sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mais poesia...

Poesia nunca é demais, não é? Ai, ai...


Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, justamente choro e rio,
O mundo todo abarco e nada aperto.

É tudo quanto sinto, um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao Céu voando;
Numa hora acho mil anos, e é jeito
Que em mil anos não posso achar uma hora.

Se me pergunta alguém por que assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.

Camões

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Continuando as dicas para curtir na Semana do Dia dos Namorados...

Ainda na década de 90, já no seu finalzinho, a dica é o super sucesso de bilheteria Titanic. A história de amor entre Jack e Rose, personagens de mundos opostos e distantes que, durante a trágica viajem inaugural do maior navio do mundo até então, se conhecem, se apaixonam e vivem um grande romance de poucos dias, mas intenso, e que muda a vida de Rose para sempre. Bem batido mas lindo, né gente! Tudo bem que a música já meio que enjoou, mas a história é bem bonita e para quem, como eu, adora coisa antiga (devia ter nascido nos anos 20!!), o cenário é encantador! Esse dispensa maiores comentários, mas vale uma sessão, não vale?
Detalhe da Capa
Sakespeare in Love, de 1998 é outra dica bem bacana e que eu adorei, achei bem original. O filme conta a história do próprio Shakespeare durante a época em que ele estava escrevendo sua obra prima, Romeu e Julieta e mostra como seu amor por uma garota que estava “fora de alcance” foi sua inspiração para a maior história de amor de todos os tempos. É tipo comédia romântica porque é cheio de situações engraçadas. Muito legal mesmo!!!

Detalhe da Capa
Por fim, outro romance clássico da década de 90, Cidade dos Anjos. A história de amor impensada entre Seth, um anjo, e a cirurgiã Maggie Rice embalada ao som de U2, Alanis Morissette e Goo Goo Dolls fez muita gente querer ser anjo!! Linda!!

Detalhe da Capa
Olha quanta dica pra curtir juntinho do seu amor... ainda mais nesses dias super gelados... pelo menos aqui na terrinha ta um friooooooo!!! Mas a verdade é que, estando frio ou fazendo um super calor, curtir um filminho com quem a gente ama é sempre bom, não é?!

E... para mais dicas, não deixe de visitar o blog La Modee, além de saber mais sobre os filmes de hoje você pode ter idéias bem legais de presentes já que a Tais ensina todas as dicas de moda!!

Beijosss e bom filme!!
Fefa

P.S.: a dica de livro de hoje só será postada a noite porque eu tive que enfrentar um dilúvio hoje de manhã e na luta para sair do carro da mamyz sem me molhar, o pen drive, e outras coisinhas mais, acabaram esquecidas por lá....

Mais um pouco de poesia... Camões


Dia dos Namorados chegando... e ai vai mais uma poesia super conhecida e que eu AMO!

Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
e a ela só por prêmio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
passava, contentando-se com vê-la;
porém o pai, usando de cautela,
em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
lhe fora assim negada a sua pastora,
como se a não tivera merecida;

começa de servir outros sete anos,
dizendo: Mais servira, se não fora
para tão longo amor tão curta a vida.

                                          Camões

Essa poesia é inspirada na história de Jacó e Raquel, que está lá na Bíblia, no Livro de Gênesis... então, se você quiser saber mais, dá uma lida!! Com certeza você tem uma Bíblia em casa, não tem?

Alias a Bíblia também é cheia de histórias de amor e a minha preferida é a de Rute... se você quiser conhecer, tem um livro na Bíblia, no Velho Testamento, com esse nome, é a história dessa mulher super corajosa que conquistou o coração de Boaz... super romântico pessoal...

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues
(que frioooooo)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um pouco de poesia... Drummond

Ainda no clima de romance, um trechinho da parede de palavras, no Museu da Língua Portuguesa...



