domingo, 9 de março de 2014

O Circo da Noite - Erin Morgentern


A capa é muito bonita!!

"As pessoas preferem acreditar que magia é apenas uma ilusão inteligente, porque acreditar que é algo real não as deixaria dormir à noite, por medo da própria existência."


Um livro que vale a pena. Confesso que lá pelo meio da história, eu fiquei um pouco desinteressada, parecia um quebra-cabeça que não se completava por falta de algumas peças. É que a história é contada mesclando presente e futuro, então a princípio ficou um pouco confusa. O final vez o “valer a pena” do início dessa conversa ficar mais forte, especialmente a última conversa entre personagens que é poética!!!

A história, que é bem original, diga-se, começa em 1884, com a garotinha Célia Bowen sendo deixada aos cuidados do pai, após a morte de sua mãe que se suicidou depois de anos de um amor desesperado e não retribuído por Próspero, o Mágico, que, como o nome já diz, é um famoso e rico ilusionista. Arrogante e orgulhoso, ele despreza a menina desde o primeiro momento, até que ela faz em pedaços a xícara de chá que está em sua frente, sem sequer tocar nela.

Próspero percebe que a filha herdou dele o “dom” da magia, já que os shows dele não são simples ilusões, mas são feitos a partir de magia. Contando com o grande talento da filha, ele desafia um velho conhecido para um jogo, onde sua aprendiz e um aprendiz escolhido pelo “homem de terno cinza” competiriam até provar quem era o melhor.

A partir dai o treinamento de Célia e Marcos , o aprendiz do “homem de terno cinza”, começa e eles passam a infância e a adolescência se preparando, apendendo sobre magia, ilusionismo, feitiços, etc...

Nem Célia, nem Marcos e nem nós leitores, sabemos exatamente do que se trata esse desafio, quais são as regras do jogo e o que afinal eles devem fazer para ganhar. Eu acho que foi isso, somado ao fato da história ser contada entre acontecimentos do passado e do futuro, que deixou a coisa um pouco confusa, porque apesar da data estar no início do capítulo, como não havia uma ordem cronológica nos acontecimentos, a gente fica meio perdida.

Enfim, apesar do relacionamento distante entre Marcos e “o homem do terno cinza”, seu treinamento é mais acadêmico (como ele mesmo descreve) do que o de Célia que acompanha o pai em suas turnês, aprendendo na prática, enquanto Marcos passa horas lendo, estudando, viajando pela Europa para conhecer desde os maiores ilusionistas em apresentação até os mais patéticos.

Quase 15 anos se passam quando enfim o desafio vai começar. E é ai que, com o poder de que dispõe os dois tutores levam um grande agente e sua equipe a criar um novo conceito, a ideia de um circo que fiaria aberto durante toda a noite e onde os maiores artistas se apresentariam. Esse circo, na realidade, é o palco onde Célia e Marcos vão se enfrentar, criando atrações cada vez mais maravilhosas e inconcebíveis, criando um mundo de sonhos que encanta a todos por onde passa, mas que, para existir, demanda muito poder e interfere na vida de muitas pessoas.

Mas, acontece, que Célia e Marcos se apaixonam porém, eles estão “amarrados” àquele desafio que só vai acabar quando um deles cair, e quando isso acontecer todo o crico irá morrer com o perdedor. Já dá para imaginar que eles optam por desrespeitar as regras de seus tutores, né? Apesar do final ser um poco previsível, depois de ler até última página eu realmente posso dizer que gostei da história.

Gostei porque a autora nos faz pensar que a magia pode ser algo mais real do que pensamos, porque história é leve, quase uma poesia, e também porque é bem original no seu contexto de forma geral, e, como disse acima, o último capítulo é fofo e em especial o último dialogo é poético. Além de tudo isso, quando terminei de ler, fiquei com aquela sensação de melancolia que só livros qe agradam conseguem causar!!!
Então, realmente vale a pena!!!

Agora estou super em dúvida quanto a minha próxima leitura. Estava com planos de ler Tu carregas o meu nome, livro que conta a história dos filhos dos maiores nazistas e como eles viveram após a guerra carregando sobrenomes odiados, mas, como eu vou para praia quarta-feira, acho que é melhor levar uma leitura mais leve, então ainda não decidi!!!

É uma decisão que terei que tomar até a noite!!!:o)

Beijos e boa leitura!!!

Fefa Rodrigues


P.S.: Corrigindo, é autora e não autor, como eu disse no post passado.


Um comentário:

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

Agora me animei a ler o livro. Ele me lembra um pouco outros que eu li, mas não lembro direito qual, acho que Jonathan Strange e Mister Norrel, mas tem mais algum.

Beijos!