segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para pensar... um pouco de C.S. Lewis!

Devico a minha condição informada no post abaiso (hehehehe) hoje só vou colocar um trecho de um texto de C.S. Lewis pra gente pensar um pouco sobre o asunto...

"como na gueraa e em tudo na vida, o conforto é uma coisa que você não pode alcançar  simplemente procurando por ele. Se você sai em busca da verdade, pode até encontrar conforto no final: se sai em busca do conforto, não encontrará nem conforto nem verdade - só espumas ao vento e desejos reprimidos, desde o começo, e, no final, o desespero!" 

Amanhã, falo sobre minha experiência real nas mãos da Inquisição.... e nesta vida mesmo!!!

Bjos
Fefa

Tô parecendo o Rocky Balboa!!!

Oi gente, hoje eu só vou fazer duas postagens, essa explicando o motivo da falta e outra, a de cima, bem  curtinha. Sabe, é que eu fui acometida por um surto alérgico durante essa madrugada, acordei sem conseguir abrir o olho esquerdo (e só pra piorar o direito, que abria, sofre com 6 graus de miopia, veja que situação!) de modo que meu olho esquerdo, minha bochecha e meu nariz se fundiram e se tornaram um só...

Bem depois de uma visita ao P.A. às 5 da manhã, duas injeções de antialergico, uma visita de urgência ao médico a tarde e 4 comprimidos, eu tô morrendo de sono.... nem pude trabahar hoje... e pra piorar, tô parecendo o Rocky Balboa na foto ai embaixo... espero mesmo estar melhor amanhã!!!

Tô igualzinha, só que sem o suor!!! :o)
Beijos e prometo por uma postagem de verdade amanhã!!!
Fefa Rodrigues

domingo, 22 de maio de 2011

A Busca do Graal - Bernard Cornwell

O Santo Graal parece ser um tema inesgotável, o interesse pelo assunto ressurge de tempos em tempos e ninguém melhor que Bernard Cornwell para nos contar mais uma história envolvendo a relíquia mais procurada da história da cristandade e ele faz isso na trilogia A Busca do Graal.


“Para cada inglês morto, a indulgencia será mil dias a menos no purgatório .”

Ambienta na Guerra dos Cem Anos, disputa que envolveu a Inglaterra e França, a busca pelo Graal é contada a partir da história de Thomas, um arqueiro inglês que mesmo contra a sua vontade tem sua vida ligada ao famoso cálice que Cristo teria usado em sua última ceia e que depois recolhido seu sangue durante a crucificação, o que o tornara um objeto muito poderoso, pois seria a ligação entre os homens e Deus, portanto, quando encontrado seria capaz de trazer a paz e a felicidade para o mundo.
“O tesouro de Hookton foi roubado na manhã do domingo da Páscoa de 1342.” 


Assim começa O Arqueiro, primeiro volume da trilogia. Thomas de Hookton, filho bastardo do padre da cidade, é o personagem principal da saga. Por decisão do pai, Thomas vai, a contra gosto, estudar em Oxford, mas sua verdadeira vocação é segurar um arco, por isso, continua treinando escondido e se torna um habilidoso arqueiro, até que, na manhã da Pascoa de 1342, ele vê sua aldeia ser dizimada por um pequeno exército vindo da França e liderado pelo sinistro Alerquim que, além de destruir o vilarejo e matar os pais de Thomas, rouba a única relíquia que a igreja do local possuía, uma velha lança que, segundo o Padre Half tinha sido a lança usada por São Jorge para matar o dragão (diga-se de passagem, São Jorge tem preocupações mais importantes do que o Corinthians, afinal ele é padroeiro da Inglaterra).

Thomas, que após anos de treino dominara completamente a arte de manejar um arco de teixo, e como um dos únicos habitantes de Hookton a escapar com vida, decide abandonar Oxford e juntar-se ao exército inglês que está em campanha na França. O arqueiro vai em busca de vingança contra aquele francês que destruiu sua família, sem saber que o Alerquim também está em seu encalço e em busca da maior relíquia da cristandade.

