segunda-feira, 16 de maio de 2011

Esse eu já li... e gostei: Os Bórgias

Segunda é dia de “Esse eu já li... e gostei” e o escolhido dessa semana é Os Bórgias. O livro  é realmente muito bom! Escrito por Mario Puzo, autor de O Poderoso Chefão, este romance histórico se baseia na vida do cardeal Roderigo Bórgia e de sua família.
  

Detalhe da Capa
A história começa com o conclave para a eleição do novo papa após a morte do pontífice Inocêncio. O Cardeal Roderigo Bórgia, homem ambicioso e sem escrúpulos, usa todos os meios para alcançar seu maior objetivo, ser eleito Papa e, mesmo dentro do rígido ambiente do conclave, ele consegue, com a ajuda de seu filho Césare, subornar os demais cardeais e suas famílias até ser eleito.

A partir daí, agora como Papa Alexandre VI, o livro nos mostra suas relações com as grandes famílias e a forma como esse espanhol consolida seu poder a partir de uma rede de alianças criminosas eliminando todos aqueles que tentam se opor aos seus planos.

Para enriquecer e fortalecer ainda mais sua família ele conta com a ajuda de seu filho Césare, um cardeal sem qualquer vocação para o sacerdócio, que sonhava em ser soldado, mas como isso não fazia parte dos planos de seu pai, seu destino foi o barrete vermelho, com a beleza de sua filha Lucrécia e com seu filho Juan.

Lucrécia é uma personagem que habita o imaginário popular como uma mulher fria capaz de manipular os venenos e que se utilizava desse método para se livrar dos maridos que não lhe agradavam e dos inimigos de seu pai, mas, nesta obra, ela é retratada como uma moça doce e cheia de expectativas, fadada aos caprichos do pai e negociada como a joia mais preciosa de Roma. Gostei muito desta personagem.

Legal lembrar que Césare foi, na vida real, a inspiração de Maquiavel para escrever o livro O Príncipe.

Os Bórgias é um romance histórico empolgante, um trama bem escrita sobre essa que talvez tenha sido a primeira família mafiosa da história.

Além do livro, estou vendo uma série homônima sobre a Os Bórgias. Pelo que eu vi até agora ela não tomou por base a obra de Puzo, mas como se trata e fatos históricos, não há grandes diferenças. Muito bem feita a série, vale a pena conferir!



Boa Semana...
Fefa


domingo, 15 de maio de 2011

Por Aslam, por Nárnia!!

O Léo, meu sobrinho de seis anos, me perguntou o que acontece depois que a gente morre, daí eu expliquei  pra ele que é como se fossemos para férias que nunca mais acabam, e ele me perguntou como eu sabia disso, então eu contei que foi Aslam quem disse e que Ele realmente entende dessas coisas...

O Grande Aslam

“... Seu pai, sua mãe e todos vocês estão mortos, como se costuma dizer nas Terras Sombrias. Acabaram-se as aulas: chegaram as férias! Acabou-se o sonho: rompeu a manhã!
E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estava começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na Terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior.”

(Trecho final – A última Batalha, As Crônicas de Nárnia)

sábado, 14 de maio de 2011

Romance Histórico - Bernard Cornwell

 As Crônicas de Artur

Eu e o Davi temos muitas coisas em comum e gostar de ler é uma delas. Além de livros, também somos apaixonados pela Idade Média, por Castelos e histórias de Cavaleiros... já faz tempo que nós começamos nossa biblioteca e as pesquisas para escolher que livros comprar levaram até o escritor inglês Bernard Cornwell, e seus romances históricos ambientados naquela época.

O primeiro livro do autor que compramos foi O rei do Inverno, volume I da trilogia As Crônicas de Artur, que reconta a história do lendário rei com base em fatos e descobertas arqueológicas e com um tom de realidade.

