sábado, 14 de maio de 2011

Um pouco de poesia...

Quando minha irmã se casou, fizemos um livro de receitas para ela, a idéia era que cada uma das meninas e meninos convidados para o chá de cozinha escrevesse sua melhor receita no livro... eu, que não sou uma super cozinheira, coloquei o que considero a receita para um casamento feliz, essa poesia (seria uma poesia no sentido técnico?) da Adélia Prado que para mim representa a essência do que é amar alguém...


Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.


                                                     Adélia Prado
                                                                                           

Por isso Dá, pode contar sempre com minha companhia para ver os jogos do São Paulo, seja no radinho, na TV ou lá no Morumbi! ;o)

Fefa

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Esse vale a pena conferir!

Para quem é apaixonada também por viajar vale a pena conhecer o blog da super aventureira Luciana Russa... muitas dicas de onde ficar, hospedagem, o que conhecer, onde ir, como aproveitar os dias em cada cidade, cultura, textos sobre suas aventuras, entre outras coisas... ah, e aproveitem que tá tendo sorteio de aniversário, viu!!! Não deixem de conferir!

http://garotinharuiva.wordpress.com/

Esse eu já li... e não gostei: O Processo

O Processo – Franz Kafka

Dizer que um livro não é bom é um assunto muito delicado, por isso pensei muito antes de criar a coluna “Esse eu já li... e não gostei”. Um livro pode ser amado por milhõesde pessoas e odiado por outros milhões, por isso sei que o assunto é polêmico. Afirmar que um livro não é bom é quase como falar mal do time de uma pessoa. Então, quero deixar claro antes de começar este post que eu não sou expert em literatura, então não estou habilitada a fazer critica literária de obra alguma, apenas vou dar minha opinião, certo?! 


Bem, esclarecido o ponto, vamos ao primeiro “Esse eu já li... e não gostei”. Durante as aulas de processo civil no curso de Direito, o professor sempre aconselhava a leitura do livro O Processo de Franz Kafka. Confesso que só fui ler o tal livro depois de formada, e o que posso dizer? Simplesmente não gostei. Não gostei da história, não gostei da escrita, não gostei dos personagens, não gostei do final. 

É claro que como estudante de direito, apaiaxonada por direitos fundamentais, foi interessante conhecer uma história que se passa em um sistema que não observa o devido processo legal, mas fora isso, que poderia ser utilizado para ilustrar uma boa aula de direito constitucional ou de direito processual, eu realmente detestei a obra.

Tudo bem que deve existir alguma interpretação obscura em tudo isso que eu não consegui captar, mas gente, o livro me sufocava e só com muita força de vontade eu cheguei até o fim. Não vou nem fazer uma pequena descrição da história... até isso já me daria nos nervos!

Lembrando sempre que eu respeito opiniões contrárias....

Pelo mundo afora... Buenos Aires e a ‘Torre de Babel’

Buenos Aires inaugura ‘Torre de Babel’ de livros

Li esse artigo no site da BBC Brasil. Sempre ouvi dizer que os argentinos são fãs de literatura e estão entre os povos que mais lêem no mundo. Espero um dia visitar Buenos Aires e conhecer El Ateneo, a famosa livraria da capital portenha, pena que não vai dar tempo de ver a Torre de Babel! :o(



       
               Fefa Rodrigues

Clássico: Os Miseráveis


Os Miseráveis – Victor Hugo

Eu me apaixonei por livros quando tinha cerca de 12 anos. Minha vizinha, uma professora de português chamada Hilmalina, tinha uma estante cheia de livros e lá eu encontrei a Coleção Vaga Lume.

Meu primeiro livro foi O Outro Lado da Ilha e, desde então, começando por toda aquela coleção, não parei mais de ler.


Na 8º série fui estudar em um colégio particular, e naquele ano descobri muito da literatura brasileira. Fernão Capelo Gaivota, Mar Morto, Capitães da Areia, O Cortiço... Vasculhei a Biblioteca Municipal e o único sebo da cidade, e li quase tudo de José de Alencar, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego... e, então, acabou.

