaptando à cultura, à religião e à língua, com seus longos cabelos loiros, agora ele passa a carregar um martelo de Thor no lugar de uma cruz.

Uhtred aprende a amar os dinamarqueses que passam a ser sua família, mas ele é inglês, herdeiro de vastas terras que seu tio tomou para si após a morte de seu pai, sem ao menos tentar procurá-lo, sem nunca tentar resgatar o sobrinho, uma fortaleza inexpugnável junto ao mar e a dúvida acerca de que lado ele deve lutar permanece em seu coração.

Mas, já que assim quiseram as fianderias aos pés de Ygrasil, o destino de Uhtred está ligado à  de Alfredo, rei de Wessex, a quem ele odeia, mas a quem acaba jurado, apesar de seu amor pelos dinamarqueses!

Um livro fantástico e Uhtred é um grande herói um homem corajoso e cheio de honra, alguém que inspira. Além disso, é muito legal conhecer mais da mitologia e das crenças nórdicas (daí você assisti Thor e acha ainda mais legal!!).

Já me falaram que eu exagero e que pra mim todos os livros do Bernard Cornwell são sensacionais, bem na verdade, Stonehenge eu não achei sensacional, eu achei apenas bom, mas realmente As Crônicas de Artur, Crônicas Saxônicas e A Busca do Graal são sensacionais, não tem outra definição!!!

Vai ai o primeiro parágrafo de O Último Reino para instigar você a comprar o livro...


“Meu nome é Uhtred. Sou filho de Uhtred, que era filho de Uhtred, cujo pai também se chamava Uhtred. O escrivão do meu pai, um padre chamado Beocca, o escrevia Utred. Não sei se era assim que meu pai teria escrito, já que ele não sabia ler nem escrever, mas sei fazer as duas coisas e as vezes pego os velhos pergaminhos no baú de madeira e vejo o nome grafado como Uhtred, Utred, Ughtred ou Ootred. Olho esses pergaminhos dizendo que Uhtred, filho de Uhtred, é o único e legítimo dono das terras cuidadosamente marcadas por pedras e diques, por carvalhos e freixos, por pântano e mar, e sono com aquelas terras ermas batidas pelas ondas, sob o céu empurrado pelo vento. Sonho e sei que um dia tomarei as terras de volta daqueles que as roubaram de mim.”

Amanhã falo um pouco do volume 2.
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues 

sábado, 2 de julho de 2011

Crônica de uma Morte Anunciada – Gabriel Garcia Marques

ou Crónica de una Muerte Anunciada

Gabriel Garcia Marques é meu escritor preferido. Faz algum tempo que não leio nada dele porque estou numa fase romance histórico, mas ele é muito bom com seu estilo original, seu realismo fantástico.

Meu exemplar de Crônica de uma Morte Anunciada, esse ai da foto, é especial porque faz parte da minha coleção estrangeira hehehehe... é que sempre que alguém viaja para o exterior eu peço que me compre um livro no país para onde for e esse minha mãe trouxe para mim da Espanha, mais especificamente de Salamanca e, obviamente, está escrito em espanhol.

A história é a seguinte... Poucas horas depois do casamento, o noivo Bayardo San Román devolve para a família sua noiva, a bela Ángela Vicario, após descobrir que ela se casou já não sendo mais virgem. A família, furiosa, obriga a moça a revelar quem foi que a desonrou, e ela diz que foi Santiago Nasar, um belo jovem abastado e com fama de mulherengo. Os irmãos da noiva então anunciam que vão se vingar matando Santiago e seguem para se preparar para seu intento. No caminho e pelas ruas da pequena cidade todos os moradores tomam conhecimento da intenção dos irmãos, mas ninguém, por motivos justificados apenas pelo absurdo da existência humana, impedem os irmãos de assassinar Santiago na porta de sua casa.

A história toda se passa durante as horas entre o casamento e o assassinato e a gente fica torcendo para que alguém faça alguma coisa apesar de saber desde o começo qual é o fim da história. É tudo inacreditável mas perfeitamente possível, e, como em todas as obras do autor, parece que o destino é realmente inexorável, como diria o célebre  personagem de uma outra obra ai!!!

Livrinho pequeno, para se ler em um fim de semana, são apenas 137 páginas de mais uma história fantástica desse super escritor.


Para dar um gostinho, ai vai o comecinho do livo, em espanhol, para treinar ok?!

“El día en que lo iban a matar, Santiago Nasar se levantó a las 5.30 de la mañana para esperar el buque em que llegaba el bispo. Había sonhado que atravesaba un bosque de higuerones donde caia una llovizna tierna, y por un instante fue feliz em el sueño, pero al despertar se sentió por completo salpicado de cagada de pájeros...”