Beijos!!
Fefa Rodrigues

O Livreiro de Cabul - Åsne Seierstad


Detalhe da Capa
Gostei bastante desse livro que foi presente da irmã. Escrito a partir da experiência da autora que, por algum tempo, foi correspondente de Guerra no Afeganistãoaté e que, com o fim do talibã, viveu na casa de Sultan Kan, um livreiro em Cabul, por alguns meses, para, a partir da convivência real e diária com uma familia afegã, escrever essa obra que nos conta sobre suas condições de vida com enfoque especial para a condição das as mulheres afegãs. Apesar de Sultan Khan ser um homem culto, um livreiro que sonha em reconstruir a livraria destruída pelos talibãs, ele vive sua vida e cuida de sua familia, duas mulheres e cinco filhos, de forma tradicional.

É triste ver como as mulheres são tratadas naquela sociedade. Sua primeira esposa, mais velha, é colocada de lado, e todas as atenções são dadas a sua jovem esposa. Sua irmã, apesar de ser fluente em inglês e ter frequentado a universidade é tratada como uma escrava dentro de sua casa e será forçada a se casar, não com alguém que lhe interessa, mas com um parente viuvo com um monte de filhos para ela cuidar. Além do dia a dia em um pais destruído, a escritora narra situações impensadas para mulheres ocidentais, como, por exemplo, o fato de a esposa  mais nova dividir o quarto com o esposo, receber mais alimentos que as demais e os esconder em seu quarto. Essa esposa mais nova é a “rainda do lar” e as outrs mulheres estão lá para satisfazer suas vontades. Odiosa!

Eu não gosto de menosprezar outras culturas e acho que muitas vezes nós demonizamos a cultura árabe, ou qualquer coisa que se relaciona aos muçulmanos. Nâo acho isso certo e acredito que todas as culturais, por mais variadas que sejam, sempre tem coisas boas a oferecer. Mas, ao ler esse relato do que a autora vivenciou, você fica imaginando como é possível que nos dias de hoje uma mulher ainda seja tratada daquela forma.

Alguns dizem que o desrespeito deles é tão abominável quanto o desrespeito das letras de fuk para com as mulheres. Concordo. Mas tem uma diferença bem grande, as mulheres ocidentais são desrespeitadas porque aceitam isso, as mulheres que vivem em sociedades como as narradas pela autora não tem escolha.

Leitura interessante.
Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues


Continuando as dicas de filmes para curtir na Semana do Dia dos Namorados...

Em pareceria com o blog La Modee que também está comemorando o dia dos namorados!!

Ontem falei de filmes clássicos, em preto e branco. Hoje, vamos dar um salto para a década de 80/90, começando por Top Gun. O filme, de 1986, traz Tom Cruise, ainda com carinha de bebe, no papel de Pete Mitchell, um jovem piloto que se apaixona por Charlotte Blackwood, interpretada por e Kelly McGillis, sua instrutora de astrofísica e de seus desentendimentos com seu rival Tom "Iceman" Kazensky, interpretado por Val Kilmer.

Agora me diz, quantos namoros e casamentos não foram embalados pela música tema do filme, heim?!?

Em 1990 o sucesso ficou por conta do filme Uma Linda Mulher. Primeiro da lista de preferidos de muitas pessoas (homens e mulheres), a história super original de Vivian Ward (Julia Roberts), uma bela prostituta contratada por Edwards Lews (Richard Gere), para lhe fazer companhia por uma semana. Rapidinho, o lance entre eles deixa de ser “apenas negócios” e o romance surge. Lindo filme e trilha sonora muuuuuuuuuito boa!  


Pra finalizar as dicas do dia outro filme que fez tanto sucesso quanto sua trilha sonora e que é super romântico – O Guarda Costas de 1992, que conta a história de Frank Farmer (Kevin Costner), um guarda-costas contratado para proteger Rachel Marron (Whitney Houston), uma grande cantora e atriz, que está recebendo cartas anônimas e ameaçadoras. É claro que rola um clima entre eles, não é... mas o super-eficiente Frank Farmer tem seus motives para que esse relacionamento não deslanche... romântico, gente, romântico!!!


E a música tema I will always love you, também deve ser “a música” de muitas casais da época!!!

Alias, os três filmes de hoje ficaram marcados por suas músicas tema!!!

Passa no La Modee para mais dicas!!!!

Beijos e bom filme!!!
Fefa Rodrigues

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mais dicas para o Dia dos Namorados!!!

