quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Caçando EIchmann - Neal Bascomb




Segunda Guerra é um assunto que gosto muito. Adoro ler tanto históricas fictícias quanto livros históricos, falem eles de personagens desconhecidos que sobreviveram aos horrores nazistas ou dos grandes envolvidos em toda a história.

Já tinha lido muita coisa sobre o assunto, mas em todas as minhas leituras nunca tinha visto qualquer referência a Eichmann, nome que surgia quando eu fazia busca de livros sobre a II Guerra, e foi assim que a obra Caçando Eichmann despertou minha curiosidade sobre o personagem.

O pouco que encontrei sobre ele na internet me fez ficar pensando como o homem que foi o maior responsável pela logística da “Solução Final” e inspiração para que a filósofa Hanna Arendt desenvolvesse sua ideia de “banalização do mal”, não era tão conhecido e tão comentado como Goring, Goebbels, Himmler, Rudolf Hess, etc... Parecia que ele sequer fazia parte do mesmo circulo de pessoas.

Tudo isso me levou a comprar o livro Caçando Eichmann. Antes de começar a leitura, eu pensei que seria um daqueles documentários cansativos de ler, cheio de informações biográficas que tornam difícil a leitura, mas eu queria muito saber sobre o assunto, então comecei a ler imediatamente após o livro ter chegado.   

Para minha surpresa, o livro é uma leitura ótima. É um documentário sim, que conta bastante sobre Eichmann e seus dias de nazista importante, sua fuga para a Argentina (que deu maior apoio aos nazistas), sua vida quase miserável naquele país, e, claro, o planejamento e a execução, pelo Mossad, do plano para seqüestrá-lo e levá-lo a julgamento em Israel, além de um pouco sobre cada um dos agentes do Mossad selecionados para fazer parte da arriscadíssima missão abençoada por Ben-Gurion

É interessante como o autor conseguiu dar um ótimo ritmo à narração, apesar da imensa quantidade de informação que ele nos passa.

E, enfim, eu entendi porque eu pouco tinha ouvido falar sobre esse que foi um dos mais cureis dentre os nazistas. Eichmann sempre evitou que seu nome fosse associado às atrocidades dos campos, para isso, dava ordens verbais, não assinava documentos, não costumava aparecer em público e não se deixava fotografar.

Mesmo com todo esse cuidado para evitar ser identificado caso a Alemanha perdesse a guerra e depois de mais de 15 anos vivendo escondido na Argentina como o pacato Ricardo Klement, Eichmann acabou em um tribunal para acertar suas contas com o passado, capturado por um grupo de homens que conseguiu sobreviver à sua eficiente máquina da morte.

Em se tratando de livro histórico, esse é, sem dúvidas, o melhor que já li. Vale a pena pela qualidade e por toda a informação que apresenta!!!

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues
   



Um comentário:

Dora Delano disse...

reli esses dias "o menino do pijama listrado". Lágrimas e lágrimas. Acho que não tenho estômago para ler sobre a segunda guerra..., não depois de ter lido esse livro.