Fica ai mais uma dica...
Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Como Treinar seu Dragão

O Léo, meu sobrinho de 6 anos, fascinado por cinema, já tinha me contado sobre esse filme que eu assisti ontem a noite (férias são uma maravilha, não são?!) que é uma ótima dica para quem curti animação.

A história se passa em uma aldeia viking, o que me fez gostar de cara do filme, porque desde que eu li As Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell meu interesse pela cultura nórdica cresceu bastante, engraçado que até os nomes que eles dão para os dragões – Terror Noturno, Matador, etc - lembram os nomes que os vikings da obra do Cornwell davam para suas armas – Fazedor de Viúvas, Quebra-Ossos, Bafo de Serpente... também acho interessante a menção aos deuses nórdicos, Odin, Thor...

Voltando a animação, a história se passa nessa aldeia nórdica que sofre com uma peste, os dragões. Soluço (nome dado para ajudar a espantar duendes) é o filho do chefe do povo, e, ao contrário de seu pai que é um viking enorme de longas barbas trançadas, o garoto ainda á bem franzino. Soluço é um pouco diferente dos outros vikings, ele tem mais cérebro do que músculos e isso não faz muito sucesso entre seu povo.

A honra máxima para os membros daquele lugar é matar um dragão, e é para isso que todos os outros da idade de Soluço estão treinando, só ele que não, pois todos acham que ele não leva jeito para ser um viking. Mas, em uma noite em que a aldeia é atacada por dragões, Soluço usa uma arma que ele mesmo inventou para abater o mais temido de todos os dragões, o Terror Noturno, as coisas não dão muito certo e, além do menino quase virar churrasco, quase toda a aldeia pega fogo.

No dia seguinte, Soluço está andando pela floresta e encontra o dragão preso pela rede que sua arma tinha lançado, ele se aproxima do dragão com sua faca, mas não tem coragem de matá-lo. O Dragão, que ele apelida de Banguela, está com um ferimento na cauda e não consegue voar, Soluço, que é muito inteligente, começa a projetar meios de “concertar” a cauda do dragão, claro, sem contar para ninguém na aldeia e enquanto sua amizade com o dragão cresce ele aprende meios de evitar que os dragões arrasem as plantações e roube os rebanhos sem usar a violência... ele percebe que tudo que seu povo pensa saber sobre os dragões está errado.

O filme é uma graça e a história segue com o auge do desentendimento entre Soluço e seu pai, como é de se esperar. Gostei muito e, apesar de não ter ouvido muitos comentários sobre ele – além do Léo, foi uma das melhores animações que eu já assisti, vale a pena conferir!!! E o personagem Soluço é demais, cheio de comentários sarcásticos e engraçados!! Amei!!

      Sou um Viking, o perigo é minha profissão!
E a lição moral do filme é mais ou menos essa: “não é porque algo é feito de um único jeito desde sempre, que esse é o jeito certo de se fazer!!”

Beijos e bom fim de semana (como passa rápido quando a gente tá de folga!!)
Fefa Rodrigues

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mar Morto – Jorge Amado

Mar Morto é uma das poucas obras de escritor brasileiro que eu tenho na minha estante. Não que eu não goste dos escritores brasileiros, mas essa foi uma fase que ficou para trás como eu já comente aqui.

O primeiro livro do Jorge Amado que eu li foi Capitães da Areia, que narra a vida de um bando de meninos de rua que vivem em Ilhéus, eu era muito novo, tinha uns 14 anos, mas gostei da escrita dele e também da história.

Só depois de muito tempo eu li Mar Morto, e amei. Acho que foi o único livro que me fez chorar no final.

O livro narra vida dos pescadores na Bahia, por meio do personagem principal Guma, um pescador que, segundo tudo leva a crer, era lindo! Digamos que ele é muito bem descrito! Forte e corajoso ele é como um líder local. Guma se apaixona e se casa com Lívia, que vive amedrontada, sempre que o marido sai para o mar, temendo que Iemanjá o leve. É uma história de amor e que retrata a vida e a cultura bahiana, os costumes, as tradições, o culto a Iemanjá, personagens bem típicos, tudo super bem escrito por esse que é um dos maiores escritores brasileiros. O livro é muito bom e sem dúvidas está entre meus preferidos na literatura brasileira.

Depois que a gente lê Jorge Amado fica com uma vontade louca de conhecer a Bahia!!