Aproveitando o clima de romance com a aproximação do Dia dos Namorados e já que, apesar de cinema também ser um dos temas do blog, eu ainda não tinha escrito nada sobre o assunto, em parceria com a Taís do La Modee, vou postar algumas dicas de filme para você assistir juntinho com seu amor!!!

Capa do filme
Vamos começar com clássicos, e o maior de todos é E o Vento Levou. O filme de 1939 conta a história da Scalett, uma bela e impetuosa jovem apaixonada pelo noivo de sua prima Ashlei. Scarlett é filha de um rico fazendeiro, mimada e cheia de pretendentes, acaba se casando por mágoa um dia depois do casamento de Ashlei. Seu noivo, porém, como todos os rapazes do local, vão para a Guerra Civil Americana no mesmo dia. A guerra traz destruição e morte ao sul... e Scarlett, que acaba se apaixonando por Rhett Buttler, vai passar por muito sofrimento até o fim dessa história. O filme é bem longo e histórico e é o filme mais popular que Hollywood já criou.

Capa do Filme
Outro romance clássico é Casablanca. Filmado em 1942, a história se passa no Marrocos durante a II Guerra Mundial. Rick Blaine, é o proprietário do bar Rick´s, um homem que tenta não se envolver com a política local e que recebe em seu bar todos os tipos de pessoas, de nazistas a aliados e que reencontra seu grande amor Ilsa Lund quando esta, junto com seu esposo, Victor Lazlo, importante líder da resistência tcheca, estão sendo caçados por um major alemão por terem roubado duas letter of transit, que lhes permitiam transitar livremente em sua fuga para o novo mundo.

Rick Blaine, ainda amargurado pelo fim inexplicavel de seu relacionamento com Ilsa, vai, aos poucos, entendendo os acontecimentos que a levaram a deixá-lo. Rick e Ilsa relembram o passado que tiveram juntos em Paris ao som da música tema do filme As time goes by até a cena clássica de sua despedida em um hangar.Na despedida, a frase que ficou imortalizada “Nós sempre teremos Paris”. Gostei muito desse filme, eu adoro cinema em preto e branco!!

A última dica fica para a adaptação da maior história de amor de todos os tempos, Romeu e Julieta. A história não precisa de sinopse. Acho que não há quem não conheça a triste história dos amantes separados pelo ódio entre suas famílias, então a dica fica por conta das três versões para o cinema.

A versão de 1936 traz Shearer e Leslie Howard no papel dos amantes que, em 1968 são interpretados por Leonard Whiting e Olivia Hussey e, em uma adaptação bem moderninha de 1996, tem como protagonistas Leo di Caprio e Claire Danes.


Versão de 1936


Versão de 1968

Versão de 1996

Minha preferida é a versão de 1968 com a Julieta mais bonita de todas!!!

Olha quanta dica para curtir esses dias românticos e gelados juntinho com seu amor!!!

Visita o blog La Modee para saber mais sobre os filmes e outras dicas!!!

Beijos e bom filme!
Fefa Rodrigues

O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón

Eu amei o livro A Sombra do Vento e quando descobri que o autor tinha escrito outro livro, aproveitei que meu aniversário estava chegando e pedi de presente para meu irmão. Ganhei!!

Detalhe da Capa
A história se passa em Barcelona, assim como A Sombra do Vento, mas dessa vez estamos na década de 20. O personagem principal é o jovem David Martin, um jovem escritor que, desde a o assassinato de seu pai, trabalha para um jornal de quinta, onde, por sinal seu pai foi segurança durante toda a vida, o La Voz de La Industria.

Apesar de ser o protegido de Pedro Vidal, o herdeiro do jornal e de uma fortuna, David não leva muita sorte na vida, apesar de escrever muito bem, as oportunidades que aparecem sempre ficam aquém de suas expectativas e ele tem que vender seu talento barato para sobreviver. Além do fracasso profissional, sua vida sentimental também não anda bem, Cristina, o grande amor de sua vida, acaba se tornando esposa de Pedro.

