segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A menina que não sabia ler, vol. 2

Quando falei sobre A Menina que não sabia ler, vol. 1, disse que o livro daria um ótimo filme, e confirmo que o vol. 2 daria uma ótima sequencia!!



A história dessa vez se passa em uma ilha que serve de hospital psiquiátrico para mulheres e começa com a chegada de um novo médico, o Dr. Sheperd. O médico, que acabara de sobreviver a um acidente, logo é colocado à dura realidade do local dirigido pelo Dr. Morgan.

Um casarão, onde centenas de mulheres, que mais parecem mortas-vivas, passam seus dias entre tratamento de contenção, que incluem horas em banhos gelados, amarradas a cadeiras ou sentadas na sala do dia sem qualquer atividade. Mas um destino ainda pior é reservado às pacientes consideradas violentas. Essas, passam os dias trancadas em seus quartos.

Para Morgan, esse é o meio científico capaz de manter essas mulheres sob controle, já, o Dr. Sheperd, acredita no Tratamento Moral, uma forma de tratamento baseado na gentileza e bondade.

Depois de muitos debates, o Dr. Morgan autoriza o Dr. Sheperd a escolher uma paciente para usar como cobaia para o seu Tratamento Moral e, dentre todas as mulheres naquele local, Sheperd escolher uma jovem de olhos escuros e inteligentes, que fala de um jeito engraçado e que sofre de amnésia, lembrando somente de que para ela é expressamente proibido aprender a ler.

Logo o Dr. Sheperd percebe que o local parece mal assombrado, com pessoas – ou almas atormentadas – que vagam a noite por seus corredores e que o Dr. Morgan, junto com uma das mais cruéis atendentes do local, parecem esconder um segredo obscuro.

Então, o Dr. Sheperd terá que se proteger das inimigas que fez ali dentro e de seu passado, enquanto luta para conseguir que sua paciente Jane Pomba seja curada, para que não tenha que passar o resto da vida enterrada com as outras mortas-vivas do hospital.

O final é surpreendente!!

Agora, minha opinião, e portanto, com SPOILERS!!

Gostei muito da história. A forma como é escrita e a linguagem utilizada permite uma leitura rápida e deliciosa, que faz a gente não querer parar de ler. Os personagens são bem construídos, e suas características psicológicas são muito bem definidas.

Mas para mim, mais uma vez, o ponto alto é Florence, que nessa história não está em destaque, não é a personagem principal durante o decorrer da narrativa, mas ao final, a gente percebe que sim, ela é o centro de tudo, porque tudo acontece como ela deseja.

Quando comentei sobre o vol. 1, disse que acreditava que Florence, que naquele livro era a personagem principal da história, era uma psicopata. Nesse segundo volume isso se confirma.

Mas ela não é uma psicopata cruel que mata por prazer. Eu não consigo deixar de admirar sua praticidade e a forma como ela se livra de quem lhe causa perigo. Outro ponto fantástico da personalidade dela é sua capacidade de por mentir de forma natural para alcançar o que quer.

Florence é extremamente inteligente e eu “amei” a forma como ela manipula as pessoas nessa história sem que nem o mais esperto perceba que está, na realidade, agindo conforme ela quer.

Lembro que disse, também, que a história do vol. 1 merecia uma continuação, e o vol. 2 é uma continuação à altura, com um final surpreendente e tenho uma leve impressão de que essa história não acaba aqui.

Beijos e boas leituras....
Fefa Rodrigues




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