As Crônicas de Artur


Detalhe da Capa
Em O Rei do Inverno, através da narrativa de Lord Derfel, um monge cristão com coração pagão e que fôra um grande guerreiro e companheiro de Artur, nós conhecemos esse personagem como um grande general que luta contra os saxões para manter a Britânia unida enquanto protege Mordred, seu meio-irmão recém-nascido e herdeiro da coroa, até que este tenha idade para reinar.

Detalhes de uma época em que os juramentos valiam mais que a vida de um homem, recheada com personagens já conhecidos como Merlin, Gwinivere, Lancelot e Morgana, vistos de uma forma mais humana que os torna ainda mais incríveis, além de outros personagens criados pelo autor, mas tão marcantes quanto aqueles, fazem desse livro um daqueles que você não consegue parar de ler até a última página e quando chega ao fim dá vontade de ler tudo de novo. 
 
Detalhe da Capa

Depois de ler o volume I você vai enlouquecer se não conseguir o volume II. Em O Inimigo de Deus, após inúmeras lutas e graças a força e ao engenho de Artur, a Britânia está unida politicamente e pronta para expulsar os saxões, mas o confronto entre as religiões antigas e o cristianismo ameaçam essa unidade.

A fé cristã se espalha pelo país e Merlin sai em busca do Caldeirão Sagrado, objeto mágico que seria capaz de trazer os antigos deuses de volta e expulsar saxãos e cristãos de sua terra. Lord Derfel o segue nessa busca depois de ter sido amarrado por um juramento e pela astúcia de Merlin. 

 Excalibur é o terceiro e último volume da série e daí vem aquela sensação de tristeza porque você sabe que está acabando. O desfecho de todas as lutas e aventuras de Artur, o homem que todos chamam de rei, mas que nunca usou uma coroa.

Detalhe da Capa

“Quando um homem morre em batalha, vai para um lar abençoado no céu. Mas para chegar a esse grande salão de festas ele precisa morrer de pé, com a espada na mão e os ferimentos de frente – Ele parou e sua voz era muito mais baixa – Você não me deve nada, filho, mas eu aceitaria como uma gentileza se você me desse um lugar naquele salão festivo.” (trecho de Excalibur)

A história é muito bem escrita, não tem como não gostar, para quem curte histórias de cavalaria, Idade Média e coisas do tipo é um prato cheio, para quem é fã do rei Artur então, nem se fala!
 
Depois de ler a trilogia As Crônicas de Artur, nós resolvemos comprar toda a coleção do autor. Até agora temos (e já lemos) Crônicas Saxônicas (5 volumes), Em busca do Graal (3 volumes) e Stonehenge, de todos, este último foi o que menos gostei, mas acredito que tenha sido porque a ambientação se dá em uma época muito, mas muito antes de Cristo enquanto que os outros se passam entre a alta e a baixa Idade Média, mas também vale a pena conhecer pela qualidade do autor.



Além desses que já tenho, encomendei O Condenado e Azincourt, mas ainda não chegou.

Em breve comento os outros, ok?!?!
Beijos

Fefa Rodrigues

Um pouco de poesia...

Quando minha irmã se casou, fizemos um livro de receitas para ela, a idéia era que cada uma das meninas e meninos convidados para o chá de cozinha escrevesse sua melhor receita no livro... eu, que não sou uma super cozinheira, coloquei o que considero a receita para um casamento feliz, essa poesia (seria uma poesia no sentido técnico?) da Adélia Prado que para mim representa a essência do que é amar alguém...


Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.


                                                     Adélia Prado
                                                                                           

Por isso Dá, pode contar sempre com minha companhia para ver os jogos do São Paulo, seja no radinho, na TV ou lá no Morumbi! ;o)

Fefa

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Esse vale a pena conferir!