David, que vive em um antigo e sinistro casarão, agora escrevendo contos que, segundo ele, lhe são contados pela própria cidade de Barcelona durante a noite, descobre que está terrivelmente doente e sem muitas chances de sobreviver. Sem esperanças de ter a mulher que ama, de alcançar sucesso com seus livros, sem dinheiro e frustrado, o jovem escritor recebe uma oferta um homem misterioso, Andrea Corelli, um editor que, muito mais do que publicar seus livros, promete restabelecer a saúde de Davi, além de uma grande fortuna em troca de um livro capaz de mudar a vida de milhões de pessoas.

David aceita a proposta de Andreas para uma visita a uma boate, onde o escritor passa uma intensa noite de amor com uma garota que parece saída de um de seus contos, mas, depois de acordar e ir para casa, David descobre que o local onde ele passou a noite na verdade é um antigo hotel que foi destruído por um incêndio há muitos anos e os acontecimentos misteriosos começam ai!

Outra vez a capa!

Apesar de todo mistério que envolve a pessoa de Andreas Corelli, David não tem muitas opções, então, ele aceita escrever o livro e, milagrosamente, sua saúde é restabelecida... ele, então, começa a escrever o livro encomendado pelo editor mas, pouco a pouco, vai percebendo que os planos de Andreas vão muito além do que ele imagina...

David, então, começa investigar o seu bem-feitor Andreas e acaba por descobrir que outra pessoa já foi contratada para o trabalho de escrever o livro que o editor busca, um advogado que parece ter enlouquecido... sua casa, que um dia foi esplendorosa, hoje parece o cenário de um filme de terror... sua família foi destruída, e não se sabe qual foi seu fim... será que toda essa destruição tem alguma ligação com Andreas? E quem seria, na realidade, esse homem que tem o poder de curar, de criar ilusões que parecem reais e dar fortunas a quem fizer sua vontade?  Hummmm.... desconfia???

O livro é cheio de mistérios e chega a ser sinistro e assustador em muitos pontos, mas tenho que admitir que o autor teve uma ótima sacada... além disso você nunca tem certeza de o que as coisas são realmente... isso deixa a história ainda mais intrigante!!

O livro conta uma história de suspense, amor e fé e nos leva de volta à Barcelona, ao Cemitério dos Livros Esquecidos e à Livraria de Sempere e Filhos, lugares já bem conhecidos daqueles que leram A Sombra do Vento.

A história é bem legal... se você tiver oportunidade leia... mas eu prefiro A Sombra do Vento!!

Ainda assim, é uma boa dica... inclusive de presente para o dia dos namorados que tá chegando ai!!

Beijos e Boa Leitura!!
Fefa Rodrigues

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Diabo Veste Prada – Lauren Weisberger

O post de hoje é dedicado à minha amiga Taís, do blog La Modee, foi ela quem me iniciou na blogslife (acabei de inventar essa palavra!), me ajudou a montar meu blog, me ensinou a editar as fotos e que, além de divertida, inteligente e super competente é mega fashion... e também gosta de ler!! Esse livro é a cara dela!!!

“Tá,valeu por todas as dicas... certeza de que você vai conquistar todos os seus planos!!”

Masss... voltando ao assunto, a dica de hoje é essa comédia! Se você já viu o filme talvez não tenha achado muito engraçado, eu não gostei do filme... achei bem fraco, porque o livro é muito mais divertido.

Detalhe da Capa
Se você ainda não viu o filme nem leu o livro a história é a seguinte: Andrea Sachs é uma daquelas pessoas inteligentes e que não dão a mínima para a aparência, que não sabem nada de moda e zombam de pessoas que se ligam nessas futilidades. Ela acabou de se formar e seu sonho é trabalhar numa grande revista, escrever sobre temas importantes como política, economia, guerras... mas ela está em busca de seu primeiro trabalho... então, quando ela é chamada para ser assistente da poderosa editora Miranda Priestly, ela aceita o trabalho.

Acontece que Miranda é editora da revista Runway, uma revista de moda e além disso é o próprio capeta encarnado! A mulher é uma bruxa e o que torna a história engraçada são as exigências e tarefas que ela impõe a seus funcionários 24 horas por dia.