Uma coisa interessante que aprendi nesse livro foi que a Inglaterra foi superior à França e aos demais inimigos durante a Guerra dos cem Anos graças a seus arqueiros. Não havia exército capaz de vencer uma parede de arqueiros ingleses, e os poucos cavaleiros que conseguiam escapar das flechas eram destruídos pela cavalaria, além disso os outros exércitos nunca conseguiram dominar a arte de usar um arco.

“Era outubro, a época da morte do ano, quando o gado era abatido antes do inverno e quando os ventos do norte traziam uma promessa de gelo.” (início de O Andarilho)


No segundo volume, O Andarilho, Thomas é obrigado, a pedido do próprio rei e de seu senhor, a se separar do exército inglês e viajar a pé até a Escócia seguindo o rastro do Santo Graal. Nessa busca por respostas o arqueiro, que agora disfarçou-se de padre andarilho, descobre suas origens, o que sempre fora um segredo guardado por seu pai.

Thomas descobre que é um descente da família Vexille, os antigos senhores de Astarac, família poderosa e que havia sido por muitos séculos a guardiã do Santo Graal até que converteu-se à heresia cátara e acabou totalmente dizimada pela Inquisição. A igreja confiscou todos os seus bens, mas o Graal não foi encontrado.

Além dos inimigos que surgem pelo caminho e que Thomas tem que enfrentar para proteger sua vida e a vida das pessoas que ele ama, o Alerquim se aproxima cada vez mais do arqueiro que, ao voltar às ruínas de sua antiga aldeia, recebe das mãos de um velho amigo de seu pai um livro com centenas de anotações confusas sobre o Graal escritas em latim e hebraico. Thomas acredita que seu pai estava louco e que o Graal era uma mentira, mas tantos seus amigos, quanto seus inimigos e seu próprio senhor acreditam na existência da relíquia e no poder e riqueza que ela pode trazer àquele que a encontrar. Thomas não tem escolha a não ser continuar a busca que vai lhe trazer muito sofrimento nas mãos dos dominicanos.

“A estrada vinha das montanhas ao sul e atravessava os pântanos à beira-mar. Era uma Estrada péssima”. (início de O Herege)


No terceiro e último volume, O Herege, uma frágil paz é firmada entre Inglaterra e França, após as sucessivas derrotas dos franceses. Thomas aproveita os tempos de paz e segue com um pequeno exército para para a Gasconha, com a desculpa de retomar uma fortaleza que já havia pertencido ao  seu senhor e que estava em mãos inimigas. A fortaleza fica próxima às antigas terras de Astarac, e sua verdadeira missão é continuar na pista do Graal e atrair para uma emboscada seu primo Guy Vexille, o Alerquim, já que agora ele tem ainda mais motivos para se vingar do assassino de seu pai.

Thomas tem sucesso em tomar a fortaleza, mas lá ele conhece uma jovem condenada pela Inquisição à fogueira por ser uma beguina, imediatamente uma ligação nasce entre essas duas vítimas dos dominicanos. Thomas livra a garota da morte, mas isso acaba fazendo com que ele perca o poder junto aos seus homens e quando um séquito de padres chega às portas da fortaleza e anuncia sua excomunhão, o arqueiro é forçado a fugir de seus próprios companheiros... a essa altura, há outro inimigo se aproxima, um inimigo invisível, a Peste Negra...

Com um final surpreendente apesar de ser um assunto sobre o qual muito já se escreveu, essa é mais uma obra empolgante de Bernard Cornwell, com precisão histórica e reconstrução do cotidiano e costumes da idade média, uma saga sensacional!!

É incrível a capacidade que esse escritor tem de criar personagens apaixonantes, heróis que tem seus defeitos mas que acima de tudo têm honra! Sensacional! Thomas de Hookton é espetacular!

Outra coisa que eu gosto muito nos livros do Cornwell são as notas históricas que ele lança no fim de cada livro apontando o que é fato e o que é ficção, sempre dando uma aula de história! Ótima leitura!

Beijos
Fefa Rodrigues

Um pouco de poesia... Cora Coralina

Humildade
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.

Domingo....

Hummmmmm!!!! Que delicia de manhã.... domingo perfeito pra tomar café com calma e ler um livro...


Beijos e bom domingo para todos!!!
Fefa

sábado, 21 de maio de 2011

Pelos muros da cidade...