Já tinha praticamente esgotado a literatura brasileira, digamos, mais tradicional, e queria ir além, queria ler os clássicos que eu conhecia apenas de nome, mas não tinha acesso. A Biblioteca Municipal era (e ainda é) limitada, a cidade não tinha uma livraria, a Internet ainda não exista da forma que existe hoje... até que um amigo, que trabalhava no sebo, me apresentou a Júlio Verne, e lá fui eu ler toda sua obra. Foi o primeiro escritor estrangeiro que eu li.

A partir daí aproveitei as datas especiais para pedir livros de presente. O Homem que matou Getúlio Vargas foi o primeiro livro que eu ganhei, novinho em folha, no natal de 1998. Pela primeira vez eu lia um livro que não tinha vindo do sebo ou da Biblioteca Pública, aquele era meu, o primeiro da minha tão sonhada biblioteca!




Tatuí, 24 de dezembro de 1998
Mas eu queria mesmo era ler o que eu imaginava ser o maior de todos os romances, eu queria ler Os Miseráveis. Impossível. Não conhecia ninguém que já tivesse tido um exemplar dele nas mãos e o mais próximo que eu já tinha chegado tinha sido uma versão infanto-juvenil de 100 páginas. Os Miseráveis era para mim quase uma lenda, eu sabia que ele existia, mas nunca tinha visto um ao vivo.

Depois de algum tempo uma certa editora lançou nas bancas uma coleção com vários clássicos da literatura. Cada um custava a bagatela de R$ 11,90, mas era uma época em que eu não tinha grana. Estava no 1º ano da faculdade e tinha que juntar as moedas para o xérox. Mas, como mãe sempre dá um jeito, da lista com cerca de 30 títulos, um deles do Vitor Hugo, minha mãe me deixou escolher 5. Não era Os Miseráveis, era Os Trabalhadores do Mar, mas assim que eu li tive a certeza de que ninguém nesse mundo escreve, escreveu ou escreveria melhor que esse francês.

Se Os Trabalhadores do Mar era tudo aquilo, ficava pensando o que seria Os Miseráveis.




Bem, isso foi lá pelo ano de 2001 e eu só consegui ler Os Miseráveis em 2006. O Davi me ligou dizendo que tinha uma surpresa para mim e a surpresa era o livro que eu tanto queria ler. O volume I, capa dura, de um azul já desbotado, folhas amareladas que soltavam pó quando folheadas, na primeira página o nome da sua ex-dona, a senhora que havia doado sua biblioteca para a faculdade, e a data em que tinha comprado o livro - 03 de setembro de 1936. 

Cosset - Emile Bayard (1837-1891)

Não vou fazer resumo ou entrar em detalhes da história, apenas vou reafirmar que vale muito mesmo ler, um livro para marcar a vida! Na minha opinião a maior obra literária da humanidade!


Fefa Rodrigues

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O preferido!


Sempre tive dificuldade em responder quando me perguntam qual é meu livro preferido. Depois de muito pensar sobre o assunto decidi que meu livro preferido é, na verdade, uma categoria que contém 5 títulos, como se todos eles juntos fossem o preferido.

Eu até consigo ordená-los, mas sem saber exatamente qual é a razão que me faz colocar um deles em primeiro e o outro em quinto lugar. Agora, dizer que eu prefiro uma deles a outro seria como escolher dentre os meus irmãos o qual eu gosto mais!

Então, meu livro preferido “são”:

1.      Os Miseráveis – Victor Hugo
2.      Guerra e Paz – Tolstoi
3.      Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marques
4.      Amor nos Tempos do Cólera – Gabriel Garcia Marques
5.      As crônicas de Nárnia - C.S. Lewis

E para você, qual é melhor de todos os tempos?

Fefa

terça-feira, 10 de maio de 2011

Um pouco de poesia...

A Bailarina

Esta menina tão pequenina
Quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
Mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina
Quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
E também quer dormir como as outras crianças.

                                                                                Cecília Meireles



Sonhe grandes sonhos!



“Se as coisas são intangíveis, ora, não é motivo para não querê-las.
Que triste o caminho se não fora a presença distante das estrelas”

                                                                         Mario Quintana



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Esse eu já li... e gostei: A Sombra do Vento

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Dia desses visitando um dos vários blogs sobre livros que eu leio quase que diariamente me deparei com um comentário sobre o livro A Sombra do Vento. Como foi um livro que eu gostei muito, tanto que já li mais de uma vez, corri para conferir o que a pessoa tinha a dizer, e levei um susto! O comentário dizia que é impossível ler esse livro até o fim, que a históra é chata, sem sal e não anda, que os personagens são fracos e um monte de outras coisas. 