Detalhe da Capa
Com a promessa de que um ano de trabalho para essa megera abriria portas em qualquer grande publicação, Andrea suporta as sandices da chefe e tenta se adaptar a vida rodeada de LV, Louboutin, Manolos e outras preciosidades... sempre ouvindo a frase “milhões de meninas matariam por seu emprego”... mas... essa vida de luxo e de trabalho escravo acaba afetando sua vida pessoal e os relacionamentos que ela realmente preza....

Divertido! Essa é a definição para o livro que é uma boa leitura para relaxar, para as férias e coisas do tipo, não é a toa que quando o Davi embarcou em suas 28 horas de voo de volta ao lar dividiu em dois voos diferentes a poltrona com pessoas que estavam lendo esse livro!

Eu gosto de revezar minha leitura, leio um clássico (atualmente Ana Karenina), depois leio um romance histórico e entre um e outro leio algo leve como o Diabo Veste Prada... a única coisa que não leio nem que me paguem é Paulo Coelho... o cara é muito ruim gente... pelamordedeus!!!

Olha ai a dica... se você vai ter umas férias agora no meio do ano, uma boa leitura pra relaxar e rir um pouco... depois você assiste ao filme para comparar!!!

Fica ai a dica...

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues

Eu tô adorando inventar essas fotos pro blog!!! :o)

Um pouco de poesia... tá chegando o Dia dos Namorados!!



O AMOR QUANDO SE REVELA

O amor, quando se revela,
não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
se pudesse ouvir o olhar,
e se um olhar lhe bastasse
pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
quem quer dizer quanto sente
fica sem alma nem fala,
fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
o que não lhe ouso contar,
já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar...

                                Fernando Pessoa


Pra quem ainda não teve coragem de se declarar... Aproveita a data gente!!!

domingo, 5 de junho de 2011

Confiteor - Paulo Setúbal


Detalhe da Capa do Livro
 Paulo Setúbal é um escritor tatuiano. Membro da Academia Brasileira de Letras, seu primeiro livro publicado foi Alma Cabocla, seu único livro de poesias, a partir de então passou a escrever romances históricos como As Bandeiras de Fernão Dias, Nos Bastidores da História, Ensaios Históricos, A Marquesa de Santos, Eldorado, sempre tendo como inspiração os costumes e a história daqui da região. Seu último livro foi Confiteor e trata-se de uma obra inacabada, um livro de memórias onde o escritor conta sua própria história, suas dores e seus sofrimentos e a paz que acabou por encontrar em Deus.

O que me chama a atenção nessa obra é que o autor não vem exaltar suas conquistas, mas sim nos contar que, apesar de todo seu enriquecimento e seu sucesso profissional (ele era advogado e político) e literário, o ponto alto de sua vida foi seu encontro com Deus.

Obas de Paulo Setúbal
Falar que a cidade teve um escritor membro da Academia é uma daquelas informações que nós sempre gostamos de falar para quem é de fora, mas, a verdade é que, infelizmente, não sei se seus livros já foram lidos por muitos tatuianos.

Eu confesso que o único que li foi Confiteor, que veio parar em minhas mãos não sei como, um exemplar velho, capa desfazendo que eu tentei salvar com papel contacte (sei lá se é assim que se escreve)!

É verdade que esse descaso, pelo menos de minha parte, é, em grande, por conta da dificuldade de se encontrar suas obras que, pelo menos na época em que eu estudei, não estava disponível na biblioteca da escola. Percebida a falta, estou determinada a procurar suas obras na Biblioteca da Cidade, porque sinceramente, aco impossível não encontrá-las lá! Seria até contraditório, não é?!

Hoje em dia, no mês de julho, a Secretaria da Cultura realiza a Semana Paulo Setúbal e, dentre os eventos, um concurso cultural tendo como tema uma obra específica do autor que, nesse ano, será Confiteor. Uma ótima iniciativa para incentivar a leitura e o conhecimento da obra do autor tatuiano.

No ano passado li os contos premiados e fiquei feliz com a qualidade dos trabalhos!


Casa de Cultura Paulo Setúbal

Ontem, quando fui até o museu para tirar a foto da capa do livro para colocar aqui no blog, resolvi entrar.