Vai ai um gostinho:

“Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia. Os velhos marinheiros que remendam as velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados, os malandros sabem essas histórias e essas canções. Eu as ouvi nas noites de lu no cais do Mercado, nas feiras, nos pequenos portos, junto aos enormes navios suecos no cais de Ilhéus. O povo de Iemanjá tem muito o que contar.
Vinde ouvir essas histórias e essas canções. Vinde ouvir a história de Guma e de Lívia que é a história de vida e amor no mar. E se ela não vos parecer bela  culpa não é dos homens rudes que a narram. É que a ouviste da boca de um homem da terra, e, dificilmente, um homem da terra entende o coração dos marinheiros. Mesmo quando esse homem ama essas histórias e essas canções e vai às festas de dona Janaína, mesmo assim ele não conhece todos os segredos do mar. Pois o mar é mistério que nem os velhos marinheiros entendem.”


Fica ai duas dicas para quem quer conhecer um pouco mais da literatura brasileira e da cultura Bahiana – Capitães da Areia e Mar Morto, e aproveitando a deixa, busca no youtube algumas músicas do Caymmi, daí fica completo!!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 28 de junho de 2011

Operação Walquiria

Estou de férias! E férias em julho, para mim, é para relaxar. Por isso divido minhas férias em 15 dias no inverno e 15 dias no verão, que daí é para ir pra praia!! E, com esse frio de matar, nada melhor que ficar de pijama vendo filme! Foi o que eu fiz hoje. Rodando os canais encontrei Operação Walquiria iniciando – dublado, por que era Telecine Pipoca, mas tudo bem. Já tinha visto o filme duas vezes no cinema e adorei. Me lembro que na época li uma crítica falando mal do filme e falando bem de outro filme que se passava na II Guerra e que também contava a história de um atentado contra Hitler, Bastardos Inglórios.

Eu detestei Bastardos Inglórios e adorei Operação Walquiria, sorte minha que não sou crítica de cinema senão seria a única com opinião contrária. É tudo questão de gosto, não é? De qualquer forma, minha dica se você está a fim de ver um filme sobre a II Guerra é Operação Walquiria!!

Aproveitando que o assunto é cinema, ontem fui ver Velozes e Furiosos (ah!! as férias e a possibilidade de pegar a sessão das 21:30), não é um filme cult e eu estava cheia de reservas já que eu não assisti nenhum da série, fiz dezenas de comentários sarcásticos no inicio do filme, mas sabe que depois eu acabei gostando. Tudo bem que o filme é cheio de cenas absurdas e acontecimentos fisicamente impossíveis, mas numa segunda-feira, com entrada do cinema por R$ 5,00 dá para encarar, princialmente porque acaba sendo um filme engraçado, divertido.

E, para finalizar o assunto, lembrei que sexta-feira a noite, entrei embaixo das cobertas e assisti Eu sou o Número Quatro um sci-fi adolescente muito legal!!! Não sei se já estreou, o Davi baixou da net, então não sei qual é a disponibilidade. Eu achei muito legal mesmo e, segundo minha sobrinha, o filme é baseado em uma série de livros, ainda não pesquisei a veracidade das informações (hehehe), mas se for isso mesmo, já está na minha lista de compras literárias!!! E espero que façam as continuações... Então, fica ai mais uma dica!!!


Beijos e aproveitem os dias de frio que logo vão embora, como agente bem sabe!!!!
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Olga – Fernando de Moraes

Detalhe da Capa
Olga é uma obra diferente daquelas que estou acostumada a ler. Não é uma biografia, é algo como um romance jornalistico, não é a vida da personagem romanceada, são os acontecimentos reais, os dados e informações reais, mas narrados de uma forma menos direta que a maneira utilizada nas biografias.

Olga, uma judia alemã que desde muito jovem passou a integrar o movimento social é treinada na Rússia como uma agente do comunismo. Junto com Luiz Carlos Prestes, Olga é mandada ao Brasil para apoiar a resistência ao governo de Vargas e o núcleo do Partido Comunista. Olga e Prestes acabam se apaixonando e vivem juntos como um casal, mas sem regularizar a situação. Após uma malfadada tentativa de revolta comunista em 1935, o casal e seus amigos passam a ser perseguidos pela polícia política e um a um são capturados, inclusive Olga, que estava grávida, e Prestes.

O livro narra a perseguição e a fuga desses personagens, a captura, os acontecimentos na prisão, e as terríveis sessões de tortura até que o destino de Olga é decidido pelo presidente Getúlio Vargas que, apesar dela ser mulher de um brasileiro e estar grávida dele, é deportada para a Alemanha e entregue à Gestapo. Olga alega em todas as instâncias que não pode ser deportada por ser mulher de um brasileiro, portanto, ter a nacionalidade brasileira, o que impediria a deportação, mas sob a desculpa de que eles não eram oficialmente casados, seu pedido é negado. Olga então é mandada para um campo de concentração na Alemanha Nazista onde dá a luz sua filha Anita Leocádia, que com poucos dias de vida lhe é tirada e mandada aos cuidados de sua avó. Olga morreu na câmara de gás pouco tempo depois.

