quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Ponte de Waterloo

Há algum tempo a Orquídea, assídua visitante do blog que se tornou amiga, me mandou um DVD com três filmes em preto-e-branco! Difícil de entronar – filmes e amigos assim, e ela me fez esta gentileza!! Já assisti os filmes há algum tempo, quando ainda estava em férias e hoje vou comentar sobre um deles – Waterloo Bridge.
 
A história começa quando o coronel Cronin se dirige ao front de batalha e antes de embarcar ele para na Ponte de Waterloo e começa a se lembrar de algo que havia acontecido ali, anos antes, ainda durante a Primeira Guerra. Cerca de 25 anos antes, durante um bombardeio alemão, o coronel havia conhecido e ajudado a bailaria Myra a se proteger. Naquela mesma noite, o coronel vai até a apresentação de balé e a convida para jantar. Porém, Myra faz parte de uma companhia de balé que tem uma “diretora” muito rígida que a proíbe de encontrar o coronel, mas a bailarina vai mesmo assim.Os dois se apaixonaram e, como o coronel só tinha três dias de folga, decidiram se casar no dia seguinte (isso me lembrou bastante o casamento de Maud e Walter no livro Queda de Gigantes). Depois de correrem de um lado para outro tentando conseguir a autorização para o casamento, afinal ele era um nobre, o matrimonio não se realiza por uma questão burocrática, eles são impedidos de se casar naquele dia, pois os casamentos só se realizavam até as 11:00h.


Eles vão então para casa, para aguardar o dia seguinte, quando enfim se casariam. Já em casa a “diretora” da companhia de balé acaba demitindo Myra e sua melhor amiga por terem desrespeitado suas ordens. Myra não se importa, afinal, no dia seguinte irá se casar com Cronin, mas, logo após o incidente ela recebe um telefonema do coronel informando que ele recebeu ordens de se apresentar naquele mesmo dia, sua folga havia acabado e o casamento não iria se realizar, teriam que aguardar seu retorno.

 
Sem emprego e em plena Guerra as duas amigas acabam sendo obrigadas a viver como podem e um mal entendido leva Myra a acreditar que Cronin está morto. Sem outra alternativa, as duas são obrigadas a se prostituir para viver, mas isso é totalmente velado, a gente apenas deduz que foi isso que aconteceu.


A guerra chega ao fim e Cronin volta, reencontrar Myra e a leva para sua casa de campo, para conhecer a família... Myra, porém, não consegue viver com aquele segredo, mas também não tem coragem de contar o que fez durante os anos de guerra... então, ela deixa a casa de campo durante a madrugada e volta para cidade. Cronin e Kitty procuram por toda a cidade, mas não encontram Myra, que, de volta a Ponte de Waterloo chega ao máximo de seu desespero e tristeza e acaba por se matar. 
De volta a cena inicial, Cronin aparece trazendo nas mães um pequeno amuleto que Myra carregava quando morreu. Assim termina a história dos dois.

Uma história triste, confesso, mas gostei muito, faz a gente pensar em como pequenos desencontros podem mudar a vida da gente e de como talvez, arriscar seja melhor do que desistir.

Eu amo ver esses clássicos do cinema e perceber como a sétima arte mudou!!:o)

Abraços
Fefa Rodrigues



8 comentários:

Nerito disse...

Amiga Fefa,

Desculpa pelo sumiço. Estou em um projeto novo: escrevendo um livro! Por isso sumi, inclusive da net.

Vou tentar, porém, dar umas passadas aqui, voltar a participar das conversas.

Abraços!

CMachado disse...

Oi Fefa,
É nostálgico né esse filme, eu adoro a Vivian ela fez muitas caras da Scarllet do E O Vento Levou, (meu filme favorito)nesse filme, devo assistir todo ano umas 6 vezes pelo menos rsrs.
Andei assistindo uns com a Bette Davis, (a vaidosa), (a carta) show!! vc vai gostar!! Tão logo eu consiga te envio...
bjk

Fefa Rodrigues disse...

Nerito... escrendo um livro???

Nossa, isso sim é um bom projeto!!!:o)

Boa sorte no seu livro e, qd estiver pronto, quero conhecer!!! Quem sabe na notie de autografos!!!

Fefa Rodrigues disse...

Orquideaaaaaaaaaa

Ja viu A Malvada? Muito legal!!! hehehe

E O Vento Levou eu assiti apenas uma vez, já faz tempo!!... Esta dois que vc citou eu não conheço!!

Sobre o tablet, não percebi um aquecimento... mas de verdade, nada como cheiro de papel... olhar a capa...

LuRussa disse...

Fe, se vc gostou de Queda de Gigantes, vc TEM que ler os primeiros sucessos de Ken Follett, Os Pilares da Terra I e II. Esse livro que originou Queda de Gigantes e Mundo sem Fim.

bjoss

LuRussa

LuRussa disse...

PS> vivo tentando comentar no seu blog, essas palavras q tem q escrever no comentário são mto confusas e mtas vezes não aceita meu comentário, aí acabo desistindo.

Dora Delano disse...

Moça, conserta lá: "Naquela mesma noite, o coronel VAIA até a apresentação de balé e a convida para jantar."

vc quis dizer VAI, né. =)

Gente, que história triste...mas o que me chama atenção é que a história não é nada clichê e todos os filmes hoje tem tantos finais [improváveis] felizes.

CMachado disse...

Dora engraçado vc dizer isso...
Porque escuto muita gente dizer assim: "Não gostei do final" como se na vida, tudo sempre acaba bem...

Fefa, "O Vento Levou" sou suspeita porque tenho uma relação transcendental com esse filme. rsrs esse filme me diz tanta coisa, sobre tudo que nem sei te explicar... A Malvada é muito bom Bette Davis tb falar que ela era muito boa atriz é chover no molhado...
Bjks
meninas e boas leituras!!!