Fiquei indignada! Afinal, eu adorei a história e a forma como ela é contada. É muito estranho quando alguém “fala mal” de um livro que a gente gostou, a gente fica até mesmo chateada! Por isso, quando estava planejando quais seriam os tópicos que eu iria colocar aquino blog, fiquei meio em dúvida com uma “coluna” "Esse eu já li – e não gostei". Mas, acho que vale a pena compartilhar todas as informações!

Enrtão, vamos ao que interessa! Escolhi esse livro pelo nome, num dia visitando uma livraria da cidade. Li a contracapa e gostei da idéia de um Cemitério dos Livros Esquecidos. Esperava algo meio romance-policial, mas me surpreendi.


                                                                   A Sombra do Vento



O ambiente é a Espanha franquista. Duas histórias acontecem ao mesmo tempo, a de Daniel Sempere, no “tempo presente”, e a de Julian, no “tempo passado”. Há um clima de mistério e a história vai se montando aos poucos, como e um quebra-cabeças. Os personagens são interessantíssimos, não penas os principais, mas todos os que rodeiam a história, com destaque para o Anjo de Bruma, um palacete que permeia toda a história e que é quase como um personagem vivo!




Eu já li esse livro duas vezes, e acho que vou ler outras. É o livro de estréia de Carlos Ruiz Zafón e eu queria mesmo é que ele virasse filme ou uma série! 

Recomendo!
E você? Já leu, gostou? Qual sua opinião?

Fefa Rodrigues

O que estou lendo - Maio, 2011 - Ana Karenina

Ana Karenina – Tolstoi

Depois de uma longa fase na Idade Média (Em Busca do Graal – O Arqueiro (vol. 1), O Andarilho (vol. 2) e o Herege (vol.3) – comento em breve), decidi ler um clássico que já estava na minha estante há uns 3 (três) anos, Ana Karenina do Tolstoi.
Comprei esse livro de uma pessoa que eu conheci faz um bom tempo. A parte triste é que ela estava precisando muito de dinheiro e, para juntar um pouco, estava se desfazendo de sua biblioteca. Além desse, comprei também Um Conto de Duas Cidades – Dickens, cada um deles por R$ 3,00, dá para acreditar? Todos em perfeito estado.

Esse é o meu!


Bom, deixando a parte triste da história da aquisição para trás, vamos ao que interessa. Eu já li Tolstoi antes, Guerra e Paz foi um dos grandes livros que li e que me marcou para sempre e Ana Karenina parece que não vai ser diferente. Talvez essa obra não tenha a grandeza de Guerra e Paz, mas com certeza faz parte daqueles livros excepcionais, e isso dá para perceber desde as primeiras linhas, na complexidade de cada personagem. Gosto muito quando o “estado de alma” dos personagens fazem parte da história, e é o que acontece nas obras desse grande escritor.

Vale a pena conferir.
E você, já leu? O que achou?


domingo, 8 de maio de 2011

Apaixonada por Papel

Cheiro de papel! Não conheço perfume melhor. Os fãs de tecnologia –  dos ipads e e-books da vida que me perdoem, mas não tem nada como pegar um bom livro nas mãos, admirar a capa, folhear, ler alguns trechos esparsos e decidir levá-lo para casa, seja ele novo com suas folhas branquinhas, seja aquele velho exemplar de Os Miseráveis da biblioteca da faculdade, que chegou como doação de uma senhora, na capa, escrita a lápis já quase apagada a data da compra – 03 de setembro de 1936.

A verdade é que ler, para muitas pessoas, é uma paixão. Quer através de livros de papel ou de e-books (tudo bem, assim também vale, mas não acredito na extinção dos livros de papel!), são tantas histórias como se vivêssemos muitas vidas, todas as vidas.

E, como ler é uma das minhas maiores paixões, quero compartilhar um pouco dos muitos livros que já li e que ainda pretendo ler, e já que eu gosto é de segurar um bom livro nas mãos, sou mesmo uma Apaixonada por Papel.E se você também é um apaixonado por papel seja bem vindo e espero contar sempre com sua visita e sua participação!!

Fefa