Tem uma passagem que eu achei especialmente interessante. Quando Olga e Prestes estão escondidos em um bairro afastado no Rio de Janeiro, é carnaval e Olga está olhando pela janela as pessoas dançando e se divertindo e ela diz “Eu não entendo esse povo, parece que eles não querem ser libertados”. Ela nem era brasileira e estava aqui lutando por um povo que não era seu povo, independentemente de se concordar ou não com sua ideologia política, tem-se que reconhecer que ela estava lutando pelas pessoas, por uma vida melhor, e perdeu sua vida enquanto o resto do país estava se divertindo.

Tantos anos já se passaram desde estes acontecimentos e hoje eu vi na televisão uma apresentadora dizendo que “a maior vocação do brasileiro é fazer festa”, não que eu não goste de festas, adoro... mas acho que já está mais do que na hora de superar o clichê samba-futebol-mulher. Há tanta coisa boa aqui para ser mostrada. Há tanta gente séria. Acho que falta apenas um pouco mais de atitude para superarmos o estereótipo!!

Voltando ao livro, gostei muito de conhecer mais sobre a vida dessa personagem de destaque na história nacional, vale a pena conhecê-la e conhecer um pouco mais da história política do país principalmente para que absurdos como os que a gente viu e ouviu durante a última campanha eleitoral se tornem motivo de chacota e não informação passada de e-mail em e-mail como se fosse  expressão da verdade.  Recomendado!!


Ah e o livro virou filme, um ótimo filme por sinal!!!

Beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Stonehenge – Bernard Cornwell

Já falei algumas vezes dos livros do Bernard Cornwell aqui, na minha opinião, um dos melhores escritores da atualidade. A maioria dos livros dele se passam na Idade Média, com guerreiros honrados e a sempre presente tensão entre o cristianismo e o paganismo, durante episódios marcantes da história da Inglaterra. Por mim, todos eles deveriam virar séries para a TV, porque são ótimos.

Detalhe da Capa
Mas, o livro que vou comentar hoje sai um pouco desse ambiente. Acho que todo mundo sabe Stonehenge é aquele conjunto de pedras que formam um circulo construído há mais de 4 mil anos nas planícies de Salisbury, e que até hoje ninguém sabe ao certo sua origem.

Templo druida, calendário celta, construção grega ou sabe-se lá o que, aquelas pedras são um enigma tão complexo quanto as pirâmides egípcias e Bernard Cornwell, nessa obra, se propõe a imaginar sua origem e, claro, a vida e as relações das pessoas a sua volta.

Tudo começa quando um estranho chega à tribo de Rhatarryn, carregando com ele uma grande quantidade de losangos de ouro, a beira da morte, a riqueza é tomada pelo chefe da tribo, mas aquele ouro vai influenciar de maneiras diferentes a vida e o futuro de seus três filhos.

Lengar é o mais velho e ambicioso e que vê naquela riqueza uma forma de dominar as tribos vizinhas. Descontente com a decisão de seu pai, de devolver o ouro ritual à distante tribo a quem pertence, o primogênito desafia o pai e acaba banido da tribo.

Camaban, o segundo filho é aleijado e por isso vive às margens da tribo. Mistico e visionário, o menino se torna um grande feiticeiro que acredita ter entendido as razões para a dor e o sofrimento da humanidade – a separação entre o deus Sol e a deusa Lua, e apenas a união dos dois deuses poderá trazer a paz aos homens, o que ele pretende fazer construindo um grande templo para atrair os deuses de volta.

Mas é nas mãos do filho mais novo Saban, um homem de paz e cheio e habilidades, que está o poder para construir o templo. Apaixonado por Aureanna, a noiva de Eike, o deus sol, a quem está reservado o destino de morrer e se tornar esposa do deus, Saban irá cumprir seu destino ao lado do irmão Camaban, mas o retorno de Lengar pode trazer ainda mais sofrimento à sua tribo.

É uma história diferente, ambientada em uma época tão distante e tão desconhecida, bem distinto dos demais livros de Bernard Cornwell, mas com a mesma qualidade. Vale a pena ler mesmo! Gostei bastante...

Fica ai a dica para uma leitura original... sem contar que Stonehenge é realmente um mistério intrigante e uma história sobre sua construção, na visão do Cornwell, não tem como não agradar !!!

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues