segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Leitor


Um filme lindo. Me interessei por esse filme quando vi numa resenha no blog O Sol de Austerlitz que ele, de certa forma, unia duas coisas que eu amo – livros e II Guerra, mais especificamente, os julgamentos do pós-guerra.

O filme começa quando Michel Berg, um jovem de 15 anos, é ajudado por Hanna Schmitz depois de passar mal. Depois de três meses, Michel se recupera e decide voltar até a casa de Hanna para agradecê-la pela ajuda e eles acabam se envolvendo. A partir daí iniciam um romance apesar da diferença de idade, e todas começam a passar todas as tardes juntos. Depois de um tempo, Hanna pede que Michel leia para ela. Mas, estranhamente, após ser promovida em seu trabalho, Hanna desaparece sem avisar.

 
Depois de alguns anos, Michel está na universidade de Direito e faz parte de um seminário especial que vai acompanhar um julgamento de ex-membros da SS. Quando chega ao tribunal ele vê que Hanna é um dos réus do processo.


Duas coisas que me fizeram pensar durante essa parte do livro foi que Hanna foi a única a admitir o que fez, outra foi um dos alunos argumentado que aquele grupo de pessoas e os outros poucos nazistas que foram levados a julgamento não eram os únicos culpados já que as atrocidades da II Guerra eram de conhecimento de muitos alemães e quase ninguém fez realmente alguma cosia a respeito. E eu penso, eram apenas os alemães que sabiam o que estava acontecendo? Porque os EUA demoraram tanto para entrar na guerra?


De qualquer forma, durante o julgamento, Michel se dá conta de que Hanna, que foi a única condenada à prisão perpétua, isso porque, supostamente havia sido ela quem havia escrito um relatório sobre os acontecimentos durante a Marcha da Morte é, na verdade, analfabeta. Essa informação poderia mudar o julgamento, mas ele percebe que ela prefere não admitir essa situação, e acaba condenada.

Já na prisão, Michel envia para Hanna fitas com a gravação da leitura de vários livros, e a partir daí Hanna começa a aprender a ler e a escrever, e envia carta a Michel que não as responde, mas continua mandando as fitas. Depois de vinte anos de prisão, Hanna será libertada. 

 
Confesso que não sei explicar bem, mas foi um filme que me tocou. E ainda fico confusa quando penso sobre a II Guerra... talvez nunca tenha sido possível fazer qualquer justiça, já que não vejo que apenas os alemães e mais especificamente os membros do partido nazista foram os culpados... afinal, a omissão também é uma forma de cometer um crime.

Quem se interessar pelo filme, que é baseado em um livro, dê uma olhada na resenha do blog Solde Austerliz, uma resenha muito melhor do que o que tentei fazer aqui.

Abraços, e boa semana que se inicia.
Fefa Rodrigues


8 comentários:

CMachado disse...

Bom dia Fefa!!
Que bom que conseguiste assistir O Leitor!
Comento depois ;)
Estou terminando O Condenado...
O jogo de cricket está para a Inglaterra assim como o basebol esta para os americanos né.

Na copa da Africa lembra-te tivemos na época algumas reportagens no Globo esporte a respeito desse jogo, por eles ter sido colonizados pelos ingleses, jogam muito esse jogo por lá.

E futebol nada, lembro que o jornalista, tava indignado, pelo o governo não incentivar o futebol.

Entretanto, o Cricket eles mandam ver, mas ué gente cultura é cultura...
Mas estou terminando, e simplesmente gostei de tudo rsrs
bjs

PS: O Cricket na África c/ algumas diferenças de regra, esqueci de mencionar...

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

Não tem a ver com esse post. mas é que lembrei que esqueci de comentar com você: o Jaqen já apareceu na segunda temporada, no segundo episódio. Mas foi bem rapidinho, e ele quase não falou, então não dá pra ter uma ideia dele ainda. Npo terceiro tem um diálogo bem legal entre a Arya e aquele cara da Patrulha que está levando ela pro Norte, onde aparece de onde veio ideia dela de icar repetindo os nomes de quem ela quer matar. A cena foi muito boa. mas quem está roubando a cena mesmo é o Alfie Allen. Ele pegou o Theon direitinho, e está arrasando. Teve duas cenas dele com o pai que são show. Acho que depois de ver, muita gente que detesta o Theon vai começar a entedê-lo.

Beijos!

CMachado disse...

Bom dia Fefa!!!!
Um dia lindo de sol como vc gosta!!
Confesso que estou apreciando muuiiito os dias nublados, o tempo londrino dos livros que temos lido rsrs...

Nada a ver com meu estado de espírito, estou ótima, melhor fase da minha vida!!

Vamos ao leitor...
Como vc disse esse filme mexe c/ a gente, literatura junto com o relato de guerra, uns dos temas que gostamos né?

Quero dizer alguma coisa, mas, fico preocupada c/ spoiler...

Fefa, vc sabe porque Hanna confessou? achei o máximo a "desculpa" do filme p/ a atrocidade. Até porque eu levanto a bandeira, de estudos p/ as pessoas. Sair da negritude da ignorância. Acredito na maldade, assim como no amor, mas, acredito tb nos atos das pessoa por ignorância...

É engraçado que este filme (livro), tem tudo a ver com a gente que ama livros (ler) e que estamos sempre a incentivar as pessoas a ler.

E os livros hein que eles leem, o único que não li foi A dama do Cachorrinho. Não gosto muito de cronicas mas, dessa eu gostei...

Eu não li o livro ainda, mas no filme, o roteirista, vendeu uma ideia, tão bem que eu pelo menos comprei,(convenceu) apesar de como já disse, ser propensa a desculpar as pessoas pela ignorância...

A cena deles na cantina, reparou que ela tava achando estranho a atitude da mulher, mas não estava entendendo nada, totalmente ignorante no julgamento que a mulher estava fazendo deles. Achei sutil e mais um reforço p/ que os telespectadores acreditassem na(questão) ignorância. E a Kate fez muito bem seu papel, o menino tb gostei dele.

Fefa, meu comentário, é p/ vc e quem viu o filme, porque se eu falar as claras quem não viu pode ficar chateado. Eu não ligo p/ spoiler, mas, tem pessoas que não gostam.
E O Condenado, terminei ontem de noite, depois falemos dele...
Bjk

Fefa Rodrigues disse...

ORQUIDEA -> sabe o que mais me intrigou, foi a Hanna ter preferido assumir a responsabilidade pela morte de 300 pessoas a assumir que era analfabeta. ALém dessa questão de "de quem foi a culpa por tudo". Me lembro que numa aula de filosofia, quando eu estava no 5º ano da faculdade (lembrando que u suo péssima em filosofia) o professor jogou os mesmos argumentos do professor do filme "aquelas pessoas agiram dentro da lei, portanto, não cometeram crimes"... claro que isso amarga no estomago, que a gente não aceita... e é inaceitável mesmo... mas eu ainda não consigo ver a justiça em massacrar algumas daquelas pessoas... ainda mais quando vejo coisas como o fato de vários nazistas terem ido para os EUA para ajudá-los contra os comunistas... então, porque soldados ou pessoas de baixo escalão foram julgados e muitos outros não?

Vc já assitiu ao filme O Plano Perfeito? Correndo o riscod e um super spoiler caso vc não tenha assistido... o dono do banco que esta sendo assaltado foi uma das muitas pessoas que enriqueceram entrenago judeus ao governo alemão e ajudando a confiscar suas fortunas... bem, ele não deve ter sido o único né? Então, onde esta a justiça nestes "circos" que eles montaram?

Mas, fico confusa com essas coisas ainda... não sei se é possível fazer justiça quando a atrocidade é grande demais, e quando muita gente esteve envolvida, quer pela ação, quer pela omissão!!

CMachado disse...

Quando a pessoa usa o poder como dominação dá nisso!

Você mesmo disse e vc mesmo respondeu.

Aqui mesmo no nosso país, temos por exemplo a corrupção, uma patologia do Brasil, tanta gente fica prejudicada por isso...

Politica é isso né, seus inimigos de hoje, amanha esta a fazer alianças.

Entendo, que Hanna, preferiu assumir tudo sozinha, por uma tão grande vergonha de ser analfabeta.

Deixa te contar uma estória, alguns anos atras estava ensinando uma senhora a ler.
Apesar de estar radiante, e querer muito aprender, quando entrava alguém, ela fechava o livro, caderno rápido, p/ que não soubessem q estava aprendendo a ler...
Ai q percebi que ela tinha uma grande vergonha.

Pode ser bobagem p/ nós, mas, precisamos nos colocar no lugar do outro p/ entender.

E sim vi o filme, e sim claro muitos denunciaram os judeus, como temos relatos de alemães bons que tentaram ajudar vide (Anne Frank)

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Fefa!

De novo, nada a ver com o seu post, só te respondendo. Como eu disse o Jaqen ainda não apareceu muito na série, e teve se muito uma fala, então não dá pra sacar ele ainda. Mas sempre achei ele meio esquisito, de dar medo mesmo. Eu gosto dele, e acho que ele deveria ter mais destaque, mas nunca me passou ser um ladrão galante, pra usar as suas palavras. Acho que ele vai aparecer mais no quarto episódio, porque na série o Yoren já morreu e o povo todo que estava com ele indo pra Muralha já foi capturado. E você sabe que Jaqen só começa mesmo a interagir com a Arya em Harrenhal. Então é esperar. Semana que vem, depois de assistir, eu te falo.

Beijos!

Nerito disse...

Oi Fefa!

Eu assisti esse filme no cinema e fiquei profundamente comovido. Fiquei pensando nas tardes que eles passavam juntos, preenchendo com leituras o vazio tão grande que havia entre eles...

A biblioteca onde trabalho tem esse livro. Não pude ainda conferi-lo porque estou com minha lista de leitura bem extensa... Mas sempre que passo diante da prateleira dele, namoro o título, lembrando das imagens do filme. Realmente é uma dica muito boa, Fefa! Abraço!

Fefa Rodrigues disse...

Nerito... perfeita definição... é um filme tocante... mas que me deixa meio que sem palavras para desrever os sentimentos que despertou em mim!!