sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Garota Exemplar – Gillian Flynn



Gostei. Muito. De verdade. Não é o estilo de livro que eu costumo ler, mas foi uma ótima leitura. Rápida, apenas cinco dias, o que para mim é pouco já que só leio a noite e minha amiga Lu, que me emprestou o livro, deve ter lido em três dias, no máximo!!! (A Feee do Na trilhados livros vai ler em uma ida de busão ao trabalho!!!).

Para mim, o ponto alto do livro é a estrutura das personagens, a construção de todo perfil psicológico deles é ótima!!

Amy Elliot é uma mulher linda, excepcionalmente inteligente, culta e muito rica. Filha de escritores de uma série de livros inspirados em sua infância – Amy, Exemplar, que por três décadas foi leitura obrigatória no sistema educacional norte-americano. Amy é uma figura conhecida e admirada que, como uma estrela de cinema, já sofreu com perseguições e pessoas obcecadas por ela. Apesar de seu enorme pecúlio, recebido em razão da venda dos livros ela, que tem mestrado em psicologia, trabalha para uma grande revista.  

Nick Dunne é um homem bonito, atraente e culto. Apesar de sua origem em uma família humilde e meio desequilibrada, com um pai machista e violento e uma mãe doce e submissa, ele é um ótimo jornalista que trabalha para uma revista cult sobre cinema e, apesar de não chegar aos pés do brilhantismo de Amy, é um cara inteligente por quem ela se apaixona.

Amy e Nick se casam e nos três primeiros anos de casamento a vida parece perfeita. Mas então vem aquela grande recessão sobre os Estados Unidos, e os dois perdem seus empregos. Ao mesmo tempo, os pais de Amy começam a passar por dificuldades financeiras, e sua fortuna acaba se dilapidando aos poucos.

Sem muita opção, e com a notícia de que a mãe de Nick está em fase terminal de câncer, eles se mudam para uma pequena cidade falida do meio-oeste do país. UMa cidade que não tem nada a oferecer, nem a seus moradores caipiras e medíocres, muito menos a brilhante Amy que sofre muito com aquela mudança para a cidade natal de Nick, deixando sua vida balada em Nova York para trás. Apesar da aceitação de Amy com aquela mudança, Nick se sente culpado por arrastar sua esposa para o meio do nada.

O casamento dos dois começa a passar por uma certa crise, mas Amy está disposta a agir para que as coisas voltem a ser como antes, então, prepara a tradicional caça ao tesouro que ela faz para ele todo ano no dia do aniversário do casamento dos dois, onde ela vai demonstrar todo seu amor por ele e presenteá-lo, ao final, com uma grande surpresa.

Naquele dia, Nick esta trabalhando em seu bar quando recebe o telefonema de seu vizinho, dizendo que a porta de sua casa está escancarada há horas. Ele então corre para casa e encontra uma cena assustadora. Móveis quebrados, o ferro de passar roupas ligado, cacos pelo chão sem que sua esposa esteja em qualquer lugar. Tudo indica que se trata de uma cena de crime. Nick então chama a polícia imediatamente.

E aqui é que a história começa a ficar muito boa, porque entra em cena a manipulação da opinião pública pela imprensa, um ponto muito bem explorado no livro. Nick, que sempre teve problemas com seu pai machista e durão, o que fez dele um homem que não consegue expressar emoções em público, logo cai na armadilha da imprensa e de todos aqueles moradores daquela cidade falida, ávidos por ter seus 15 minutos de fama.

Agora, dezenas de pessoas jurando terem sido as melhores amigas de Amy naquele fim de mundo, tem algo para contar sobre as revelações que Amy fazia sobre Nick e sobre como ele tem parece culpado do “assassinato” de sua esposa, mesmo sem que seu corpo tenha sido encontrado.

A partir dai, entre trechos do diário de Amy e os acontecimentos narrados dia-a-dia por Nick, um terceiro personagem aparece. Uma mente doentia e psicopata. Intimidadora, manipuladora e que se aproveita dos pequenos contratempos da vida do casal para chegar ao seu objetivo.

O final do livro me deu uma sensação estranha, uma sensação de que não poderia acabar ali, de que tinha que ter mais, tinha que continuar.... porém, é o final perfeito para a proposta da autora.

Lá em meu trabalho, a gente brinca sobre uma pessoa que trabalhou lá um tempo atrás. Chamamos de “Psico” porque ela não teve pudores em mentir, manipular e jogar uns contra os outros. Apesar de ser uma “brincadeira” é de se pensar sobre os possíveis psicopatas e sociopatas que podem viver a nossa volta sem que percebamos.

Um bom livro gente, e a adaptação para o cinema com o Bem Affleck no papel de Nick sai em outubro!!

Dá tempo de ler antes do filme chegar!!!

Agora, vou para a leitura de Justa: Trocando a Alemanha Nazista pelo Brasil.

Beijos, boas leituras e ótimo fim de semana!!!

Fefa Rodrigues

3 comentários:

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

HAHAHAHA rindo com o seu comentário que eu vou ler em uma ida de busão ao trabalho! Também não é para tanto :D

Mas que bom que gostou, assim fico ainda mais animada para ler. Todo mundo que vi falar desse livro fala muito bem, e ressalta exatamente o que você falou, a construção das personagens. E como estou na metade da a Ordem da Fênix, semana que vem no máximo já leio, e pelo que você falou, a resenha sai rapidinho.

Beijo!

Josi disse...

Olá! Mto bacana seu blog!


http://eugostodeanotar.blogspot.com

Gabriel Dantas disse...

Ótimo blog (-:

http://gotasdexp.blogspot.com/