Fachada da Casa de Cultura Paulo Setúbal
Durante a visita descobri que o prédio que hoje abriga o museu foi construído em 1920 para ser a sede do Fórum, Delegacia e Prisão da cidade. Engraçado que quando eu era criança minha mãe sempre me dizia que, quando ela era criança, na quarta-feira de cinzas todo mundo se reunia em frente à delegacia para ver as pessoas que tinham sido presas durante o carnaval serem soltas ainda usando suas fantasias. Eu confesso que eu não acreditava muito que o local tinha funcionado como prisão, mas o guia do museu confirmou a história.


Em 1970 o então Secretário da Cultura Municipal, Sr. Nilzo Vani resolveu transformar o prédio em museu, e assim foi feito.

Nilzo Vani
E, como eu sou Apaixonada por História (é... tenho muitas paixões), desde que minha mãe me deixou andar sozinha pela cidade, eu passei a frequentar o museu. Eu ia lá toda a semana e, como eu adoro fazer até hoje quando me deparo com um objeto ou uma construção antiga, ficava olhando um vestido de criança que estava exposto, devia ser lá do ano 1800 “e bolinha”... era rosa, de cetim... nossa eu ficava horas na frente desse vestidinho... imaginando quem teria usado, em que ocasião, como era a menina e o que teria acontecido com ela...

Depois de algum tempo o museu passou por uma “arrumação” e ganhou uma sala sobre a participação da cidade nas Guerras Mundiais e na Revolução de 32. Muito legal, cheia de cantis de água, latinhas de comida, equipamentos, fardas... de novo aquela sensação de olhar um objeto que esteve lá na guerra de verdade e ficar viajando...

Nessa época, estava exposta uma carta que um pracinha tatuiano havia mandado por sua mãe... ele contava que estava na trincheira, lá na Itália, quando de repente viu a neve chegar... emocionante ler que, mesmo em meio à guerra, alguém conseguiu se surpreender por ver, pela primeira vez na vida, a neve. Eu ia vezes e vezes no museu só para reler a carta...

No ano passado, o museu passou por uma mega reforma. Ficou meses fechado. E, logo que reabriu, claro que eu corri para visitar e que surpresa boa. Hoje em dia eu já não tenho tempo para ficar horas no museu ou par visitas semanais, então essa foi minha segunda visita desde a reabertura. O lugar está muito legal!

Subindo a escada, no primeiro andar você vai encontrar uma sala contando sobre a origem da cidade. A sala mescla objetos antigos, telas com informações e um jogo interativo onde você vai ajudar os tropeiros a chegar ao seu destino.

Mapa da cidade feito com produtos típicos

Sala dos tropeiros
No chão, os trilhos de trem te levam para conhecer a história da prosperidade e do crescimento da cidade a partir das tecelagens. Na sala seguinte, objetos históricos e fotos antigas da cidade.


Em seguida você entra em uma sala que fala sobre a tradição musical da cidade. Para quem não sabe, Tatuí tem o maior conservatório musical da América Latina (outra informação que nós adoramos contar)... então, literalmente, a gente respira música por aqui... tem música por todo lado... e não podia faltar no museu!!!

Para conhecer o som dos diferentes instrumentos musicais


O tataravô do Ipod!
Outra vez, um misto de objetos antigos e ferramentas multimídia. Você pode colocar os fones de ouvido e conhecer o som dos instrumentos e, em uma pequena sala de projeção você conhece mais sobre o Cururu.

O primeiro andar termina com uma sala para exposições temporárias. Atualmente estão expostos os trabalhos do artista plástico carioca Getúlio Damado.

Exposição Temporária - Getúlio Damado

No térreo você vai encontrar uma sala sobre Paulo Setúbal onde está exposto seu fardão da Academia Brasileira de Letras, alguns objetos pessoais do escritor e a primeira edição de seu livro Alma Cabocla.



Bela Poesia
Ao lado, uma biblioteca com obras antigas que você pode consultar, mas a consulta é guiada e você tem que usar luvas de plástico e outros apetrechos para manipulação de documentos históricos (gente, isso é demais, não é?!). Em frente, outra sala de projeções contando mais da história da cidade.





Por fim você desce ao “subsolo” (não é exatamente subsolo porque ele dá no nível da rua, mas beleza... isso não vem ao caso), ondem eram as celas na época em que o prédio era prisão. As grades das celas são originais e são as únicas coisas que remetem a esse passado, porque o lugar está lindo! A primeira sala conta sobre a participação da cidade nas Guerras e na Revolução e em seguida uma última sala com objetos históricos diversos.

Participação das Guerras e na Revolução de 1932


As antigas celas, e as grades originais
Para fechar a visita, uma lojinha de suvenir!!

Olha, fiquei realmente feliz em ver a qualidade do local.

Começando pela simpatia dos monitores que me atenderam super bem. No primeiro andar a monitora não me atendeu porque ela estava acompanhando um grupo e escoteiros, mas eu percebi a atenção que ela dava para as crianças explicando tudo. No térreo eu fui acompanhada pelo monitor Guilherme e no “subsolo” pela Tais. Todos os três, além da simpatia e educação ao realizar o acompanhamento, sabiam do que estavam falando, passavam as informações não como se tivessem decorado, mas porque realmente conheciam. A Tais até comentou sobre o livro que estava na minha mão. Muito bons!

Outro coisa legal é a união entre história e tecnologia. A gente vai no museu pra ver coisa velha, não é? Por isso não sou muito fã de museus que só tem informação em multimídia (caso do Museu da Língua Portuguesa), mas no museu aqui a união dos dois está prefeita. História e Tecnologia! Ótimo!

Outra coisa que reparei foi a questão da acessibilidade, apesar de serem três pavimentos, cadeirantes conseguem se locomover com total facilidade no local e contam com um elevador com tamanho especial para irem de um andar a outro.

Então, só pontos positivos a ressaltar.

A única coisa que me deu uma pontinha de tristeza foi que nem o vestidinho rosa, nem a carta do pracinha estão expostas! Onde será que foram guardadas??

Então, se você é da city ou está por aqui, dá uma passadinha lá que vale a pena a visita!!!

Beijos, bom domingo e ótima semana que se inicia!!
Fefa Rodrigues



Fachada




sexta-feira, 3 de junho de 2011

Assassinato na Academia Brasileira de Letras – Jô Soares

Detalhe da Capa
“Com esse título e escrito pelo Jô não tem como ser ruim” - foi isso que eu pensei quando comprei esse livro. Já tinha lido o super divertido O Homem que matou Getúlio Vargas e o muito bom O Xango de Backer Street, e tinha adorado os dois, por serem engraçados e pela forma que o Jô une fatos reais à sua história e aos seus personagens.

Esse livro conta a história de uma série de assassinatos que tem em comum as vítimas serem imortais, ou seja, escritores membros da Academia Brasileira de Letras e se passa no Rio de Janeiro de 1924. Quando os crimes começam a se repetir a imprensa logo apelida o caso de “Crimes do Penacho”.

Uma idéia realmente original, não? As vítimas de assassinatos em série serem os pacatos membros da Academia. No mínimo interessante!

Os assassinatos, que sempre acontecem em circunstâncias pitorescas, passam a ser investigados pelo caricato comissário Machado Machado (lembrando que a Academia Brasileira de Letras é conhecida como a Casa de Machado de Assis, daí o nome, eu imagino... hehehe...), um típico carioca com pinta de sedutor e que tem certeza de o assassinto é obra de um serial killer que pretende matar todos os imortais – paradoxal, né!

A investigação percorre o Rio de Janeiro em sua fase de maior elegância, dos cafés lotados de intelectuais e artistas, teatros famosos, restaurantes e bares boêmios, a Lapa, o Teatro São José, o Cemitério São João Batistas, unindo personagens fictícios e reais em busca da resposta para a série de assassinatos!

Mas, apesar de toda expectativa que o livro cirou para mim, dos três que eu li do Jô, esse foi o que menos gostei... apesar da deliciosa atmosfera que ele cria da boemia carioca dos anos 20, a história não é tão divertida como as outras e o fim me lembra um pouco um desses filmes de serial killer que te prende até o fim, que você fica imaginado quem é o assassino e qual é a razão para ele fazer tudo aquilo, mas que o final deixa a desejar...