Para quem é apaixonada também por viajar vale a pena conhecer o blog da super aventureira Luciana Russa... muitas dicas de onde ficar, hospedagem, o que conhecer, onde ir, como aproveitar os dias em cada cidade, cultura, textos sobre suas aventuras, entre outras coisas... ah, e aproveitem que tá tendo sorteio de aniversário, viu!!! Não deixem de conferir!

http://garotinharuiva.wordpress.com/

Esse eu já li... e não gostei: O Processo

O Processo – Franz Kafka

Dizer que um livro não é bom é um assunto muito delicado, por isso pensei muito antes de criar a coluna “Esse eu já li... e não gostei”. Um livro pode ser amado por milhõesde pessoas e odiado por outros milhões, por isso sei que o assunto é polêmico. Afirmar que um livro não é bom é quase como falar mal do time de uma pessoa. Então, quero deixar claro antes de começar este post que eu não sou expert em literatura, então não estou habilitada a fazer critica literária de obra alguma, apenas vou dar minha opinião, certo?! 


Bem, esclarecido o ponto, vamos ao primeiro “Esse eu já li... e não gostei”. Durante as aulas de processo civil no curso de Direito, o professor sempre aconselhava a leitura do livro O Processo de Franz Kafka. Confesso que só fui ler o tal livro depois de formada, e o que posso dizer? Simplesmente não gostei. Não gostei da história, não gostei da escrita, não gostei dos personagens, não gostei do final. 

É claro que como estudante de direito, apaiaxonada por direitos fundamentais, foi interessante conhecer uma história que se passa em um sistema que não observa o devido processo legal, mas fora isso, que poderia ser utilizado para ilustrar uma boa aula de direito constitucional ou de direito processual, eu realmente detestei a obra.

Tudo bem que deve existir alguma interpretação obscura em tudo isso que eu não consegui captar, mas gente, o livro me sufocava e só com muita força de vontade eu cheguei até o fim. Não vou nem fazer uma pequena descrição da história... até isso já me daria nos nervos!

Lembrando sempre que eu respeito opiniões contrárias....

Pelo mundo afora... Buenos Aires e a ‘Torre de Babel’

Buenos Aires inaugura ‘Torre de Babel’ de livros

Li esse artigo no site da BBC Brasil. Sempre ouvi dizer que os argentinos são fãs de literatura e estão entre os povos que mais lêem no mundo. Espero um dia visitar Buenos Aires e conhecer El Ateneo, a famosa livraria da capital portenha, pena que não vai dar tempo de ver a Torre de Babel! :o(



       
               Fefa Rodrigues

Clássico: Os Miseráveis


Os Miseráveis – Victor Hugo

Eu me apaixonei por livros quando tinha cerca de 12 anos. Minha vizinha, uma professora de português chamada Hilmalina, tinha uma estante cheia de livros e lá eu encontrei a Coleção Vaga Lume.

Meu primeiro livro foi O Outro Lado da Ilha e, desde então, começando por toda aquela coleção, não parei mais de ler.


Na 8º série fui estudar em um colégio particular, e naquele ano descobri muito da literatura brasileira. Fernão Capelo Gaivota, Mar Morto, Capitães da Areia, O Cortiço... Vasculhei a Biblioteca Municipal e o único sebo da cidade, e li quase tudo de José de Alencar, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego... e, então, acabou.

Já tinha praticamente esgotado a literatura brasileira, digamos, mais tradicional, e queria ir além, queria ler os clássicos que eu conhecia apenas de nome, mas não tinha acesso. A Biblioteca Municipal era (e ainda é) limitada, a cidade não tinha uma livraria, a Internet ainda não exista da forma que existe hoje... até que um amigo, que trabalhava no sebo, me apresentou a Júlio Verne, e lá fui eu ler toda sua obra. Foi o primeiro escritor estrangeiro que eu li.

A partir daí aproveitei as datas especiais para pedir livros de presente. O Homem que matou Getúlio Vargas foi o primeiro livro que eu ganhei, novinho em folha, no natal de 1998. Pela primeira vez eu lia um livro que não tinha vindo do sebo ou da Biblioteca Pública, aquele era meu, o primeiro da minha tão sonhada biblioteca!