Já faz muito tempo, andando pela cidade, você acabava se surpreendendo com poesia escrita pelos muros... eram as palavras de uma poetisa da cidade Cristina Siqueira... infelizmente a poesia foi embora, deixando em seu lugar muros descoloridos ou cobertos com pichações...

Mas se você prestar atenção, hoje em dia, você pode se surpreender com a arte de alguém que eu não conheço, mas que há algum tempo eu admiro. Hoje resolvei percorrer a cidade e fazer um pequeno "acervo fotografico" da obra desse artista... me chatiei quando fui até alguns lugares onde os desenhos dele agora estão cobertos por uma rala tinta branca... será que mais uma vez vão tirar a arte dos muros da cidade?

Peço licença ao artista que eu não conheço para reproduzir seus desenhor... e dou os parabéns pelo trabalho que embeleza a cidade! (Eu acredito que sejam todos da mesma pessoa... mas não posso afirmar com certeza!)








A única assinatura do artista que eu encontrei!

Seria muito bom ter os muros da cidade novamente cheios de poesia e arte...

Bjos
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 20 de maio de 2011

As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago

O Sobrinho do Mago - C.S. Lewis

Quem primeiro me falou sobre as Crônicas de Nárnia foi um amigo que não não vejo faz muito tempo, o Carlinhos, mais conhecido como Cebola... lembro que a gente estava em um pic-nic e falando sobre livros ele comentou que estava lendo O Leão, a feiticeira e o Guarda-roupa. Achei o nome estranho e na época apenas "guardei a informação", mas só fui me interessar mesmo pelo escritor e por Nária depois de ter lido O Senhor dos Anéis.

É que quando eu leio um livro, gosto de buscar saber mais sobre o autor e sua obra, e lendo sobre Tolkien descobri sua amizada com C. S. Lewis e então aquela informação guardada lá no fundo da minha cabecinha veio à tona e Davi e eu resolvemos comprar o livro para nossa biblioteca.

Até dava para comprar cada uma das crônicas separadas, mas achamos melhor comprar o livro único e me lembro que na época custou R$ 89,00, (hoje em dia você encontra por R$ 15,00 na Americanas ou Submarino) mas valeu a pena. Lí todas as crônicas na sequência e a tempo de assistir O Leão, a feiticeira e o Guarda-roupa no cinema com conhecimento de causa!

Detalhe da Capa - Versão em Português
Quem conhece Nárnia apenas pelo cinema talvez não saiba que As Crônicas de Nárnia é formada por sete crônicas e que a primeira delas, diferente da ordem na telona, não é O Leão, a feiticeira e o Guarda-roupa, mas O Sobrinho do Mago.

Os personagens principais são Polly Plummer e Digory Kirke (que é o velhinho que recebe Lúcia e seus irmãos na crônica O Leão, a feiticeira e o Guarda-roupa). Tudo começa quando, por uma maldade de André, o tio de Digory, as duas crianças acabam indo parar em Nárnia no momento em que o Grande Aslam está criando aquele “mundo”, mas, por motivos que não vou explicar aqui, senão perde a graça, Digory acaba sendo o responsável por levar o mal à Nárnia logo em seus primeiros momentos.

Um mundo desolado, um sol velho de tanto brilhar, confusões em Londres, uma árvore com madeira mágica, um fruto que dá vida são os ingredientes que dão início a todas as aventuras que serão vividas em Nárnia por muitos outros Filhos e Filhas de Adão. A primeira crônica já te faz se apaixonar... princpalmente por Aslam, claro.

Fiquei muito feliz em saber que O SObrinho do Mago vai virar filme também!

Detalhe da Capa - versão em inglês
Infelizmente ouvi dois típos de criticas quanto a esse livro maravilhoso. De um lado alguns cristãos que parecem tremer quanto se usa a "magia" para contar histórias, como se tudo aquilo que usa personagens míticos fosse obra do mal, de outro lado, a critica daqueles que preferem não professar qualquer fé quanto a proximidade entre o Grande Aslam e Jesus Cristo.