A capa outra vez, é que gostei da foto!!
Se vale a pena ler? Sempre é melhor ler um livro do que ver uma novela, não é? Mas eu achei que a história não empolga... digamos que eu indicaria outro, mas se você tiver ele às mãos também não digo para não ler (o único livro que eu desencorajo a leitura é O Processo, como disse ai no link!).

Eu acho que o que fez com que o livro meio que perdesse a graça para mim foi uma cena em que o comissário Machado Machado vai até a casa de um certo personagem e enquanto ele conversa com o senhor sobre os crimes, a filha do homem senta-se mais para trás e tira a roupa ou abre as pernas pra ele ver sem estar usando nada por baixo, algo assim, não me lembro exatamente porque já li faz bastante tempo... era par ser uma cena cômica, mas eu achei de muito mal gosto... sei lá... não gostei e sem falsos pudores, é que a cena realmente não foi legal, não combinou...

Bem, de qualquer forma, fica ai minha opinião sobre o livo se você quiser se aventurar!!!

É isso... beijos e boa leitura!!!
Fefa Rodrigues

Um pouco de poesia... Pablo Neruda

Vou começar o dia com poesia...


O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda


Tá chegando o dia dos namorados!!!

Beijos e um bom dia!!!!!
Fefa Rodrigues

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Se se morrer de Amor

Ops... estava quase me esquecendo da poesia de hoje!!!


Se se morrer de Amor

Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;

Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!
Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

                                                                                                 Gonçalves Dias

Do Amor e Outros Demônios – Gabriel Garcia Márquez

É, realmente, Gabriel Garcia Márquez é uma sumidade quando o assunto é amor. Eu adoro as histórias dele, cheias de paixão, de extremos, daquele amor que arde na alma... bem latino, né! E nessa obra mais um exemplo de tudo isso.

Detalhe da Capa
Comprei meu exemplar no sebo da cidade, e li ao mesmo tempo em que finalizava minha monografia! Ai que sofrimento ter que abandonar as páginas amareladas desse mundo fantástico para argumentar em favor do Poder Normativo das Agências Reguladoras (é... esse ai foi o tema da minha monografia... difícil, assim só pelo título, identificar qual era mais empolgante, não?! Brincadeiras a parte... eu sou uma Apaixonada por Direito também... mas meu coração tem uma quedinha maior por literatura!).

Mas... voltando ao assunto, nessa obra temos de volta em grande estilo aquele mundo fantástico cheio de situações absurdas.

A história começa quando, durante a reforma de uma igreja, a cripta quebrada revela uma cabeleira de vinte e dois metros e onze centímetros grudada ao crânio de uma menina que, segundo as inscrições da lápide se chamava Síerva Maria de Todos Los Angeles e que teria sido enterrada ali há cerca de 200 anos.

A partir daí começa a história da menina que não cortava os cabelos graças a uma promessa de que deixaria crescer até o dia do casamento e que, apesar de ser filha única de um marques, acabou sendo criada e educada pelos escravos da casa, por isso falada a língua deles, agia como eles e vivia entre eles, e que após ser mordida por um cão com raiva acabou encerrada em um convento, pois acreditava que ela estaria possuída – já que os sintomas eram os mesmos quer para a raiva quer para a possessão, a gente não sabe se a coitada estava mesmo possuída, estava com raiva, ou, para se vingar do mundo ao redor, usava os conhecimentos obtidos com os escravos.

Lá no convento, entre rituais de exorcismo e outros acontecimentos inacreditáveis que só poderiam se dar dentro de um convento imaginado por Gabo, o padre, responsável pela garota, acaba por se apaixonar por ela... e ai a história vai.

Da mesma forma como no livro Memoria de Minhas Putas Tristes, que eu falei dois posts abaixo, o amor puro aparece como fonte de redenção e como a única coisa que realmente vale a pena na vida. Outra história sem igual!

Que tal aproveitar o clima de romance que está no ar e ler uma perfeita história de amor?!?!
Está dada a dica...

Beijos e boa leitura!
Fefa Rodrigues