Tatuí, 24 de dezembro de 1998
Mas eu queria mesmo era ler o que eu imaginava ser o maior de todos os romances, eu queria ler Os Miseráveis. Impossível. Não conhecia ninguém que já tivesse tido um exemplar dele nas mãos e o mais próximo que eu já tinha chegado tinha sido uma versão infanto-juvenil de 100 páginas. Os Miseráveis era para mim quase uma lenda, eu sabia que ele existia, mas nunca tinha visto um ao vivo.

Depois de algum tempo uma certa editora lançou nas bancas uma coleção com vários clássicos da literatura. Cada um custava a bagatela de R$ 11,90, mas era uma época em que eu não tinha grana. Estava no 1º ano da faculdade e tinha que juntar as moedas para o xérox. Mas, como mãe sempre dá um jeito, da lista com cerca de 30 títulos, um deles do Vitor Hugo, minha mãe me deixou escolher 5. Não era Os Miseráveis, era Os Trabalhadores do Mar, mas assim que eu li tive a certeza de que ninguém nesse mundo escreve, escreveu ou escreveria melhor que esse francês.

Se Os Trabalhadores do Mar era tudo aquilo, ficava pensando o que seria Os Miseráveis.




Bem, isso foi lá pelo ano de 2001 e eu só consegui ler Os Miseráveis em 2006. O Davi me ligou dizendo que tinha uma surpresa para mim e a surpresa era o livro que eu tanto queria ler. O volume I, capa dura, de um azul já desbotado, folhas amareladas que soltavam pó quando folheadas, na primeira página o nome da sua ex-dona, a senhora que havia doado sua biblioteca para a faculdade, e a data em que tinha comprado o livro - 03 de setembro de 1936. 

Cosset - Emile Bayard (1837-1891)

Não vou fazer resumo ou entrar em detalhes da história, apenas vou reafirmar que vale muito mesmo ler, um livro para marcar a vida! Na minha opinião a maior obra literária da humanidade!


Fefa Rodrigues

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O preferido!


Sempre tive dificuldade em responder quando me perguntam qual é meu livro preferido. Depois de muito pensar sobre o assunto decidi que meu livro preferido é, na verdade, uma categoria que contém 5 títulos, como se todos eles juntos fossem o preferido.

Eu até consigo ordená-los, mas sem saber exatamente qual é a razão que me faz colocar um deles em primeiro e o outro em quinto lugar. Agora, dizer que eu prefiro uma deles a outro seria como escolher dentre os meus irmãos o qual eu gosto mais!

Então, meu livro preferido “são”:

1.      Os Miseráveis – Victor Hugo
2.      Guerra e Paz – Tolstoi
3.      Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marques
4.      Amor nos Tempos do Cólera – Gabriel Garcia Marques
5.      As crônicas de Nárnia - C.S. Lewis

E para você, qual é melhor de todos os tempos?

Fefa

terça-feira, 10 de maio de 2011

Um pouco de poesia...

A Bailarina

Esta menina tão pequenina
Quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
Mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina
Quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
E também quer dormir como as outras crianças.

                                                                                Cecília Meireles



Sonhe grandes sonhos!



“Se as coisas são intangíveis, ora, não é motivo para não querê-las.
Que triste o caminho se não fora a presença distante das estrelas”

                                                                         Mario Quintana



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Esse eu já li... e gostei: A Sombra do Vento

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Dia desses visitando um dos vários blogs sobre livros que eu leio quase que diariamente me deparei com um comentário sobre o livro A Sombra do Vento. Como foi um livro que eu gostei muito, tanto que já li mais de uma vez, corri para conferir o que a pessoa tinha a dizer, e levei um susto! O comentário dizia que é impossível ler esse livro até o fim, que a históra é chata, sem sal e não anda, que os personagens são fracos e um monte de outras coisas. 