A verdade é que C.S. Lewis usa a mágia de um "conto de fadas" para contar a mais bela história do mundo... a história que mudou sua vida depois de muitos anos sem fé, quando ele então percebeu que há um Deus... e sim, na história de Nárnia tem Papai Noel, fadas, faunos e bruxas... e realmente, Aslam é a personoficação de Jesus Cristo... quem já leu todas as crônicas vai perceber isso, especialmente em dois trechos, um deles está aqui e o outro você pode ver na cena final de O Peregrino da Alvorada (que repete com exatidão a cena do livro), quando Lúcia se despede de Aslam dizendo que vai sentir falta dele, e então ele explica para ela que aqui na Terra ela pode conhecê-lo como O Cordeiro!!

Independente dos pontos de vista de cada um acerca do assunto "religião", A Crônicas de Nárnia é uma obra expetacular de um homem genial.

Para te dar vontade de correr pra página de alguma livraria e comprar o livro, vou transcrever a primeira frase...

"O que aqui se conta aconteceu há muitos anos, quando vov^ainda era menino. É uma história da maior importância, pois explica como começaram as idas e vindas entre o nosso mundo e a Terra de Nárnia..."

Aaqui vai a sequência certa das Crônicas:

1. O Sobrinho do Mago;
2. O Leão, a feiticeira e o Gurda-roupa;
3. O Cavalo e seu Menino (minha crônica preferida);
4. Príncipe Caspian;
5. A viagem do peregrino da Alvorada;
6. A Cadeira de Prata;
7. A Última Batalha

Por Aslam, por Nárnia... sempre!

Bjos
Fefa Rodrigues

Outras coisas boas da vida.... Doces!

Moro numa cidade pequena, aqui não tem muito agito, muita badalação e essa é uma das maiores reclamações das pessoas que vivem aqui. Concordo que falta bastante coisa por aqui, mas, para mim, o essencial existe. 

Veja, temos um bom cinema que, via de regra, segue os lançamentos mundiais, temos uma pizzaria deliciosa que, segundo minha amiga Sharmila, tem pizzas melhores que as da Itália (e ela pode falar, já morou um tempão por lá... alias está lá até dia 11 - Sharm, estamos com saudades!), temos alguns restaurantes legais e alguns cafés bem charmosos.

Mas o que faz mais sucesso por aqui são os doces, tanto os típicos e tadicionais, como o famoso doce-de-batata-doce, quanto os demais. e hoje vou fazer propaganda de um lugarzinho onde se pode saborer uma dessas gostosuras!

Eu sou uma Apaixonada por Bolo de Capuccino da Sensações Doces, gente, é demais! Ano passado, no meu niver o Davi me deu um bolo de capuccino inteirinho só pra mim... morri de comer!!! Para os convidados ficou o de Ninho Trufado.

Ontem eu estava morrendo por um doce, então, saí do trabalho, matei a academia e corri para a Sensações Doces para saborear um delicioso pedaço de bolo, pena que não tinha de capuccino, esse sabor eles só fazem no fim de semana ou por encomenda, mas comi o de brigadeiro com baba de moça.... Sensacional!!! Olha a foto dele ai embaixo...


Bolo de Brigadeiro com Baba de moça - antes e depois hehehe, e detalhe da vitrine de doces!!!

A doceria Sensações Doces fica na Rua Capitão Lisboa, n. 770, Centro... se bater uma vontade de comer um doce, dá uma passadinha por lá, não tem como se arrepender!

Beijos
Fefa Rodrigues

PS: Obrigada Tais, por me ensinar usar o PhotoScape!!!;o)

A Conspiração Franciscana – John Sack

A Conspiração Franciscana – John Sack

Esse é mais um daqueles livros que eu comprei sem nunca ter ouvido falar do autor, entrei na livraria, falei pra atendente que curtia romances históricos, Idade Média e essas coisas... Então ela trouxe alguns títulos pra eu olhar. Como estava numa época meio super interessada em sociedades secretas, confrarias e mistérios, e como tenho uma queda por monges e monastérios, gostei da capa e comprei.

Detalhe da Capa

A história se baseia num fato cuja veracidade eu ainda não pesquisei, ou seja, que a Igreja Católica, ou mais especificamente a Ordem Franciscana, teria escondido os restos mortais de São Francisco de Assis e o lugar onde ele havia sido enterrado, o que só veio a ser descoberto quase 600 anos depois.

O romance começa pouco tempo após a morte de São Francisco, quando frei Leo, que havia sido companheiro do santo, escreve uma carta para Conrad, um monge que foi seu discípulo e amigo e que agora vive isolado cumprindo seus votos de pobreza. Mas, escondido nos ornamentos do manuscrito, Conrad encontra uma mensagem codificada sobre São Francisco e os estigmas que afligiram seu corpo...

Em busca de respostas, Conrad deixa seu isolamento e atravessa a Itália para encontrar explicações, e nessa busca ele acaba descobrindo que a Igreja esconde um segredo capaz de abalar a Ordem Franciscana e os alicerces da fé católica além de suas próprias crenças.

Bem, o livro não é lá grande coisa, achei meio óbvio demais, tipo, não demora muito pra perceber qual é o segredo sobre que a Ordem quer esconder, mas, sinceramente, não acredito que alguém como São Francisco teria mantido algo que iludiria as pessoas. Mas, assim, se você está sem nada melhor para fazer, dá para encarar.

Para dar um gostinho, ai vai o comecinho do livro....

“Assis, 25 de março de 1.230. O cavaleiro Simone Della Rocca Paida esquadrinhava a viela onde os frades iriam aparecer. Andem; venham logo, seus ratos de igreja detestáveis. Vamos acabar com essa história infeliz. Empertigou-se sobre a sela e sacou a espada da bainha. Sua língua estava seca como um chumaço de lã.”

Uma coisa que você acaba percebendo quando começa a ler romances históricos é a questão da adaptação (não sei se essa seria a melhor palavra), por exemplo, quando eu leio Bernard Cornwell tudo remete a Idade Média, ou à época em que a história está se passando, cada detalhe, cada palavra, todo o clima da história... ele não coloca na fala dos personagens uma expressão que não existia na época, até as “gírias” são adequadas, o comportamento dos personagens, o modo de pensar, os preconceitos... já, nessa obra, parece que algo não bate, que os personagens parecem mais homens e mulheres do século XXI... sei lá... pode até ser um problema de tradução, mas é isso que eu sinto, e daí já perde bastante da graça... principalmente se o que fez você se interessar pelo livro foi a questão histórica.

E só para não perder a oportunidade ai vai uma das mais belas orações que eu já vi na vida, a Oração de São Francisco de Assis:

“Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...”

Beijos
Fefa Rodrigues

Boardwalk Empire

Para quem também é apaixonado por Gangsters...

Além de ser Apaixonada por Papel, eu também sou apaixonada por séries, principalmente se for uma série histórica. Já falei da série que estou vendo atualmente, Os Bórgias e o do livro que conta a história de Alexandre VI e de sua família mafiosa.

Além daquela série, outra série bem legal é Boardwalk Empire da HBO. A história, que se passa nos anos 20, começa na noite em que a Lei Seca entrou em vigor nos EUA. Nucky -  Enoch Thompson, é tesoureiro de Atlantic City e gangster. Ele, que já comandava uma rede de criminosos que cobrava pela segurança dos comerciantes, encontra na Lei Seca mais uma lucrativa oportunidade de negócios.




Ao mesmo tempo, Nuck, que é viúvo mas vive com sua bela amante, conhece uma irlandesa que sofre nas mãos de seu violento marido, mas cuja inteligencia e beleza o encantam! A partir dai a história se desenrola...

A série tem muitos pontos positivos, os personagens, principalmente Nucky que é um daqueles vilões que a gente ama, os cenários são um caso a parte, tem momentos em que você não sabe se presta atenção no cenário ou nos diálogos e outra coisa bem legal é a mistura de personagens fictícios, como o próprio Nucky, com gângsteres famosos e reais como Charles "Lucky" Luciano e o próprio Al Capone, ainda no início de sua carreira criminosa.




Fica ai a dica para o fim de semana gelado que está por vir!! Quem sabe você não completa com um chai (veja a postagem abaixo)....

Beijos
Fefa Rodrigues

Você já tomou Chai?

Como eu disse na descrição ali em cima, quero falar aqui no blog de livros, cinema, teatro e das outras coisas boas da vida e é de uma dessas outras coisas boas que eu vou falar um pouco hoje.

Uma das melhores coisas do meu trabalho é quantidade de gente legal com quem eu convivo todos os dias, e algumas dessas pessoas se tornaram muita mais que colegas de trabalho, são amigas! E entre essas amigas, a Aline. Todo dia de manhã, por volta das 9:30, ela passa aqui na minha sala e me chama pra tomar um cafezinho, mas hoje foi um pouco diferente... ela chegou aqui com aquele jeitinho todo meigo e o diálogo foi mais ou menos assim:

- Oi Fê, tudo bem? Viu, você já tomou Chai?
- O que Aline?
- Chai Fê, você já tomou?
- Nossa... acho que não... nem sei o que é isso!
- Então venha experimentar!


Quando cheguei na sala dela tinha uma garrafa térmica com uma bebida deliciosa e típica da Índia, como um chá feito com canela, pimenta, cravo, gengibre e mel e servido com leite. Ela mesma tinha preparado, e isso deixou ainda mais gostoso! Bem quentinho, com esse frio, esquentou na hora. Amei!




Como ela mesma disse uma “bebida indiana numa xícara vinda de Portugal!”, olha que manhã cosmopolita que eu tive!!!

Fefa Rodrigues

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nem só de caviar vive o Homem - Johannes Mario Simmel

“Esse eu já li... e gostei!”: Nem só de caviar vive o Homem

Esse não era um título muito conhecido, pelo menos não era para mim. Foi meu amigo Moretti quem me indicou a leitura e me emprestou o livro (lembra, Má?!) que ele tinha lá no meio de uma dessas coleções que nossos pais compram e que a gente não dá muita bola. Quando ele me falou pela primeira vez desse livro fui sincera em dizer que nunca tinha ouvido falar, então ele me disse que a história era muito boa, um romance de espionagem recheado com as receitas que o personagem principal prepara durante suas aventuras, então, não resisiti...

Detalhe da Capa - bem surradinha igual estava o que o Moretti me emprestou!!

Thomas Lieven é um banqueiro londrino que vê sua vida pacata de burguês mudar radicalmente. Ele está na Suíça a negócios quando a Segunda Guerra eclode. Impedido de voltar para casa acaba sendo envolvido em um caso de espionagem internacional. Para cumprir suas missões, e escapar de seus inimigos, ele usa sua inteligência e sagacidade, e também o seu dom para a culinária, ora ao lado dos Aliados, ora ao lado do Eixo (não, ele não vira a casaca nem se vende para quem paga mais, é que na vida dele o destino tem uma forte influência). Um bom romance!

Ah, e o engraçado é que tempos depois de eu ter lido o livro por empréstimo do Moretti, minha irmã estava na oficina de reciclagem lá da igreja e, pasmem, encontrou um exemplar desse mesmo livro no lixo reciclável!! Claro que ela levou para casa, né! Mas, depois que ela se casou, a herança ficou para um amigo nosso, o Gleison, e eu espero de verdade que ele esteja em segurança!

Cartaz do Filme





E olha só, xeretando na net, descobri que o livro já virou filme, mas não consegui maiores informações ou um link para fazer o download. Vou continuar pesquisando, eu adoro filmes em preto e branco e uma história boa como essa vale a pena!


Fefa Rodrigues

Beleza

O que é belo não necessita de palavras....







Fefa Rodrigues

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Preferido: O Amor nos Tempos do Cólera

O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel Garcia Marques

Como já disse aqui meu livro preferido é, na verdade, uma categoria que reúne cinco títulos que eu até consigo colocar em uma hierarquia, mas não posso escolher dentre eles qual seria o melhor. Já falei de Os Miseráveis, que faz parte dessa categoria, aqui e hoje vou falar de O Amor nos Tempos do Cólera.

Conheci a obra do colombiano Gabriel Garcia Marques num papo na biblioteca da faculdade quando ainda estava no primeiro ano. Naquele mesmo ano, algum tempo depois, o professor de Ciências Políticas indicou a leitura de Cem Anos de Solidão, e desde então eu já li esse livro só 5 vezes. Com esse livro Gabo ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1982.

Depois de Cem Anos de Solidão eu li muita coisa dele e O Amor nos Tempos do Cólera entrou para minha categoria O Preferido!

“O Amor nos Tempos do Cólera é um tratado sobre o amor”, foi essa a definição de uma das criticas que eu li sobre o filme baseado nesse livro que conta a história do amor de Florentino Ariza por Fermina Daza, por quem ele se apaixona ainda adolescente. A principio o amor é correspondido pela moça, aquele tipo de amor à moda antiga, de troca de olhares e cartas, sem outros contatos. 


