sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A Onda

Já faz uns 452 que minha sobrinha eclética e intelectual insistia pra que eu visse esse filme alemão, ela até gravou o filme em um DVD pra mim, mas eu sempre deixava pra depois, até que o sol resolveu não aparecer nesse sábado e eu resolvi que iria ver esse filme enquanto a chuva caia lá fora, já que meus planos de piscina foram pro água abaixo!!!



E realmente o filme é muito bom. Apesar de tratar de um assunto tão pesado - a possibilidade do ressurgimento de um governo fascista – o filme não é cansativo.

O filme começa mostrando os típicos jovens alemães de hoje em dia. Festas, esportes, vídeos-game, drogas e bebidas, pouca ou nenhuma disciplina. Esse grupo de jovens faz parte da classe de ciências políticas que, durante a semana dedicada à importância da democracia, vão estudar os diferentes tipos de governo.

A classe destinada ao estudo da Autocracia é comandada pelo professor Rainer Wenger, com cara de rebelde e roqueiro, o professor desejava o curso de Anarquia, mas foi obrigado a ministrar o curso de Autocracia e, a primeira pergunta que ele faz aos alunos é se seria possível o nazismo renascer na Alemanha. A maioria dos alunos diz que isso seria impossível, então o professor resolve iniciar uma “experiência”.

Começando com um simples exercício sobre sentar-se de forma ereta, respirar antes de falar e falar pausadamente, em uma semana os alunos se transformam em um grupo com uniforme e saudação própria.

Não vou entrar em muitos detalhes, mesmo porque não tenho profundidade para fazer uma análise do filme, mas é muito interessante ver como, por exemplo, um dos alunos que é sempre hostilizado, ignorado pelos pais e sem amigos, se sente ao fazer parte da Onda e se torna um dos mais fervorosos seguidores do “movimento”.

Em pouco tempo, aqueles alunos estão se impondo aos demais, tratando de forma privilegiada aqueles que fazem parte da Onda e perseguindo aqueles que são contrários ao que está acontecendo.
Ao final, o professor Wenger discursa com a mesma “loucura” de Hitler, usando os mesmos “argumentos” e sendo aplaudido pelos alunos.

Um ótimo filme, especialmente para aqueles que, como eu, vivem se perguntando “como é que isso foi acontecer?”.

Bons filmes!!!
Bjos...
Fefa Rodrigues


Um comentário:

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

Eu não vi o filme, mas onde eu trabalhava antes, em um dos estágios, o livro fazia parte de leitura obrigatória. A história é bem bacana, mas meus alunos também assistiam na escola, em alemão (boa parte deles era do Porto Seguro, uma escola que tem alemão na grade) e eles disseram que o filme é um pouco diferente do livro que a gente adotava. mas eles gostavam bastante.

Beijos!