Fiquei indignada! Afinal, eu adorei a história e a forma como ela é contada. É muito estranho quando alguém “fala mal” de um livro que a gente gostou, a gente fica até mesmo chateada! Por isso, quando estava planejando quais seriam os tópicos que eu iria colocar aquino blog, fiquei meio em dúvida com uma “coluna” "Esse eu já li – e não gostei". Mas, acho que vale a pena compartilhar todas as informações!

Enrtão, vamos ao que interessa! Escolhi esse livro pelo nome, num dia visitando uma livraria da cidade. Li a contracapa e gostei da idéia de um Cemitério dos Livros Esquecidos. Esperava algo meio romance-policial, mas me surpreendi.


                                                                   A Sombra do Vento



O ambiente é a Espanha franquista. Duas histórias acontecem ao mesmo tempo, a de Daniel Sempere, no “tempo presente”, e a de Julian, no “tempo passado”. Há um clima de mistério e a história vai se montando aos poucos, como e um quebra-cabeças. Os personagens são interessantíssimos, não penas os principais, mas todos os que rodeiam a história, com destaque para o Anjo de Bruma, um palacete que permeia toda a história e que é quase como um personagem vivo!




Eu já li esse livro duas vezes, e acho que vou ler outras. É o livro de estréia de Carlos Ruiz Zafón e eu queria mesmo é que ele virasse filme ou uma série! 

Recomendo!
E você? Já leu, gostou? Qual sua opinião?

Fefa Rodrigues

O que estou lendo - Maio, 2011 - Ana Karenina

Ana Karenina – Tolstoi

Depois de uma longa fase na Idade Média (Em Busca do Graal – O Arqueiro (vol. 1), O Andarilho (vol. 2) e o Herege (vol.3) – comento em breve), decidi ler um clássico que já estava na minha estante há uns 3 (três) anos, Ana Karenina do Tolstoi.
Comprei esse livro de uma pessoa que eu conheci faz um bom tempo. A parte triste é que ela estava precisando muito de dinheiro e, para juntar um pouco, estava se desfazendo de sua biblioteca. Além desse, comprei também Um Conto de Duas Cidades – Dickens, cada um deles por R$ 3,00, dá para acreditar? Todos em perfeito estado.

Esse é o meu!


Bom, deixando a parte triste da história da aquisição para trás, vamos ao que interessa. Eu já li Tolstoi antes, Guerra e Paz foi um dos grandes livros que li e que me marcou para sempre e Ana Karenina parece que não vai ser diferente. Talvez essa obra não tenha a grandeza de Guerra e Paz, mas com certeza faz parte daqueles livros excepcionais, e isso dá para perceber desde as primeiras linhas, na complexidade de cada personagem. Gosto muito quando o “estado de alma” dos personagens fazem parte da história, e é o que acontece nas obras desse grande escritor.

Vale a pena conferir.
E você, já leu? O que achou?


domingo, 8 de maio de 2011

Apaixonada por Papel

Cheiro de papel! Não conheço perfume melhor. Os fãs de tecnologia –  dos ipads e e-books da vida que me perdoem, mas não tem nada como pegar um bom livro nas mãos, admirar a capa, folhear, ler alguns trechos esparsos e decidir levá-lo para casa, seja ele novo com suas folhas branquinhas, seja aquele velho exemplar de Os Miseráveis da biblioteca da faculdade, que chegou como doação de uma senhora, na capa, escrita a lápis já quase apagada a data da compra – 03 de setembro de 1936.

A verdade é que ler, para muitas pessoas, é uma paixão. Quer através de livros de papel ou de e-books (tudo bem, assim também vale, mas não acredito na extinção dos livros de papel!), são tantas histórias como se vivêssemos muitas vidas, todas as vidas.

E, como ler é uma das minhas maiores paixões, quero compartilhar um pouco dos muitos livros que já li e que ainda pretendo ler, e já que eu gosto é de segurar um bom livro nas mãos, sou mesmo uma Apaixonada por Papel.E se você também é um apaixonado por papel seja bem vindo e espero contar sempre com sua visita e sua participação!!

Fefa