Fermina e Florentino - Cena do Filme


Um certo dia Fermina, que estudava em um colégio de freiras, é surpreendida escrevendo uma carta de amor para Florentino e quando o pai, dono de uma fortuna de origens duvidosas, descobre que a filha está apaixonada por alguém sem muitos recursos, resolve separar os dois levando a moça para uma longa viagem pelo interior do país. Antes de partir Fermina corta sua longa trança e manda para Florentino como prova de seu amor.


Mesmo longe, durante toda a viagem, eles conseguem se comunicar graças a uma “rede de telégrafos”. Durante todo o tempo em que Fermina está fora, Florentino espera por sua volta, certo de que eles vão se casar. Fermina também se manteve ligada a esse amor durante esse tempo, até mesmo lhe pedindo permissão, via telegrafo, para participar de um baile, mas, quando ela volta para casa, alguns anos depois, já não é mais uma menina e ao reencontra Florentino ela se decepciona com a pessoa que ele realmente é...  então pede para que ele se afaste. Ele literalmente quase morre de amor e a história dos dois a partir daí segue rumos diferentes...

Floresntino após alguns anos de espera

Fermina logo conhece e se apaixona por Juvenal Urbino, um jovem médico muito charmoso que a examina quando ela começa a apresentar sintomas de cólera e que também se apaixona por ela.

Florentino, Fermina e Dr. Juvenal

Florentino passa a trabalhar na Companhia Marítima de seu tio e começa a se recuperar da dor de amor levando uma vida, digamos, mais aventureira, mas sem nunca esquecer o verdadeiro amor da sua vida, até que cinqüenta e um anos, nove meses e quatro dias depois ele tem a chance de se aproximar de Fermina Daza novamente. O final fica como surpresa para quem se aventurar a ler esse belíssimo romance que virou filme, e sim, tem uma razão para o nome do livro ser Amor nos Tempos do Cólera!


Florentino Ariza não deixara de pensar nela um único instante desde que Fermina Daza o rechaçou sem apelação depois de uns amores longos e contrariados, e haviam transcorrido a partir de então cinqüenta e um anos, nove meses e quatro dias." (Trecho do livro)

O filme é bom também, claro que como todos que são  Apaixonados por Papel eu vou dizer que o livro é infinitamente melhor, mas vale a pena assistir, com o cuidado de escolher bem sua companhia, já que tem algumas cenas bem calientes. Destaque especial para música tema do filme, Pienso em ti da Shakira e para as paisagens!



Só uma critica quanto ao filme, apesar da atriz Giovanna Mezzogiorno (foto ao lado) que interpreta a Fermina ser muito bonita e ter trabalhado bem, acho que deveriam ter escolhido uma atriz latina. Porque uma italiana para fazer o papel principal em uma história que se passa na Colômbia?




Beijos
Fefa

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um pouco sobre Virginia Woolf

Há 70 anos a escritora Virgínia Woolf escolheu o desfecho de sua vida. Após anos de depressão e durante os duros bombardeios que a Inglaterra sofre na época da Segunda Guerra (abril de 1941), ela encheu os bolsos com pedras e entrou no rio Ouse. Seu corpo só foi encontrado cerca de um mês depois.


“Por que admitir na literatura algo que não seja poesia?”


Os livros mais conhecidos desta que é uma das grandes escritoras inglesas são Orlando, Mrs. Dalloway e Rumo ao Farol, desses li apenas o último e farei uma postagem sobre ele em breve.

 Pensando no assunto,  acho que não há país com tantos escritores de qualidade quanto a Inglatera, não acham? C.S. Lewis, Tolkien, Charles Dickes, Lord Byron, Mary Shelley, Lewis Carroll, H.G. Wells, George Orwell, Aldous Huxley... nossa, isso para citar apenas alguns dos mais conhecido!

Sem contar o querido Bernard Cornwell, com seus romances históricos de quem eu falei aqui e que ainda tenho muito o que contar!!

Shakespeare pode se orgular!

“Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece o melhor a se fazer... Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível.”  (Trecho do bilhete deixado por ela para seu esposo).

Fefa